{"id":1851,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/nota-pastoral-de-d-augusto-cesar-aos-diocesanos-de-portalegre-castelo-branco\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"nota-pastoral-de-d-augusto-cesar-aos-diocesanos-de-portalegre-castelo-branco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-de-d-augusto-cesar-aos-diocesanos-de-portalegre-castelo-branco\/","title":{"rendered":"Nota pastoral de D. Augusto C\u00e9sar aos diocesanos de Portalegre &#8211; Castelo Branco"},"content":{"rendered":"<p>Queridos diocesanos: Diante da calamidade indiscrit\u00edvel que vem assolando o pa\u00eds e de modo particular a \u00e1rea geogr\u00e1fica da nossa Diocese, venho partilhar do vosso sofrimento e gritar convosco que n\u00e3o pode mais acontecer assim. As chamas devoraram gratuita e ferozmente hectares sem conta de mata, deixando tudo queimado e coberto de fumo. Em seguida, irromperam pelos quintais e lamberam as casas, consumindo algumas e espalhando o terror, sobretudo entre os idosos. Isto para al\u00e9m das mortes que provocaram.  Mesmo que as altas temperaturas expliquem muita coisa e o que provocaram expliquem muita coisa e o descuido tamb\u00e9m, parece adivinhar-se uma inten\u00e7\u00e3o mal\u00e9fica de reduzir a cinzas tudo o que o territ\u00f3rio ostentava de verdura e riqueza natural da nossa gente. Em todo o caso, a dado momento o fogo gerava fogo e o vento ati\u00e7ava as chamas, ao ponto de ca\u00e7oarem dos meios humanos que lhes faziam frente e dos a\u00e9reos tamb\u00e9m.  Em conclus\u00e3o, queimou-se literalmente tudo e as consequ\u00eancias s\u00e3o desastrosas para o equil\u00edbrio ecol\u00f3gico e para a economia dos pequenos e m\u00e9dios propriet\u00e1rios, al\u00e9m de algumas empresas florestadoras. Agora \u00e9 preciso reflectir o futuro e abrir as mentalidades a uma actua\u00e7\u00e3o consertada que permita renovar com menos riscos e com maior seguran\u00e7a, pois a raz\u00e3o do clima e a espontaneidade da floresta n\u00e3o podem justificar inc\u00farias prolongadas na limpeza dos terrenos e a falta de acessos programados, bem assim como de reservas estrat\u00e9gicas de \u00e1gua.  Bem sei que a sensa\u00e7\u00e3o de impot\u00eancia sentida por toda a parte e o caos instalado geraram um des\u00e2nimo contagioso, que pode ser mau conselheiro, mas a confian\u00e7a n\u00e3o vem apenas da nossa for\u00e7a ou capacidade de resistir. Vem, antes, da Gra\u00e7a de Deus que se reza em fam\u00edlia e em comunidade, uma vez que \u00e9 ela que inspira gestos de solidariedade em cadeia e uma comunh\u00e3o de bens verdadeiramente fraterna. O facto de se acolherem os velhinhos com afecto e f\u00e9, de se privar de repouso e f\u00e9rias para ajudar a defender o pr\u00f3prio e o alheio, de socorrer as necessidades mais \u00e0 vista e com generosidade magn\u00e2nima&#8230; mostra o que o homem \u00e9, por dentro, quando a f\u00e9 inspira e humaniza as rela\u00e7\u00f5es.  Tenho mantido contactos pessoais e telef\u00f3nicos com os p\u00e1rocos, para viver de perto as vossas incertezas e ang\u00fastias. E com eles partilho da vossa sorte, rezando e encorajando a vossa confian\u00e7a. As comunidades religiosas tamb\u00e9m se dedicam generosamente ao acolhimento, \u00e0 caridade e \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o basta. Abrimos a Caritas diocesana a uma ac\u00e7\u00e3o imediata, consertada com as par\u00f3quias, para socorrer os casos mais urgentes e em colabora\u00e7\u00e3o com a Caritas nacional esperamos chegar mais longe.  N\u00e3o percamos a confian\u00e7a nem deixemos cair os bra\u00e7os de desalento. Seria a segunda e pior calamidade! Aceitando, agora, as novas regras e as ajudas poss\u00edveis, esperemos que as burocracias n\u00e3o sirvam para demorar os processos e que alguns poucos n\u00e3o venham a enriquecer \u00e0 custa dos flagelos alheios. Que Deus vos proteja!  Portalegre, 5 de Agosto de 2003-08-06  D. Augusto C\u00e9sar<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Queridos diocesanos: Diante da calamidade indiscrit\u00edvel que vem assolando o pa\u00eds e de modo particular a \u00e1rea geogr\u00e1fica da nossa Diocese, venho partilhar do vosso sofrimento e gritar convosco que n\u00e3o pode mais acontecer assim. As chamas devoraram gratuita e ferozmente hectares sem conta de mata, deixando tudo queimado e coberto de fumo. 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