{"id":18305,"date":"2006-05-31T11:14:50","date_gmt":"2006-05-31T11:14:50","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/05\/31\/nova-realidade-da-missao-exige-outro-trabalho\/"},"modified":"2006-05-31T11:14:50","modified_gmt":"2006-05-31T11:14:50","slug":"nova-realidade-da-missao-exige-outro-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nova-realidade-da-missao-exige-outro-trabalho\/","title":{"rendered":"Nova realidade da miss\u00e3o exige outro trabalho"},"content":{"rendered":"<p>Superior provincial da Consolata avalia o primeiro ano de mandato, \u00e0s portas do cap\u00edtulo provincial (26 a 30 Junho) <!--more--> F\u00e1tima Mission\u00e1ria (FM): Est\u00e1 a cumprir o primeiro ano de mandato. J\u00e1 contactou com as comunidades dos mission\u00e1rios da Consolata. Que observou? Norberto Louro (NR): Observei uma realidade nova para mim, quanto \u00e0 realidade da miss\u00e3o na Europa. O meu campo de miss\u00e3o foi sempre noutras latitudes. Procurei mais observar do que agir, inteirar-me do que \u00e9 a miss\u00e3o na Europa. Antigamente mission\u00e1rio era aquele que partia. A Europa mandava mission\u00e1rios, mantimentos, n\u00e3o era territ\u00f3rio de miss\u00e3o. Agora est\u00e1 um pouco mudado. A miss\u00e3o \u00e9 ir e vir. A miss\u00e3o na Europa \u00e9 uma realidade urgente. H\u00e1 bolsas de paganismo, de afrouxamento da f\u00e9 a todos os n\u00edveis, h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es de miss\u00e3o no verdadeiro aspecto da proclama\u00e7\u00e3o da mensagem. N\u00e3o ouviram, n\u00e3o vivem a mensagem. H\u00e1 situa\u00e7\u00f5es de extrema pobreza, de mis\u00e9ria. E s\u00e3o mais evidentes, porque convivem com situa\u00e7\u00f5es de opul\u00eancia, com toneladas de lixo que noutros locais seriam a solu\u00e7\u00e3o. Tenho que me convencer que a Europa \u00e9 territ\u00f3rio de miss\u00e3o. J\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 territ\u00f3rios de n\u00e3o miss\u00e3o.  Senti-me deslocado porque tive de observar toda uma pujan\u00e7a de vida mission\u00e1ria que h\u00e1 aqui na Europa, seja a n\u00edvel de iniciativas, seja a n\u00edvel de entidades de Igreja, at\u00e9 de entidades paralelas ou fora da Igreja, grupos, movimentos, institui\u00e7\u00f5es, voluntariado que parte um pouco de todos os lados. Tive de me inteirar desta realidade. Deu-me grande alegria, porque h\u00e1 uma pujan\u00e7a de sensibilidades e actividade mission\u00e1ria inclusive na generosidade, em tempos de dificuldade.  Pude observar que estamos numa carestia grande de voca\u00e7\u00f5es, mas vemos surgir outro tipo de voca\u00e7\u00f5es. H\u00e1 50 institui\u00e7\u00f5es que mandam volunt\u00e1rios para os pa\u00edses de l\u00edngua oficial portuguesa (PALOP) e para \u00c1frica. \u00c9 uma realidade bonita. Senti-me deslocado, porque n\u00e3o me era habitual esta realidade. Tive que observar, estudar. Ainda n\u00e3o cheguei ao fim. Tive que observar para n\u00e3o falar de gra\u00e7a ou chegar a um discurso negativo de \u201cn\u00e3o h\u00e1 nada\u201d e inserir-me aqui com as experi\u00eancias que fiz fora da Europa e de Portugal. Tive que esquecer o que fiz fora da Europa e tenho que montar aqui um esquema novo. Senti-me pequenino e a sofrer para criar uma programa\u00e7\u00e3o nova, um projecto novo juntamente com os mission\u00e1rios com quem trabalho. N\u00e3o estamos aqui \u00e0 espera de partir em miss\u00e3o nem para instalar um projecto de outras latitudes. \u00c9 diferente. Somos mission\u00e1rios aqui e temos que amar esta Europa. Demorou algum tempo. Ajudado por confrades que conhecem esta realidade, vou tentando avan\u00e7ar. Observei como trabalham outros institutos mission\u00e1rios, as iniciativas que fazem, j\u00e1 dominam a situa\u00e7\u00e3o e os m\u00e9todos. Trinta e dois anos fora daqui! \u00c9 um per\u00edodo que ainda est\u00e1 a decorrer. Admira-nos que pessoas vindas de outras culturas tenham tantas dificuldades. Parece-nos que fomos para \u00c1frica e n\u00e3o sentimos tantas dificuldades. Consider\u00e1vamo-nos os mission\u00e1rios, \u00edamos missionar, evangelizar, muitas vezes com os nossos m\u00e9todos de c\u00e1. Transplant\u00e1vamos uma Igreja. Agora, vejo que n\u00e3o posso transplantar a Igreja que ajudei a crescer na \u00c1frica. Tive e tenho que renascer. Esse renascimento \u00e9 doloroso, porque quero fazer e n\u00e3o posso.  FM: Que sinais de esperan\u00e7a encontrou ao entrar nesta realidade? NL: Claro que tenho agora uma vis\u00e3o muito mais optimista do que quando cheguei, quando tudo era dif\u00edcil para mim. Estava aqui com o corpo, mas n\u00e3o com o cora\u00e7\u00e3o. J\u00e1 vejo com mais optimismo todas as iniciativas a n\u00edvel da miss\u00e3o, o trabalho em rede, em grupo, em que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um instituto que \u00e9 protagonista. A Igreja j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 detentora do monop\u00f3lio da miss\u00e3o. H\u00e1 gente que, n\u00e3o estando inserida na Igreja, faz trabalhos \u00f3ptimos. Uma boa parte da sociedade civil est\u00e1 interessada nestes projectos. Isto faz-nos lembrar que a miss\u00e3o \u00e9 de Deus. N\u00e3o \u00e9 monop\u00f3lio da Igreja cat\u00f3lica.   FM: Que futuro para esta Europa? NL: Face \u00e0 crise de voca\u00e7\u00f5es consagradas, o futuro passa pelos leigos, volunt\u00e1rios e, com menos intensidade talvez, pelos movimentos eclesiais. H\u00e1 toda uma for\u00e7a nova que criar\u00e1 a consci\u00eancia de um maior empenho na miss\u00e3o.  FM: Em breve vai realizar-se o cap\u00edtulo da prov\u00edncia portuguesa. Que temas ser\u00e3o analisados? NL: O cap\u00edtulo provincial (26 a 30 de Junho) vai deixar-se influenciar pelo cap\u00edtulo geral que pediu uma aten\u00e7\u00e3o especial para os novos are\u00f3pagos, que est\u00e3o elencados na enc\u00edclica \u201cA Miss\u00e3o do Redentor\u201d. O di\u00e1logo com a sociedade civil, entrar em rela\u00e7\u00e3o com todas as for\u00e7as mesmo que n\u00e3o perten\u00e7am directamente \u00e0 Igreja, dialogar com elas, o campo dos jovens, os meios de comunica\u00e7\u00e3o social, o di\u00e1logo inter-religioso, o campo das migra\u00e7\u00f5es.  No cap\u00edtulo anterior alarg\u00e1mos o \u00e2mbito do nosso carisma \u00e0s pobrezas urbanas, aos n\u00e3o crist\u00e3os, aos servi\u00e7os qualificados \u00e0s Igrejas, \u00e0s minorias \u00e9tnicas. Agora abrimos as portas ao di\u00e1logo com toda a sociedade, para procurar reconduzir esta sociedade ao plano inicial de Deus, \u00e0 miss\u00e3o de Deus. A miss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 nossa. \u00c9 de Deus para toda a humanidade. Vamos tentar impregnar estas realidades com o Evangelho, dizer-lhes que est\u00e3o no caminho da miss\u00e3o de Deus na medida em que trabalham para o bem do homem, para a justi\u00e7a, para a paz.  Outra coisa importante e que vai de encontro ao envelhecimento dos mission\u00e1rios \u00e9 que a miss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um servi\u00e7o. \u00c9 vida, \u00e9 testemunho. H\u00e1 situa\u00e7\u00f5es em que o mission\u00e1rio n\u00e3o pode pregar e depende da intensidade, da profundidade da sua vida. A prov\u00edncia portuguesa est\u00e1 envelhecida. Neste momento \u00e9 formada preponderantemente por mission\u00e1rios portugueses. Apesar disso,  \u00e9 internacional e inter-cultural. Tem um grupo de mission\u00e1rios de outras latitudes. Recebemos agora dois jovens que v\u00eam de outras culturas. N\u00e3o \u00e9 negativo que venham de outras culturas. N\u00f3s tamb\u00e9m fomos para outras culturas. Temos cinco semin\u00e1rios teol\u00f3gicos e est\u00e3o cheios, n\u00e3o s\u00f3 de europeus. Estamos a viver uma nova organiza\u00e7\u00e3o: a realidade continental. Em todos os pa\u00edses do mesmo continente respira-se mais ou menos os mesmos problemas.    FM: Que frutos destas reuni\u00f5es continentais? NL: Serviram para destruir o isolamento. Cada regi\u00e3o fazia por si, n\u00e3o havia conhecimento rec\u00edproco. Come\u00e7aram a surgir os cursos de animadores, de formadores dos semin\u00e1rios para criar linhas de ac\u00e7\u00e3o comuns e partilhadas. Como fruto desta vis\u00e3o continental nasceu uma sensibilidade de economia e de comunh\u00e3o. A partilha n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 de bens espirituais e de miss\u00e3o, mas tamb\u00e9m de bens materiais para a miss\u00e3o. Nasceu no nosso continente europeu uma sensibilidade grande de acolhimento dos emigrantes. Tem havido iniciativas de acolhimento e defesa dos imigrantes a n\u00edvel continental. Em Portugal, por exemplo, inici\u00e1mos o trabalho no bairro do Zambujal.   FM: Que projectos para o futuro, para a prov\u00edncia portuguesa? NL: Os projectos de futuro t\u00eam que ser proporcionais ao que podemos fazer. N\u00e3o nos iludimos com grandes projectos porque n\u00e3o temos grandes for\u00e7as f\u00edsicas. Daremos prioridade \u00e0 pessoa, aten\u00e7\u00e3o aos que aqui trabalham, \u00e0 comunidade. A n\u00edvel da ac\u00e7\u00e3o, temos a anima\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria da Igreja local, das par\u00f3quias. Temos o acompanhamento vocacional dos jovens que nos batem \u00e0 porta. Escolhemos a abertura do Zambujal e os meios de comunica\u00e7\u00e3o social, dado que podem chegar onde n\u00f3s n\u00e3o podemos ir e falar numa linguagem nova e actualizada. Sempre com uma grande aten\u00e7\u00e3o aos jovens. Temos que fazer um projecto juvenil a n\u00edvel da prov\u00edncia portuguesa, integrado num projecto europeu.   FM: Um dos projectos \u00e9 o centro de espiritualidade em \u00c1guas Santas\u2026 NL: O centro de espiritualidade de \u00c1guas Santas visa o campo da promo\u00e7\u00e3o e acompanhamento vocacional. H\u00e1 muitos centros de espiritualidade. N\u00f3s queremos p\u00f4r o acento na espiritualidade missionaria. \u00c9 no campo do acompanhamento das pessoas que nos batem \u00e0 porta, na forma\u00e7\u00e3o dos grupos que connosco trabalham na anima\u00e7\u00e3o missionaria. Queremos envolv\u00ea-los, dar conte\u00fados a estas pessoas que est\u00e3o sempre a reclamar iniciativas a n\u00edvel de exerc\u00edcios espirituais, de congressos e de forma\u00e7\u00e3o catequ\u00e9tica.   FM: E para quando a entrada em funcionamento? NL: Quando fal\u00e1mos neste centro, dissemos que neste tri\u00e9nio quer\u00edamos p\u00f4-lo a funcionar. At\u00e9 2008. Come\u00e7amos pelas estruturas f\u00edsicas, que n\u00e3o s\u00e3o o mais importante. Come\u00e7\u00e1mos a preparar o centro. J\u00e1 temos equipa. Esperamos a vinda de uma pessoa, que j\u00e1 me garantiram. Quando vier, far-se-\u00e1 um programa para o centro.  FM: \u00c9 um centro s\u00f3 para os grupos ligados aos mission\u00e1rios da Consolata ou tamb\u00e9m para outros? NL: Para grupos catequ\u00e9ticos que nos batem \u00e0 porta. \u00c1guas Santas \u00e9 um lugar ideal, porque h\u00e1 uma vida pujante, fam\u00edlias com dois e tr\u00eas filhos. \u00c9 verdade que h\u00e1 outros centros. O nosso ser\u00e1 de espiritualidade mission\u00e1ria. Vamos lan\u00e7ar propostas, dizer que estamos aqui. O centro vai acolher casais, grupos.  H\u00e1 uma grande procura do espiritual, uma procura de gente que acolha, que d\u00ea respostas aos problemas existenciais. Os centros de espiritualidade s\u00e3o mais para gente adulta. Est\u00e1 a aumentar o n\u00famero de voca\u00e7\u00f5es de licenciados que t\u00eam de ter um tratamento diferente do semin\u00e1rio, um acompanhamento personalizado. Dizemos a essas pessoas: Vinde, ficai e vede, para que tenham possibilidade de encontrar um lugar para reflectir com pessoas maduras, jovens e menos jovens. H\u00e1 esta necessidade. A voca\u00e7\u00e3o n\u00e3o nasce da teoria; nasce da experi\u00eancia, de viver um tempo de experi\u00eancia mission\u00e1ria, de contacto com a realidade mission\u00e1ria. Tentaremos indicar para cada um, aquilo que podem fazer do ponto de vista da miss\u00e3o e encontrar resposta para os seus anseios.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Superior provincial da Consolata avalia o primeiro ano de mandato, \u00e0s portas do cap\u00edtulo provincial (26 a 30 Junho)<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[101,102,167,191,199,203,206,207,258,260,329],"class_list":["post-18305","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-africa","tag-agua","tag-dialogo-inter-religioso","tag-economia","tag-espiritualidade","tag-europa","tag-familia","tag-fatima","tag-migracoes","tag-missionarios-da-consolata","tag-voluntariado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18305","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18305"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18305\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18305"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18305"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18305"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}