{"id":17781,"date":"2006-05-03T15:24:10","date_gmt":"2006-05-03T15:24:10","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/05\/03\/o-horizonte-longinquo-do-pe-alves-correia\/"},"modified":"2006-05-03T15:24:10","modified_gmt":"2006-05-03T15:24:10","slug":"o-horizonte-longinquo-do-pe-alves-correia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-horizonte-longinquo-do-pe-alves-correia\/","title":{"rendered":"O horizonte long\u00ednquo do Pe. Alves Correia"},"content":{"rendered":"<p>O \u00abPe. Larguezas\u00bb nasceu h\u00e1 120 anos mas o seu pensamento via &#8220;mais longe do que n\u00f3s&#8221; <!--more--> \u201cN\u00e3o percam nada do que ele vai dizer porque tudo ser\u00e1 muito importante. Olhem bem para ele. Ver\u00e3o que ele tem os olhos muito grandes. Por isso v\u00ea muito mais e muito mais longe do que n\u00f3s. Ou\u00e7amo-lo\u201d \u2013 foi assim que D. Manuel Vieira de Matos o apresentou num congresso realizado em Braga. Noutra ocasi\u00e3o, D. Ant\u00f3nio Ferreira Gomes definiu-o como \u201cgrande homem da Igreja, ele \u00e9 por isso homem de todo o mundo. Profundamente portugu\u00eas e europeu pela cultura, fez-se mission\u00e1rio em \u00c1frica; e, pelas condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias de ent\u00e3o, esteve a ponto de dar a vida pela missiona\u00e7\u00e3o do continente negro. Homem de intelig\u00eancia e de cultura crist\u00e3, nada de humano e crist\u00e3o podia considerar-se alheio a si; e, porque o sentiu e o disse, veio a morrer exilado na Norte-Am\u00e9rica\u201d.  Quem foi ent\u00e3o este homem que as duas \u00abvozes\u00bb da Igreja definiram como vision\u00e1rio das d\u00e9cadas posteriores? Referimo-nos ao Pe. Joaquim Alves Correia nascido em Aguiar de Sousa (Paredes), a 5 de Maio de 1886, e sacerdote da Congrega\u00e7\u00e3o dos Mission\u00e1rios do Esp\u00edrito Santo (Espiritanos). Filho de modestos lavradores, Joaquim Alves Correia fez o curso secund\u00e1rio em Ermesinde, a Filosofia em Sintra e a Teologia em Chevilly (Fran\u00e7a). Quando recebeu a ordena\u00e7\u00e3o (em 1910) o seu destino eram as Miss\u00f5es em Angola mas a revolu\u00e7\u00e3o republicana trouxe ventos contr\u00e1rios e acabou por seguir para a Nig\u00e9ria. Nove anos depois voltou \u00e0 Europa para colocar em ordem a sua sa\u00fade que estava profundamente abalada.   <b>O \u00abpresente\u00bb do Ex\u00edlio nos Estados Unidos<\/b> Depois de recuperado assumiu a direc\u00e7\u00e3o da revista mission\u00e1ria da sua congrega\u00e7\u00e3o \u2013 \u00abMiss\u00f5es de Angola e Congo\u00bb &#8211; e, em 1922, o cargo de Procurador das Miss\u00f5es, lugar em que permaneceu at\u00e9 1945. Em Lisboa, contactou com muitas figuras da oposi\u00e7\u00e3o ao Estado Novo. Chegou mesmo a participar activamente no Movimento Democr\u00e1tico de Campanha pelas Elei\u00e7\u00f5es Livres, em 1945. A sua faceta de \u201cprofeta e homem de Deus suplanta toda a manipula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que j\u00e1 se fez ou, qui\u00e7\u00e1, se venha a fazer\u201d \u2013 (Rocha, Nogueira; In: Revista: \u00abBrot\u00e9ria\u00bb de Maio-Junho de 1986). Estas conota\u00e7\u00f5es pol\u00edticas tiveram impacto devido \u00e0 recusa de publica\u00e7\u00e3o de artigos seus no jornal \u00abCom\u00e9rcio do Porto\u00bb mas que Raul Rego publicara entretanto no jornal \u00abRep\u00fablica\u00bb. Nestes denunciava \u201cuma pol\u00edtica de vigil\u00e2ncia que n\u00e3o dava satisfa\u00e7\u00f5es a ningu\u00e9m\u201d e o ser \u201cmuito c\u00f3modo, mas muito pouco corajoso, atirar \u00e0 cara deste povo irrequieto com a responsabilidade da desordem p\u00fablica, quando o pobre povo nem responder sabia\u201d. Devido aos coment\u00e1rios corajosos recebeu como \u00abpresente\u00bb o ex\u00edlio nos Estados Unidos. As brisas da revolu\u00e7\u00e3o ressuscitam os seus her\u00f3is e canonizam os m\u00e1rtires da sua causa. O \u00ab25 de Abril\u00bb n\u00e3o escapou \u00e0 regra. Para al\u00e9m da homenagem particular que D. Ant\u00f3nio Ferreira Gomes lhe quis prestar, como bispo do Porto e seu antigo amigo, com uma sess\u00e3o solene na Aula Magna da Faculdade de Letras do Porto e inaugura\u00e7\u00e3o do seu busto na terra natal, a 6 de Maio de 1978, fora ganhando corpo a ideia da atribui\u00e7\u00e3o da condecora\u00e7\u00e3o como Grande-Oficial da Ordem da Liberdade, pela Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. O que aconteceu pelo alvar\u00e1 de 24 de Abril de 1980, publicado no Di\u00e1rio da Rep\u00fablica, n.\u00ba 148, 2\u00aa s\u00e9rie, de 30 de Junho e 1980. Esta condecora\u00e7\u00e3o, a t\u00edtulo p\u00f3stumo, do Pe. Alves Correia foi \u201cocasi\u00e3o, para v\u00e1rios meios de Comunica\u00e7\u00e3o Social, relembrarem a figura gigantesca desse combatente da liberdade, modelo de crist\u00e3o aut\u00eantico, que desde a sua mocidade tinha dedicado inteiramente a sua vida a Deus e aos irm\u00e3os\u201d (Rocha, Nogueira). Apesar destas luzes da ribalta, este sacerdote Espiritano n\u00e3o foi (em algumas situa\u00e7\u00f5es) apresentado como \u201cum verdadeiro e aut\u00eantico disc\u00edpulo de Cristo mas antes como um revoltado, um \u00abguerrilheiro da liberdade\u00bb\u201d (Rocha, Nogueira).  <b>Faltavam algumas d\u00e9cadas para o Conc\u00edlio<\/b> Entre livros e artigos dispersos em revistas, o Pe. Alves Correia deixou muitos escritos. O pensamento crist\u00e3o deste homem ficou expresso em diversas publica\u00e7\u00f5es: \u00abL\u00famen\u00bb, \u00abEstudos\u00bb, \u00abSeara Nova\u00bb, jornal \u00abNovidades\u00bb, \u00abJornal do Com\u00e9rcio\u00bb e \u00abCom\u00e9rcio do Porto\u00bb. Os seus livros deixam uma marca de intemporalidade embora seja necess\u00e1rio situ\u00e1-los no tempo. \u201cA largueza do Reino de Deus\u201d (escrito em 1931) e o \u201cCristianismo e a Mensagem Evang\u00e9lica\u201d (de 1941) foram obras sa\u00eddas da sua pena e que merecem ser saboreadas. O primeiro teve tanto impacto em Portugal que o seu autor passou a ser conhecido como \u00abPe. Larguezas\u00bb. Um livro \u201cadiantado no tempo\u201d (Magalh\u00e3es, Arlindo; in: Revista \u00abMensageiro de S. Ant\u00f3nio\u00bb, de Maio de 2004). Visto aos olhos de hoje parece f\u00e1cil mas ainda faltavam algumas d\u00e9cadas para a realiza\u00e7\u00e3o do II Conc\u00edlio do Vaticano. \u201cE na atmosfera salubre da lealdade, todos nos entenderemos, numa toler\u00e2ncia que n\u00e3o atenuar\u00e1 em nada a intransig\u00eancia das nossas convic\u00e7\u00f5es, at\u00e9 que o erro se dissipe, at\u00e9 que os mal entendidos se desfa\u00e7am, at\u00e9 que possa, enfim, haver, talvez ainda na terra, um s\u00f3 redil vis\u00edvel e um s\u00f3 vis\u00edvel pastor\u201d (In: \u00abA Largueza do Reino de Deus\u00bb). E acrescenta mais afirma\u00e7\u00f5es incisivas: \u201cN\u00f3s, os crist\u00e3os, temos de ser os campe\u00f5es do direito da consci\u00eancia alheia e da nossa e do amor ao povo oprimido e espezinhado, n\u00e3o porque \u00e9 do nosso tempo a democracia, mas porque era ser hip\u00f3crita ter o Evangelho por bandeira e acamaradar com os tiranos, com o ego\u00edsmo, com o orgulho\u201d. Perante estes alertas at\u00e9 apetece citar a quadra de Ant\u00f3nio Aleixo. \u201cO p\u00e3o que sobra \u00e0 riqueza \/ distribu\u00eddo pela raz\u00e3o \/ matava a fome \u00e0 pobreza \/ e ainda sobrava p\u00e3o\u201d.  Os caminhos e pensamentos de car\u00e1cter pol\u00edtico-social apontados pelo homenageado n\u00e3o lhe retiram sabedoria noutras \u00e1reas da pastoral. \u201cImpressiona a vastid\u00e3o do seu dom\u00ednio da Sagrada Escritura, donde soube tirar li\u00e7\u00f5es para aplicar \u00e0s circunst\u00e2ncias concretas da vida. Queixava-se ele de que havia quem visse nos seus escritos \u00ablaivos de heresia\u00bb (Freire, Jos\u00e9 Geraldes; In: \u00abResist\u00eancia Cat\u00f3lica ao Salazarismo-Marcelismo). Na sua obra \u00abO Cristianismo e Mensagem Evang\u00e9lica\u00bb apresenta larga fundamenta\u00e7\u00e3o b\u00edblica sobre os temas: \u00abDireitos e dignidade do homem\u00bb e \u00abIgualdade Crist\u00e3\u00bb. Nela, o Pe. Alves Correia sublinha que \u201cn\u00e3o se podem levantar mais alto os direitos sagrados da pessoa humana, das almas, das consci\u00eancias. O Evangelho deu a esses direitos categoria de divinos\u201d e \u201ca dignidade da pessoa humana \u00e9 t\u00e3o alta que, diante dela, desaparecem, como f\u00fateis, todas as dignidades que os homens inventaram\u201d. Publicado dez anos ap\u00f3s a \u00abLargueza do Reino de Deus\u00bb, este op\u00fasculo do \u00abPe. Larguezas\u00bb \u00e9 um resumo da mensagem crist\u00e3 aos homens de \u00abontem e de hoje\u00bb.   <b>Pensou largo<\/b> Exerceu a sua miss\u00e3o \u201cde profeta com arrojo e lucidez\u201d e previu \u201ca quase totalidade das reformas que o II Concilio do Vaticano adoptou e mandou p\u00f4r em pr\u00e1tica\u201d &#8211; (Rocha, Nogueira). Quando morreu, a 1 de Junho de 1951, tinha outro livro em prepara\u00e7\u00e3o que nunca foi publicado. Dera-lhe o t\u00edtulo de \u00abMem\u00f3rias de um sacrist\u00e3o\u00bb e nele estava prevista praticamente toda a reforma lit\u00fargica depois adoptada pelo Conc\u00edlio. Tanto nos artigos como nas obras, este mission\u00e1rio Espiritano \u201ccriticava os desvios, erros e abusos que feriam a sua sensibilidade crist\u00e3\u201d. Como tinha uns \u00abolhos grandes\u00bb e \u00abvia claro\u00bb, a miss\u00e3o n\u00e3o se esgotou na pena. \u201cNumerosas assembleias acorriam para o ouvir em confer\u00eancias e serm\u00f5es\u201d \u2013 (Freire, Geraldes). Apesar de ser filho do \u00abcatolicismo tradicional\u00bb, o Pe. Alves Correia \u201crebentou as estreitezas do tempo e pensou largo\u201d (Magalh\u00e3es, Arlindo) porque \u2013 refere o Espiritano em \u00abO Cristianismo e a Mensagem Evang\u00e9lica\u00bb &#8211; \u201ccerrar as entranhas \u00e0s necessidades que os homens pade\u00e7am \u00e9 fech\u00e1-las ao Pai dos homens\u201d. Precursor das \u00abrevolu\u00e7\u00f5es posteriores\u00bb, ele sentia a necessidade que a seiva do Evangelho e o sentido da igualdade sobrenatural dos chamados \u00e0 vida divina \u201cpenetrem esta ordem temporal para a vivificarem e sobreerguerem\u201d. De facto, uma concep\u00e7\u00e3o realista \u201cda igualdade de natureza, se se quer que ela se estabele\u00e7a entre os homens de uma maneira bastante geral e com bastante firmeza para agir eficazmente sobre a civiliza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o poder\u00e1 ser sen\u00e3o uma concep\u00e7\u00e3o crist\u00e3 dessa igualdade\u201d \u2013 (Maritain, Jacques; in: \u00abPrinc\u00edpios duma pol\u00edtica humanista\u00bb; Tradu\u00e7\u00e3o de Ant\u00f3nio Al\u00e7ada Baptista) Como todos os escritores independentes, viu a sua actividade liter\u00e1ria vigiada pela censura do Estado Novo. De 28 de Dezembro de 1974 a 25 de Janeiro de 1975 a \u00abVoz Portucalense\u00bb ressuscitou cinco artigos seus cortados pelo l\u00e1pis azul. Um deles, talvez o mais emblem\u00e1tico &#8211; \u00abO mal e caramunha\u00bb &#8211; chegou a ser publicado pelo jornal \u00abRep\u00fablica\u00bb em 1945. Neles, denunciava os erros, desvios, abusos do Salazarismo, como denunciaria hoje os \u201cerros, desvios e abusos do regime que lhe sucedeu\u201d (Rocha, Nogueira). D\u00e9cadas depois, a Enc\u00edclica de Paulo VI \u00abPopulorum Progressio\u00bb sublinha que \u201ccombater a mis\u00e9ria e lutar contra a injusti\u00e7a, \u00e9 promover n\u00e3o s\u00f3 o bem-estar mas tamb\u00e9m o progresso humano e espiritual de todos e, portanto, o bem comum da humanidade\u201d. N\u00e3o foi este o trajecto pastoral do \u00abPe. Larguezas\u00bb? O imprevis\u00edvel Conc\u00edlio veio confirmar as suas previs\u00f5es.  <b>\u00abAs dores de parto\u00bb<\/b> Os homens de hoje ao lerem as palavras do \u00abPe. Larguezas\u00bb s\u00e3o levados a recordarem-se dos ensinamentos de S. Paulo quando escreveu aos Romanos que \u201ca cria\u00e7\u00e3o inteira geme e sofre como as dores de parto\u201d (8, 22). Estas dores (de parto) encheram a vida deste filho de Aguiar de Sousa. \u201cFoi verdadeiramente um homem que morreu sem parir. Paridas est\u00e3o hoje as ideias: vamos ao Conc\u00edlio e \u00e0s Constitui\u00e7\u00f5es das Na\u00e7\u00f5es e est\u00e1 l\u00e1 praticamente tudo\u201d (Magalh\u00e3es, Arlindo).  <i>Lu\u00eds Filipe Santos<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O \u00abPe. Larguezas\u00bb nasceu h\u00e1 120 anos mas o seu pensamento via &#8220;mais longe do que n\u00f3s&#8221;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[92,101,104,106,295,172,187,197,203,261,267],"class_list":["post-17781","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-25-de-abril","tag-africa","tag-america","tag-angola","tag-biblia","tag-diocese-de-braga","tag-diocese-do-porto","tag-espiritanos","tag-europa","tag-missoes","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17781","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17781"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17781\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17781"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17781"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17781"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}