{"id":17961,"date":"2006-05-12T16:55:43","date_gmt":"2006-05-12T16:55:43","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/05\/12\/duas-horas-com-o-bispo-do-porto\/"},"modified":"2006-05-12T16:55:43","modified_gmt":"2006-05-12T16:55:43","slug":"duas-horas-com-o-bispo-do-porto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/duas-horas-com-o-bispo-do-porto\/","title":{"rendered":"Duas horas com o \u00abbispo do Porto\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>50 anos da vida de D. Ant\u00f3nio Ferreira Gomes no palco <!--more--> Desde o in\u00edcio dos anos noventa, as pessoas \u201ccome\u00e7aram a sugerir\u201d que se fizesse uma pe\u00e7a de teatro sobre D. Ant\u00f3nio Ferreira Gomes. Os anos passaram-se e no dia do centen\u00e1rio do nascimento deste bispo (10 de Maio de 2006), a Companhia \u00abSeiva Trupe\u00bb do Porto colocou em cena a pe\u00e7a \u201cAnt\u00f3nio, Bispo do Porto\u201d. Depois tantos apelos \u201ccomecei a entrar e a mergulhar na obra deste gigante\u201d \u2013 confessou \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA J\u00falio Cardoso, encenador da referida pe\u00e7a que est\u00e1 em exibi\u00e7\u00e3o, at\u00e9 ao pr\u00f3ximo dia 2 de Julho, no Teatro do Campo Alegre (Grande audit\u00f3rio) no Porto.  O trabalho pr\u00e9vio \u201cn\u00e3o foi doloroso\u201d porque \u201cverifiquei logo que estava perante um homem com um arcaboi\u00e7o intelectual fabuloso\u201d. E adianta: \u201cuma personagem da pr\u00f3pria pe\u00e7a diz que o povo pode n\u00e3o entender o seu discurso mas sabe penetrar naquilo que est\u00e1 por detr\u00e1s dele\u201d. A \u201cgenialidade\u201d est\u00e1 presente na obra do \u00abbispo do Porto\u00bb porque \u2013 utilizando um termo de D. Ant\u00f3nio \u2013 \u201ctemos que ser irm\u00e3os uns dos outros para desenvolver esta lusitanidade\u201d \u2013 referiu J\u00falio Cardoso Depois de falar com Margarida Fonseca Santos \u2013 escreveu a pe\u00e7a \u2013, esta \u201cficou muito espantada\u201d de se fazer uma teatraliza\u00e7\u00e3o sobre um bispo. Depois de \u201cfazermos montanhas de entrevistas\u201d com pessoas que conheceram, conviveram, lidaram e contactaram com D. Ant\u00f3nio Ferreira Gomes \u201cmetemos m\u00e3os \u00e0 obra\u201d. Estes contactos n\u00e3o dispensaram a \u201cleitura das obras e de estudos sobre D. Ant\u00f3nio\u201d \u2013 confidenciou. Depois desta caminhada \u201cestou satisfeit\u00edssimo com o resultado\u201d at\u00e9 porque \u201ctemos recebido muitos elogios\u201d. O \u00abfamoso bispo do Porto\u00bb &#8211; express\u00e3o de Jo\u00e3o Paulo II \u2013 \u00e9 uma \u201cfigura gigante da cultura e da igreja em Portugal\u201d.   Apesar da profundidade da obra do \u00abactor principal\u00bb, o encenador reconhece que foi dif\u00edcil fazer liga\u00e7\u00e3o do l\u00fadico com a mensagem deste bispo. \u201cDepois de batermos muitas vezes com a cabe\u00e7a nas paredes pens\u00e1mos come\u00e7ar com o papel que ele desempenhou como reitor do semin\u00e1rio\u201d. As centenas de jovens que frequentavam o semin\u00e1rio estavam sujeitos \u2013 \u201ctodos n\u00f3s somos ilhas\u201d \u2013 \u00e0 problem\u00e1tica da natureza humana e D. Ant\u00f3nio teve que confrontar-se com \u201cos problemas destes: uns resolvem sair e outros seguir o caminho do sacerd\u00f3cio\u201d.  Dois dias depois da estreia o \u00eaxito parece garantido. Nos pr\u00f3ximos dias \u201ctemos sess\u00f5es que est\u00e3o esgotadas\u201d numa sala com lota\u00e7\u00e3o para 400 pessoas. Os resultados est\u00e3o a ultrapassar as perspectivas \u201cmais optimistas\u201d \u2013 garantiu J\u00falio Cardoso. E acrescenta: \u201csentimos o pulsar das pessoas\u201d. Em rela\u00e7\u00e3o ao futuro talvez a pe\u00e7a suba ao palco noutros teatros. \u201cJ\u00e1 nos convidaram\u201d mas existem pequenos pormenores que dificultam. \u201cO cen\u00e1rio \u00e9 um pouco complexo\u201d.  Com cerca de duas horas (a primeira vers\u00e3o tinha quatro horas e meia) \u00abAnt\u00f3nio, bispo do Porto\u00bb retrata cerca de 50 anos da vida deste homem. Com uma \u201cgrande vertente musical\u201d e coreogr\u00e1fica, a pe\u00e7a \u201ctem uma rigorosa an\u00e1lise dramat\u00fargica\u201d \u2013 afirma.   D. Ant\u00f3nio foi renovador \u201cem tudo\u201d por isso a m\u00fasica \u2013 de princ\u00edpio ao fim &#8211; \u201c\u00e9 original\u201d. Neste ponto \u201cdevemos muito ao compositor Carlos Azevedo\u201d. E avan\u00e7a: \u201cnada na pe\u00e7a \u00e9 gratuito\u201d. Apesar da encena\u00e7\u00e3o ser um todo, J\u00falio Cardoso sublinha que h\u00e1 um epis\u00f3dio que o marcou. \u201cA despedida de Alba Tormes, a \u00faltima terra onde D. Ant\u00f3nio esteve exilado\u201d. E comovido real\u00e7a: \u201cfoi um adeus e uma b\u00ean\u00e7\u00e3o\u201d. Os que viram a pe\u00e7a dizem que aquele adeus \u201c\u00e9 bestial\u201d e \u201cfoi muito bem interpretado por Alexandre Falc\u00e3o (faz de D. Ant\u00f3nio Ferreira Gomes)\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>50 anos da vida de D. 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