{"id":17495,"date":"2006-04-16T11:07:11","date_gmt":"2006-04-16T11:07:11","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/16\/ressuscitou-nao-esta-aqui\/"},"modified":"2006-04-16T11:07:11","modified_gmt":"2006-04-16T11:07:11","slug":"ressuscitou-nao-esta-aqui","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ressuscitou-nao-esta-aqui\/","title":{"rendered":"<i>Ressuscitou\u2026 N\u00e3o est\u00e1 aqui<\/i>"},"content":{"rendered":"<p>Homilia de Bento XVI na Vig\u00edlia Pascal <!--more--> \u00abProcurais Jesus, o Crucificado. N\u00e3o est\u00e1 aqui: ressuscitou\u00bb (Mc 16, 6). Deste modo se dirige \u00e0s mulheres, que v\u00e3o ao t\u00famulo procurar o corpo de Jesus, o mensageiro de Deus, revestido de luz. Mas, nesta noite santa, o evangelista diz o mesmo a n\u00f3s: Jesus n\u00e3o \u00e9 um personagem do passado. Ele est\u00e1 vivo, e como vivente caminha \u00e0 nossa frente; chama-nos a segui-Lo a Ele, o Vivente, e a encontrar deste modo tamb\u00e9m n\u00f3s o caminho da vida. \u00abRessuscitou\u2026 N\u00e3o est\u00e1 aqui\u00bb. A primeira vez que Jesus falou da cruz e da ressurrei\u00e7\u00e3o aos disc\u00edpulos, estes, enquanto desciam do monte da Transfigura\u00e7\u00e3o, interrogavam-se o que queria dizer \u00abressuscitar dos mortos\u00bb (Mc 9, 10). Na P\u00e1scoa, alegramo-nos porque Cristo n\u00e3o ficou no sepulcro, o seu corpo n\u00e3o conheceu a corrup\u00e7\u00e3o; pertence ao mundo dos vivos, n\u00e3o ao dos mortos; alegramo-nos porque \u2013 como proclamamos no rito do C\u00edrio Pascal \u2013 Ele \u00e9 o Alfa e simultaneamente o \u00d3mega, e portanto a sua exist\u00eancia \u00e9 n\u00e3o apenas de ontem, mas de hoje e por toda a eternidade (cf. Heb 13, 8). Todavia, a ressurrei\u00e7\u00e3o est\u00e1 de tal modo colocada fora do nosso horizonte, que, reentrando em n\u00f3s mesmos, damos connosco a continuar a discuss\u00e3o dos disc\u00edpulos: Em que consiste propriamente o \u00abressuscitar\u00bb? Que significado tem para n\u00f3s? Para o mundo e a hist\u00f3ria no seu todo? Uma vez, um te\u00f3logo alem\u00e3o afirmou ironicamente que o milagre dum cad\u00e1ver reanimado \u2013 se \u00e9 que isso verdadeiramente se verificou, facto em que ele, por\u00e9m, n\u00e3o acreditava \u2013 seria, tudo somado, irrelevante precisamente porque n\u00e3o nos diria respeito. Com efeito, se tivesse sido reanimado uma vez apenas um tal, e nada mais\u2026 de que modo isso teria a ver connosco? Mas, a ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo \u00e9 exactamente algo mais, \u00e9 uma realidade diversa. \u00c9 \u2013 se nos \u00e9 permitido por uma vez usar a linguagem da teoria da evolu\u00e7\u00e3o \u2013 a maior \u00abmuta\u00e7\u00e3o\u00bb, em absoluto o salto mais decisivo para uma dimens\u00e3o totalmente nova, como nunca se tinha verificado na longa hist\u00f3ria da vida e dos seus avan\u00e7os: um salto para uma ordem completamente nova, que tem a ver connosco e diz respeito a toda a hist\u00f3ria.  A discuss\u00e3o, que teve in\u00edcio com os disc\u00edpulos, incluiria, pois, as seguintes quest\u00f5es: O que \u00e9 que sucedeu ent\u00e3o? Que significado tem isso para n\u00f3s, para o mundo no seu todo e para mim pessoalmente? Antes de mais nada: o que \u00e9 que aconteceu? Jesus j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 no sepulcro. Est\u00e1 numa vida inteiramente nova. Mas, como foi poss\u00edvel acontecer isso? Que for\u00e7as intervieram l\u00e1? Decisivo \u00e9 o facto de que este homem Jesus n\u00e3o estava s\u00f3, n\u00e3o era um Eu fechado em si mesmo. Ele era um s\u00f3 com o Deus vivo, unido de tal modo a Ele que formava com Ele uma \u00fanica pessoa. Encontrava-Se, por assim dizer, num abra\u00e7o com Aquele que \u00e9 a pr\u00f3pria vida, um abra\u00e7o n\u00e3o apenas sentimental, mas que englobava e penetrava o seu ser. A sua pr\u00f3pria vida n\u00e3o era pr\u00f3pria apenas d\u2019Ele, era uma comunh\u00e3o existencial com Deus e um ser inserido em Deus, e por isso n\u00e3o podia realmente ser-Lhe tirada. Por amor, p\u00f4de deixar-Se matar, mas precisamente assim rompeu o car\u00e1cter definitivo da morte, porque n\u2019Ele estava presente a dimens\u00e3o definitiva da vida. Ele era um s\u00f3 com a vida indestrut\u00edvel, de modo que esta, atrav\u00e9s da morte, desabrochou de novo. Podemos exprimir a mesma coisa uma vez mais, mas partindo de outro lado. A sua morte foi um acto de amor. Na \u00daltima Ceia, Ele antecipou a morte e transformou-a no dom de Si mesmo. A sua comunh\u00e3o existencial com Deus era, em concreto, uma comunh\u00e3o existencial com o amor de Deus, e este amor \u00e9 a verdadeira for\u00e7a contra a morte, \u00e9 mais forte do que a morte. A ressurrei\u00e7\u00e3o foi como que uma explos\u00e3o de luz, uma explos\u00e3o do amor que desfez o n\u00f3 at\u00e9 ent\u00e3o indissol\u00favel entre \u00abmorre e transforma-se\u00bb. Aquela inaugurou uma nova dimens\u00e3o do ser, da vida, na qual, de modo transformado, se integrou tamb\u00e9m a mat\u00e9ria, e atrav\u00e9s da qual surge um mundo novo. \u00c9 claro que este acontecimento n\u00e3o \u00e9 um milagre qualquer do passado, cuja realiza\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o, no fundo, nos pudesse ser indiferente. \u00c9 um salto de qualidade na hist\u00f3ria da \u00abevolu\u00e7\u00e3o\u00bb e da vida em geral para uma nova vida futura, para um mundo novo que, a come\u00e7ar de Cristo, incessantemente penetra j\u00e1 neste nosso mundo, transforma-o e atrai-o a si. Mas, como se verifica isto? Como pode este acontecimento chegar efectivamente at\u00e9 mim e atrair a minha vida para si e para o alto? A resposta, \u00e0 primeira vista talvez surpreendente mas totalmente real, \u00e9: tal acontecimento chega at\u00e9 mim atrav\u00e9s da f\u00e9 e do Baptismo. Por isso, o Baptismo faz parte da Vig\u00edlia Pascal, como se evidencia tamb\u00e9m nesta celebra\u00e7\u00e3o com a administra\u00e7\u00e3o dos Sacramentos da Inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 a alguns adultos origin\u00e1rios de v\u00e1rios Pa\u00edses. O Baptismo significa precisamente isto: que n\u00e3o est\u00e1 em quest\u00e3o um facto do passado, mas que um salto de qualidade da hist\u00f3ria universal chega at\u00e9 mim envolvendo-me para me atrair. O Baptismo \u00e9 algo muito diverso de um acto de socializa\u00e7\u00e3o eclesial, de um rito um pouco fora de moda e complicado para acolher as pessoas na Igreja. \u00c9 tamb\u00e9m mais do que uma simples lavagem, do que uma esp\u00e9cie de purifica\u00e7\u00e3o e embelezamento da alma. \u00c9 realmente morte e ressurrei\u00e7\u00e3o, renascimento, transforma\u00e7\u00e3o numa vida nova.  Como podemos compreend\u00ea-lo? Penso que ser\u00e1 mais f\u00e1cil de esclarecer o que acontece no Baptismo se formos ver a parte final da breve autobiografia espiritual, que S\u00e3o Paulo nos ofereceu na sua Carta aos G\u00e1latas. De facto, as suas palavras conclusivas encerram o n\u00facleo desta biografia: \u00abJ\u00e1 n\u00e3o sou eu que vivo, \u00e9 Cristo que vive em mim\u00bb (Gal 2, 20). Vivo, mas j\u00e1 n\u00e3o sou eu. O pr\u00f3prio eu, a identidade essencial do homem \u2013 deste homem, Paulo \u2013 foi modificada. Ele existe ainda, e j\u00e1 n\u00e3o existe. Atravessou um \u00abn\u00e3o\u00bb e encontra-se continuamente neste \u00abn\u00e3o\u00bb: Eu, mas j\u00e1 \u00abn\u00e3o\u00bb eu. Com estas palavras, Paulo n\u00e3o descreve qualquer experi\u00eancia m\u00edstica que porventura lhe tivesse sido concedida e que poderia interessar-nos, quando muito, sob o ponto de vista hist\u00f3rico. N\u00e3o, esta frase \u00e9 a express\u00e3o do que aconteceu no Baptismo. O meu eu pr\u00f3prio \u00e9-me tirado e inserido num novo sujeito maior. Tenho de novo o meu eu, mas agora transformado, trabalhado, aberto por meio da inser\u00e7\u00e3o no Outro, no Qual adquire o seu novo espa\u00e7o de exist\u00eancia. Paulo explica-nos a mesma coisa, uma vez mais e sob outro aspecto, quando, no terceiro cap\u00edtulo da Carta aos G\u00e1latas, fala da \u00abpromessa\u00bb dizendo que esta foi feita no singular \u2013 a um s\u00f3: a Cristo. S\u00f3 Ele traz consigo toda a \u00abpromessa\u00bb. Mas o que \u00e9 feito ent\u00e3o de n\u00f3s? V\u00f3s tornastes-vos um em Cristo \u2013 responde Paulo (Gal 3, 28). N\u00e3o um s\u00f3, mas um, um \u00fanico, um \u00fanico sujeito novo. Esta liberta\u00e7\u00e3o do nosso eu do seu isolamento, este achar-se num novo sujeito \u00e9 encontrar-se na imensid\u00e3o de Deus e ter sido arrebatado para uma vida que saiu, j\u00e1 agora, do contexto do \u00abmorre e transforma-se\u00bb. A grande explos\u00e3o da ressurrei\u00e7\u00e3o agarrou-nos no Baptismo para nos atrair. Deste modo ficamos associados a uma nova dimens\u00e3o da vida, na qual nos encontramos j\u00e1 de algum modo inseridos, no meio das tribula\u00e7\u00f5es do nosso tempo. Viver a pr\u00f3pria vida como um cont\u00ednuo entrar neste espa\u00e7o aberto: tal \u00e9 o significado do ser baptizado, do ser crist\u00e3o. \u00c9 esta a alegria da Vig\u00edlia Pascal. A ressurrei\u00e7\u00e3o n\u00e3o passou, a ressurrei\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ou-nos e agarrou-nos. A ela, isto \u00e9, ao Senhor ressuscitado nos agarramos, sabendo que Ele nos segura firmemente, mesmo quando as nossas m\u00e3os se debilitam. Agarramo-nos \u00e0 sua m\u00e3o, e assim seguramos tamb\u00e9m as m\u00e3os uns dos outros, tornamo-nos um \u00fanico sujeito, n\u00e3o apenas um s\u00f3. Eu, mas j\u00e1 n\u00e3o eu: tal \u00e9 a f\u00f3rmula da exist\u00eancia crist\u00e3 fundada no Baptismo, a f\u00f3rmula da ressurrei\u00e7\u00e3o dentro do tempo. Eu, mas j\u00e1 n\u00e3o eu: se vivemos deste modo, transformamos o mundo. \u00c9 a f\u00f3rmula que contrasta todas as ideologias da viol\u00eancia, e o programa que se op\u00f5e \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o e \u00e0 ambi\u00e7\u00e3o do poder e do possuir. \u00abEu vivo, e v\u00f3s vivereis\u00bb \u2013 diz Jesus no Evangelho de Jo\u00e3o (14, 19) aos seus disc\u00edpulos, isto \u00e9, a n\u00f3s. Viveremos atrav\u00e9s da comunh\u00e3o existencial com Ele, atrav\u00e9s do estar inseridos n\u2019Ele que \u00e9 a pr\u00f3pria vida. A vida eterna, a bem-aventurada imortalidade, n\u00e3o a possu\u00edmos por n\u00f3s mesmos nem a temos em n\u00f3s mesmos, mas ao inv\u00e9s por meio duma rela\u00e7\u00e3o \u2013 por meio da comunh\u00e3o existencial com Aquele que \u00e9 a Verdade e o Amor e, consequentemente, \u00e9 eterno, \u00e9 o pr\u00f3prio Deus. A mera indestrutibilidade da alma n\u00e3o poderia por si s\u00f3 dar um sentido a uma vida eterna, n\u00e3o poderia torn\u00e1-la uma vida verdadeira. A vida vem-nos de ser amados por Aquele que \u00e9 a Vida; vem-nos de viver com Ele e de amar com Ele. Eu, mas j\u00e1 n\u00e3o eu: \u00e9 este o caminho da cruz, o caminho que \u00abcruza\u00bb uma exist\u00eancia fechada apenas no eu, abrindo assim precisamente a estrada para a alegria verdadeira e duradoura. Deste modo podemos, cheios de alegria, juntamente com a Igreja cantar no Prec\u00f3nio: \u00abExulte de alegria a multid\u00e3o dos anjos (\u2026). Rejubile tamb\u00e9m a terra\u00bb. A ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 um acontecimento c\u00f3smico, que engloba c\u00e9u e terra e os associa um \u00e0 outra. E ainda com o Prec\u00f3nio podemos proclamar: \u00abJesus Cristo vosso Filho (\u2026), ressuscitando de entre os mortos, iluminou o g\u00e9nero humano com a sua luz e a sua paz e vive glorioso pelos s\u00e9culos dos s\u00e9culos\u00bb. Amen!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia de Bento XVI na Vig\u00edlia Pascal<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,275,294],"class_list":["post-17495","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-pascoa","tag-sacramentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17495","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17495"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17495\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17495"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17495"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17495"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}