{"id":18572,"date":"2006-06-14T12:55:27","date_gmt":"2006-06-14T12:55:27","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/06\/14\/igreja-atenta-a-nova-lei-da-imigracao-2\/"},"modified":"2006-06-14T12:55:27","modified_gmt":"2006-06-14T12:55:27","slug":"igreja-atenta-a-nova-lei-da-imigracao-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-atenta-a-nova-lei-da-imigracao-2\/","title":{"rendered":"Igreja atenta \u00e0 nova lei da imigra\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A Igreja Cat\u00f3lica em Portugal est\u00e1 atenta \u00e0s altera\u00e7\u00f5es legislativas sobre a entrada, perman\u00eancia, sa\u00edda e afastamento dos imigrantes no nosso territ\u00f3rio. Num momento em que se discute o anteprojecto da \u201clei da imigra\u00e7\u00e3o\u201d, D. Ant\u00f3nio Vitalino refere \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA que \u201c\u00e9 com satisfa\u00e7\u00e3o que a Igreja v\u00ea os nossos legisladores interessarem-se por esta problem\u00e1tica e a tentarem encontrar uma lei que enquadre diversas situa\u00e7\u00f5es\u201d. \u201cN\u00f3s, como um pa\u00eds de muitos emigrantes, temos de ter uma sensibilidade especial para tentar enquadrar as diferentes situa\u00e7\u00f5es dos imigrantes\u201d, defende o presidente da Comiss\u00e3o Episcopal da Mobilidade Humana. \u201cN\u00f3s sentimos muito de perto, est\u00e1 no nosso sangue a situa\u00e7\u00e3o de estar deslocado da terra origem e isso deve encher-nos de uma grande sensibilidade, as nossas leis deve reflectir isso\u201d, acrescenta. Lembrando que vivemos num mundo de \u201cgrande mobilidade\u201d e que se deve respeitar o \u201cquadro comunit\u00e1rio\u201d, o Bispo de Beja admite que \u201cdesejar\u00edamos sempre mais, mas temos de saber que n\u00e3o estamos isolados\u201d. Este respons\u00e1vel pede que as manifesta\u00e7\u00f5es mais \u201cnacionalistas\u201d n\u00e3o sejam tomadas como a opini\u00e3o do conjunto da sociedade nem afectar os legisladores. \u201cHoje em dia, essas vis\u00f5es n\u00e3o podem ser aquelas que orientam a legisla\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses, temos de viver numa sociedade mais global\u201d, aponta. Na per\u00edodo de Audi\u00e7\u00e3o P\u00fablica, decidido pelo Governo, com vista \u00e0 participa\u00e7\u00e3o da Sociedade Civil na discuss\u00e3o do anteprojecto da lei de imigra\u00e7\u00e3o, que se iniciou a 31 de Maio e se prolonga at\u00e9 30 de Junho, marcar\u00e3o presen\u00e7a activa as organiza\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica ligadas \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o, a n\u00edvel nacional e diocesano. O Pe. Valentim Gon\u00e7alves, da Comiss\u00e3o Justi\u00e7a e Paz dos Institutos Religiosos, lembra que, neste momento de crise, \u201cos imigrantes, por diversas raz\u00f5es, s\u00e3o os primeiros atingidos\u201d . Em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA, este respons\u00e1vel aponta para quest\u00f5es como \u201ca carestia de vida, o trabalho prec\u00e1rio e a falta de habita\u00e7\u00e3o\u201d. Os efeitos destes problemas s\u00e3o \u201cparticularmente vis\u00edveis nas crian\u00e7as\u201d, acrescenta o Pe. Valentim, apelando a uma vis\u00e3o \u201cpositiva e solid\u00e1ria\u201d em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o.  <b>Lei mais simples<\/b> Acabar com a exig\u00eancia de que um imigrante entre no pa\u00eds j\u00e1 com contrato de trabalho assinado \u00e9 uma das principais novidades do anteprojecto de Lei de Imigra\u00e7\u00e3o que est\u00e1 em discuss\u00e3o p\u00fablica at\u00e9 30 de Junho. O documento prev\u00ea uma bolsa anual com as oportunidades de emprego dispon\u00edveis, passando o Instituto de Emprego e Forma\u00e7\u00e3o Profissional a ter uma bolsa de emprego on-line para as divulgar.  A nova Lei da Imigra\u00e7\u00e3o estabelece igualmente um novo regime de vistos para a imigra\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria e para a transfer\u00eancia de trabalhadores no \u00e2mbito de empresas de pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio. O Governo pretende tamb\u00e9m criar um \u00fanico t\u00edtulo para todos aqueles que residem legalmente em Portugal, deixando de haver os actuais nove t\u00edtulos para passar a existir apenas a Autoriza\u00e7\u00e3o de Resid\u00eancia. Os menores nascidos em Portugal e que frequentem o primeiro ciclo do ensino b\u00e1sico v\u00e3o poder obter uma AR, bem como os seus pais. V\u00edtimas de tr\u00e1fico de pessoas, filhos de imigrantes legais que tenham atingido a maioridade e residentes no pa\u00eds desde os 10 anos e estudantes que pretendam permanecer em Portugal v\u00e3o tamb\u00e9m poder ter este t\u00edtulo. Entre as outras medidas, conta-se a vontade de melhorar o apoio ao regresso, volunt\u00e1rio de estrangeiros, ao seu pa\u00eds de origem, a criminaliza\u00e7\u00e3o do casamento por conveni\u00eancia, a substitui\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o preventiva de ilegais por deten\u00e7\u00e3o em centros de imigrantes, o agravamento das coimas para empregadores que empreguem imigrantes ilegais e, em destaque, a facilita\u00e7\u00e3o do reagrupamento familiar, com a decis\u00e3o nesta mat\u00e9ria a ter de ser tomada em seis meses, no m\u00e1ximo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Igreja Cat\u00f3lica em Portugal est\u00e1 atenta \u00e0s altera\u00e7\u00f5es legislativas sobre a entrada, perman\u00eancia, sa\u00edda e afastamento dos imigrantes no nosso territ\u00f3rio. Num momento em que se discute o anteprojecto da \u201clei da imigra\u00e7\u00e3o\u201d, D. 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