{"id":17548,"date":"2006-04-19T13:22:38","date_gmt":"2006-04-19T13:22:38","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/19\/uma-historia-de-400-anos-de-hospitalidade-em-portugal\/"},"modified":"2006-04-19T13:22:38","modified_gmt":"2006-04-19T13:22:38","slug":"uma-historia-de-400-anos-de-hospitalidade-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/uma-historia-de-400-anos-de-hospitalidade-em-portugal\/","title":{"rendered":"Uma hist\u00f3ria de 400 Anos de hospitalidade em Portugal"},"content":{"rendered":"<p>O ano de 1606 por raz\u00f5es documentais, marca o in\u00edcio da presen\u00e7a dos Irm\u00e3os Hospitaleiros de S. Jo\u00e3o de Deus, em Portugal. Embora se referenciem Irm\u00e3os espanh\u00f3is em territ\u00f3rio luso a exercer as suas fun\u00e7\u00f5es assistenciais j\u00e1 desde 1580, devido \u00e0 Uni\u00e3o Din\u00e1stica (1580-1640).  A Restaura\u00e7\u00e3o da monarquia lusitana em 1640, trouxe ac\u00e7\u00f5es b\u00e9licas e uma nova problem\u00e1tica peninsular quanto \u00e0 quest\u00e3o do tratamento dos feridos e \u00f3bitos que surgiram nas campanhas militares e refregas de fronteira. Em 4 de Maio de 1645 o Rei de Portugal, D. Jo\u00e3o IV, incumbiu os Irm\u00e3os Hospitaleiros de S. Jo\u00e3o de Deus, j\u00e1 presentes em Montemor-o-Novo e Lisboa, de administrarem os Hospitais Reais Militares durante o per\u00edodo beli-cista instalado na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, entre 1640-1668, ac\u00e7\u00e3o prolongada at\u00e9 1834. O esfor\u00e7o de guerra teve de contar, e de forma muito concreta, com este novo potencial t\u00e9cnico e cient\u00edfico dos hospitais militares, com os Irm\u00e3os que muito contribuiram para uma melhoria social e humana das tropas e comunidades. Fundaram-se os hospitais de campanha, com especial incid\u00eancia nas Pra\u00e7as de Guerra, chegando a atingir cerca de duas dezenas e estenderam-se tamb\u00e9m, \u00e0 \u00c1frica, Oriente e Brasil. O estabelecimento assistencial dispunha de \u00e1reas fundamentais que constituem a ess\u00eancia tipol\u00f3gica do que hoje entendemos ser um hospital militar: I \u2013 Enfermarias; II \u2013 Mesa de cirurgia\/Hospital de Sangue e Botica; III \u2013 Sector Administrativo, Capelania e Comunidade dos Irm\u00e3os; IV \u2013 Servi\u00e7os (Cozinha, Cisterna\/Po\u00e7o e Latrinas); V \u2013 Cerca (Plantio de ervas arom\u00e1ticas, medicinais, desinfesta\u00e7\u00e3o e para uso do quotidiano) VI \u2013 Cemit\u00e9rio Militar (normalmente em terreno fronteiro ou adjacente). Os Reais Hospitais Militares de administra\u00e7\u00e3o dos Irm\u00e3os, pela sua presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os competentes e pela forma\u00e7\u00e3o que neles era feita constitu\u00edram consider\u00e1vel parcela da primeira rede de sa\u00fade p\u00fablica portuguesa, a qual foi interrompida em 1834. Do de Elvas saiu o primeiro manual de enfermagem, em portugu\u00eas, do Irm\u00e3o Frei Diogo de Sant\u2019Iago, Postilla Religiosa e Arte de Enfermeiros (1741).  <i>Nova Caminhada de Hospitalidade, 1891-2006<\/i> Ap\u00f3s 57 anos de interrup\u00e7\u00e3o, for\u00e7ada pelo decreto de extin\u00e7\u00e3o de 1834, o Irm\u00e3o S. Bento Menni plantou de novo, em 1891, a \u00e1rvore hospitaleira em Portugal, a qual se desenvolveu e ramificou. De Santa Marta, em Lisboa, irradiou para Aldeia da Ponte, Sabugal, e, em 1893, para o Telhal, a \u201cCasa M\u00e3e\u201d orientando-se para a sa\u00fade mental que era a \u00e1rea mais caren-ciada. Os Irm\u00e3os mantiveram uma resid\u00eancia em Lisboa para a recolha de esmolas para os doentes pobres do Telhal. A perman\u00eancia breve em Aldeia da Ponte (Sabugal) serviu ao Padre Menni para uma outra \u201crecolha\u201d, a de jovens, rapazes e raparigas, candidatos a Irm\u00e3os e Irm\u00e3s, que no in\u00edcio se formavam em Ciempozuelos (Madrid). Uns faleceram, outros ainda est\u00e3o activos e esperam substitutos. O Telhal come\u00e7ou por doentes pobres e poucos pensionistas. Para subsistir os Irm\u00e3os, iam de terra em terra, a recolher ofertas, faziam a promo\u00e7\u00e3o da obra e convidavam candidatos para a Ordem.  A visita de Afonso Costa a 15-10-1910 ao Telhal p\u00f4s os Irm\u00e3os \u00e0 beira de serem expulsos. Mas ficaram e o pr\u00f3prio Minist\u00e9rio da Guerra durante a I Grande Guerra iniciou o recurso aos seus servi\u00e7os ac\u00e7\u00e3o que se iria prolongar quase por todo o s\u00e9culo. Os Irm\u00e3os irradiaram com a recolha de esmolas e de funda\u00e7\u00f5es: em 1922, para o Funchal; em 1927 para Angra do Hero\u00edsmo; em 1928 para S. Miguel (A\u00e7ores), e para Barcelos, criando-se no mesmo ano a Prov\u00edncia Portuguesa. Em 1936, foi oficializada a Escola de Enfermagem e iniciou-se a publica\u00e7\u00e3o da revista Hospitalidade, hoje com 70 anos. Em 1943 e 1944 iniciou-se a ac\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria dos Irm\u00e3os para Al\u00e9m-Mar, com a assist\u00eancia de doentes mentais e leprosos em Mo\u00e7ambique; e em 1947, no Brasil onde h\u00e1 hoje tr\u00eas comunidades.  Ap\u00f3s 344 anos da primeira funda\u00e7\u00e3o, os Irm\u00e3os regressaram a Montemor-o-Novo em 1950. Em 1957 fundou-se o Hospital-Granja de Vilar de Frades (Barcelos); e em 1967, em Luanda (Angola). A Casa de Retiros em Colares, que nos \u00faltimos dois anos foi Centro de acolhimento de imigrantes sem abrigo; data de 1967 e de 1980 a Resid\u00eancia em F\u00e1tima. A Prov\u00edncia disp\u00f5e desde 1997, em Lisboa, de Edif\u00edcio Sede, Resid\u00eancia de pessoas idosas e Centro de Encontros. E iniciou em 2004 uma miss\u00e3o em Timor-Leste. Os Campos de F\u00e9rias Vocacionais de S. Jo\u00e3o de Deus, come\u00e7aram em 1978 e em 1988, com as Irm\u00e3s H do S. C. de Jesus o Movimento Juventude Hospitaleira.  O per\u00edodo de 1980-2006 tem sido de renova\u00e7\u00e3o intensa na Organiza\u00e7\u00e3o, Forma\u00e7\u00e3o, Reabilita\u00e7\u00e3o Psicossocial, Humaniza\u00e7\u00e3o e Pastoral da Sa\u00fade dos Centros em que a Prov\u00edncia foi pioneira nacional no panorama da Igreja em Portugal.. <i>Irm\u00e3o Aires Gameiro. O H Augusto Moutinho Borges, historiador<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ano de 1606 por raz\u00f5es documentais, marca o in\u00edcio da presen\u00e7a dos Irm\u00e3os Hospitaleiros de S. Jo\u00e3o de Deus, em Portugal. Embora se referenciem Irm\u00e3os espanh\u00f3is em territ\u00f3rio luso a exercer as suas fun\u00e7\u00f5es assistenciais j\u00e1 desde 1580, devido \u00e0 Uni\u00e3o Din\u00e1stica (1580-1640). A Restaura\u00e7\u00e3o da monarquia lusitana em 1640, trouxe ac\u00e7\u00f5es b\u00e9licas e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[101,106,122,169,186,207,211,222,262,277],"class_list":["post-17548","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-africa","tag-angola","tag-brasil","tag-diocese-de-angra","tag-diocese-do-funchal","tag-fatima","tag-ferias","tag-hospitalidade","tag-mocambique","tag-pastoral-da-saude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17548","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17548"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17548\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17548"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17548"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17548"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}