{"id":18633,"date":"2006-06-19T11:13:54","date_gmt":"2006-06-19T11:13:54","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/06\/19\/beja-prepara-sinodo-diocesano\/"},"modified":"2006-06-19T11:13:54","modified_gmt":"2006-06-19T11:13:54","slug":"beja-prepara-sinodo-diocesano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/beja-prepara-sinodo-diocesano\/","title":{"rendered":"Beja prepara s\u00ednodo diocesano"},"content":{"rendered":"<p>D. Ant\u00f3nio Vitalino em entrevista <!--more--> Em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA, D. Ant\u00f3nio Vitalino fala dos desafios da Igreja na sua Diocese. Nas visitas pastorais, o Bispo de Beja nota \u201cfalta de criatividade e resigna\u00e7\u00e3o perante a realidade do envelhecimento no Alentejo\u201d.  <i>Ag\u00eancia ECCLESIA (AE) \u2013 H\u00e1 um ano atr\u00e1s, no conselho presbiteral, colocou-se a hip\u00f3tese de um S\u00ednodo Diocesano. Esta ideia tem sofrido avan\u00e7os? D. Ant\u00f3nio Vitalino (AV) \u2013<\/i> A ideia mant\u00eam-se mas temos de dinamizar mais as bases para que o S\u00ednodo Diocesano seja verdadeiramente participado e possamos envolver as fam\u00edlias, juventude e institui\u00e7\u00f5es. Estamos num ambiente de pr\u00e9-s\u00ednodo.  <i>AE \u2013 J\u00e1 existe tema? Para quando o come\u00e7o? AV \u2013<\/i> Na minha mente est\u00e1 o ano de 2010. Em rela\u00e7\u00e3o ao tema ainda estamos em reuni\u00f5es \u2013 Conselho Presbiteral e Conselho Pastoral \u2013 para extrair da\u00ed as prioridades da diocese.   <i>AE \u2013 O ano pastoral ainda n\u00e3o terminou mas j\u00e1 existem apostas para o pr\u00f3ximo? AV \u2013<\/i> Iremos manter \u2013 de maneira mais estruturada \u2013 o tema da fam\u00edlia e envolv\u00ea-la na pedagogia e na educa\u00e7\u00e3o da f\u00e9.    <i>AE \u2013 Que avalia\u00e7\u00e3o faz das suas visitas pastorais aos arciprestados da diocese de Beja? AV &#8211;<\/i> Esta diocese tem seis arciprestados e at\u00e9 ao momento j\u00e1 percorri cinco. No pr\u00f3ximo ano penso ir ao \u00faltimo que \u00e9 o concelho de Beja, o maior e talvez o mais complicado. Estas visitas s\u00e3o um momento muito importante visto que h\u00e1 um contacto com a realidade do povo. Nelas, ando a p\u00e9 pelas ruas, visito as v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es (sociais, culturais e civis) e tenho encontros com as mais diversas entidades. Aos p\u00e1rocos tento dar algumas orienta\u00e7\u00f5es porque, algumas vezes, noto falta de criatividade e resigna\u00e7\u00e3o perante a realidade do envelhecimento no Alentejo.   <i>AE \u2013 Como revitalizar o Baixo Alentejo? AV \u2013<\/i> Primeiro temos que apostar no povoamento. A popula\u00e7\u00e3o jovem \u00e9 cada vez menor e h\u00e1 cada vez menos crian\u00e7as. Nas par\u00f3quias temos que nos dirigir mais \u00e0s fam\u00edlias e tentar, com eles, ser fermento de vida e esperan\u00e7a nesta sociedade. Para al\u00e9m deste ponto, compete-nos lutar contra a resigna\u00e7\u00e3o e contra a ideia que o Alentejo n\u00e3o tem possibilidades de vida. Noto que as pessoas procuram apenas emprego mas a realidade da vida n\u00e3o se resume apenas ao trabalho. A Igreja tem aqui um papel importante a desempenhar, sobretudo na anima\u00e7\u00e3o da esperan\u00e7a das pessoas.  <i>AE \u2013 Nas visitas pastorais realizadas notou que existiam muitas \u00abovelhas\u00bb fora do rebanho? AV \u2013<\/i> No Alentejo h\u00e1 muitos rebanhos. Encontrei muitos pelos caminhos\u2026. (risos) O povo como tal gosta de acolher. Pode n\u00e3o ser praticante mas sente-se honrado quando o bispo aparece e os cumprimenta. Oi\u00e7o com frequ\u00eancia esta exclama\u00e7\u00e3o: \u00abfoi a primeira vez que estive de perto com um bispo e falei com ele\u00bb. As pessoas t\u00eam receio de ir ao encontro da Igreja mas se a Igreja for mission\u00e1ria h\u00e1, aqui, um grande futuro.   <i>AE \u2013 No Ver\u00e3o, as festas predominam nesta regi\u00e3o. H\u00e1 um plano espec\u00edfico para educar esta religiosidade popular? AV \u2013<\/i> O povo alentejano gosta muito de prociss\u00f5es e dos seus santos padroeiros. S\u00f3 que estas envolvem, algumas vezes, \u00abcoisas\u00bb de supersti\u00e7\u00e3o e paganismo. De Mar\u00e7o a fins de Outubro h\u00e1 muitas festas nas v\u00e1rias localidades do baixo Alentejo.    <i>AE \u2013 Quando o Presidente da Rep\u00fablica fala no plano de inclus\u00e3o, o baixo Alentejo rev\u00ea-se nesta medida? AV \u2013<\/i> Acho que \u00e9 todo o interior de Portugal. O Alentejo \u2013 devido \u00e0 estrutura demogr\u00e1fica e geogr\u00e1fica \u2013 ainda est\u00e1 muito dependente da agricultura sazonal. Muitas vezes sente-se exclu\u00eddo e alguns resignam e vivem apenas com os rendimentos m\u00ednimos.   <i>AE \u2013 Mas h\u00e1 m\u00e9todos inovadores como a revitaliza\u00e7\u00e3o de estruturas com passado.  AV \u2013<\/i> H\u00e1 casos de sucesso mas \u00e9 preciso apostar mais no marketing. O Alentejo tem uma qualidade de vida que n\u00e3o existe na cidade. Aqui encontramos a paz, tranquilidade, sossego e o sabor da natureza. O Alentejo tem muitas potencialidades para o homem contempor\u00e2neo.   <i>AE \u2013 O Alqueva \u00e9 uma delas? AV \u2013<\/i> O Alqueva tem imensas potencialidades: agricultura, turismo e produ\u00e7\u00e3o de energia.   <i>AE \u2013 \u00c9 a passagem de um Alentejo de sequeiro para um Alentejo de regadio? AV \u2013<\/i> Temos a necessidade de um Alentejo de regadio embora teremos sempre partes de sequeiro. A parte do sequeiro ter\u00e1 de ser reestruturada porque a produ\u00e7\u00e3o de trigo n\u00e3o compensa. Fica mais caro produzir do que n\u00e3o produzir, devido ao pre\u00e7o e \u00e0 concorr\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. Ant\u00f3nio Vitalino em entrevista<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[154,171,193,206,292,320],"class_list":["post-18633","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-crianca","tag-diocese-de-beja","tag-educacao","tag-familia","tag-religiosidade-popular","tag-turismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18633","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18633"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18633\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18633"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18633"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18633"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}