{"id":177572,"date":"2020-06-05T07:00:35","date_gmt":"2020-06-05T06:00:35","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=177572"},"modified":"2020-06-04T14:30:32","modified_gmt":"2020-06-04T13:30:32","slug":"ideia-de-que-depois-da-crise-os-pobres-vao-ficar-mais-pobres-tem-de-ser-contrariada-padre-jose-manuel-pereira-de-almeida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ideia-de-que-depois-da-crise-os-pobres-vao-ficar-mais-pobres-tem-de-ser-contrariada-padre-jose-manuel-pereira-de-almeida\/","title":{"rendered":"\u00abIdeia de que, depois da crise, os pobres v\u00e3o ficar mais pobres tem de ser contrariada\u00bb &#8211; padre Jos\u00e9 Manuel Pereira de Almeida"},"content":{"rendered":"<p><em>M\u00e9dico, vice-reitor da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa, secret\u00e1rio da Comiss\u00e3o Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana e padre no centro de Lisboa, o convidado desta semana da entrevista conjunta Renascen\u00e7a\/ECCLESIA aborda a resposta social e eclesial \u00e0 pandemia de Covid-19<\/em><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Entrevista conduzida por \u00c2ngela Roque (Renascen\u00e7a) e Oct\u00e1vio Carmo (Ecclesia)<\/p>\n<figure id=\"attachment_177573\" aria-describedby=\"caption-attachment-177573\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/IMG_0693.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-177573 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/IMG_0693.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1280\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/IMG_0693.jpg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/IMG_0693-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/IMG_0693-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/IMG_0693-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/IMG_0693-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/IMG_0693-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/IMG_0693-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/IMG_0693-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/IMG_0693-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-177573\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ag\u00eancia ECCLESIA<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>\u00c9 p\u00e1roco em Santa Isabel. Como \u00e9 que foi voltar a celebrar com fi\u00e9is, em comunidade, desde o \u00faltimo fim de semana?<\/em><\/p>\n<p>Foi uma experi\u00eancia esperada, e como as coisas que se esperam muito e s\u00e3o muito desejadas e correm bem, foi um grande entusiasmo.<\/p>\n<p>N\u00f3s pedimos autoriza\u00e7\u00e3o para poder celebrar no espa\u00e7o p\u00fablico \u00e0 frente da igreja, \u00e9 um pequeno largo, j\u00e1 destes rearranjados, e que teve a possibilidade de, no hor\u00e1rio habitual das missas, acolher o n\u00famero de fi\u00e9is que viessem, sem outras restri\u00e7\u00f5es. Porque mesmo correspondendo aos dois metros \u00e0 volta de cada pessoa, ou de cada fam\u00edlia, temos uma \u00e1rea poss\u00edvel de acolher um n\u00famero de pessoas maior do que os que habitualmente v\u00eam numa celebra\u00e7\u00e3o grande em Santa Isabel, em que a igreja, que n\u00e3o \u00e9 pequena, fica cheia. Correu muito bem, com grande entusiasmo das pessoas, mas tamb\u00e9m dos padres, quer o padre Jo\u00e3o Eleut\u00e9rio quer eu, porque n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil estar dois meses e meio a celebrar sem fi\u00e9is.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Este tempo de confinamento foi um tempo de &#8216;proximidade da dist\u00e2ncia&#8217;. Sobre a capacidade de resposta da Igreja, com recurso a \u00a0transmiss\u00f5es online, pela internet e pelas redes sociais, o que \u00e9 que fica de ensinamento e de aprendizagem, de mudan\u00e7a na comunica\u00e7\u00e3o com as comunidades crentes?<\/em><\/p>\n<p>Creio que aprendemos muita coisa. Pode ser que n\u00e3o se d\u00ea ainda conta agora dos ensinamentos que recolhemos desta experi\u00eancia, para que quando se voltar \u00e0 a normalidade &#8211; o que quer que isso seja &#8211; n\u00e3o volte tudo a ser como era dantes, que haja coisas novas. Por exemplo, a valoriza\u00e7\u00e3o da Igreja dom\u00e9stica: muitas vezes enaltecida, sob o ponto de vista mais abstrato do que no concreto, desta vez as experi\u00eancias das fam\u00edlias nas casas, quando correu bem, correu muito bem. Claro que tamb\u00e9m h\u00e1 dificuldades e a quest\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o em perman\u00eancia de todos os membros da fam\u00edlia implica, eventualmente, situa\u00e7\u00f5es de conflito. Mas, at\u00e9 o conflito \u00e9 chamado a ser lugar de crescimento de humanidade, de aprendizagem na resolu\u00e7\u00e3o pac\u00edfica dos conflitos.<\/p>\n<p>Por outro lado, creio que\u00a0os nossos bispos foram exemplares no que diz respeito \u00e0 rela\u00e7\u00e3o com a autoridade de sa\u00fade, que em Portugal \u00e9 a dire\u00e7\u00e3o-geral de sa\u00fade, no adequar as circunst\u00e2ncias. Ali\u00e1s, antecip\u00e1mo-nos, naquele terceiro domingo da quaresma, para que em Portugal, como tem sido at\u00e9 agora &#8211; e espero que em Lisboa os \u00faltimos acontecimentos n\u00e3o desmintam \u2013 haja um comportamento em que se procura cuidar dos mais vulner\u00e1veis da forma como temos sabido cuidar no Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade. Claro que quando se diz os mais vulner\u00e1veis, sob o ponto de vista de sa\u00fade, tamb\u00e9m\u00a0\u00e9 importante recordar todas as situa\u00e7\u00f5es em que os pobres ficaram mais pobres, e h\u00e1 que recorrer a todos os meios para ajudar.\u00a0Isso aconteceu na par\u00f3quia de Santa Isabel &#8211; e estou convencido que em todas as comunidades &#8211; os volunt\u00e1rios continuaram a sair \u00e0 rua e a levar alimentos a quem mais precisava, para que a dificuldade por que passam seja minorada, tanto quanto de n\u00f3s depende, e depende muito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A crise social e econ\u00f3mica, de facto, agravou-se com a pandemia. Tamb\u00e9m sentiram isso na sua par\u00f3quia, os pedidos de ajuda aumentaram?\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Aumentaram. N\u00e3o digo tanto as pessoas abrangidas pela confer\u00eancia vicentina, que distribui os bens do Banco Alimentar e da comunidade, enquanto tal, mas num grupo de proximidade que n\u00f3s chamamos &#8216;Fam\u00edlia a fam\u00edlia&#8217;, que no fundo \u00e9 outra componente da C\u00e1ritas paroquial e que apoia fam\u00edlias insuspeitas de situa\u00e7\u00e3o de car\u00eancia, no sentido daquilo que se chama habitualmente a \u2018pobreza envergonhada\u2019. Essas situa\u00e7\u00f5es sim,\u00a0aumentaram entre n\u00f3s, atrevia-me a dizer mais de 50 por cento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Todas as institui\u00e7\u00f5es solid\u00e1rias dizem que est\u00e3o a receber mais pedidos de aux\u00edlio, e muitos s\u00e3o de pessoas que sempre trabalharam, mas que agora, com esses rendimentos habituais, est\u00e3o a pedir ajuda \u00e0s institui\u00e7\u00f5es pela primeira vez na vida. Isto tamb\u00e9m \u00e9 um desafio para as institui\u00e7\u00f5es cat\u00f3licas?<\/em><\/p>\n<p>Absolutamente, e creio que estamos capazes de responder. Eu acompanho quer a C\u00e1ritas diocesana de Lisboa, quer a C\u00e1ritas Portuguesa, e suponho que os programas que entretanto foram desenvolvidos pretendem responder a essas necessidades. Curiosamente, as par\u00f3quias at\u00e9 agora &#8211; pelo menos essa \u00e9 a experi\u00eancia em Lisboa &#8211; t\u00eam procurado, tanto quanto delas depende, conseguir responder e deixando para uma segunda etapa\u00a0o pedido de apoio \u00e0 C\u00e1ritas do Patriarcado. Na C\u00e1ritas Portuguesa sente-se do mesmo modo: algumas c\u00e1ritas diocesanas ainda n\u00e3o se socorreram dos projetos existentes a n\u00edvel nacional. Portanto, n\u00e3o temos at\u00e9 agora grandes n\u00fameros para poder dizer \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o social, com seguran\u00e7a, se estamos em 40 por cento a mais&#8230; calculamos que \u00e9 mais ou menos assim, mas isso sup\u00f5e que h\u00e1 muito de subsidiariedade neste sistema, o que n\u00e3o \u00e9 mau de todo, pelo contr\u00e1rio, \u00e9 sinal da vitalidade da proximidade e da solicitude.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Nestes meses de pandemia voltou a falar-se de &#8216;novos pobres&#8217;, e de \u2018fome\u2019, em v\u00e1rios setores. Isabel Jonet dizia, ontem mesmo, na Renascen\u00e7a, que voltou a haver barracas em Lisboa. A situa\u00e7\u00e3o social n\u00e3o permite distra\u00e7\u00f5es em termos de ajuda p\u00fablica?<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 claro, e\u00a0creio que estamos todos conscientes disso, que a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Mas estou confiante em termos da capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos, das responsabilidades p\u00fablicas a este prop\u00f3sito, e tamb\u00e9m da comunidade crist\u00e3.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O Encontro Nacional da Pastoral Social que deveria realizar-se em outubro deste ano foi adiado para o mesmo m\u00eas de 2021. Que alternativas de reflex\u00e3o podem existir neste espa\u00e7o de tempo?<\/em><\/p>\n<p>Foi-nos proposto pelo Papa o Ano Laudato Si\u2019, o que reflete a urg\u00eancia da necessidade de reflex\u00e3o sobre as quest\u00f5es abordadas pela enc\u00edclica, utilizando esse bin\u00f3mio: ouvir e responder ao grito da terra, ouvir e responder ao grito dos pobres.<\/p>\n<p>Creio que, de uma maneira ou de outra, as situa\u00e7\u00f5es em que nos encontramos tamb\u00e9m permitem uma extens\u00e3o da reflex\u00e3o, com os meios inform\u00e1ticos, \u00e0 dist\u00e2ncia, que temos ao dispor. Agrade\u00e7o, ali\u00e1s, \u00e0 Renascen\u00e7a, a possibilidade de a Missa das 11h00, em Santa Isabel, ter sido sempre transmitida, desde o III Domingo da Quaresma ao Domingo da Ascens\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Este ano especial Laudato Si\u2019 liga-se ao projeto sobre a Economia de Francisco, em que a Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa est\u00e1 envolvida. Que desafios traz este novo paradigma para a institui\u00e7\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p>A Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa e as outras institui\u00e7\u00f5es que se mobilizaram a este prop\u00f3sito t\u00eam sido um lugar onde emerge a reflex\u00e3o proposta pelo Papa: a Economia \u00e9 para as pessoas e n\u00e3o para o lucro, portanto \u00e9 preciso trazer as pessoas para o centro. Perceber que as pessoas s\u00e3o mais importantes do que os n\u00fameros.<\/p>\n<p>At\u00e9 a raiz da palavra Economia diz respeito \u00e0 \u201clei da casa\u201d, para que as pessoas vivam melhor na casa comum que \u00e9 a nossa. \u00c9 um desafio permanente, em termos de outra maneira de entender a Economia, mas n\u00e3o estamos sozinhos, h\u00e1 50 jovens que participam neste encontro de Assis. Mesmo depois de ter sido adiado, em mar\u00e7o, t\u00eam continuado os seus encontros e a sua reflex\u00e3o, isso tem sido muito oportuno.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u00c9 tamb\u00e9m assistente eclesi\u00e1stico da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz, que emitiu recentemente uma nota a apelar \u00e0 responsabilidade social das empresas, para que dividendos e pr\u00e9mio empresariais sejam canalizados para quem mais precisa\u2026 \u00c9 importante despertar as consci\u00eancias para a necessidade de perceber que nem tudo o que \u00e9 legal \u00e9 leg\u00edtimo?<\/em><\/p>\n<p>Essa foi uma das frases da mensagem, h\u00e1 coisas que podem ser legais mas n\u00e3o leg\u00edtimas, sob o ponto de vista \u00e9tico. Esta ideia de que, depois da crise, os pobres v\u00e3o ficar mais pobres tem de ser contrariada por todos os meios existentes. E h\u00e1 muitos modos de corrigir as desigualdades, para que o po\u00e7o n\u00e3o se torne ainda mais fundo, como tudo indica\u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Uma das quest\u00f5es mais faladas tem a ver com a \u201cindigna\u00e7\u00e3o\u201d perante as not\u00edcias que d\u00e3o conta de \u201cpr\u00e9mios de gest\u00e3o ou distribui\u00e7\u00e3o de dividendos\u201d, em particular no Novo Banco, em contraste com os sacrif\u00edcios que a sociedade portuguesa atravessa. \u00c9 um setor que precisa de maior \u00e9tica?<\/em><\/p>\n<p>A sociedade, em geral, precisa de uma forma\u00e7\u00e3o \u00e9tica mais aprofundada, ou seja, deixamo-nos contagiar com uma forma de encarar as coisas com um certo indiferentismo, corremos o risco de nos habituarmos \u00e0 ideia de que as coisas s\u00e3o como s\u00e3o. Ora, elas s\u00f3 s\u00e3o como s\u00e3o se n\u00f3s n\u00e3o fizermos diferente, se n\u00e3o procurarmos esta \u00e1rdua tarefa de ler a realidade e de a confrontarmos com o que \u00e9 desej\u00e1vel, o que \u00e9 prefer\u00edvel, no que diz respeito a sermos verdadeiramente atentos ao bem do outro, porque \u00e9 bem e n\u00e3o porque eu ganho alguma coisa com isso. \u00c9 uma forma\u00e7\u00e3o que se tem de fazer, desde a mais tenra idade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A atual situa\u00e7\u00e3o trouxe muitos desafios \u00e0 Igreja, em termos de pastoral social, mas tamb\u00e9m de acompanhamento espiritual? Com muitas restri\u00e7\u00f5es nos vel\u00f3rios e funerais, este tempo que passou deixou muitas feridas abertas neste campo. A Igreja podia ter feito mais para acompanhar as pessoas nestes momentos dif\u00edceis?<\/em><\/p>\n<p>Da minha experi\u00eancia pessoal, creio que as coisas correram da melhor maneira poss\u00edvel, no sentido de que eram poucas pessoas, mas nunca deixei de acompanhar, nunca se deixou de poder celebrar a vida, t\u00e3o amea\u00e7ada nestes tempos. Claro que a saudade tem menos espa\u00e7o para se poder exprimir, por tr\u00e1s de m\u00e1scaras. Tamb\u00e9m vamos aprendendo o tipo de explicita\u00e7\u00e3o dos nossos sentimentos e da partilha das nossas emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Dizem-me que h\u00e1 fam\u00edlias muito feridas, com situa\u00e7\u00f5es mais ass\u00e9ticas, quase de comportamentos cristalizados. N\u00e3o foi essa a nossa experi\u00eancia em Santa Isabel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Muitas pessoas ainda n\u00e3o encontraram um sentido para o que est\u00e1 a acontecer. Estamos perante uma crise n\u00e3o s\u00f3 econ\u00f3mica, mas tamb\u00e9m espiritual, uma crise de sentido e de esperan\u00e7a. Qual deve ser o papel da Igreja Cat\u00f3lica?<\/em><\/p>\n<p>Algumas pessoas com quem tenho conversado, sempre com limites, vivem situa\u00e7\u00f5es como as que refere. Precisamos de acompanhamento, n\u00e3o para ensinar quem n\u00e3o sabe \u2013 como se n\u00f3s soub\u00e9ssemos -, mas para aprendermos uns dos outros como se faz este caminho, no meio da incerteza. A Igreja Cat\u00f3lica tem um lugar, fundamentalmente de cuidado, do acolhimento, do n\u00e3o-julgar, do partir, com confian\u00e7a, porque essa confian\u00e7a est\u00e1 na base da nossa experi\u00eancia de f\u00e9.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e9dico, vice-reitor da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa, secret\u00e1rio da Comiss\u00e3o Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana e padre no centro de Lisboa, o convidado desta semana da entrevista conjunta Renascen\u00e7a\/ECCLESIA aborda a resposta social e eclesial \u00e0 pandemia de Covid-19<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":177573,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6,630],"tags":[],"class_list":["post-177572","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas","category-entrevistas-ecclesia-rr"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/177572","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=177572"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/177572\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/177573"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=177572"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=177572"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=177572"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}