{"id":17512,"date":"2006-04-18T11:08:35","date_gmt":"2006-04-18T11:08:35","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/18\/a-piedade-popular-no-tempo-pascal-2\/"},"modified":"2006-04-18T11:08:35","modified_gmt":"2006-04-18T11:08:35","slug":"a-piedade-popular-no-tempo-pascal-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-piedade-popular-no-tempo-pascal-2\/","title":{"rendered":"A piedade popular no Tempo Pascal"},"content":{"rendered":"<p>A piedade popular \u00e9 muito rica em express\u00f5es que ajudam os fi\u00e9is a viver o mist\u00e9rio pascal. \u00c9 verdade que o sentimento religioso do nosso povo se concentrou prevalentemente no tempo da paix\u00e3o e na experi\u00eancia do sofrimento redentor. Mas se \u00e9 ineg\u00e1vel a tend\u00eancia \u00abpassionista\u00bb da piedade popular, profundamente marcada pela tradi\u00e7\u00e3o franciscana que se compraz na contempla\u00e7\u00e3o da humanidade de Jesus tanto na humildade do pres\u00e9pio como no despojamento da cruz, nem por isso deixa de haver interessantes express\u00f5es centradas na viv\u00eancia da vertente gloriosa da P\u00e1scoa.  O \u00abDirect\u00f3rio sobre a piedade popular e a Liturgia\u00bb da Congrega\u00e7\u00e3o para o Culto Divino e a disciplina dos Sacramentos (editado em portugu\u00eas pelas edi\u00e7\u00f5es Paulinas e pelo Apostolado da Ora\u00e7\u00e3o) passa em revista algumas dessas pr\u00e1ticas de piedade, antigas e mais recentes. Vejamos o elenco: o encontro do Ressuscitado com a M\u00e3e (n. 149); a b\u00ean\u00e7\u00e3o da mesa familiar (n. 150); a sauda\u00e7\u00e3o pascal \u00e0 M\u00e3e do Ressuscitado (n. 151); a b\u00ean\u00e7\u00e3o anual das fam\u00edlias nas suas casas (n. 152); a \u00abVia lucis\u00bb (n. 153); a devo\u00e7\u00e3o \u00e0 miseric\u00f3rdia divina (n. 154); e a novena de Pentecostes (n. 155); neste contexto importa referir tamb\u00e9m a celebra\u00e7\u00e3o do \u00abM\u00eas de Maria\u00bb que importa harmonizar com a celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica do tempo pascal dado que ocorre em Maio (n. 191). Todas estas express\u00f5es cultuais \u00abexaltam a condi\u00e7\u00e3o nova e a gl\u00f3ria de Cristo ressuscitado, e tamb\u00e9m as energias divinas que dimanam da sua vit\u00f3ria sobre o pecado e sobre a morte\u00bb (n. 148). O exerc\u00edcio de piedade do Encontro da M\u00e3e com o Filho ressuscitado \u00e9 uma esp\u00e9cie de contraponto das prociss\u00f5es \u00abdo encontro\u00bb da M\u00e3e com o Filho no caminho da Cruz: \u00abna manh\u00e3 de P\u00e1scoa dois cortejos, um levando a imagem da M\u00e3e das Dores, o outro a de Cristo ressuscitado, encontram-se para significar que a Virgem foi a primeira e plena participante do mist\u00e9rio da ressurrei\u00e7\u00e3o do Filho\u00bb. \u00abEntre os exerc\u00edcios de piedade que se relacionam com o evento da P\u00e1scoa h\u00e1 a tradicional b\u00ean\u00e7\u00e3o dos ovos, s\u00edmbolo da vida, e a b\u00ean\u00e7\u00e3o da mesa familiar; esta \u00faltima, que em muitas fam\u00edlias crist\u00e3s \u00e9 um costume di\u00e1rio que deve encorajar-se, adquire um significado especial no dia de P\u00e1scoa\u00bb (n. 150). \u00abNalguns lugares, no fim da Vig\u00edlia pascal ou depois das II V\u00e9speras do Domingo de P\u00e1scoa, faz-se um breve exerc\u00edcio de piedade: benzem-se flores que ser\u00e3o distribu\u00eddas aos fi\u00e9is em sinal de alegria pascal e presta-se uma homenagem \u00e0 imagem da Senhora das Dores que, por vezes, \u00e9 coroada, enquanto se canta o Regina caeli. Os fi\u00e9is, que se tinham associado \u00e0 dor da Virgem pela Paix\u00e3o do Filho, querem assim alegrar-se com ela pelo acontecimento da ressurrei\u00e7\u00e3o\u00bb (n. 151).  \u00abDurante o tempo pascal \u2013 ou noutros per\u00edodos do ano \u2013 realiza-se a b\u00ean\u00e7\u00e3o anual das fam\u00edlias, visitadas nas suas casas. Recomendado ao cuidado pastoral dos p\u00e1rocos e dos seus colaboradores, este costume muito sentido pelos fi\u00e9is \u00e9 uma preciosa ocasi\u00e3o para fazer ecoar nas fam\u00edlias crist\u00e3s a recorda\u00e7\u00e3o da constante presen\u00e7a aben\u00e7oadora de Deus, o convite para viver em conformidade com o Evangelho e a exorta\u00e7\u00e3o aos pais e aos filhos para que guardem e promovam o mist\u00e9rio da sua ess\u00eancia de \u201cigreja dom\u00e9stica\u201d\u00bb (n. 152). O tradicional Compasso ou Visita Pascal tem significativos pontos de contacto com esta pr\u00e1tica tradicional. A Via Lucis inspira-se na Via Crucis [Via-Sacra], segundo o ad\u00e1gio: \u00abper crucem ad lucem\u00bb (pela cruz para a luz). \u00abOs fi\u00e9is, percorrendo um caminho, meditam nas v\u00e1rias apari\u00e7\u00f5es em que Jesus \u2013 da Ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e0 Ascens\u00e3o, na perspectiva da Parusia \u2013 manifestou a sua gl\u00f3ria aos disc\u00edpulos \u00e0 espera do Esp\u00edrito prometido (cf. Jo 14, 26; 16, 13-15; Lc 24, 49), confortou a sua f\u00e9, completou os ensinamentos sobre o Reino, definiu ulteriormente a estrutura sacramental e hier\u00e1rquica da Igreja\u00bb (n. 153). No contexto da \u00abcultura de morte\u00bb que caracteriza a nossa actualidade, o Direct\u00f3rio recomenda este exerc\u00edcio de piedade. A devo\u00e7\u00e3o \u00e0 miseric\u00f3rdia divina, muito difundida por Santa Faustina Kowalska, tem como momento significativo o Domingo da Oitava da P\u00e1scoa que, actualmente, \u00e9 designado pela Liturgia como a Liturgia do \u00absegundo domingo da P\u00e1scoa ou da divina miseric\u00f3rdia\u00bb. Centra os fi\u00e9is na devo\u00e7\u00e3o \u00ab\u00e0 miseric\u00f3rdia divina prodigalizada por Cristo morto e ressuscitado, fonte do Esp\u00edrito que perdoa e restitui a alegria de se ser salvo\u00bb (n. 154).  <i>Secretariado Diocesano de Liturgia do Porto<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A piedade popular \u00e9 muito rica em express\u00f5es que ajudam os fi\u00e9is a viver o mist\u00e9rio pascal. \u00c9 verdade que o sentimento religioso do nosso povo se concentrou prevalentemente no tempo da paix\u00e3o e na experi\u00eancia do sofrimento redentor. 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