{"id":179175,"date":"2020-06-19T19:02:48","date_gmt":"2020-06-19T18:02:48","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=179175"},"modified":"2020-06-19T19:02:48","modified_gmt":"2020-06-19T18:02:48","slug":"o-que-quer-deus-de-mim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-que-quer-deus-de-mim\/","title":{"rendered":"O que quer Deus de mim?"},"content":{"rendered":"<p class=\"iw\"><em><span class=\"qu\" tabindex=\"-1\" role=\"gridcell\"><span class=\"gD\" data-hovercard-id=\"correiojoseluis@gmail.com\" data-hovercard-owner-id=\"149\">Jos\u00e9 Lu\u00eds Nunes Martins<\/span><\/span><\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/O-que-quer-Deus-de-mim.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-179178\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/O-que-quer-Deus-de-mim.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/O-que-quer-Deus-de-mim.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/O-que-quer-Deus-de-mim-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/O-que-quer-Deus-de-mim-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/O-que-quer-Deus-de-mim-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/O-que-quer-Deus-de-mim-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/O-que-quer-Deus-de-mim-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/O-que-quer-Deus-de-mim-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Deus quer que eu seja livre e escolha bem, que escolha o bem. Deus n\u00e3o me imp\u00f5e um projeto de vida que devo cumprir sob pena de ser infeliz. Antes prop\u00f5e-me um caminho, aponta uma dire\u00e7\u00e3o que faz sentido na minha exist\u00eancia, mas que s\u00f3 tem valor se eu decidir segui-la de forma livre.<\/p>\n<p>Deus quer que cada um de n\u00f3s seja feliz e as alegrias mais profundas s\u00e3o as que brotam do amor: a do dar-se e a do perdoar.<\/p>\n<p>O que faz Deus connosco? Ama-nos e perdoa-nos. Mesmo quando n\u00e3o fazemos o mesmo com os outros e com Ele. Porque o seu amor \u00e9 extraordin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Hoje d\u00e1-se o nome de amor a muitas coisas que n\u00e3o t\u00eam rela\u00e7\u00e3o nenhuma com o verdadeiro amor. At\u00e9 ao ego\u00edsmo, que \u00e9 o oposto do amor, hoje se d\u00e1 o estranho nome de amor-pr\u00f3prio!<\/p>\n<p>\u00c9 comum pensar que devemos amar quem nos ama. Gostar de quem gosta de n\u00f3s. Mas que grande amor \u00e9 esse de gostar de quem gosta de n\u00f3s? \u00c9 quase um pre\u00e7o, uma compensa\u00e7\u00e3o, um neg\u00f3cio. Mais parece um simples contrato de troca de ego\u00edsmos.<\/p>\n<p>O amor verdadeiro \u00e9 extraordin\u00e1rio e diferente, tamb\u00e9m porque n\u00e3o se faz depender do que por n\u00f3s sente o outro, mas do que ele precisa, do que lhe faz falta para ser melhor. Por isso, procura os mais afastados, aqueles que andam mais longe do amor. Vai ao seu encontro, valorizando a simples presen\u00e7a do outro como algo bom.<\/p>\n<p>Deus faz isso mesmo connosco. Ama-nos sem que n\u00f3s o amemos, ama-nos e perdoa-nos, mesmo quando n\u00f3s n\u00e3o acreditamos Nele, mesmo quando julgamos que podemos viver muito bem sem Ele. Eis a raz\u00e3o pela qual o amor de Deus \u00e9 superior.<\/p>\n<p>Mas o que Deus quer de cada um de n\u00f3s \u00e9 que amemos os outros assim! Buscando os mais necessitados e amando-os, mesmo que n\u00e3o nos amem&#8230; talvez porque ou nunca foram amados assim, pelo que s\u00e3o, ou porque sofreram mais do que podemos imaginar e a desilus\u00e3o os afastou da esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Todos sofremos e n\u00e3o h\u00e1 duas dores iguais. Mas h\u00e1 algo que \u00e9 uma constante: se formos capazes de manter uma esperan\u00e7a forte, ent\u00e3o teremos mais \u00e2nimo do que dor.<\/p>\n<p>H\u00e1 quem seja derrotado por dores menores e h\u00e1 quem sorria apesar daquilo que lhe d\u00f3i ser capaz de fazer desistir a maior parte de n\u00f3s. Onde est\u00e1 a diferen\u00e7a? Na esperan\u00e7a que resulta da f\u00e9. No amor de que se \u00e9 capaz, na forma como se v\u00ea o que se passa e o que nos ultrapassa. Amar o que nos rodeia e o que h\u00e1 de vir.<\/p>\n<p>Deus quer que eu saiba que posso e devo ser melhor, para ser mais feliz.<\/p>\n<p>Deus n\u00e3o depende de mim, mas, pelo seu amor, faz-se dependente! Sofre e est\u00e1 comigo, mesmo quando eu me julgo sozinho e abandonado, que \u00e9 quase sempre.<\/p>\n<p>A alegria verdadeira n\u00e3o se encontra em nenhum mercado de interesses, resulta do que cada um de n\u00f3s for capaz de dar. Se formos melhores, daremos mais e melhor!<\/p>\n<p>Quantas vezes j\u00e1 nos amaram sem que n\u00f3s o merec\u00eassemos? Quantas vezes j\u00e1 nos perdoaram sem qualquer ressentimento, apenas com amor, aceitando-nos como somos, mesmo com todas as nossas fraquezas? Isso fez diferen\u00e7a em n\u00f3s?<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, a miss\u00e3o \u00e9 simples: faz o mesmo. Amar quem n\u00e3o merece, perdoar sem ressentimento e aceitar o outro como ele \u00e9. Isto pode fazer grandes milagres.<\/p>\n<p>Perdoar \u00e9 um dom do amor. Perdoar \u00e9 um dar superior, extraordin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Quem \u00e9 amado \u00e9 perdoado. Basta que aceite o amor e o perd\u00e3o. Quem assim se deixar amar aprende a amar e a perdoar!<\/p>\n<p>Claro que nada \u00e9 garantido e muitas vezes seremos atacados com olhares, palavras e gestos dilacerantes. No \u00edntimo dessas pessoas seremos acusados de agir por outros motivos e julgar-nos-\u00e3o como sendo apenas ego\u00edstas iguais aos outros, mas com uma forma diferente e estranha de alimentar o nosso \u00edntimo maldoso.<\/p>\n<p>Deus quer que eu reze e a\u00ed encontre, longe das preocupa\u00e7\u00f5es superficiais de cada dia, um lugar mais profundo onde posso repousar e ter paz. \u00c9 no mais fundo de mim que encontro a passagem para o que na vida h\u00e1 de mais elevado no c\u00e9u.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei quase nada de Deus, t\u00e3o-pouco consigo compreender o mundo. Sei pouco de mim, mas sei o suficiente para escolher o caminho que quero seguir: \u00e9 imposs\u00edvel ser feliz sem amor.<\/p>\n<p>Sou amado e sou chamado a amar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Lu\u00eds Nunes Martins<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":103305,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-179175","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/179175","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=179175"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/179175\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/103305"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=179175"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=179175"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=179175"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}