{"id":17551,"date":"2006-04-19T13:25:01","date_gmt":"2006-04-19T13:25:01","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/19\/os-tecidos-do-sagrado\/"},"modified":"2006-04-19T13:25:01","modified_gmt":"2006-04-19T13:25:01","slug":"os-tecidos-do-sagrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/os-tecidos-do-sagrado\/","title":{"rendered":"Os tecidos do sagrado"},"content":{"rendered":"<p>O fio da hist\u00f3ria, como a caminhada de cada ser humano, n\u00e3o se percorre em linha recta. Antes, e visto sobretudo da altura de Deus, se constr\u00f3i em sinuosidades desconcertantes, fazendo dos dias e dos s\u00e9culos pretextos constantes de evolu\u00e7\u00e3o. Somos compostos de micro &#8211; seres e de \u00e1tomos e c\u00e9lulas surpreendentes que se movimentam segundo leis que os grandes investigadores muito pouco conhecem. Est\u00e3o em recria\u00e7\u00e3o cont\u00ednua nos novos circuitos que cada pessoa, povo ou civiliza\u00e7\u00e3o vai descobrindo e tecendo sob o olhar paciente de s\u00e9culos e mil\u00e9nios. H\u00e1 alturas em que tudo parece repetitivo e fatalmente c\u00edclico. Outros tempos h\u00e1 em que os sobressaltos explodem em todas as direc\u00e7\u00f5es, lan\u00e7ando p\u00e2nico ou festa na humanidade que se reencontra com o cosmos a que pertence e sempre o ultrapassa pela for\u00e7a an\u00edmica e inteligente que vence as energias que se entrechocam na evolu\u00e7\u00e3o do universo. Nada, todavia, rola \u00e0s cegas. O homem \u00e9 o senhor da cria\u00e7\u00e3o e Deus o Senhor do homem. Por isso a dimens\u00e3o do sagrado parece escapar a todos os c\u00e1lculos e predestina\u00e7\u00f5es, dando lugar \u00e0 surpresa constante de Deus numa hist\u00f3ria que, aparentemente mon\u00f3tona, sempre se refaz na liberdade do homem. O divino, o sagrado, o transcendente, o invis\u00edvel, invadem o nosso mundo tanto o chamado desenvolvido, como aquele que ainda n\u00e3o saiu do animismo ou do pante\u00e3o dos mitos, nem teve acesso ao pensamento elaborado do oriente e do ocidente. A verdade \u00e9 que, n\u00e3o obstante aquilo a que chamamos a Revela\u00e7\u00e3o como Palavra de Deus, crescem as buscas marginais, intimistas, puramente psicol\u00f3gicas, no encal\u00e7o de energias que toquem a alma e o corpo e sublimem as vidas repassadas de ang\u00fastias e depress\u00f5es. Por isso o religioso se converteu muitas vezes em feiti\u00e7o que exorciza fantasmas e oferece, noutro quadrante de procuras, uma felicidade serenante, imune \u00e0 chuva dos males que atingem todo o ser. Dir-se-ia que se troca Deus por um objecto a que se chama religioso mas que n\u00e3o passa dum unguento ran\u00e7oso que alivia sem curar e promete sem cumprir.  Neste terreno trabalham muitos curiosos do esp\u00edrito. A estes feiti\u00e7os ainda d\u00e3o cr\u00e9dito muitos baptizados que n\u00e3o entenderam o segredo da salva\u00e7\u00e3o derramado no Baptismo. A\u00ed est\u00e1 a originalidade: Cristo \u00e9 a refer\u00eancia fundamental de salva\u00e7\u00e3o. Para os crist\u00e3os, o religioso \u00e9 Ele. Apenas Ele. <i>Ant\u00f3nio Rego<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O fio da hist\u00f3ria, como a caminhada de cada ser humano, n\u00e3o se percorre em linha recta. Antes, e visto sobretudo da altura de Deus, se constr\u00f3i em sinuosidades desconcertantes, fazendo dos dias e dos s\u00e9culos pretextos constantes de evolu\u00e7\u00e3o. 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