{"id":18340,"date":"2006-06-02T10:39:55","date_gmt":"2006-06-02T10:39:55","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/06\/02\/ha-grande-procura-de-musica-pop-rock-no-mercado-catolico\/"},"modified":"2006-06-02T10:39:55","modified_gmt":"2006-06-02T10:39:55","slug":"ha-grande-procura-de-musica-pop-rock-no-mercado-catolico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ha-grande-procura-de-musica-pop-rock-no-mercado-catolico\/","title":{"rendered":"H\u00e1 grande procura de m\u00fasica pop-rock no mercado cat\u00f3lico"},"content":{"rendered":"<p>Entrevista com o Pe. Jorge Manuel Pinheiro Castela, respons\u00e1vel do Departamento da Pastoral Juvenil da Diocese da Guarda <!--more--> Jorge Manuel Pinheiro Castela \u00e9 padre da Diocese da Guarda e respons\u00e1vel pelo Departamento Diocesano da Pastoral Juvenil. Est\u00e3o tamb\u00e9m ao seu cuidado as par\u00f3quias de Mangualde da Serra, Moimenta da Serra, Pa\u00e7os da Serra e santa Marinha, no concelho de Gouveia.  A poucos dias da apresenta\u00e7\u00e3o do CD (a)bra\u00e7os, da Banda Jota, o padre Jorge Castela fala dos projectos em que a Diocese da Guarda pretende envolver os jovens.  <b>A Guarda: O que \u00e9 o Departamento da Pastoral Juvenil da Guarda?<\/b> Jorge Castela: O DPJG \u00e9 um Servi\u00e7o Diocesano que impulsiona a pastoral juvenil em toda a Diocese, segundo podemos ler no documento da Confer\u00eancia Episcopal, Bases da Pastoral Juvenil. Este servi\u00e7o \u00e9 designado pelo Bispo Diocesano para apoiar os grupos de jovens em particular e coordenar a pastoral dos jovens na Guarda, em geral. A sua meta \u00e9 levar cada jovem da diocese \u00e0 maturidade da f\u00e9 e as suas actividades s\u00e3o as estrat\u00e9gias reflectidas para a prossecu\u00e7\u00e3o deste objectivo e desta meta. Em termos menos formais trata-se de uma equipa jovem que ama os jovens, que sente com eles e quer ajud\u00e1-los a tornarem-se disc\u00edpulos de Cristo.  <b>A Guarda: Quais os crit\u00e9rios utilizados na escolha dos elementos que fazem parte do Departamento?<\/b> Jorge Castela: Segundo o mesmo documento da Confer\u00eancia Episcopal, esta \u201cEquipa Diocesana deve ser plural nas experi\u00eancias, na sensibilidade, na capacidade de propostas e de acompanhamento das situa\u00e7\u00f5es.\u201d Assim se fez e faz a escolha dos seus elementos. Torna-se ainda importante que sejam pessoas com verdadeira maturidade de f\u00e9, que sejam din\u00e2micos e criativos, pois o trabalho com esta faixa et\u00e1ria o exige, e que possuam muito amor aos jovens. Embora se mantenha um chamado \u201cn\u00facleo duro\u201d, todos os anos esta equipa \u00e9 renovada, para serem igualmente renovadoras as propostas na diocese.  <b>A Guarda: Quais actividades mais marcantes que s\u00e3o desenvolvidas pelo Departamento, ao longo do ano?<\/b> Jorge Castela: Em cada ano o programa ou calend\u00e1rio \u00e9 reformulado segundo as necessidades e circunst\u00e2ncias. Por\u00e9m, tendo em aten\u00e7\u00e3o este ano pastoral que ainda decorre, s\u00e3o de real\u00e7ar o F\u00f3rum Juvenil, que ocorreu no in\u00edcio do ano; o Dia Diocesano da Juventude, que ocorreu na Guarda no passado dia 22 de Abril e reuniu v\u00e1rias centenas de jovens; o Festival da Can\u00e7\u00e3o que vai decorrer no dia 17 de Junho no Soito; o Festival Jota, um Festival de Ver\u00e3o de M\u00fasica Religiosa que vai ser uma experi\u00eancia \u00fanica, nos dias 1, 2 e 3 de Setembro em Paranhos da Beira, e para o qual j\u00e1 temos confirmados grupos de renome internacional; as Escolas de Forma\u00e7\u00e3o, espa\u00e7os concretos de forma\u00e7\u00e3o sobretudo para animadores e agentes de Pastoral Juvenil; os Retiros Espirituais, dos quais destaco o Retiro Ambulante, um retiro que se realiza em acampamento e em caminhadas na Serra; o Encontro de Jovens Namorados Crist\u00e3os; Peregrina\u00e7\u00f5es v\u00e1rias, como \u00e9 o caso da ida a Taiz\u00e9 em Agosto deste ano, entre muitas outras. Uma grande parte destas actividades ou propostas t\u00eam car\u00e1cter de Primeiro An\u00fancio. Mas reconhecemos que a nossa aposta futura ter\u00e1 de passar necessariamente pela forma\u00e7\u00e3o. Por isso estamos a tentar concretizar o Itiner\u00e1rio TAJ (trabalho Alargado com Jovens), um trabalho de evangeliza\u00e7\u00e3o para chegar junto daqueles que est\u00e3o mais afastados.  <b>A Guarda: Como \u00e9 que tem sido a ades\u00e3o aos jovens da Diocese da Guarda \u00e0s actividades do Departamento?<\/b> Jorge Castela: Penso que podemos classific\u00e1-la de positiva. No entanto ainda est\u00e1 longe de atingir o objectivo geral de evangelizar todos os jovens da diocese. Em termos de participa\u00e7\u00e3o em actividades de massa, o n\u00famero eleva-se \u00e0s centenas. Mas n\u00e3o fica claro que estes jovens atinjam a maturidade da f\u00e9. Tamb\u00e9m n\u00e3o existem mais de 30 grupos de jovens paroquiais ou zonais na diocese, nem proliferam nesta muitos movimentos religiosos de cariz juvenil. Entretanto, penso que o DPJG tem tido a preocupa\u00e7\u00e3o de criar as oportunidades necess\u00e1rias, e as dificuldades n\u00e3o nos levam ao des\u00e2nimo, mas s\u00e3o um incentivo a fazer mais e melhor.  <b>A Guarda: A \u201cBanda Jota\u201d \u00e9 uma aposta ganha. Como \u00e9 que apareceu este projecto?<\/b> Jorge Castela: Os ecos que ouvimos indicam que essa aposta est\u00e1 ganha, mas o futuro o dir\u00e1. Temos os p\u00e9s bem assentes na terra, e os nossos objectivos n\u00e3o passam pela fama. Passam pela mensagem que transmitimos. Este projecto nasceu em 2003 como um grupo musical de apoio \u00e0s actividades do Departamento. O primeiro desafio foi a participa\u00e7\u00e3o no I F\u00f3rum Juvenil que este organizou. Desde ent\u00e3o, temos assumido um pouco como objectivos a composi\u00e7\u00e3o de temas que anunciem e testemunhem um ritmo especial, o ritmo que achamos que Jesus utilizaria para falar hoje com os jovens, e os concertos para que somos convidados. O nosso estilo \u00e9 um pouco aquilo que se denomina pop-funk. Mas o mais importante s\u00e3o as mensagens que cantamos, a Verdade em que acreditamos. Pretendemos ser um \u201cinstrumento de evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d, testemunhar Jesus atrav\u00e9s da m\u00fasica, gritar bem alto quem \u00e9 Jesus, que O amamos e que Ele \u00e9 o sentido das nossas vidas.   <b>A Guarda: Qual a raz\u00e3o da edi\u00e7\u00e3o do CD (a)bra\u00e7os?<\/b> Jorge Castela: Neste per\u00edodo de tr\u00eas anos fomos convidados para v\u00e1rios concertos pelo pa\u00eds fora, o que nos trouxe algum traquejo e algum \u00e2nimo, sobretudo pelo acolhimento que recebemos em cada um deles. Um dos nossos temas, talvez o mais conhecido e que d\u00e1 o nome ao cd, (A)Bra\u00e7os, atingiu alguns n\u00edveis de popularidade, o que fez pensar a s\u00e9rio na grava\u00e7\u00e3o em est\u00fadio. Ali\u00e1s, o cd surge como uma necessidade, como uma consequ\u00eancia destes concertos, da aceita\u00e7\u00e3o das nossas m\u00fasicas, dos pedidos insistentes do chamado mercado juvenil. N\u00f3s fizemos um processo diferente da maioria dos grupos de m\u00fasica. Primeiro mostr\u00e1mos o que t\u00ednhamos para partilhar, e s\u00f3 quando sentimos que as pessoas ansiavam o que cant\u00e1vamos \u00e9 que partimos para a grava\u00e7\u00e3o. O t\u00edtulo do cd foi escolhido, em primeiro lugar por causa desse tema; em segundo, porque estamos a colocar-nos a bra\u00e7os com um projecto de evangeliza\u00e7\u00e3o e amor a Deus. Temos consci\u00eancia que \u00e9 uma caminhada a que estamos a iniciar e queremos que fa\u00e7am connosco atrav\u00e9s do cd. Em terceiro lugar, porque a mensagem geral dos temas faz uma profunda rela\u00e7\u00e3o de amor com Deus, como se lhe oferec\u00eassemos os nossos bra\u00e7os para abra\u00e7ar e nos sent\u00edssemos abra\u00e7ados por Ele.  <b>A Guarda: H\u00e1 alguma raz\u00e3o especial para o envolvimento das Edi\u00e7\u00f5es Salesianas na edi\u00e7\u00e3o deste CD?<\/b> Jorge Castela: O director da editora teve a oportunidade de nos ver e ouvir em palco, e agradou-lhe os n\u00edveis de popularidade que as nossas m\u00fasicas atingiram, bem como a qualidade da banda, segundo afirmou mais tarde. Al\u00e9m disso, existe neste momento uma grande procura do mercado cat\u00f3lico de m\u00fasica pop-rock, e como se sabe, este mercado em Portugal \u00e9 ainda escasso. Penso que foi uma aposta.  <b>A Guarda: A apresenta\u00e7\u00e3o deste trabalho est\u00e1 marcada para este domingo. Como vai ser o alinhamento deste concerto?<\/b> Jorge Castela: Estamos a preparar algumas surpresas. Mas, como surpresas que s\u00e3o, n\u00e3o vou obviamente revelar. Posso, no entanto, informar que o alinhamento ser\u00e1 o mesmo do cd, com algumas dessas surpresas. Haver\u00e3o alguns momentos em que mostraremos o que foi esta caminhada da banda, bem como a grava\u00e7\u00e3o do cd. No final, haver\u00e1 uma sess\u00e3o de aut\u00f3grafos.  <b>A Guarda: Acha que os jovens est\u00e3o receptivos a este tipo de m\u00fasica?<\/b> Jorge Castela: Se est\u00e3o! Os jovens podem at\u00e9 viver um pouco afastados de Deus, mas porventura estar\u00e3o tamb\u00e9m um pouco saturados das propostas que possuem neste momento. Esta \u00e9 uma aposta nova. A prova disto faz-me relembrar algo que aconteceu em F\u00e1tima, na Peregrina\u00e7\u00e3o anual dos jovens. Lembro a sensa\u00e7\u00e3o que tive quando, ao entrar no Centro Paulo VI, onde estavam reunidos mais de cinco mil jovens, a can\u00e7\u00e3o que mais os entusiasmava e que cantavam repetidamente era um dos nossos temas. Posso inclusivamente partilhar que \u00e9 uma experi\u00eancia maravilhosa podermos perceber como, no anonimato, aquilo que criamos pode ser um meio de evangeliza\u00e7\u00e3o imensamente \u00fatil, uma forma de os outros chegarem a Deus.  <b>A Guarda: Depois da edi\u00e7\u00e3o deste CD, qual o futuro da Banda Jota?<\/b> Jorge Castela: O que Deus quiser. Uma coisa queremos: continuar a nossa forma simples e verdadeira de cantar e de compor para Ele.  <b>A Guarda: Como est\u00e3o a decorrer os preparativos para o Festival Diocesano da Can\u00e7\u00e3o Jovem Religiosa?<\/b> Jorge Castela: J\u00e1 est\u00e3o apuradas as 10 m\u00fasicas candidatas, que v\u00eam do Paul, de S. Miguel da Guarda, da pr\u00f3pria cidade da Guarda, de Cantar Galo, de S. Martinho da Covilh\u00e3, de Moimentinha, de Celorico da Beira, de Belmonte e do Soito, local onde se vai realizar o Festival no pr\u00f3ximo dia 17 de Junho, pelas 21.00h. S\u00e3o m\u00fasicas interessantes e podem ser grandes revela\u00e7\u00f5es. A vencedora representar\u00e1 a diocese no Festival nacional a ocorrer em F\u00e1tima em Dezembro pr\u00f3ximo. No mesmo dia teremos a oportunidade de conhecer e ouvir os \u201c5\u00aa Punkada\u201d, um grupo de m\u00fasica rock constitu\u00eddo por jovens com defici\u00eancia mental ou motora, que v\u00e3o fazer a segunda parte do espect\u00e1culo. Agradecemos \u00e0 C\u00e2mara Municipal do Sabugal que se tornou nossa parceira neste evento.  <b>A Guarda: No seu ponto de vista, quais os motivos que afastam os jovens da Igreja?<\/b> Jorge Castela: A mensagem a anunciar \u00e9 a mesma do tempo de Jesus. O que ter\u00e1 de mudar, como afirmaram os bispos da Europa em 2002, \u00e9 a forma de a apresentar. Este salto est\u00e1 dif\u00edcil de dar. Os jovens que conhecem a mensagem, n\u00e3o se afastam mais dela. A quest\u00e3o reside nos que a n\u00e3o conhecem, mesmo que sejam crist\u00e3os e participem nalgumas cerim\u00f3nias religiosas. A Igreja ter\u00e1 de utilizar todos os meios ao seu alcance, inclusive os que a sociedade utiliza, para anunciar a mensagem.  <b>A Guarda: A participa\u00e7\u00e3o de jovens da Diocese da Guarda nas Jornadas Mundiais da Juventude tem sido bastante significativa. O que \u00e9 que faz correr os jovens para este tipo de acontecimento?<\/b> Jorge Castela: Penso que o principal motivo ser\u00e1 o mesmo Deus que a todos convida. Depois, o esp\u00edrito de comunh\u00e3o, a partilha da mesma f\u00e9, o encontro com os outros que sentem e amam do mesmo modo, mesmo que em lugares distantes. Em 2008 l\u00e1 estaremos em Sidney.  <b>A Guarda: D. Manuel Fel\u00edcio \u00e9 um Bispo pr\u00f3ximo dos jovens ou nem por isso?<\/b> Jorge Castela: Quando falamos de proximidade, falamos de algo que tem a ver com o cora\u00e7\u00e3o. Neste sentido, esta pergunta devia ser feita a ele e aos jovens. Posso penas acrescentar que ele tem estado presente em v\u00e1rias das actividades que o DPJG promove, para agrado de todos, DPJG e jovens.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista com o Pe. 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