{"id":18574,"date":"2006-06-14T13:02:31","date_gmt":"2006-06-14T13:02:31","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/06\/14\/futebol-tabaco-e-outros\/"},"modified":"2006-06-14T13:02:31","modified_gmt":"2006-06-14T13:02:31","slug":"futebol-tabaco-e-outros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/futebol-tabaco-e-outros\/","title":{"rendered":"Futebol, tabaco, e outros\u2026"},"content":{"rendered":"<p>Tenho andado atento \u00e0s m\u00faltiplas reflex\u00f5es que nos \u00faltimos tempos t\u00eam aparecido sobre dois temas aparentemente inocentes: o tabaco e o futebol. E noto que, tanto os dependentes de um como de outro\u2026 fumo, g\u00e9lidos e implac\u00e1veis na an\u00e1lise de quest\u00f5es filos\u00f3ficas, pol\u00edticas, sociais, etc&#8230; deixam derreter toda a lucidez perante o facto de o seu v\u00edcio ou o seu clube, ou apenas o futebol, autorizarem toda a parcialidade de olhar, dispensando qualquer esfor\u00e7o de objectividade. Basta ouvir alguns relatos e coment\u00e1rios do futebol que nem admitem a pergunta se o tom de voz, o ritmo narrativo, a vontade indisfar\u00e7\u00e1vel de que o resultado esteja do seu (do nosso) lado, tudo autoriza. Muitos comentadores imparciais n\u00e3o aceitam que nesta mat\u00e9ria se n\u00e3o seja parcial\u2026 Com a pol\u00e9mica sobre a proibi\u00e7\u00e3o de fumar em recintos fechados, p\u00fablicos ou de empresas, as reac\u00e7\u00f5es s\u00e3o semelhantes, mas particularmente not\u00f3rias nos fumadores inveterados que confessam publicamente o seu v\u00edcio como direito constitucional\u2026 etc, etc, considerando fundamentalismo execr\u00e1vel qualquer restri\u00e7\u00e3o a este inocente balancear do \u201cbota fumero \u201d seja na direc\u00e7\u00e3o de quem for. Ficaria por aqui, com a complac\u00eancia de quem n\u00e3o concorda mas compreende uma depend\u00eancia aparentemente invenc\u00edvel. Tamb\u00e9m me parece que h\u00e1 pregadores anti-tabagistas cujo tom de serm\u00e3o irrita mais do que convence\u2026 Mas em todos os segmentos da vida isso acontece um pouco. O problema \u00e9 que h\u00e1 preconceitos novos ou antigos, que se utilizam da mesma forma. Ou seja: (H\u00e1) acontecimentos de car\u00e1cter social, cultural, art\u00edstico e mesmo religioso que se analisam com o inebriamento cego do preconceito clubista, que autoriza e at\u00e9 aconselha toda a casta de aleivosias em nome da liberdade &#8211; da sua liberdade de dizer, desenhar ou representar. A essa sombra tudo se cria, tudo se perde, nada se transforma. O que os outros recebem como fumo t\u00f3xico ou como agress\u00e3o \u00e0 sua constru\u00e7\u00e3o interior de refer\u00eancias, \u00e9 secund\u00e1rio. Logo que se bolse toda a ingest\u00e3o de azedumes, frustra\u00e7\u00f5es e raivas, fique a grei em paz, que a liberdade, para isto, est\u00e1 dispon\u00edvel, e at\u00e9 d\u00e1 jeito. Existe a objectividade de vis\u00e3o e an\u00e1lise? Penso que n\u00e3o. (N\u00e3o vamos entrar pelo labirinto do \u201cp\u00f3s estruturalismo, hermen\u00eautica, semi\u00f3tica ou desconstru\u00e7\u00e3o\u201d!!). A linguagem \u00e9 imperfeita, ningu\u00e9m tem o plano geral e pr\u00f3ximo de todos os acontecimentos. Mas a honestidade \u00e9 acess\u00edvel. Mesmo a grandes dependentes do tabaco, do clubismo\u2026 e cong\u00e9neres.  <i>Ant\u00f3nio Rego<\/I><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tenho andado atento \u00e0s m\u00faltiplas reflex\u00f5es que nos \u00faltimos tempos t\u00eam aparecido sobre dois temas aparentemente inocentes: o tabaco e o futebol. E noto que, tanto os dependentes de um como de outro\u2026 fumo, g\u00e9lidos e implac\u00e1veis na an\u00e1lise de quest\u00f5es filos\u00f3ficas, pol\u00edticas, sociais, etc&#8230; deixam derreter toda a lucidez perante o facto de o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-18574","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18574","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18574"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18574\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18574"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18574"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18574"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}