{"id":18694,"date":"2006-06-21T12:21:24","date_gmt":"2006-06-21T12:21:24","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/06\/21\/beatos-martires-na-diocese-do-porto\/"},"modified":"2006-06-21T12:21:24","modified_gmt":"2006-06-21T12:21:24","slug":"beatos-martires-na-diocese-do-porto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/beatos-martires-na-diocese-do-porto\/","title":{"rendered":"Beatos M\u00e1rtires na Diocese do Porto"},"content":{"rendered":"<p>Em meados do s\u00e9culo XVI, in\u00fameros jovens ofereceram-se para integrar a miss\u00e3o, preparada pelo P. In\u00e1cio de Azevedo, destinada \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o do Brasil. No dia 15 de Julho de 1570, a embarca\u00e7\u00e3o em que viajavam foi atacada por piratas huguenotes (protestantes), que decidiram matar os mission\u00e1rios, ferindo-os e lan\u00e7ando-os todos ao mar, alguns ainda com vida. Do total de 40 mission\u00e1rios mortos, oito eram origin\u00e1rios da Diocese do Porto, incluindo o P. In\u00e1cio de Azevedo.  A sua festa celebra-se no dia 17 de Julho, um facto que muitas pessoas desconhece. Os nomes dos oito Beatos naturais da Diocese do Porto s\u00e3o: In\u00e1cio de Azevedo, Gon\u00e7alo Henriques, Sim\u00e3o da Costa, Ant\u00f3nio Correia e Gaspar \u00c1lvares (da cidade do Porto); Marcos Caldeira (Santa Maria da Feira); Amaro Vaz (Marco de Canaveses); e Jo\u00e3o Adaucto (Entre-Douro e Minho).  <b>A miss\u00e3o do P. In\u00e1cio de Azevedo<\/b> A evangeliza\u00e7\u00e3o do Brasil tinha come\u00e7ado logo ap\u00f3s a sua descoberta, em 1500. os jesu\u00edtas, ordem religiosa fundada em 1540, enviaram para as Terras de Santa Cruz os seus primeiros misson\u00e1rios, poucos anos ap\u00f3s a sua funda\u00e7\u00e3o. \u00c0 medida que a actividade mission\u00e1ria se foi desenvolvendo, foi-se tornando necess\u00e1rio esclarecer caminhos e definir metas a alcan\u00e7ar. Para ajudar nesse discernimento, foi enviado de Lisboa o P. In\u00e1cio de Azevedo, sacerdote que se afigorou como a pessoa certa, dada a sua natureza activa e empreendedora, beneficiando de uma forte experi\u00eancia como reitor dos primeiros col\u00e9gios de jesu\u00edtas em Lisboa, Coimbra e Braga.  Estando no Brasil, foi enviado dali a Roma, em 1565, na qualidade de Procurador da \u00cdndia e do Brasil. In\u00e1cio de Azevedo recebeu grande apoio do Papa Pio V que o muniu de amplas faculdades pastorais. Igualmente o Geral da Companhia de Jesus, Francisco de Borja, impressionado pelas palavras e carisma de In\u00e1cio de Azevedo e consciente da urg\u00eancia de enviar mais pessoas para a miss\u00e3o que o Brasil exigia, escreveu aos Provinciais de Espanha e Portugal para que lhe facultassem, nas suas terras, a recolha quer de mission\u00e1rios, quer de recursos materiais.   <b>Tempo de prepara\u00e7\u00e3o para a miss\u00e3o<\/b> Ao fim de alguns meses, In\u00e1cio de Azevedo reuniu na Quinta do Val do Rosal (Charneca da Caparica), a Sul do Tejo, casa de apoio ao Col\u00e9gio de Santo Ant\u00e3o, um grupo de jovens desejosos de se empenharem na ac\u00e7\u00e3o evangelizadora do Brasil. Integravam este grupo seis dos oito m\u00e1rtires naturais da Diocese do Porto: Gon\u00e7alo Henriques, Sim\u00e3o da Costa, Ant\u00f3nio Correia e Gaspar \u00c1lvares (nascidos no Porto), Amaro Vaz (Marco de Canaveses) e Marcos Caldeira (Santa Maria da Feira). Durante cerca de seis meses, prepararam-se para a viagem e miss\u00e3o futura, participando, estudando, discutindo e ouvindo confer\u00eancias, vendo e ouvindo testemunhos sobre os novos povos e lugares. Mantinham-se inspirados por In\u00e1cio de Azevedo, que os orientava para a ascese e para o zelo mission\u00e1rio.   <b>Partida em miss\u00e3o<\/b> A 5 de Junho de 1570, partiu do Tejo um grupo de 74 jesu\u00edtas, rumo \u00e0 ilha da Madeira, repartidos por tr\u00eas naus. Uma vez no Funchal, ficaram alojados na Quinta do Pico Cardo.  A 30 de Junho, pressentindo o perigo que iam correr, dada a proximidade de cors\u00e1rios, In\u00e1cio de Azevedo convocou a sua comitiva antes do embarque \u2013 \u201cQueria volunt\u00e1rios da morte por Cristo\u201d. Alguns hesitaram e n\u00e3o quiseram seguir, sendo logo substitu\u00eddos por outros. Entre os que aceitaram partir estavam os mencionados seis jovens oriundos da Diocese do Porto, aos quais se juntou um s\u00e9timo, Jo\u00e3o Ada\u00facto (sabe-se apenas que era da zona Entre-Douro e Minho), que era sobrinho do capit\u00e3o da nau Santiago e que manifestou desejo de entrar na Companhia de Jesus durante a viagem.  Rapidamente chegaram \u00e0s Can\u00e1rias, onde permaneceram cinco dias.   <b>O mart\u00edrio<\/b> Quando iniciavam o caminho do Brasil, saindo de Tazacorte, a 15 de Julho de 1570, surgiu uma frota de piratas huguenotes (grupo protestante), comandados por Jacques S\u00f3ria (Sore).  Perante a insufici\u00eancia de soldados defensores da nau, o comandante pediu volunt\u00e1rios a Azevedo. contudo, a condi\u00e7\u00e3o de consagrados dos membros deste grupo de 40 homens n\u00e3o lhes permitia pegar em armas e atentar contra a vida. Por\u00e9m, sempre que havia feridos, assitiam-nos, animavam os combatentes e rezavam.  Estando a nau ocupada pelos agressores, e, apercebendo-se que se tratava de mission\u00e1rios cat\u00f3licos, investiram com as armas. Indo ao seu encontro, In\u00e1cio de Azevedo, com a imagem de Nossa Senhora nas m\u00e3os, apresentou-se como sacerdote de Cristo. \u201cTodos me sejam testemunhas como morro pela F\u00e9 cat\u00f3lica e pela Santa Igreja Romana\u201d. Depois deste acto, um soldado deu-lhe uma cutilada na cabe\u00e7a. Azevedo ainda se dirigiu aos seus companheiros dizendo: \u201cN\u00e3o choreis, meus filhos. N\u00e3o chegaremos ao Brasil, mas fundaremos, hoje, um col\u00e9gio no c\u00e9u\u201d. Os huguenotes, perante tanta firmeza, resolveram acabar com a vida de In\u00e1cio de Azevedo e deit\u00e1-lo ao mar.  Em seguida, todos os mission\u00e1rios foram sendo maltratados, feridos e lan\u00e7ados ao mar, alguns ainda vivos, com excep\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o S\u00e1nchez, ajudante de cozinha, que, devido \u00e0 sua pouca idade, foi poupado, sendo a posteriori a testemunha que permitiu que se conhecessem os acontecimentos que tiveram lugar naquela nau.  Pio IX reconheceu e confirmou o culto a In\u00e1cio de Azevedo e aos seus 39 companheiros de mart\u00edrio, a 11 de Maio de 1854, instituindo a sua festa a 17 de Julho. Nos dias de hoje, celebra-se a festa dos Beatos M\u00e1rtires em Tazacorte, no dia 15 de Julho e mem\u00f3ria facultativa em toda a Igreja a 17 de Julho. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em meados do s\u00e9culo XVI, in\u00fameros jovens ofereceram-se para integrar a miss\u00e3o, preparada pelo P. In\u00e1cio de Azevedo, destinada \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o do Brasil. 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