{"id":179129,"date":"2020-06-19T17:00:49","date_gmt":"2020-06-19T16:00:49","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=179129"},"modified":"2020-06-21T11:30:41","modified_gmt":"2020-06-21T10:30:41","slug":"cultura-duas-geracoes-de-escritoras-que-leem-e-escrevem-na-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cultura-duas-geracoes-de-escritoras-que-leem-e-escrevem-na-pandemia\/","title":{"rendered":"Cultura: Duas gera\u00e7\u00f5es de escritoras que leem e escrevem na pandemia (c\/v\u00eddeo)"},"content":{"rendered":"<p><em>Alice Vieira e Marta Arrais estiveram \u00e0 \u00abConversa na Ecclesia\u00bb sobre a inspira\u00e7\u00e3o que o per\u00edodo de confinamento pode oferecer<\/em><!--more--><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_51554\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QfGb0H6xnxc?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=pt&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=1&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/1alicevieira.jpg\"><br \/>\n<\/a>Lisboa, 19 jun 2020 (Ecclesia) \u2013 A escritora Alice Vieira encontrou neste tempo de pandemia de Covid-19, e de encontros \u00e0 janela, o cen\u00e1rio para come\u00e7ar a escrever um romance, \u201ca quatro m\u00e3os\u201d, que descreve o que tem vivido e acompanhado.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/1alicevieira.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-85838 alignleft\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/1alicevieira-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/1alicevieira-300x225.jpg 300w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/1alicevieira-768x576.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/1alicevieira-510x382.jpg 510w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/1alicevieira.jpg 926w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\u201cPara uma pessoa que, al\u00e9m de escritora \u00e9 jornalista, tudo o que est\u00e1 a acontecer serve para contar. Servi-me disso para, com uma amiga, escrevermos um romance a quatro m\u00e3os. Estamos a publicar nas redes sociais e depois ser\u00e1 publicado em livro\u201d, explica, na edi\u00e7\u00e3o das \u2018Conversas na ECCLESIA\u2019 desta sexta-feira.<\/p>\n<p>O livro, que ter\u00e1 por t\u00edtulo geral \u2018P\u00f3 de arroz e janelinha\u2019, recordando uma frase da sua m\u00e3e, relata a vida de um grupo de pessoas, com diferentes profiss\u00f5es que se encontra confinado em casa.<\/p>\n<p>J\u00e1 a escritora Marta Arrais confessa que precisou de algum tempo para poder come\u00e7ar a escrever sobre as consequ\u00eancias da pandemia, at\u00e9 porque, confessa, inicialmente achou que talvez \u201cn\u00e3o fosse t\u00e3o s\u00e9rio\u201d como depois se mostrou.<\/p>\n<p>\u201cEm termos de escrita, temos mat\u00e9rias para escrever sobre muita coisa e \u00e9 tamb\u00e9m uma oportunidade para refletir como est\u00e1 a nossa vida. Para mim, este tempo serviu para pensar no que estava a fazer, a gerir o meu tempo, estava a viver depressa demais. Essa reflex\u00e3o d\u00e1 origem a novos textos que v\u00e3o de encontro aos que outros pensam\u201d, assinala.<\/p>\n<p>Alice Vieira, que escreve de manh\u00e3, com barulho e no computador port\u00e1til que nunca saiu do mesmo local, assume este como um tempo \u201ccriativo\u201d, em que dificilmente \u201cdeixaria de escrever\u201d: \u201cPensamos muito mas sobre as pequenas coisas que agora s\u00e3o t\u00e3o importantes; as pessoas que se lembram de n\u00f3s e nos telefonam, a vizinha da frente que eu n\u00e3o conhecia e agora nos falamos\u201d.<\/p>\n<p>Marta Arrais, que ordena a sua escrita \u00e0 noite, quando consegue fazer sil\u00eancio e perceber o que sentiu durante o dia para o traduzir nas cr\u00f3nicas, prefere desafiar as pessoas a pensar sobre \u201cpr\u00e1ticas pessoais e de cuidado com os outros\u201d.<\/p>\n<p>\u201cS\u00f3 podemos escrever sobre o que conhecemos. Escrevo sobre o que me perturba, ou me diz algo. N\u00e3o me demito, quando escrevo para os outros, diz-me sempre a mim tamb\u00e9m. H\u00e1 uma liga\u00e7\u00e3o imensa entre o que somos e o que escrevemos e damos ao outro o que vai c\u00e1 dentro\u201d, explica.<\/p>\n<p>A escritora e jornalista fala da import\u00e2ncia de ajudar as pessoas a sentirem-se mais animadas: \u201cEu raramente falo da Covid, mas falo das consequ\u00eancias e acho que temos de ajudar a encarar as coisas de formas mais simples. Temos de ajudar as pessoas a perceber o que se passa mas a reagir tamb\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO mundo nunca mais ser\u00e1 o mesmo. Seremos outras pessoas quando isto acabar. J\u00e1 adquirimos outras maneiras de pensar e viver, j\u00e1 prescindimos de algumas coisas, percebemos que n\u00e3o precisamos de tudo\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/marta_arrais.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-117574 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/marta_arrais-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/marta_arrais-300x200.jpg 300w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/marta_arrais-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/marta_arrais-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/marta_arrais-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/marta_arrais.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Marta Arrais acredita que com o que o mundo atravessa, o ser humano \u201cvai ter de mudar\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAinda me assusto a pensar nas consequ\u00eancias em termos humanos, porque inicialmente pensei que ir\u00edamos todos ser melhores pessoas e tenho verificado que algumas mostram o pior que t\u00eam, e isso \u00e9 dif\u00edcil de perceber. As pessoas v\u00e3o ter de aprender a tratar melhor os outros, de uma forma ou de outra, porque o mundo mudou\u201d, finaliza.<\/p>\n<p>O projeto \u2018Conversas na Ecclesia\u2019 visa partilhar, de segunda a sexta-feira, um tempo de di\u00e1logo sobre cinco temas, publicados nas redes sociais, a partir das 17h00.<\/p>\n<p>A semana come\u00e7a com temas direcionados para jovens, depois a solidariedade e o cuidado da casa comum, as novas formas de liturgia e de perten\u00e7a, os acontecimentos vividos a partir do Vaticano e, a terminar a semana, uma conversa com propostas e perspetiva culturais.<\/p>\n<p><em>LS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alice Vieira e Marta Arrais estiveram \u00e0 \u00abConversa na Ecclesia\u00bb sobre a inspira\u00e7\u00e3o que o per\u00edodo de confinamento pode 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