{"id":175475,"date":"2020-05-19T11:44:46","date_gmt":"2020-05-19T10:44:46","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=175475"},"modified":"2020-05-19T11:45:30","modified_gmt":"2020-05-19T10:45:30","slug":"a-pascoa-e-a-nossa-patria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-pascoa-e-a-nossa-patria\/","title":{"rendered":"A P\u00e1scoa \u00e9 a nossa P\u00e1tria"},"content":{"rendered":"<p><em>Nota Pastoral de D. Ant\u00f3nio Couto na proximidade das celebra\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias<\/em><!--more--><\/p>\n<p><b>Nascidos na P\u00e1scoa de Jesus<\/b><\/p>\n<ol>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\"> Atravessamos ainda o pa\u00eds da P\u00e1scoa. E bem sabemos que quer os judeus em geral quer os disc\u00edpulos diretos de Jesus olhavam para a P\u00e1scoa com uns grandes olhos esbugalhados, capazes de vislumbrar a chegada de Elias, que vinha com a miss\u00e3o de preparar os cora\u00e7\u00f5es para a chegada iminente do Messias. Elias era o precursor de um mundo novo. O Messias, ou o Cristo, viria carregado de esperan\u00e7a para alentar e alavancar o povo eleito de Israel entre todas as na\u00e7\u00f5es. Tudo, nos tra\u00e7os do seu retrato, era sucesso, vit\u00f3ria, paz, sa\u00fade, prosperidade, alegria nova e incontida. Mundo novo era a bagagem que trazia para oferecer. Os disc\u00edpulos de Jesus seguiam-no com entusiasmo. No seu \u00edntimo, todos pensavam que Jesus era o Messias, o Cristo, o enviado de Deus, o vencedor do sofrimento e da dor. \u00abTu \u00e9s o Cristo\u00bb (Marcos 8,29), grita o impulsivo Pedro, em nome de todos, com sincera convic\u00e7\u00e3o e entusiasmo. Ao ouvir isto, que, na boca de Pedro, significava triunfo, riqueza, sucesso, poder, Jesus mandou-os calar a todos com invulgar severidade (Marcos 8,30), e, saltando fora do quadro tra\u00e7ado, come\u00e7ou a ensinar que era preciso que o Filho do Homem sofresse muito, fosse rejeitado e morto, para depois ressuscitar ao terceiro dia (Marcos 8,31). Pedro ainda resistiu e insistiu no seu estafado e interesseiro racioc\u00ednio (Marcos 8,32), mas Jesus recriminou-o fortemente, impedindo-o de lhe estorvar os movimentos (Marcos 8,33), e desafiando-o, a ele e a todos, a \u00abdizer n\u00e3o\u00bb a si mesmos, \u00e0s suas convic\u00e7\u00f5es messi\u00e2nicas f\u00e1ceis e caducas, a pegar na sua cruz todos os dias, e a segui-lo com determina\u00e7\u00e3o (Marcos 8,34).<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><span style=\"font-weight: 400;\"> J\u00e1 sabemos que as coisas azedaram, e quando estes disc\u00edpulos de Jesus come\u00e7aram a ver levantar-se a cruz no horizonte, todos desistiram e foram-se embora (Marcos 14,50). Como quem diz: afinal, engan\u00e1mo-nos; n\u00e3o era este; vamos ter de esperar por outro!<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><span style=\"font-weight: 400;\"> O certo \u00e9 que, quando o Esp\u00edrito arremeteu sobre eles e acendeu um lume novo dentro deles (Atos 2,1-12), tudo foi virado do avesso, e vieram para a rua dizer com ousadia e desassombro que, afinal, este Jesus que v\u00f3s crucificastes, Deus ressuscitou-o de entre os mortos, e constituiu-o Senhor e Cristo, e disto n\u00f3s somos testemunhas (Atos 2,36; 3,15).<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><span style=\"font-weight: 400;\"> Fica claro. A Escritura Santa \u00e9 urdida com dois fios: um, s\u00e3o os nossos brilhantes racioc\u00ednios, sonhos, vis\u00f5es, programas, projetos, ambi\u00e7\u00f5es; o outro, \u00e9 o modo de ver de Deus, que deixa entrever quase sempre um mundo novo, novo mesmo, sem termo de compara\u00e7\u00e3o, ainda n\u00e3o catalogado no arquivo dos nossos conhecimentos adquiridos e nos anais das nossas conquistas. Basta ouvir o discurso que Isa\u00edas p\u00f5e na boca de Deus, para nos apercebermos deste desconcerto: \u00abCom efeito, os meus pensamentos n\u00e3o s\u00e3o os vossos pensamentos, e os vossos caminhos n\u00e3o s\u00e3o os meus caminhos\u00bb (Isa\u00edas 55,8).<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><b>A f\u00e9 e a ci\u00eancia lado-a-lado<\/b><\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><span style=\"font-weight: 400;\"> Como n\u00f3s nos desvi\u00e1mos das pautas da m\u00fasica de Deus! Como nos transvi\u00e1mos! Mas podemos sempre regressar, procurar os caminhos ajustados, acertar processos, dado que Deus nos deixou um mapa preciso e precioso na nossa intelig\u00eancia, vontade, sensibilidade, capacidade de discernir e decidir. Quero dizer: nem fide\u00edsmo nem cientismo. O fide\u00edsmo \u00e9 aquela maneira de viver pensando que a f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 da ordem da raz\u00e3o, mas apenas do sentimento, um assentimento do sentimento, portanto e s\u00f3. Em nome desta conce\u00e7\u00e3o de f\u00e9 cega e fechada, quantos desastres aconteceram ao longo da hist\u00f3ria, e ainda hoje toldam o olhar de grupos extremistas radicalizados! O cientismo consiste em entregar todas as chaves da vida e da nossa casa \u00e0 ci\u00eancia e \u00e0 t\u00e9cnica, vendo nelas \u00abo deus deste mundo\u00bb (2 Cor\u00edntios 4,4), que resolve todos os nossos problemas. Tamb\u00e9m este modo de ver e de viver se revelou desastroso e abriu incont\u00e1veis valas comuns. Serve aqui o ju\u00edzo de Max Horkheimer e Theodor Adorno, com data de 1947: \u00abO <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">iluminismo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, no sentido mais amplo de pensamento em cont\u00ednuo progresso, perseguiu desde sempre o objetivo de libertar os homens do medo e de os tornar donos. Mas a terra inteiramente <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">iluminada<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> resplandece, ao contr\u00e1rio, de triunfal desventura!\u00bb.<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li><span style=\"font-weight: 400;\"> Serve este estendal para olharmos com mais aten\u00e7\u00e3o para este tempo marcado pela tempestade da Covid-19, que praticamente sem aviso nos caiu em cima, arrumando para o lado as nossas agendas, fechando as nossas portas e deixando a nu as nossas limita\u00e7\u00f5es. Dizem uns: afinal, Deus e as Igrejas, a f\u00e9 e a ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o servem para nada, n\u00e3o nos trazem nenhum proveito; dizem outros: e n\u00f3s que pens\u00e1vamos que a ci\u00eancia resolveria todos os nossos problemas! Nem os crentes verdadeiros perderam os seus cr\u00e9ditos, nem o saber dos cientistas foi pela \u00e1gua abaixo! O mapa e a b\u00fassola para os novos caminhos a trilhar n\u00e3o est\u00e3o s\u00f3 nas m\u00e3os dos crentes que rezam de verdade ou dos cientistas que se esmeram nas suas pesquisas. Deixou-os Deus nas m\u00e3os do ser humano, do crente e do s\u00e1bio, e todos devem lutar, cada um com os dons que recebeu, para tornar este mundo mais belo e saud\u00e1vel e habit\u00e1vel. Deus acredita em n\u00f3s: por isso, ao criar-nos livres, inteligentes e voluntariosos, repartiu connosco o seu poder e a sua sabedoria, fundando a ora\u00e7\u00e3o e a ci\u00eancia, e at\u00e9 n\u00e3o nos impedindo de podermos fazer mau uso dos seus dons. Ao criar-nos assim, respons\u00e1veis e livres, convenhamos que Deus correu riscos, mas Deus acredita em n\u00f3s, confia em n\u00f3s. Lutemos, pois, com a intelig\u00eancia e o cora\u00e7\u00e3o, com a ora\u00e7\u00e3o; lutemos, pois, com os dados por Deus dados, nos hospitais e laborat\u00f3rios. De resto, os santos sempre souberam arrastar o mundo para o bem e o bem para o mundo, vergando, para tanto, o cora\u00e7\u00e3o de Deus. E os verdadeiros cientistas, crentes e n\u00e3o crentes, mas sempre sensatos e sens\u00edveis e humildes, a cada passo s\u00e3o surpreendidos com o incr\u00edvel e o ainda n\u00e3o explic\u00e1vel!<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<ol start=\"7\">\n<li><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00c9 bem verdade, podem testemunh\u00e1-lo os santos e os verdadeiros homens da ci\u00eancia: o p\u00e3o e o sonho que alimenta a vida, Deus o d\u00e1 aos seus amigos at\u00e9 durante o sono (Salmo 127,2; cf. 1 Reis 3,5). Eu pr\u00f3prio disse e escrevi a meio do ano passado de 2019: \u00abSendo a vida, ent\u00e3o, um <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">cont\u00ednuo estado de emerg\u00eancia<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, o bem que deve ser feito agora assume um car\u00e1cter de extrema urg\u00eancia\u00bb. T\u00eam-me perguntado: como \u00e9 que eu disse e escrevi isto naquela altura, quando ainda n\u00e3o se pressentia nada? Se n\u00e3o se via nada, era por causa do escuro que fazia. Tenho dito e escrito muitas vezes que atravessamos \u201ca noite do mundo\u201d. E de noite, pouco se v\u00ea. \u00c9 preciso perguntar com Isa\u00edas: \u00abSentinela, quanto resta da noite? E a sentinela responde: J\u00e1 desponta a manh\u00e3, mas \u00e9 ainda noite\u00bb (Isa\u00edas 21,11-12). \u00c9, portanto, necess\u00e1rio que nos postemos sobre a fresta da porta entreaberta (Salmo 106,23), para que algum pingo de luz possa ainda alumiar o nosso olhar, e para impedirmos que a porta se feche.<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><b>Preceitos pr\u00e1ticos<\/b><\/p>\n<ol start=\"8\">\n<li><span style=\"font-weight: 400;\"> Se Deus quiser, a partir do \u00faltimo fim-de-semana de maio, dias 30 e 31, S\u00e1bado e Domingo, vamos poder voltar a dar corpo \u00e0s celebra\u00e7\u00f5es nas nossas igrejas, sobretudo a Eucaristia, tendo presentes as Orienta\u00e7\u00f5es de 8 de maio, emanadas da CEP, e respeitando tamb\u00e9m as normas de seguran\u00e7a sanit\u00e1ria recomendadas pela DGS, e ilustradas nos cartazes para o efeito preparados.<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">1) Chama-se a aten\u00e7\u00e3o sobretudo para quatro momentos: a entrada e sa\u00edda da igreja (1 e 2), a correta e ordeira ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o dentro da igreja (3), os passos para a comunh\u00e3o (4).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">2) \u00c9 recomend\u00e1vel que em cada igreja haja pequenas equipas de acolhimento e acompanhamento, e que cuidem da higieniza\u00e7\u00e3o \u00e0 entrada, e antes e depois da comunh\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">3) De acordo com as normas sanit\u00e1rias que devemos cumprir, j\u00e1 sabemos que a participa\u00e7\u00e3o presencial nas celebra\u00e7\u00f5es ser\u00e1 reduzida a cerca de 1\/3.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">4) Fazemos, por isso, saber que, enquanto durar este regime sanit\u00e1rio, para o cumprimento do preceito Dominical, valem tamb\u00e9m as celebra\u00e7\u00f5es da Eucaristia nos dias de semana. Convidamos, por isso, os fi\u00e9is mais idosos e pertencentes a grupos de risco a procurarem mais estas celebra\u00e7\u00f5es, sendo previs\u00edvel que nelas haja um menor n\u00famero de fi\u00e9is.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">5) Higieniza\u00e7\u00e3o, distanciamento social e uso de m\u00e1scara j\u00e1 fazem parte do nosso quotidiano, e devemos mant\u00ea-los em todo o tipo de celebra\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias (batismos, matrim\u00f3nios, ex\u00e9quias e outras celebra\u00e7\u00f5es eventuais).<\/span><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">6) Celebrem-se com dignidade e simplicidade, sempre que haja solicita\u00e7\u00e3o para isso, os Sacramentos da Reconcilia\u00e7\u00e3o e da Un\u00e7\u00e3o dos Doentes, cumprindo sempre tamb\u00e9m as normas sanit\u00e1rias em vigor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">7) Dado o seu car\u00e1ter particularmente festivo, procurem adiar-se, sempre que poss\u00edvel, as celebra\u00e7\u00f5es de batismos, primeiras comunh\u00f5es e matrim\u00f3nios.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">8) Dado o seu car\u00e1ter muito pr\u00f3prio, ficam adiadas para tempo oportuno, que Deus nos h\u00e1 de dar, as Visitas Pastorais, bem como a celebra\u00e7\u00e3o do Sacramento do Crisma.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">9) Mantendo-se as atuais circunst\u00e2ncias sanit\u00e1rias, temos de compreender que, para o melhor bem de todos, devem continuar suspensas peregrina\u00e7\u00f5es, prociss\u00f5es, festas, romarias, concentra\u00e7\u00f5es religiosas, acampamentos e atividades similares.<\/span><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><b>Sauda\u00e7\u00f5es com gratid\u00e3o, emo\u00e7\u00e3o e esperan\u00e7a<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Neste tempo em que \u00abj\u00e1 desponta a manh\u00e3, mas \u00e9 ainda noite\u00bb, quero saudar com muito afeto as 223 comunidades paroquiais da nossa Diocese de Lamego, em todos e cada um dos seus membros fi\u00e9is, desde as crian\u00e7as, privadas de tantas brincadeiras, at\u00e9 aos jovens, que mexeram com tudo quanto havia na sua bela Jornada acabada de realizar, at\u00e9 aos pais e av\u00f3s, e aos seus p\u00e1rocos, a quem agrade\u00e7o a presen\u00e7a e proximidade, e estimulo a continuar a lutar com entusiasmo e criatividade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tenho de saudar, n\u00e3o por dever, mas por emo\u00e7\u00e3o e gratid\u00e3o, os nossos queridos velhinhos e fragilizados, que t\u00eam estado confinados nos Lares espalhados pelo territ\u00f3rio da nossa Diocese. Que o Senhor vos aben\u00e7oe, meus amigos e meus irm\u00e3os! Estendo esta sauda\u00e7\u00e3o muito sentida e comovida aos cuidadores de todos os dias, que todos os dias e noites velam, e sabe Deus com que meios, por estes irm\u00e3os e irm\u00e3s que habitam os nossos Lares. E deixai que estenda ainda este manto de muito apre\u00e7o e gratid\u00e3o aos jovens volunt\u00e1rios que, vindos de outras partes do nosso pa\u00eds, quiseram dar uma m\u00e3o de amor aos velhinhos que de sa\u00fade e de amor estavam privados nos nossos Lares. Lembro particularmente os jovens que vieram dar essa m\u00e3o de amor no Lar de Nossa Senhora da Veiga, em Foz C\u00f4a, acompanhados pelo P. Bernardo, no qual sa\u00fado o voluntariado, discreto e carinhoso, de outros sacerdotes que se fizeram o pr\u00f3ximo do irm\u00e3o ca\u00eddo neste novo caminho de Jeric\u00f3 que atravess\u00e1mos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em tudo e sempre, sobretudo nesta hora de luta que reclama de n\u00f3s todo o empenho e solicitude, contai sempre com o vosso bispo e irm\u00e3o, + Ant\u00f3nio, que a todos acompanha e aben\u00e7oa. E que Maria, M\u00e3e de Deus e nossa M\u00e3e, neste m\u00eas que \u00e9 seu, nos proteja com o seu olhar carinhoso.<\/span><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Lamego, 17 de maio de 2020, Domingo VI da P\u00e1scoa<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nota Pastoral de D. Ant\u00f3nio Couto na proximidade das celebra\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":175479,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[176],"class_list":["post-175475","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-lamego"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/175475","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=175475"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/175475\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/175479"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=175475"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=175475"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=175475"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}