{"id":18017,"date":"2006-05-16T13:32:27","date_gmt":"2006-05-16T13:32:27","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/05\/16\/aliciante-surpresa-da-pastoral-digital\/"},"modified":"2006-05-16T13:32:27","modified_gmt":"2006-05-16T13:32:27","slug":"aliciante-surpresa-da-pastoral-digital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/aliciante-surpresa-da-pastoral-digital\/","title":{"rendered":"Aliciante surpresa da pastoral digital"},"content":{"rendered":"<p>Na sua primeira mensagem para o Dia Mundial das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais, Bento XVI entende que &#8220;os m\u00e9dia podem configurar-se como uma rede capaz de facilitar a comunica\u00e7\u00e3o, a comunh\u00e3o e a coopera\u00e7\u00e3o&#8221;. A vida dos crist\u00e3os, em Igreja, ambiciona a comunh\u00e3o, para que sejam \u00edcones da comunh\u00e3o trinit\u00e1ria de Deus. N\u00e3o se chega \u00e0 comunh\u00e3o sem comunica\u00e7\u00e3o, inclusive a que se processa hoje na gal\u00e1xia digital. Se \u00e9 verdade, como tamb\u00e9m previne o Papa, que &#8220;a rapidez da comunica\u00e7\u00e3o nem sempre consegue criar um esp\u00edrito de colabora\u00e7\u00e3o e de comunh\u00e3o no \u00e2mbito da sociedade&#8221;, n\u00e3o \u00e9 menos verdade que &#8220;os meios de comunica\u00e7\u00e3o podem contribuir construtivamente para a difus\u00e3o de tudo o que \u00e9 bom e verdadeiro&#8221;. E isto tem uma ineg\u00e1vel dimens\u00e3o pastoral. Em Igreja, estamos longe de outro conselho oportuno de Bento XVI: &#8220;A forma\u00e7\u00e3o para um uso respons\u00e1vel e cr\u00edtico dos m\u00e9dia ajuda a pessoa a servir-se dela de modo inteligente e apropriado&#8221;. Mais do que exigir responsabilidades aos promotores de informa\u00e7\u00e3o, suspeitando da sua idoneidade profissional e \u00e9tica, como \u00e9 frequente em Igreja, seria bem mais pedag\u00f3gico saber quanto se tem ou n\u00e3o progredido no uso respons\u00e1vel e cr\u00edtico dos m\u00e9dia. Ainda para passar da suspeita ao di\u00e1logo e \u00e0 compreens\u00e3o do estilo da comunica\u00e7\u00e3o social, seria bom saber at\u00e9 que ponto os m\u00e9dia de inspira\u00e7\u00e3o crist\u00e3 s\u00e3o modelos de rigor cultural e deontol\u00f3gico, sob pena de fraude pastoral. Hoje, a natureza e os objectivos dos m\u00e9dia alterou-se significativamente. J\u00e1 n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o acentuada a divis\u00e3o entre promotores e receptores dos conte\u00fados de polariza\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o social. Muitos dos receptores tornaram, simultaneamente, promotores. E a gal\u00e1xia digital ainda est\u00e1 em expans\u00e3o! Felizmente n\u00e3o falta quem, em Igreja, use e com intelig\u00eancia as imensas possibilidades da Internet, dos &#8220;blogs&#8221; e do correio electr\u00f3nico. Uma aliciante surpresa pastoral a explorar. O jesu\u00edta Antonio Spadaro \u00e9 redactor da revista italiana &#8220;La Civilt\u00e0 Catt\u00f3lica&#8221; e acaba de publicar o livro &#8220;Connessioni, Nuove Forme della cultura al tempo di internet&#8221; (Conex\u00f5es, novas formas da cultura em tempos de Internet). Em entrevista \u00e0 ag\u00eancia Zenit, explica a influ\u00eancia que a rede e em particular os &#8220;blogs&#8221; exercem no modo de viver hoje a religi\u00e3o. Confirma que, na Internet, nota-se um aumento de necessidades religiosas, embora algumas sob os riscos das &#8220;cyber-religi\u00f5es&#8221; e das seitas. Esses novos desafios, por\u00e9m, devem ser olhados &#8220;com optimismo e discernimento&#8221;, em ordem a &#8220;respostas \u00e0s necessidades religiosas mais aut\u00eanticas&#8221;. Lembra que h\u00e1 cerca de 130 milh\u00f5es de sites nos quais aparece Deus. Os &#8220;blogs&#8221; religiosos na Web aumentam a ponto de haver quem fale em &#8220;revolu\u00e7\u00e3o teobl\u00f3gica&#8221; e &#8220;blogsfera crist\u00e3&#8221;. Como mais vale prevenir do que remediar, diga-se que a rede compara-se a um supermercado do religioso. Os &#8220;integrados&#8221; dir\u00e3o que a prolifera\u00e7\u00e3o do religioso na rede pode revelar a necessidade profunda de Deus que agita o cora\u00e7\u00e3o humano. Ainda na express\u00e3o de Umberto Eco, que dir\u00e3o os &#8220;apocal\u00edpticos&#8221;, que em tudo ou quase, sobretudo na vasta \u00e1rea da comunica\u00e7\u00e3o, s\u00f3 v\u00eaem perigosos riscos? Para alcan\u00e7ar a comunh\u00e3o, n\u00e3o esque\u00e7am, \u00e9 necess\u00e1ria a comunica\u00e7\u00e3o. Fa\u00e7am o favor de comunicar!  <i>Rui Os\u00f3rio, Jornalista e p\u00e1roco da Foz do Douro \u2013 Porto<\/i> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na sua primeira mensagem para o Dia Mundial das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais, Bento XVI entende que &#8220;os m\u00e9dia podem configurar-se como uma rede capaz de facilitar a comunica\u00e7\u00e3o, a comunh\u00e3o e a coopera\u00e7\u00e3o&#8221;. A vida dos crist\u00e3os, em Igreja, ambiciona a comunh\u00e3o, para que sejam \u00edcones da comunh\u00e3o trinit\u00e1ria de Deus. 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