{"id":17571,"date":"2006-04-20T14:27:07","date_gmt":"2006-04-20T14:27:07","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/20\/sao-menos-os-refugiados-no-mundo-e-mais-os-deslocados-internos\/"},"modified":"2006-04-20T14:27:07","modified_gmt":"2006-04-20T14:27:07","slug":"sao-menos-os-refugiados-no-mundo-e-mais-os-deslocados-internos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/sao-menos-os-refugiados-no-mundo-e-mais-os-deslocados-internos\/","title":{"rendered":"S\u00e3o menos os refugiados no mundo e mais os deslocados internos"},"content":{"rendered":"<p>O n\u00famero de refugiados no mundo \u00e9 hoje de 9,2 milh\u00f5es, o mais baixo em 25 anos, mas a instabilidade no regresso \u00e9 ainda preocupante, alerta o Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Refugiados (ACNUR). Num relat\u00f3rio divulgado esta quarta feira, em que \u00e9 analisada a evolu\u00e7\u00e3o dos fluxos de refugiados nos \u00faltimos cinco anos, esta ag\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas refere que o regresso de pessoas ao Afeganist\u00e3o, Angola e Serra Leoa &#8220;contribuiu para a diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de refugiados&#8221;.  No entanto, de acordo com o documento, a instabilidade em alguns pa\u00edses como a Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo ou o Sud\u00e3o impedem que o regresso seja dur\u00e1vel e que surja &#8220;um novo desafio&#8221; que s\u00e3o os deslocados internos.  No pref\u00e1cio do relat\u00f3rio, editado em livro sob o t\u00edtulo &#8220;Refugiados no Mundo: deslocados no Novo Mil\u00e9nio&#8221;, o respons\u00e1vel pelo ACNUR, Ant\u00f3nio Guterres, destaca que o facto de haver menos conflitos entre Estados &#8220;resulta num menor n\u00famero de refugiados, mas provoca um aumento de deslocados internos&#8221;.  O ex-primeiro-ministro portugu\u00eas d\u00e1 como exemplo a Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo e o Sud\u00e3o, onde havia no conjunto 7,5 milh\u00f5es de deslocados internos em 2005, de um total de 25 milh\u00f5es, que apesar de n\u00e3o estarem contemplados pela Conven\u00e7\u00e3o dos Refugiados, de 1951, &#8220;precisam urgentemente de ajuda&#8221;.  Por decis\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, o ACNUR passa agora a ter responsabilidade pela protec\u00e7\u00e3o de deslocados internos e Guterres considera que se trata de um per\u00edodo &#8220;crucial&#8221; para a organiza\u00e7\u00e3o.  O relat\u00f3rio refere ainda o elevado n\u00famero de refugiados &#8211; 5,7 milh\u00f5es dos 9,2 milh\u00f5es &#8211; que vivem no ex\u00edlio h\u00e1 mais de cinco anos &#8220;muitas vezes confinados em centros ou em condi\u00e7\u00f5es dif\u00edceis nos centros urbanos dos pa\u00edses em desenvolvimento&#8221; e que &#8220;a maior parte j\u00e1 caiu no esquecimento&#8221;.  A este prop\u00f3sito, Ant\u00f3nio Guterres destaca o perigo que representa para os requerentes de asilo e para os refugiados serem confundidos com imigrantes ilegais, defendendo que &#8220;dissociar as duas situa\u00e7\u00f5es necessita de interven\u00e7\u00f5es de protec\u00e7\u00e3o no momento adequado para identificar as pessoas cujas necessidades s\u00e3o fundamentadas&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de refugiados no mundo \u00e9 hoje de 9,2 milh\u00f5es, o mais baixo em 25 anos, mas a instabilidade no regresso \u00e9 ainda preocupante, alerta o Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Refugiados (ACNUR). 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