{"id":182793,"date":"2020-08-05T12:00:26","date_gmt":"2020-08-05T11:00:26","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=182793"},"modified":"2020-08-15T11:34:13","modified_gmt":"2020-08-15T10:34:13","slug":"saber-aprender-a-estar-de-ferias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/saber-aprender-a-estar-de-ferias\/","title":{"rendered":"SABER APRENDER &#8211; A estar de f\u00e9rias"},"content":{"rendered":"<p><em>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (<a href=\"http:\/\/www.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Professor<\/a>\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Blog<\/a>\u00a0&amp;\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/livros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Autor<\/a><\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>H\u00e1 quem v\u00e1 de f\u00e9rias para descansar de um per\u00edodo de trabalho, mas j\u00e1 me partilharam que foram trabalhar para descansar das f\u00e9rias. Onde est\u00e1 o equil\u00edbrio?<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/LazerFerias.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-182794 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/LazerFerias.jpg\" alt=\"\" width=\"409\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/LazerFerias.jpg 600w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/LazerFerias-355x260.jpg 355w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/LazerFerias-480x352.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 409px) 100vw, 409px\" \/><\/a>O equil\u00edbrio talvez esteja no modo de viver os per\u00edodos de f\u00e9rias. Quantos n\u00e3o come\u00e7am a pintar, sem serem pintores; escrever, sem serem escritores; cozinhar, sem serem <em>chefs<\/em>; a fazer desporto, sem serem desportistas; e tudo d\u00e1 trabalho, mas n\u00e3o cansa.<\/p>\n<p>O lazer que d\u00e1 trabalho possui elementos de frescura, novidade, <em>estranheza<\/em>, na linha de um conjunto de actividades criativas e acess\u00edveis a todas as pessoas. E a experi\u00eancia pode ensinar-nos muito a n\u00e3o marcar tanto a linha que divide o lazer do trabalho, de tal modo que os processos de aprendizagem em \u00e2mbito de lazer possam servir para encarar o pr\u00f3ximo per\u00edodo de trabalho ap\u00f3s as f\u00e9rias com um novo olhar.<\/p>\n<p>Um dos elementos mais subtis e marcantes pode ser o jogo entre paci\u00eancia e curiosidade. Isto \u00e9, pacientemente aprender a notar em coisas novas.<\/p>\n<p>A minha filha queixou-se de que a corrente da bicicleta tinha deixado de funcionar. De facto, parecia que tinha esticado e ficado la\u00e7a, mas ao notar que a roda dentada traseira estava presa ao quadro da bicicleta por dois parafusos, para mim, foi notar em algo de novo. Comecei a pensar &#8211; <em>\u201dtalvez o sistema tenha deslizado com alguma queda.\u201d<\/em> E assim foi que, recolocando a roda dentada resolvi o problema. Os mais experientes teriam percebido logo, mas o sucesso n\u00e3o est\u00e1 em resolver o problema da bicicleta, mas, pacientemente, notar em coisas novas, perceber como funcionam, e divertir. Deu trabalho? Sim, mas foi um prazer ver a minha filha contente andar de novo na sua bicicleta.<\/p>\n<p>Sabemos \u2014 ou dizem-nos muitas vezes \u2014, que Deus nos fala atrav\u00e9s de sinais, mas na az\u00e1fama dos nossos trabalhos, muitos passam-nos ao lado. E alguns poder\u00e3o pensar como as f\u00e9rias s\u00e3o, tamb\u00e9m, um tempo de retomar o caminho da profundidade espiritual, mas a no\u00e7\u00e3o de descanso em que nada se faz at\u00e9 que nos tornemos lagostas pelos raios de sol, pode levar-nos por um outro caminho. Um caminho que d\u00f3i e cansa.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma liga\u00e7\u00e3o estreita entre espiritualidade e criatividade. E os momentos em f\u00e9rias s\u00e3o dos mais privilegiados para aprofundarmos essa liga\u00e7\u00e3o. Cada acto criativo \u00e9 um deixar-se conduzir pelo des\u00edgnio a que Deus nos chama, desde sempre, a co-criar com Ele. Nesse sentido, o trabalho em tempo de lazer revela como somos criativos, e mais. Revela a possibilidade de ligar estas duas coisas, aparentemente, antag\u00f3nicas. Se essa liga\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel em tempo de f\u00e9rias, o que nos impede de a aplicar em tempo de trabalho?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (Professor\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0Blog\u00a0&amp;\u00a0Autor<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":166774,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-182793","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/182793","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=182793"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/182793\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/166774"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=182793"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=182793"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=182793"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}