{"id":18043,"date":"2006-05-17T15:30:20","date_gmt":"2006-05-17T15:30:20","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/05\/17\/claretianos-apostam-na-africa-lusofona\/"},"modified":"2006-05-17T15:30:20","modified_gmt":"2006-05-17T15:30:20","slug":"claretianos-apostam-na-africa-lusofona","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/claretianos-apostam-na-africa-lusofona\/","title":{"rendered":"Claretianos apostam na \u00c1frica lus\u00f3fona"},"content":{"rendered":"<p>Mission\u00e1rios comemoram 50 anos de Prov\u00edncia Portuguesa <!--more--> Os Mission\u00e1rios Claretianos celebraram ontem, 16 de Maio, 50 anos de Prov\u00edncia Portuguesa. A data foi lembrada, de modo informal, na segunda feira com uma celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica em F\u00e1tima, mas est\u00e3o prometidas maiores comemora\u00e7\u00f5es em Outubro, onde se integra uma peregrina\u00e7\u00e3o ao Santu\u00e1rio de F\u00e1tima. Em entrevista \u00e0  Ag\u00eancia ECCLESIA, o Pe. Manuel Ant\u00f3nio Mendes dos Santos, actual Superior Provincial dos Claretianos em Portugal, fala da miss\u00e3o dificuldades e desafios que se colocam para o futuro.   <I>Ag\u00eancia ECCLESIA &#8211; Que significado se pode atribuir a esta celebra\u00e7\u00e3o dos 50 anos da Prov\u00edncia portuguesa dos Claretianos? Pe. Manuel Ant\u00f3nio<\/i> &#8211;  Essa data significa que foi reconhecido \u00e0s pessoas (aos religiosos Claretianos) que faziam parte do territ\u00f3rio portugu\u00eas, um estatuto que lhes permitia ter autonomia, e portanto reconhecer que a Congrega\u00e7\u00e3o se tinha instalado em Portugal, crescido e desenvolvido. Por isso, ao celebrar os 50 anos h\u00e1 que recordar, numa atitude tamb\u00e9m agradecida, aqueles que contribu\u00edram para a vinda dos Claretianos at\u00e9 este territ\u00f3rio portugu\u00eas, pelo esfor\u00e7o que fizeram para implantar aqui a Congrega\u00e7\u00e3o e todo o trabalho de servi\u00e7o \u00e0 Igreja e \u00e0 Sociedade. Hoje temos uma presen\u00e7a firme em Portugal, Angola e S\u00e3o Tom\u00e9.   <i>AE &#8211;  Recordando a hist\u00f3ria da Congrega\u00e7\u00e3o em Portugal  comemora-se este ano  108 anos de presen\u00e7a no nosso pa\u00eds. Durante esse tempo que levou at\u00e9 \u00e0 institui\u00e7\u00e3o da Prov\u00edncia, como era? AM <\/i>&#8211;   Era uma depend\u00eancia da prov\u00edncia de Castela, da Espanha. Em 1898 come\u00e7aram a fundar as primeiras comunidades em Portugal, junto \u00e0 fronteira, na Guarda. S\u00e3o Bento Meni teve, nesse aspecto, um papel importante. O fundador da Irm\u00e3s Hospitaleiras do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus tinha uma casa perto da fronteira, em Aldeia da Ponte, que nos pediu para tomar conta. Assim, viemos n\u00f3s para Portugal, como mission\u00e1rios espanh\u00f3is. Em 1910, pouco tempo antes da instaura\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, fomos expulsos, regress\u00e1mos em 1920. Quando regress\u00e1mos j\u00e1 havia alguns portugueses. Nesses primeiros anos em que estivemos em Portugal, alguns foram levados para Espanha, e no regresso j\u00e1 havia um grupo de mission\u00e1rios portugueses. Foram fundadas novas casas e em 1927 partiu-se para as miss\u00f5es de S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe. Em 1956 atingiu-se um n\u00famero razo\u00e1vel de membros que permitiu assumir, como organismo independente, a direc\u00e7\u00e3o da Congrega\u00e7\u00e3o.   <i>AE &#8211;  Actualmente, estando dispersos por todo o pa\u00eds, qual \u00e9 a vossa miss\u00e3o? AM<\/i> &#8211;  Temos actualmente dez comunidades em Portugal, uma em S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe e duas em Angola. Desde o princ\u00edpio a nossa actividade caracteriza-se por sermos mission\u00e1rios ao servi\u00e7o da Evangeliza\u00e7\u00e3o, da Palavra, ligadas a ac\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o, miss\u00f5es populares, ac\u00e7\u00f5es educativas com col\u00e9gios, e ligados tamb\u00e9m aos meios de comunica\u00e7\u00e3o social.  Come\u00e7\u00e1mos, tamb\u00e9m, a assumir um trabalho paroquial bastante forte. Ali\u00e1s, neste momento, um dos trabalhos que fazemos mais em Portugal \u00e9 ao servi\u00e7o da Igreja local, ao servi\u00e7o das par\u00f3quias.   <i>AE &#8211; Esta aproxima\u00e7\u00e3o aos jovens e adolescentes, atrav\u00e9s dos col\u00e9gios, facilita de algum modo o trabalho vocacional? AM<\/i> &#8211; Talvez sim e talvez n\u00e3o! Em Portugal os col\u00e9gios nunca foram um lugar, tradicionalmente, com muita vitalidade vocacional para sacerdotes religiosos. Mas, pelo menos, \u00e9 uma maneira de n\u00f3s estarmos presentes na educa\u00e7\u00e3o dos jovens e, sobretudo, at\u00e9 de apontarmos outros modos de educar no nosso pa\u00eds. No Col\u00e9gio dos Carvalhos j\u00e1 h\u00e1 bastante tempo que opt\u00e1mos por alguma originalidade nos cursos que apresentamos, na preocupa\u00e7\u00e3o de inovarmos, de procurar uma boa forma\u00e7\u00e3o, at\u00e9 ao n\u00edvel t\u00e9cnico e profissional, ajudando essas pessoas a crescer como cidad\u00e3os, e pessoas empenhadas na constru\u00e7\u00e3o do nosso pa\u00eds. Isto, para al\u00e9m dos valores religiosos que procuramos tamb\u00e9m transmitir.    <i>AE &#8211; Como \u00e9 o panorama vocacional dos Claretianos em Portugal? AM<\/i> &#8211; Tem passado por v\u00e1rias fases. J\u00e1 tivemos um grupo razo\u00e1vel de jovens em forma\u00e7\u00e3o mas, neste momento, as coisas est\u00e3o mais dif\u00edceis. N\u00e3o temos tido muitas voca\u00e7\u00f5es. Actualmente temos apenas um estudante em Filosofia. Vamos continuando a trabalhar e a acreditar  que Deus continua a chamar. Em Angola e S\u00e3o Tom\u00e9, vamos tendo um grupo de vocacionados com quem contamos para que possam continuar a presen\u00e7a dos mission\u00e1rios Claretianos nesses pa\u00edses.   <i>AE &#8211; Qual \u00e9 o principal desafio que se coloca, neste momento, aos mission\u00e1rios Claretianos.  AM <\/i>&#8211;  Diria que um dos desafios \u00e9, o de continuar a acreditar que a nossa presen\u00e7a \u00e9 importante na Igreja e no mundo. Confrontarmo-nos com o envelhecimento das pessoas, com o panorama vocacional, n\u00e3o muito animador, pode levar a algum des\u00e2nimo por parte de algumas pessoas. Ao mesmo tempo, h\u00e1 um aspecto que \u00e9 o abrirmo-nos ao mundo laical de modo a levar \u00e0 consciencializa\u00e7\u00e3o de que, afinal, na Igreja todos n\u00f3s somos respons\u00e1veis pela constru\u00e7\u00e3o da mesma, e n\u00e3o apenas os mission\u00e1rios, religiosos e sacerdotes. O segundo desafio \u00e9, o de cimentarmos a nossa presen\u00e7a em \u00c1frica, ajudando as pessoas a encontrarem os seus caminhos de futuro. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mission\u00e1rios comemoram 50 anos de Prov\u00edncia Portuguesa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[101,106,129,168,193,207,261,304],"class_list":["post-18043","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-africa","tag-angola","tag-claretianos","tag-diocese-da-guarda","tag-educacao","tag-fatima","tag-missoes","tag-sao-tome-e-principe"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18043","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18043"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18043\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18043"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18043"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18043"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}