{"id":184325,"date":"2020-09-07T17:56:18","date_gmt":"2020-09-07T16:56:18","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=184325"},"modified":"2020-09-07T17:56:18","modified_gmt":"2020-09-07T16:56:18","slug":"a-cruz-escondida-110","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-110\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>No pobre nordeste da \u00cdndia, a Igreja abra\u00e7a os esquecidos da sociedade<\/em><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Rani-india.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-184328\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Rani-india.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Rani-india.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Rani-india-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Rani-india-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Rani-india-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Rani-india-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Rani-india-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Rani-india-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<h3><strong>Rani, a irm\u00e3 da motorizada<\/strong><\/h3>\n<p>Desde que recebeu a mota, a Irm\u00e3 Shobka Rani nunca mais parou. Ali, na Arquidiocese de Guwahati, numa zona muito pobre, falta quase tudo. At\u00e9 boas estradas. Mas agora, nas aldeias perdidas no meio da floresta, h\u00e1 um sobressalto sempre que se escuta, ao longe, o ronronar da motorizada da irm\u00e3. Ela \u00e9 um verdadeiro anjo da guarda das popula\u00e7\u00f5es mais pobres e esquecidas desta zona no nordeste da \u00cdndia\u2026<\/p>\n<p>A regi\u00e3o \u00e9 pobre e extensa. Em Guwahati, no nordeste da \u00cdndia, muitas pessoas vivem ainda no meio da floresta. Vivem em aldeias humildes cuja exist\u00eancia mal se nota at\u00e9 nos mapas. Vivem como que abandonados \u00e0 sua sorte. S\u00e3o insignificantes. Mas n\u00e3o para a Irm\u00e3 Shobka Rani. Esta mulher jovem, enamorada de Deus, gosta de se cansar ao servi\u00e7o desses pobres que vivem no meio da selva. Cuida deles, olha por eles. Ama-os. Todos os dias, a Irm\u00e3 Rani, da Congrega\u00e7\u00e3o das Filhas da Divina Provid\u00eancia, faz-se ao caminho. Por ali, muitas vezes, n\u00e3o h\u00e1 estradas, apenas linhas de terra que serpenteiam no meio do verde. Esses atalhos levam-na at\u00e9 pequenas aldeias escondidas no nordeste pobre da \u00cdndia. \u00c9 em Chhaygon, na Arquidiocese de Guwahati, que ela cumpre a sua miss\u00e3o. Gra\u00e7as \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS, a irm\u00e3 tem agora uma pequena motorizada azul. Tornaram-se insepar\u00e1veis. A Ir. Lilly Urakadan, a Madre Superiora, reconhece que agora \u00e9 poss\u00edvel fazer mais em menos tempo. Visitar mais pessoas, ir a mais aldeias, levar a mais fam\u00edlias a ternura de Deus. \u201cDesde que a Ir. Shobka Rani tem a mota, conseguiu duplicar o n\u00famero de visitas que faz \u00e0s aldeias\u201d, diz, com prazer, a Madre Superiora. \u201cEstamos muito gratas pela vossa ajuda generosa. Todos os benfeitores podem contar com as nossas ora\u00e7\u00f5es. Por favor, rezem por n\u00f3s, para que possamos sempre anunciar ardentemente o reino de Deus atrav\u00e9s das nossas palavras e ac\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<h3><strong>Condi\u00e7\u00f5es de vida<\/strong><\/h3>\n<p>A Irm\u00e3 Rani \u00e9 uma irm\u00e3 em movimento. Nas aldeias que visita, encravadas no meio da selva, falta quase tudo. N\u00e3o h\u00e1 m\u00e9dicos, nem electricidade, nem esgotos\u2026 A maioria das pessoas n\u00e3o sabe ler nem escrever. S\u00e3o fam\u00edlias que vivem de uma agricultura b\u00e1sica, de subsist\u00eancia. Todas essas pessoas que as autoridades praticamente ignoram est\u00e3o no centro das preocupa\u00e7\u00f5es da Irm\u00e3 Rani. Sempre sorrindo, ela n\u00e3o se intimida com os caminhos prec\u00e1rios que tem de percorrer todos os dias na sua motorizada. \u00c9 uma irm\u00e3 em miss\u00e3o. Ela faz de enfermeira e m\u00e9dica, de professora e at\u00e9 de engenheira agr\u00edcola. A sua preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 dar melhores condi\u00e7\u00f5es de vida \u00e0s pessoas das aldeias. A educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as \u00e9 um dos problemas mais s\u00e9rios. No meio da selva, onde falta quase tudo, n\u00e3o h\u00e1 escolas, nem professores, nem livros e cadernos. Que fazer? Criar uma escola para acolher as crian\u00e7as das aldeias. S\u00e3o j\u00e1 cerca de 100 alunos. Vivem todas num internato onde aprendem que h\u00e1 muito mundo para al\u00e9m do que se esconde atr\u00e1s das \u00e1rvores da floresta. A motorizada azul da Irm\u00e3 Rani j\u00e1 a levou v\u00e1rias vezes at\u00e9 \u00e0 cidade, aos gabinetes das autoridades locais, para resolver problemas. \u00c9 preciso insistir, e insistir\u2026 Ela desvaloriza o seu trabalho. Diz que vai apenas \u201cdar um empurr\u00e3o\u201d. Um empurr\u00e3o que j\u00e1 permitiu, no entanto, a ilumina\u00e7\u00e3o de uma aldeia atrav\u00e9s da energia solar, a repara\u00e7\u00e3o de alguns caminhos mais agrestes, a ajuda em casos concretos de fam\u00edlias em maior dificuldade. Nas aldeias perdidas no meio da floresta h\u00e1 agora um sobressalto sempre que se escuta, ao longe, o ronronar da motorizada da Irm\u00e3 Shobka Rani. Ela \u00e9, de facto, um verdadeiro anjo da guarda das popula\u00e7\u00f5es mais pobres e esquecidas de Guwahati\u2026<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | www.fundacao-ais.pt<\/em><\/p>\n<p><em>Ao longo do ano passado, a Funda\u00e7\u00e3o AIS conseguiu dar \u00e0s religiosas, sacerdotes e catequistas em todo o mundo um total de 266 autom\u00f3veis, 119 motas, 266 bicicletas e 12 barcos para os ajudar no trabalho pastoral. Uma dessas motas foi entregue \u00e0 Irm\u00e3 Rani\u2026 Obrigado pela sua ajuda!<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No pobre nordeste da \u00cdndia, a Igreja abra\u00e7a os esquecidos da sociedade<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":177693,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-184325","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/184325","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=184325"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/184325\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/177693"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=184325"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=184325"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=184325"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}