{"id":1831,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/nota-pastoral-de-d-augusto-cesar-aos-sacerdotes-da-diocese-de-portalegre-castelo-branco\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"nota-pastoral-de-d-augusto-cesar-aos-sacerdotes-da-diocese-de-portalegre-castelo-branco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-de-d-augusto-cesar-aos-sacerdotes-da-diocese-de-portalegre-castelo-branco\/","title":{"rendered":"Nota Pastoral de D. Augusto C\u00e9sar aos sacerdotes da Diocese de Portalegre-Castelo Branco"},"content":{"rendered":"<p>Caros Padres, Venho visitar-vos, por este meio e convosco, exercitar a comunh\u00e3o. Na verdade, a desola\u00e7\u00e3o que sentis resulta de um cen\u00e1rio indescrit\u00edvel e do vosso zelo pastoral. Sinto-vos ao p\u00e9 das comunidades e a partilhar a sua sorte. E, quando vos telefono, sinto a vossa como\u00e7\u00e3o. Pois, se a perda da floresta representa, para muitos, uma pobreza cruel, a amea\u00e7a das casa e em alguns casos o pr\u00f3prio risco da vida levam ao desespero diante da impot\u00eancia humana. Por outra parte, nessas situa\u00e7\u00f5es, as pessoas exprimem revolta e dor \u00e0 mistura, manifestando um certo descr\u00e9dito institucional perante os escassos meios utilizados no combate \u00e0s chamas. E v\u00f3s, com discernimento e f\u00e9, acompanhais e ajudais a manter a calma poss\u00edvel, rezando ao Senhor que pode dominar as f\u00farias da natureza e, decerto, vai suscitando no cora\u00e7\u00e3o das pessoas uma solidariedade abundante e a partilha de esfor\u00e7os e at\u00e9 de bens. Seguindo o vosso exemplo e inquieto por v\u00f3s e pelo povo, sa\u00ed pela Diocese al\u00e9m, ao encontro de muitos (nos lugares mais atingidos). E vi em extens\u00e3o o que as imagens da televis\u00e3o mostram parcelarmente: inc\u00eandios por toda a parte&#8230; terra queimada a um e outro lado da estrada e a perder de vista&#8230; e um toldo de fumo que cobre as povoa\u00e7\u00f5es e o campo. Um panorama profundamente desolador! Diante disto, caros padres, cabe-nos falar a linguagem dos profetas: gerando uma corrente de confian\u00e7a que liberte, pouco a pouco, do des\u00e2nimo; suscitando, por toda a parte, uma atitude crist\u00e3 de solidariedade, sobretudo para com os idosos e os mais atingidos pelo fogo; motivando a imagina\u00e7\u00e3o em ordem ao futuro, atrav\u00e9s da aceita\u00e7\u00e3o de subs\u00eddios e de normas mais adequadas \u00e0 renova\u00e7\u00e3o da floresta; e rezando com a comunidade para criar mentalidades e para que ningu\u00e9m esmore\u00e7a na solid\u00e3o ou por falta de ajuda fraterna. Pois os crist\u00e3os, n\u00e3o sendo nem mais nem menos, devem mostrar-se dispon\u00edveis e atentos \u00e0 ora\u00e7\u00e3o do Pai Nosso. Por outra parte, criem-se n\u00facleos-caritas com a participa\u00e7\u00e3o de jovens, a fim de dar respostas \u00e0s urg\u00eancias mais prementes. Mesmo que para isso seja preciso fazer algum ofert\u00f3rio local. Pois estamos diante duma singular oportunidade para reflectir adequadamente a pastoral da Caridade. E a Igreja diocesana ser\u00e1 solid\u00e1ria com todos. Deus aben\u00e7oe o vosso esfor\u00e7o e sentido apost\u00f3lico das vossas vidas.  Portalegre, 3 de Agosto de 2003.  D. Augusto C\u00e9sar<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caros Padres, Venho visitar-vos, por este meio e convosco, exercitar a comunh\u00e3o. Na verdade, a desola\u00e7\u00e3o que sentis resulta de um cen\u00e1rio indescrit\u00edvel e do vosso zelo pastoral. Sinto-vos ao p\u00e9 das comunidades e a partilhar a sua sorte. 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