{"id":183342,"date":"2020-08-17T11:07:17","date_gmt":"2020-08-17T10:07:17","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=183342"},"modified":"2020-08-17T11:07:17","modified_gmt":"2020-08-17T10:07:17","slug":"lusofonias-nu-sta-djunto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-nu-sta-djunto\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; Nu sta djunto!"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/juliana-andre.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-183344\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/juliana-andre.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/juliana-andre.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/juliana-andre-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/juliana-andre-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/juliana-andre-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/juliana-andre-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/juliana-andre-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/juliana-andre-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00c9 crioulo de Cabo Verde e diz-se quando estamos felizes porque unidos. E quem o afirmou recentemente foram a Juliana e o Andr\u00e9, gondomarenses de nascen\u00e7a, que est\u00e3o em Cabo Verde num ano de Voluntariado Mission\u00e1rio. Tomaram uma decis\u00e3o de \u2018loucura\u2019 num momento em que estavam bem e com futuro risonho em Inglaterra. Rec\u00e9m-casados, fizeram a prepara\u00e7\u00e3o exigida para avan\u00e7arem para uma Miss\u00e3o fora da Europa, ligados aos Mission\u00e1rios Espiritanos, apanhando de surpresa as suas fam\u00edlias a at\u00e9 os amigos mais pr\u00f3ximos. Todos ficaram admirados com o facto de dois jovens formados em Hotelaria e Turismo se desempregarem dos trabalhos que tinham em Inglaterra para dedicarem um ano \u00e0s crian\u00e7as e jovens do interior pobre da Ilha de Santiago, em Cabo Verde. E para l\u00e1 partiram onde a covid veio baralhar o projecto, sem lhes tirar a alegria da Miss\u00e3o e a cumplicidade com um povo que sabe acolher de bra\u00e7os abertos.<\/p>\n<p>Tive a felicidade de os encontrar no seu espa\u00e7o de Miss\u00e3o: a par\u00f3quia de S. Louren\u00e7o dos \u00d3rg\u00e3os. Nesse m\u00eas de Fevereiro, a covid n\u00e3o era ainda problema e eles estavam como peixes na sua \u00e1gua preferida, completamente integrados na vida da comunidade e semeando alegria \u00e0 sua volta. Trabalhavam muito com as crian\u00e7as do jardim-de-inf\u00e2ncia fundado e dirigido pelas Animadoras Mission\u00e1rias. E, chegados de Inglaterra, multiplicavam aulas de ingl\u00eas ali e na par\u00f3quia vizinha de Pedra Badejo. Na par\u00f3quia, coordenavam a prepara\u00e7\u00e3o do Crisma de muitas dezenas de jovens. Encontrei-os felizes e nada arrependidos de terem deixado para tr\u00e1s uma vida calma e bem paga na Gr\u00e3-Bretanha.<\/p>\n<p>Mas a covid chegou, baralhou-lhes a miss\u00e3o e fechou-os em casa durante meses. Nada os deprimiu ou demoveu da sua miss\u00e3o e nem sequer lhes passou pela cabe\u00e7a apanhar um dos voos humanit\u00e1rios que os trariam de regresso a Portugal. Ali ficaram de pedra e cal, aproveitando o tempo para aulas de ingl\u00eas, primeiro l\u00e1 na comunidade com os padres e animadoras mission\u00e1rias e, depois, com jovens de m\u00e1scara e a manter o distanciamento social que a pandemia exigia. Com o regresso das celebra\u00e7\u00f5es, vimo-los felizes a reencontrar as pessoas e as comunidades que a covid distanciou e fechou em casa.<\/p>\n<p>Agora sim, aproxima-se o tempo de regressar a Portugal e eles aceitaram escrever um grande dossier para o jornal \u2018A\u00e7\u00e3o Mission\u00e1ria\u2019 com o t\u00edtulo desta cr\u00f3nica: \u2018nu sta djunto!\u2019. Dizem a concluir \u2018a quarentena deu-nos a oportunidade de desenvolver ainda mais o relacionamento com a nossa Comunidade Mission\u00e1ria. Desde o primeiro dia que nos fizeram sentir em casa e parte da fam\u00edlia. Ao longo deste ano, partilhamos todas as refei\u00e7\u00f5es, momentos de ora\u00e7\u00e3o e momentos de maior relaxamento. Ao todo, somos nove, e nestes meses de confinamento convivemos bastante, pudemos trocar experi\u00eancias e conhecermo-nos melhor. Neste pa\u00eds que nos acolhe, tivemos a felicidade de conhecer muitas pessoas, algumas com certeza que j\u00e1 nos marcaram para o resto da vida, n\u00e3o s\u00f3 os membros da nossa comunidade, mas tamb\u00e9m outras que se foram cruzando no nosso caminho. Igualmente especial foi poder celebrar c\u00e1 as \u00e9pocas festivas, como o Natal, alguns casamentos, Nossa Senhora de Lourdes e a P\u00e1scoa\u2019.<\/p>\n<p>No fim do artigo, a Juliana e o Andr\u00e9, confessam: \u2018Entre milhares de sorrisos e algumas l\u00e1grimas, no \u00edntimo de nosso cora\u00e7\u00e3o e sempre junto da nossa Fam\u00edlia Mission\u00e1ria, vamos continuar lado a lado e de bra\u00e7os abertos, com for\u00e7a, alegria e muita f\u00e9 neste caminho. Estamos muito gratos e de cora\u00e7\u00e3o cheio por poder viver esta Miss\u00e3o\u2019.<\/p>\n<p>O encontro de povos e culturas \u00e9 uma riqueza a capitalizar. Estas experi\u00eancias provam ao mundo que todos somos irm\u00e3os, independentemente das nossas ra\u00e7as, cores ou pa\u00edses de origem. Neste tempo de tantos extremismos, quando se erguem bandeiras de racismos e xenofobias, quando queremos fechar as portas e os cora\u00e7\u00f5es a quem vem de outras terras\u2026jovens como a Juliana e o Andr\u00e9 d\u00e3o-nos um \u2018murro no est\u00f4mago\u2019 e provam-nos, pela sua vida, que o mundo \u00e9 um espa\u00e7o sem fronteiras onde todos ser\u00e3o mais felizes de m\u00e3os dadas\u2026<\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-183342-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/lusofonias-volunt-caboverde17-8-20.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/lusofonias-volunt-caboverde17-8-20.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/lusofonias-volunt-caboverde17-8-20.mp3<\/a><\/audio>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tony 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