{"id":177640,"date":"2020-06-08T09:00:47","date_gmt":"2020-06-08T08:00:47","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=177640"},"modified":"2020-06-05T10:37:10","modified_gmt":"2020-06-05T09:37:10","slug":"lusofonias-valha-nos-santo-antonio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-valha-nos-santo-antonio\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; Valha-nos Santo Ant\u00f3nio!"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves, em Roma<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/santoantonio_alto.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-177642  alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/santoantonio_alto-575x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"339\" height=\"603\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/santoantonio_alto-575x1024.jpg 575w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/santoantonio_alto-146x260.jpg 146w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/santoantonio_alto-768x1368.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/santoantonio_alto-480x855.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/santoantonio_alto.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 339px) 100vw, 339px\" \/><\/a>Junho, em Portugal, sabe a sardinhas e cheira a manjericos. Ouve-se m\u00fasica, gritos, sauda\u00e7\u00f5es, conversas, passos de arruada ou de dan\u00e7a. Sabe a festa, a arraial, a marcha, a desfile, a celebra\u00e7\u00f5es, a prociss\u00f5es, a casamentos, a encontros. Enche os olhos de cor, de sorrisos, de ritmo, de fogo de artif\u00edcio, de brindes \u00e0 sa\u00fade. Em suma, \u00e9 um m\u00eas de festas populares. Santo Ant\u00f3nio abre o cortejo. S. Jo\u00e3o garante a continuidade. S. Pedro e S. Paulo encerram com chave de ouro este tempo festivo.<\/p>\n<p>S\u00f3 que, 2020 acordou com a chegada de um v\u00edrus que fechou o mundo em casa, contaminou, matou, paralisou a economia e cancelou todas as festas. Estas tamb\u00e9m, para tristeza do povo.<\/p>\n<p>Santo Ant\u00f3nio, apesar de tudo, vai chegar. E vai ensinar-nos que o essencial da sua vida e Miss\u00e3o \u00e9 li\u00e7\u00e3o contra esta e todas as pandemias. Ao olhar para a vida dos Santos, interrog\u00e1mo-nos como chegaram eles ao estatuto de \u2018festeiros\u2019 por excel\u00eancia. A verdade \u00e9 que, com o andar dos tempos, fomos perdendo a for\u00e7a da sua profecia, a sabedoria dos seus ensinamentos e a coragem dos seus compromissos. Talvez este ano nos mostre o verdadeiro rosto daquele que, em It\u00e1lia, \u00e9 conhecido por \u2018o Santo\u2019. Sim, aqui em It\u00e1lia, quando se fala no \u2018Santo\u2019 n\u00e3o \u00e9 preciso acrescentar nenhum nome. Toda a gente sabe que se trata de Santo Ant\u00f3nio! E, como n\u00f3s tamb\u00e9m sabemos e muitos esquecem, Ant\u00f3nio \u00e9 portugu\u00eas de origem, nasceu em Lisboa, andou por Coimbra e s\u00f3 depois foi parar a It\u00e1lia onde passou boa parte da sua vida, morrendo em P\u00e1dua.<\/p>\n<p>A sua vida \u00e9 um hino \u00e0 Miss\u00e3o. Quis ser mission\u00e1rio no norte de \u00c1frica para continuar o trabalho dos m\u00e1rtires de Marrocos. Os ventos do Mediterr\u00e2neo (ou melhor, os Ventos do Esp\u00edrito!) desviaram-no para It\u00e1lia onde teve o privil\u00e9gio de conhecer Francisco de Assis no in\u00edcio da sua revolu\u00e7\u00e3o humana e crist\u00e3. Francisco viu que Ant\u00f3nio tinha classe, pois era bom, inteligente e trabalhador, e agarrou-o logo como grande formador das primeiras gera\u00e7\u00f5es de franciscanos.<\/p>\n<p>Era um grande amigo dos pobres. Dir\u00edamos que herdou de Francisco de Assis e transmitiu ao Papa Francisco esta aten\u00e7\u00e3o especial \u00e0s periferias e margens, onde vivem as pessoas a quem as sociedades n\u00e3o d\u00e3o vez nem voz. \u00c9, por isso, uma grande inspira\u00e7\u00e3o nestes tempos de pandemia.<\/p>\n<p>Este covid ajuda-nos a centrar-nos no essencial. Ontem como hoje, as pessoas est\u00e3o todas no mesmo barco, ou seja, habitamos a mesma terra, nossa casa comum. E, muitas vezes, remamos uns contra os outros, deixando que o mar engula os mais fr\u00e1geis. Santo Ant\u00f3nio veio dizer ao mundo inteiro que somos irm\u00e3os, que a fraternidade \u00e9 universal ou, ent\u00e3o, estamos todos enganados e perdidos. Este 13 de junho dever\u00e1 ser celebrado com a focagem no essencial da vida e miss\u00e3o do Santo. Vamos tentar recuperar a for\u00e7a do seu carisma, a sua f\u00e9 sem limites e a caridade que foi motor da sua vida e consagra\u00e7\u00e3o franciscana.<\/p>\n<p>O Papa Francisco, no dia de Pentecostes, repetiu o que todos sabemos h\u00e1 muito: se n\u00e3o enfrentarmos a pobreza hoje, tamb\u00e9m n\u00e3o valer\u00e1 de nada matar este v\u00edrus! Ant\u00f3nio conseguiu a s\u00edntese perfeita entre contempla\u00e7\u00e3o e ac\u00e7\u00e3o, entre o dizer e o fazer, o rezar e o intervir, o anunciar e o denunciar, o debitar grandes teorias e o praticar a caridade para com os mais fr\u00e1geis das sociedades, atirados para as periferias e margens do nosso mundo, a quem ningu\u00e9m respeita os seus direitos mais fundamentais.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio era muito bom a fazer serm\u00f5es. At\u00e9 dizem que, quando as pessoas n\u00e3o o queriam ouvir, ele pregava aos peixes! E mais: interpelava as pessoas, obrigando-as a ser coerentes. Disse:&#8217;calem-se as palavras, falem as obras&#8217;. Ou seja: n\u00e3o digam uma coisa e fa\u00e7am outra!\u00a0Todos sabemos como ele tem inspirado grandes pregadores ao longo dos tempos. Porque vivo em Roma, n\u00e3o posso deixar de citar um extracto do grande serm\u00e3o que o Padre Ant\u00f3nio Vieira pregou aqui, na Igreja de Santo Ant\u00f3nio dos Portugueses, a 13 de junho de 1670. Disse assim dele: &#8220;Para nascer, pouca terra; para morrer, toda a terra. Para nascer, Portugal; para morrer, o mundo.&#8221; . \u00c9 uma excelente s\u00edntese da vida e Miss\u00e3o do nosso Santo que celebramos, mesmo sob a amea\u00e7a do covid. Acreditamos, como o Santo, que a \u00faltima palavra ser\u00e1 sempre de esperan\u00e7a e de futuro.<\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-177640-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/lusofonias-santoantonio2020.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/lusofonias-santoantonio2020.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/lusofonias-santoantonio2020.mp3<\/a><\/audio>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tony Neves, em Roma<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":114253,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-177640","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/177640","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=177640"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/177640\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/114253"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=177640"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=177640"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=177640"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}