{"id":17783,"date":"2006-05-03T16:14:55","date_gmt":"2006-05-03T16:14:55","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/05\/03\/congresso-mundial-de-dirigentes-cristaos-de-empresas-em-lisboa\/"},"modified":"2006-05-03T16:14:55","modified_gmt":"2006-05-03T16:14:55","slug":"congresso-mundial-de-dirigentes-cristaos-de-empresas-em-lisboa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/congresso-mundial-de-dirigentes-cristaos-de-empresas-em-lisboa\/","title":{"rendered":"Congresso mundial de dirigentes crist\u00e3os de empresas em Lisboa"},"content":{"rendered":"<p>A cidade de Lisboa vai receber, de 25 a 27 de Maio de 2006, o XXVI Congresso Mundial da Uni\u00e3o Internacional dos Empres\u00e1rios Crist\u00e3os (Uniapac) sob o tema \u201cRefor\u00e7ar os l\u00edderes empresariais para servir a humanidade no mundo moderno\u201d. Esperam-se cerca de mil empres\u00e1rios de todo o mundo para este Congresso, desafiados a reflectir sobre como \u201cpromover uma lideran\u00e7a respons\u00e1vel enquanto executivos crist\u00e3os\u201d. A Uniapac congrega cerca de 45 mil gestores e empres\u00e1rios em todo o mundo. Entre os oradores convidados destacam-se o Cardeal Renato Martino, presidente do Conselho Pontif\u00edcio Justi\u00e7a e Paz; Dur\u00e3o Barroso, presidente da Comiss\u00e3o Europeia, e Bertrand Collomb, presidente do Conselho Consultivo da LAFARGE, que lidera o fabrico mundial de cimento. Uma s\u00e9rie de personalidades ligadas ao mundo dos neg\u00f3cios, da filosofia e da Igreja ir\u00e1 intervir neste Congresso. Para a Uniapac \u00e9 essencial fazer face aos desafios do mundo actual \u201cfavorecendo e fortalecendo a voca\u00e7\u00e3o dos investidores e gestores de boa vontade, em todo o mundo, com o objectivo de os fazer melhores servidores do bem comum e do desenvolvimento dos outros\u201d. Durante os trabalhos ser\u00e3o estudados os princ\u00edpios da Doutrina Social da Igreja e as melhores pr\u00e1ticas para os executivos, com confer\u00eancias dos especialistas convidados e testemunhos dos participantes. Em cima da mesa estar\u00e3o quest\u00f5es como \u201cquais s\u00e3o os desafios mais decisivos para os executivos no nosso tempo?\u201d. Os participantes procedem de todos os continentes, motivo pelo qual se oferece um servi\u00e7o de tradu\u00e7\u00e3o em ingl\u00eas, espanhol, portugu\u00eas, franc\u00eas e italiano. \u201cN\u00e3o est\u00e3o convidados a unir-se a n\u00f3s e sentar-se, escutar e, de vez em quando, aplaudir educadamente. Est\u00e3o convidados a participar\u201d, explica Benoit Bonamy, secret\u00e1rio-geral de Uniapac, ao apresentar o Congresso. \u201cN\u00e3o temos li\u00e7\u00f5es a dar, mas, gra\u00e7as \u00e0queles que participar\u00e3o, temos experi\u00eancias e pontos de vista a confrontar e compartilhar juntos\u201d, acrescenta. O encontro ser\u00e1 celebrado no Centro Cultural de Bel\u00e9m, e as celebra\u00e7\u00f5es eucar\u00edsticas inaugural e conclusiva acontecer\u00e3o no Mosteiro dos Jer\u00f3nimos. Prev\u00ea-se tamb\u00e9m uma peregrina\u00e7\u00e3o ao Santu\u00e1rio de F\u00e1tima, a 28 de Maio. O programa do Congresso (em ingl\u00eas) encontra-se dispon\u00edvel em www.ecclesia.pt\/acege\/programa_congresso.pdf  <b> 45.000 Empres\u00e1rios e Gestores Crist\u00e3os<\/b> A Uniapac \u00e9 uma associa\u00e7\u00e3o internacional de empres\u00e1rios e gestores, \u00e9 uma associa\u00e7\u00e3o que congrega associa\u00e7\u00f5es nacionais com o mesmo tipo de preocupa\u00e7\u00f5es da ACEGE e onde a ACEGE se encontra filiada. \u00c9 uma associa\u00e7\u00e3o que est\u00e1 presente em 27 pa\u00edses e que congrega cerca de 45 mil membros. \u00c9 importante sabermos que existem no mundo cerca de 45 mil pessoas, gestores e empres\u00e1rios que partilham connosco as nossas preocupa\u00e7\u00f5es e que se preocupam em pensar e em debater temas iguais aqueles que nos preocupam. Tem a sua sede em Bruxelas e est\u00e1 organizada regionalmente. Existe a Uniapac Internacional, que \u00e9 uma estrutura a n\u00edvel mundial, cujo Presidente \u00e9 o senhor Etienne Wibaux que est\u00e1 dividida por grandes regi\u00f5es, existe a regi\u00e3o europeia, existe a regi\u00e3o da Am\u00e9rica Latina e existe j\u00e1 em lan\u00e7amento a regi\u00e3o de \u00c1frica e da \u00c1sia. Em \u00c1frica e \u00c1sia temos um, dois membros e algumas associa\u00e7\u00f5es a tentarem dar os primeiros passos na sua associa\u00e7\u00e3o \u00e0 Uniapac, mas na Europa e na Am\u00e9rica Latina esta associa\u00e7\u00e3o est\u00e1 de facto bastante desenvolvida e tem tido alguma interven\u00e7\u00e3o. O presidente da associa\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica Latina \u00e9 o senhor Jos\u00e9 Alfonso Lozano e o presidente para a Europa sou eu pr\u00f3prio em nome da ACEGE. O secret\u00e1rio-geral desta organiza\u00e7\u00e3o, sediado em Bruxelas, \u00e9 o senhor Benoit Benamy, que tem a trabalhar com ele uma secret\u00e1ria, portanto \u00e9 uma estrutura bastante reduzida, que assim depende extraordinariamente das associa\u00e7\u00f5es nacionais para fazer desenvolver os seus trabalhos. O que \u00e9 que faz esta associa\u00e7\u00e3o, portanto quais s\u00e3o os objectivos que ela tem? Em primeiro lugar \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o do movimento junto de organiza\u00e7\u00f5es internacionais, junto das Igrejas, junto de organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, junto de organiza\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas. A Uniapac \u00e9 uma associa\u00e7\u00e3o crist\u00e3, rege-se pelos princ\u00edpios da Doutrina social da Igreja, mas \u00e9 uma associa\u00e7\u00e3o que est\u00e1 ligada \u00e0s igrejas crist\u00e3s, portanto n\u00e3o est\u00e1 exclusivamente ligada \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica e portanto na representa\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es internacionais, de facto s\u00e3o liga\u00e7\u00f5es com as igrejas, n\u00e3o s\u00f3 com a Igreja cat\u00f3lica, ainda que a Igreja cat\u00f3lica tenha, claramente um peso muito significativo nesta organiza\u00e7\u00e3o. Tem como segundo objectivo a coordena\u00e7\u00e3o da rede de associa\u00e7\u00f5es nacionais, tentando partilhar experi\u00eancias entre estas v\u00e1rias associa\u00e7\u00f5es nacionais, trocando informa\u00e7\u00e3o e promovendo trabalhos conjuntos que muitas vezes s\u00e3o importantes para conseguir dar resultados que sejam de interesse para v\u00e1rias associa\u00e7\u00f5es para as v\u00e1rias regi\u00f5es. Em terceiro lugar tem como objectivo promover debates e editar documenta\u00e7\u00e3o sobre temas que t\u00eam a ver com as suas \u00e1reas de preocupa\u00e7\u00e3o. O que \u00e9 que pretende ser mais a Uniapac? Pretende, em primeiro lugar ser parte activa na defini\u00e7\u00e3o da Doutrina social da igreja, no que respeita a todos os temas que t\u00eam a ver com a actividade econ\u00f3mica e para fazer isso, tem que esfor\u00e7ar-se por publicar opini\u00e3o, e por criar cada vez mais um relacionamento forte e profundo com a Igreja. Ao dizermos que queremos ser parte activa na defini\u00e7\u00e3o da Doutrina social da igreja, obviamente que n\u00f3s n\u00e3o queremos ser autores da Doutrina social da igreja, queremos ser colaboradores nesse trabalho no sentido de disponibilizar os conhecimentos e, fundamentalmente, de dar a conhecer \u00e0 Igreja a potencialidade dos empres\u00e1rios e das empresas na constru\u00e7\u00e3o do mundo, na melhoria da situa\u00e7\u00e3o no mundo.  Em segundo lugar queremos, tamb\u00e9m, ser parte activa nos debates sobre a governa\u00e7\u00e3o do mundo, queremos ser e estar presentes, ser questionados e ser ouvidos de cada vez que se debatem as quest\u00f5es relacionadas com a governa\u00e7\u00e3o do mundo, queremos garantir e assegurar que queremos trazer as preocupa\u00e7\u00f5es humanas em tudo o que defina a forma de viver das empresas. No fundo tamb\u00e9m queremos ter reconhecimento junto de organiza\u00e7\u00f5es internacionais, como seja a ONU, a Uni\u00e3o Europeia a OIT, locais onde inclusivamente, come\u00e7amos a ter representantes. Em terceiro lugar queremos ser parte activa no debate das teorias econ\u00f3micas, queremos promover os valores da Doutrina social da igreja nesse debate, nessas defini\u00e7\u00f5es e isso podemos faz\u00ea-lo, por um lado convidando membros das nossas associa\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o pessoas de refer\u00eancia no mundo econ\u00f3mico, para que possam falar, manifestar a sua opini\u00e3o e colaborar connosco na divulga\u00e7\u00e3o dessa opini\u00e3o, mas tamb\u00e9m tentando trazer os grandes nomes da economia mundial para debater connosco, nas reuni\u00f5es que n\u00f3s organizamos, os temas relacionados com a economia. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 liga\u00e7\u00e3o entre a ACEGE e a Uniapac, considero que ela deve ser promovida e que \u00e9 mesmo essencial a ambas organiza\u00e7\u00f5es. Quando come\u00e7\u00e1mos a lan\u00e7ar a ACEGE, aqui h\u00e1 uns anos atr\u00e1s, das primeiras quest\u00f5es que se nos levantou e a mim especialmente, porque vinha completamente desligado das mat\u00e9rias que a esta associa\u00e7\u00e3o preocupam, come\u00e7aram a surgir v\u00e1rias quest\u00f5es, uma delas foi &#8211; porque \u00e9 que existimos? &#8211; Aonde queremos chegar? &#8211; Aonde chegamos? e ainda, como \u00e9 que poderemos interessar as pessoas a participarem connosco no desenvolvimento desta associa\u00e7\u00e3o? Tive, confesso, cerca de um a dois anos muito preocupado com esta quest\u00e3o e sem conseguir encontrar com facilidade respostas a esta mat\u00e9ria. Posso dizer-vos que considerei v\u00e1rias vezes a hip\u00f3tese de desistir. Nessa altura, por coincid\u00eancia, a Uniapac come\u00e7ou a chamar-nos e a envolver-nos em trabalhos para a prepara\u00e7\u00e3o do Congresso que realizou em Roma e come\u00e7ou a desafiar-nos para conseguirmos dar alguma contribui\u00e7\u00e3o no debate das mat\u00e9rias que seriam a\u00ed trabalhadas. Com as necessidades que nos criaram, n\u00f3s come\u00e7amos a procurar junto de pessoas com alguma forma\u00e7\u00e3o nessas mat\u00e9rias, pessoas com um n\u00edvel relativamente superior no debate, na discuss\u00e3o e no pensamento destas mat\u00e9rias para nos ajudarem a poder formar a nossa opini\u00e3o para podermos participar nestas reuni\u00f5es. Acabamos por participar, por criar aqui alguma motiva\u00e7\u00e3o, deu-nos de alguma forma alguns objectivos, n\u00f3s conseguimos de facto colaborar nessa mat\u00e9ria e ao fim deste tempo de prepara\u00e7\u00e3o do Congresso de Roma, quando voltamos a pensar na ACEGE, de repente, j\u00e1 t\u00ednhamos encontrado uma rede de contactos porque j\u00e1 os t\u00ednhamos estabelecido, rede de contactos com muito n\u00edvel e interessados nos temas que a ACEGE ia debater, t\u00ednhamos encontrado associados participativos, e t\u00ednhamos criado, t\u00ednhamos enlencado as nossas preocupa\u00e7\u00f5es, os nossos objectivos, no fundo, t\u00ednhamos encontrado a nossa raz\u00e3o de existir.  No fundo a Uniapac acabou por servir muito como o mostrar do caminho para a ACEGE se relan\u00e7ar aqui em Portugal.  Disse v\u00e1rias vezes ao Domingo Sugrannyes, que era o presidente na altura, disse-lhe muitas vezes que n\u00f3s dev\u00edamos muito do trabalho a muitas pessoas, quer ao Dr. Jo\u00e3o Alberto que \u00e9 claramente o motor desta associa\u00e7\u00e3o, mas que dev\u00edamos muito \u00e0 Uniapac o termos encontrado o nosso caminho e assim provou-se que a Uniapac pode ser a n\u00edvel mundial, um grande motor de desenvolvimento de associa\u00e7\u00f5es com este tipo de preocupa\u00e7\u00f5es.  Mas a Uniapac tamb\u00e9m precisa de n\u00f3s, e n\u00f3s temos tamb\u00e9m que entregar alguma coisa \u00e0 Uniapac. A Uniapac s\u00f3 vive do apoio que as associa\u00e7\u00f5es nacionais lhe podem dar, s\u00f3 vive da uni\u00e3o, da for\u00e7a das v\u00e1rias associa\u00e7\u00f5es nacionais e portanto torna-se neste momento essencial trazer a Uniapac junto dos associados das v\u00e1rias associa\u00e7\u00f5es para lhes dar a conhecer que existe este movimento. Para lhes explicar quais s\u00e3o as vantagens que este movimento pode ter, porque claramente estamos a sentir, a n\u00edvel da Uniapac, que h\u00e1 que trazer os associados e os membros mais perto do projecto internacional para que se ganhe, de facto, for\u00e7a e para que possamos ter uma presen\u00e7a maior no mundo, para que possamos conseguir criar uma Uniapac que seja importante para os nossos projectos, para o desenvolvimento de empres\u00e1rios crist\u00e3os, que sejam bandeira dos valores da Doutrina social da igreja no mundo empresarial. Assim, trouxe-vos a UNIAPAC para que a conhe\u00e7am e que a possam patrocinar no seu desenvolvimento e continuidade. <i>Bruno Bobone \u2013 ACEGE, coordenador geral do Congresso<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cidade de Lisboa vai receber, de 25 a 27 de Maio de 2006, o XXVI Congresso Mundial da Uni\u00e3o Internacional dos Empres\u00e1rios Crist\u00e3os (Uniapac) sob o tema \u201cRefor\u00e7ar os l\u00edderes empresariais para servir a humanidade no mundo moderno\u201d. 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