{"id":18690,"date":"2006-06-21T11:48:02","date_gmt":"2006-06-21T11:48:02","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/06\/21\/d-sebastiao-soares-de-resende-homenageado-na-sua-terra\/"},"modified":"2006-06-21T11:48:02","modified_gmt":"2006-06-21T11:48:02","slug":"d-sebastiao-soares-de-resende-homenageado-na-sua-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/d-sebastiao-soares-de-resende-homenageado-na-sua-terra\/","title":{"rendered":"D. Sebasti\u00e3o Soares de Resende homenageado na sua terra"},"content":{"rendered":"<p>Milheir\u00f3s de Poiares, no concelho de Santa Maria da Feira, terra natal de D. Sebasti\u00e3o Soares de Resende, primeiro Bispo da Beira, realizou aquilo que podia e deveria ter sido uma homenagem nacional, no dizer de D. Carlos Azevedo, natural daquela terra e um dos promotores da iniciativa.  Col\u00f3quio Comemorativo e exposi\u00e7\u00e3o Pelas 14 horas come\u00e7ou a registar-se a chegada, ao cine \u2013teatro S. Miguel, dos admiradores de  D. Sebasti\u00e3o, bispos, sacerdotes, entidades aut\u00e1rquicas, irm\u00e3s religiosas e algumas centenas de pessoas e familiares, nomeadamente, D. Armindo Lopes Coelho, bispo da diocese do Porto, D. Jaime Pedro Gon\u00e7alves, actual arcebispo da Beira de Mo\u00e7ambique, D. Augusto C\u00e9sar Ferreira da Silva, bispo em\u00e9rito de Portalegre e Castelo Branco, D. Eurico Nogueira, bispo em\u00e9rito da arquidiocese de Braga, D. Carlos Azevedo, bispo auxiliar do patriarcado de Lisboa, Alfredo Henriques, presidente da C\u00e2mara de Santa Maria da Feira, Professor Doutor Cardoso da Costa, presidente da Assembleia Municipal, Casimiro Loureiro, presidente da Junta de Freguesia, Professor Doutor Adriano Moreira, Irene Vilar, escultora que projectou a est\u00e1tua do homenageado, David Sim\u00f5es Rodrigues e P. Fernando Correia Gon\u00e7alves, p\u00e1roco de Milheir\u00f3s. No \u00e1trio do cine-teatro encontrava-se uma exposi\u00e7\u00e3o de materiais alusivos ao homenageado. Ali havia livros publicados por si, livros e revistas acerca de si, fotografias diversas e objectos e utens\u00edlios pessoais, pena de escrever, len\u00e7\u00f3is de linho, facha episcopal, solid\u00e9u, etc.. Tamb\u00e9m havia uma r\u00e9plica da cruz episcopal. D. Carlos Azevedo, representando a Comiss\u00e3o Organizadora, abriu o col\u00f3quio. O primeiro orador, D. Augusto C\u00e9sar Ferreira da Silva, retratou D. Sebasti\u00e3o como um pastor austero, disciplinado, virtuoso, s\u00f3brio, atento \u00e0 imprensa, doutrinador, orientador, ouvidor e praticante da Doutrina Social da Igreja, baseado fundamentalmente em atitudes, comportamentos e acontecimentos por ele testemunhados. O segundo orador, Adriano Moreira, depois de real\u00e7ar o contexto s\u00f3cio-pol\u00edtico que caracterizava Portugal no in\u00edcio do bispado de D. Sebasti\u00e3o e de confessar a influ\u00eancia que dele recebera enquanto governante, concluiu a sua interven\u00e7\u00e3o, afirmando o seguinte. \u201cHomem de f\u00e9 e de vis\u00e3o, com uma intelig\u00eancia pronta para a identifica\u00e7\u00e3o das situa\u00e7\u00f5es de conflito, um desassombro prof\u00e9tico para assumir as exig\u00eancias de emenda, e uma aceita\u00e7\u00e3o consciente das reac\u00e7\u00f5es e seus efeitos, D. Sebasti\u00e3o tinha o amparo s\u00f3lido e confiante dos valores crist\u00e3os, que s\u00e3o o eixo da roda do mission\u00e1rio. A roda passa por todas as mudan\u00e7as, e o eixo acompanha a roda, mas n\u00e3o anda. Ele podia serenamente professar aquilo que mais pode desejar um Bispo \u2013 que, depois da morte, se diga que Cristo passou por aqui. Conseguiu.\u201d O terceiro orador, David Sim\u00f5es Rodrigues, apresentou D. Sebasti\u00e3o como investigador. Baseado na sua obra publicada, que foi enumerando e comentando, terminou desta maneira. \u201cAquilino Ribeiro n\u00e3o era sob qualquer aspecto o que se poderia apelidar de imberbe. D. Sebasti\u00e3o sustentou com ele uma pol\u00e9mica nas Letras e Artes, sec\u00e7\u00e3o cultural do di\u00e1rio cat\u00f3lico Novidade. Pois Aquilino, polemista destemido e frontal, chegou ao fim e, honesta e publicamente elogiou reconhecendo no seu antagonista, D. Sebasti\u00e3o Soares de Resende: a honestidade intelectual, a profundidade do tratamento da mat\u00e9ria, a correc\u00e7\u00e3o e polidez urbana do advers\u00e1rio, a nobreza do seu car\u00e1cter. Que outras qualidades para atestar melhor o trabalho do Homem e sobretudo do verdadeiro e esclarecido Investigador?\u201d \tO quarto orador, D. Jaime Pedro Gon\u00e7alves, arcebispo da Beira,  apresentou o trabalho intitulado Perman\u00eancia viva da obra de D. Sebasti\u00e3o Soares de Resende. Agradeceu o convite da Comiss\u00e3o Organizadora e centrou a sua abordagem de D. Sebasti\u00e3o em dois v\u00e9rtices marcantes \u2013 a obra realizada e o seu eco que ainda perdura na diocese da Beira e em todo o pa\u00eds de Mo\u00e7ambique. Definiu D. Sebasti\u00e3o como \u201cfervoroso bispo mission\u00e1rio, educador esclarecido, comunicador convicto e promotor destemido da justi\u00e7a social\u201d n\u00e3o s\u00f3 na Beira como em todo o Mo\u00e7ambique. Desenvolveu pormenorizadamente cada uma destas facetas destacando os seguintes aspectos.  Como mission\u00e1rio fervoroso, fortalecera as miss\u00f5es existentes, fundara mais 55, iniciara a divis\u00e3o da diocese, fundara o semin\u00e1rio menor de Z\u00f3bu\u00e9. Como educador esclarecido, criara v\u00e1rias dezenas de escolas prim\u00e1rias, v\u00e1rios col\u00e9gios nas cidades da Beira e Chimoio, escolas de prepara\u00e7\u00e3o de professores de Posto Escolar e propusera a cria\u00e7\u00e3o de universidade em Mo\u00e7ambique. Como comunicador convicto, editara a Voz Africana, fundara o famoso Di\u00e1rio de Mo\u00e7ambique, apoiara a R\u00e1dio Pax, emissora cat\u00f3lica da Beira. Como promotor destemido\u201d da justi\u00e7a social, denunciara as injusti\u00e7as sociais, propondo solu\u00e7\u00f5es, sujeitando-se frequentemente a muito sofrimento e amargura. Finalizou dizendo que \u201ca maior e a melhor obra que permanece viva \u00e9 a presen\u00e7a de D. Sebasti\u00e3o no nosso meio\u201d.  Inaugura\u00e7\u00e3o da est\u00e1tua A est\u00e1tua de D. Sebasti\u00e3o, da autoria de Irene Vilar, foi inaugurada pelo presidente da C\u00e2mara Municipal, retirando o v\u00e9u que a cobria, diante das v\u00e1rias centenas de pessoas, que entretanto se tinham deslocado para o local onde ela se encontrava.  No uso da palavra, disse que se sentia muito honrado por estar associada a esta justa e merecida homenagem. J\u00e1 em 1943, D. Sebasti\u00e3o, ap\u00f3s a sua sagra\u00e7\u00e3o, \u201cfora recebido com fortes aplausos e muitos cumprimentos numa imponente e calorosa cerim\u00f3nia nos pa\u00e7os do concelho de Santa Maria da Feira\u201d. Evocou a consterna\u00e7\u00e3o que a sua morte causou aos feirenses em 1967, por ocasi\u00e3o da sua morte, que muito respeitavam a sua obra, a sua intelig\u00eancia e a sua humildade. E real\u00e7ou a import\u00e2ncia desta efem\u00e9ride para as pessoas de hoje e de amanh\u00e3.  Concelebra\u00e7\u00e3o Pelas 19 horas houve concelebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia, presidida por D. Armindo, bispo do Porto, na igreja paroquial. Na homilia, este prelado referiu os acontecimentos importantes da vida de D. Sebasti\u00e3o, enaltecendo a suas qualidades e tecendo rela\u00e7\u00f5es com as leituras pr\u00f3prias da liturgia da palavra do dia. Em dado momento, afirmou que do mesmo modo que o agricultor cultiva os seus campos, v\u00ea a semente germinar e o fruto produzido, assim aconteceu com D. Sebasti\u00e3o, que lan\u00e7ou sementes que germinaram e est\u00e3o a produzir seus frutos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Milheir\u00f3s de Poiares, no concelho de Santa Maria da Feira, terra natal de D. Sebasti\u00e3o Soares de Resende, primeiro Bispo da Beira, realizou aquilo que podia e deveria ter sido uma homenagem nacional, no dizer de D. Carlos Azevedo, natural daquela terra e um dos promotores da iniciativa. 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