{"id":18352,"date":"2006-06-02T12:53:53","date_gmt":"2006-06-02T12:53:53","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/06\/02\/africa-fechada-a-chave\/"},"modified":"2006-06-02T12:53:53","modified_gmt":"2006-06-02T12:53:53","slug":"africa-fechada-a-chave","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/africa-fechada-a-chave\/","title":{"rendered":"\u00c1frica fechada \u00e0 chave?"},"content":{"rendered":"<p>O \u00abPonto de Acolhimento para Refugiados e Imigrantes\u00bb em Dacar, no Senegal, foi uma iniciativa dos irm\u00e3os de Taiz\u00e9 que come\u00e7ou h\u00e1 cerca de 12 anos, em colabora\u00e7\u00e3o com par\u00f3quias e comunidades religiosas da cidade. \u00abNo passado m\u00eas de Outubro, ocorreram acontecimentos dram\u00e1ticos em Ceuta e Melilla. Desde ent\u00e3o, os fluxos migrat\u00f3rios daqueles que seriam emigrantes da \u00c1frica Sub-Sahariana mudaram rapidamente. As pessoas j\u00e1 n\u00e3o v\u00e3o para norte atrav\u00e9s do deserto, numa rota que fazia dos centros urbanos de Tamanrasset (Arg\u00e9lia) e de Agad\u00e8s (Niger) bases de partida muito vivas. Nos \u00faltimos anos, foi explorada outra rota, atrav\u00e9s do Sahara Ocidental.  Depois da confus\u00e3o entre as dunas e a costa, as pessoas esperavam encontrar calma nas ondas do oceano e depois, com um pouco de sorte, em dois dias poderiam chegar \u00e0s ilhas Can\u00e1rias&#8230; portanto a Espanha, o que significa entrar na Europa! (&#8230;) O Ponto de Acolhimento para Refugiados e Imigrantes, sob a responsabilidade da Caritas de Dacar, nunca tinha tido que acolher pessoas do Senegal. Mas agora h\u00e1 uma nova categoria de pessoas que pedem ajuda: aqueles que foram deportados ou for\u00e7ados a recuar. Expulsos de Marrocos ou da Maurit\u00e2nia, terminam em Dacar completamente perdidos. Para poderem viajar para a Europa, tinham tido que pedir um empr\u00e9stimo ou ent\u00e3o tinham sido financiados pela pr\u00f3pria fam\u00edlia ou pelo povo da sua aldeia; partiram levando consigo as esperan\u00e7as de todo um grupo.  Agora falharam, perderam tudo e morrem de vergonha. N\u00e3o podem regressar \u00e0 sua aldeia, onde teriam que enfrentar os credores: como poderiam reembols\u00e1-los? N\u00e3o conseguiriam fazer face ao olhar dos outros perante o seu fracasso. Por isso ficam por c\u00e1, refugiados no seu pr\u00f3prio pa\u00eds, sem recursos nem fam\u00edlia. E com os cora\u00e7\u00f5es cheios de um desejo insaci\u00e1vel de se vingarem do destino. Far\u00e3o tudo para voltar a tentar ultrapassar as barreiras, que s\u00e3o cada vez mais elevadas\u00bb.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O \u00abPonto de Acolhimento para Refugiados e Imigrantes\u00bb em Dacar, no Senegal, foi uma iniciativa dos irm\u00e3os de Taiz\u00e9 que come\u00e7ou h\u00e1 cerca de 12 anos, em colabora\u00e7\u00e3o com par\u00f3quias e comunidades religiosas da cidade. \u00abNo passado m\u00eas de Outubro, ocorreram acontecimentos dram\u00e1ticos em Ceuta e Melilla. 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