{"id":17486,"date":"2006-04-14T19:42:06","date_gmt":"2006-04-14T19:42:06","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/14\/a-actualidade-da-cruz-de-nosso-senhor-jesus-cristo\/"},"modified":"2006-04-14T19:42:06","modified_gmt":"2006-04-14T19:42:06","slug":"a-actualidade-da-cruz-de-nosso-senhor-jesus-cristo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-actualidade-da-cruz-de-nosso-senhor-jesus-cristo\/","title":{"rendered":"A actualidade da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo"},"content":{"rendered":"<p>Homilia do Patriarca de Lisboa na celebra\u00e7\u00e3o da Paix\u00e3o do Senhor <!--more--> \t1. Nesta Sexta-Feira Santa, em que todos os crist\u00e3os se re\u00fanem, em sil\u00eancio recolhido, para meditar na Paix\u00e3o do Senhor e adorar a Sua Cruz, uma pergunta inquieta o nosso cora\u00e7\u00e3o: que sentido tem, hoje, a Cruz de Cristo? Ele voltaria a morrer pelo nosso mundo? Quantos, ao contemplarem a Cruz, t\u00eam consci\u00eancia da actualidade do sacrif\u00edcio de Cristo e da sua import\u00e2ncia salv\u00edfica para os homens de todos os tempos? \tNesta solene Liturgia, a Cruz ocupa o lugar mais nobre e verdadeiro que lhe pode ser reservado: a adora\u00e7\u00e3o. Mas para muitos, ela \u00e9 ornamento, pe\u00e7a de museu, sinal religioso sem lugar numa sociedade marcada pelo laicismo. H\u00e1 um ano, o Papa Jo\u00e3o Paulo II, a viver corajosamente o sacrif\u00edcio da pr\u00f3pria vida, deixou-nos uma imagem indel\u00e9vel, grito silencioso da actualidade da Cruz, que aperta contra o seu cora\u00e7\u00e3o, pondo nela toda a esperan\u00e7a da sua vit\u00f3ria sobre o sofrimento, oferecido, como o de Cristo, pela salva\u00e7\u00e3o do nosso mundo. Naquele gesto com que abra\u00e7a a Cruz do Senhor o Papa resume todo o seu incans\u00e1vel minist\u00e9rio, ao servi\u00e7o da Igreja e da humanidade. \u00c9 do cora\u00e7\u00e3o dos crentes que abra\u00e7am a Cruz do Senhor, que brota a mais forte afirma\u00e7\u00e3o da actualidade da Cruz. O seu significado profundo est\u00e1 no facto de ela se poder tornar, para cada um de n\u00f3s, uma experi\u00eancia decisiva em que se decide o sentido da nossa vida. \tDurante as \u00faltimas semanas, os jornais de todo o mundo deram relevo \u00e0 not\u00edcia de um afeg\u00e3o que se converteu ao cristianismo. Segundo a Lei Isl\u00e2mica, essa convers\u00e3o \u00e9 considerada apostasia, pun\u00edvel com a pena de morte. Ao ser-lhe dito que poderia evitar essa senten\u00e7a, abandonando a sua nova f\u00e9, declarou corajosamente que preferia morrer na f\u00e9 crist\u00e3. Que grande afirma\u00e7\u00e3o da actualidade da Cruz de Cristo. Ele tornou-se, talvez sem pensar nisso, na express\u00e3o de todos aqueles e aquelas que s\u00e3o violentados na sua consci\u00eancia e na sua dignidade e que s\u00e3o fi\u00e9is a Cristo, abra\u00e7ando a Sua Cruz no dom da pr\u00f3pria vida. O seu gesto, que incomodou Governos e moveu diplomacias, tornou-se o grito de den\u00fancia de todas as viola\u00e7\u00f5es da dignidade humana e da liberdade de consci\u00eancia, apontou o dedo a credos religiosos, a sistemas culturais e regimes pol\u00edticos que n\u00e3o respeitam essa liberdade, e interpela todos os t\u00edbios, mesmo crist\u00e3os, que recusam aceitar a exig\u00eancia e o sofrimento, a serem fi\u00e9is ao mais profundo de si mesmos. A morte de Cristo foi um grito de liberdade que continua a interpelar a humanidade, sugerindo-lhe caminhos de coragem e de profundidade.  \t2. Algumas passagens da narra\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Jo\u00e3o, afirmam a actualidade do drama do Calv\u00e1rio. Jesus foi executado em conjunto com outros dois condenados: \u201cAli O crucificaram e com Ele mais dois: um de cada lado e Jesus no meio\u201d (Jo. 19,18). Segundo a narra\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Lucas, estes dois eram malfeitores, cumprindo o que tinha sido anunciado pelo Profeta Isa\u00edas: \u201cFoi-lhe dada sepultura entre os \u00edmpios e um t\u00famulo no meio de malfeitores\u201d (Is. 53,9). Este facto faz ressaltar o sacrif\u00edcio do Justo inocente, que sublinha a fecundidade misteriosa da Sua vida, oferecida para reden\u00e7\u00e3o dos pecadores. A reac\u00e7\u00e3o daqueles dois malfeitores condenados, exprime o drama de todos os tempos. Perante a morte de Cristo, o que \u00e9 irremediavelmente grave n\u00e3o \u00e9 o pecado praticado, mas a impenit\u00eanca e a revolta perante o sofrimento. Um representa a multid\u00e3o daqueles e daquelas que s\u00e3o capazes de partir do seu pecado para um caminho novo de convers\u00e3o e de esperan\u00e7a. \u201cJesus lembra-te de mim quando estiveres no Teu Reino\u201d; e a resposta n\u00e3o se fez esperar: \u201cHoje mesmo estar\u00e1s comigo no para\u00edso\u201d (Lc. 23,42). O outro representa todos os pecadores endurecidos no mal, revoltados com o sofrimento, incapazes da humildade da esperan\u00e7a: \u201cSe \u00e9s o Messias, salva-Te a Ti mesmo e a n\u00f3s\u201d (Lc. 23,29). \tPerante os males do mundo contempor\u00e2neo, injusti\u00e7as, viol\u00eancias, mentira e gan\u00e2ncia, o que \u00e9 dram\u00e1tica \u00e9 a incapacidade de pessoas e grupos reconhecerem as suas ac\u00e7\u00f5es erradas, aceitarem a hip\u00f3tese de mudar e encetar corajosamente o caminho da convers\u00e3o.  E o sofrimento n\u00e3o oferecido, que provoca revolta e desespero, e n\u00e3o encontra sentido na humildade e na generosa coragem de o oferecer? O Padre Teillard de Chardin escrevia no fim da sua vida, impressionado pela dimens\u00e3o dram\u00e1tica da nossa civiliza\u00e7\u00e3o: se esta mole imensa de sofrimento humano fosse oferecida, o mundo daria um salto para a frente, em direc\u00e7\u00e3o ao ponto \u00d3mega, que \u00e9 a liberta\u00e7\u00e3o. S\u00f3 Deus conhece a for\u00e7a redentora do sofrimento oferecido, em uni\u00e3o aos sofrimentos de Nosso Senhor Jesus Cristo.  \t3. Noutro momento do processo de Jesus, segundo a narra\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Jo\u00e3o, Pilatos, esfor\u00e7ando-se ainda por libert\u00e1-l\u2019O, pergunta aos chefes do Povo, que pediam a Sua condena\u00e7\u00e3o: \u201cHei-de crucificar o vosso Rei?\u201d. E eles responderam: \u201cN\u00e3o temos outro rei sen\u00e3o C\u00e9sar\u201d (Jo. 19,15-16). \u00c9 hipocrisia requintada. Nem Pilatos tomara a s\u00e9rio a declara\u00e7\u00e3o de Jesus que nascera para ser Rei, nem os respons\u00e1veis do Povo tinham essa fidelidade ao Imperador Romano. Sabe-se bem como sentiam como humilha\u00e7\u00e3o intoler\u00e1vel a domina\u00e7\u00e3o romana. A hipocrisia \u00e9 a mentira usada para conseguir atingir os fins que se pretendem. \u00c9 a mentira usada como verdade circunstancial e pragm\u00e1tica. \tA mentira mina a sociedade, impedindo-a de caminhar para a justi\u00e7a e para a verdadeira liberdade. Nunca haver\u00e1 justi\u00e7a e harmonia na sociedade, sem verdade nas afirma\u00e7\u00f5es, nas op\u00e7\u00f5es, nas rela\u00e7\u00f5es inter-pessoais e internacionais. A morte de Cristo significa a reposi\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a, porque \u00e9 o mais radical testemunho \u00e0 verdade. A fidelidade de Jesus Cristo \u00e9 uma exig\u00eancia da verdade, do des\u00edgnio de Deus, Seu Pai, da Sua consci\u00eancia messi\u00e2nica, da miss\u00e3o que voluntariamente assumira. Todas as formas de mentira, em todos os tempos, ser\u00e3o sempre denunciadas pela verdade da Paix\u00e3o de Jesus Cristo. Ele que nos d\u00e1 o Seu Esp\u00edrito Santo para iluminar, com a luz da verdade, o nosso cora\u00e7\u00e3o, sofre particularmente, naquele momento, com a mentira no \u00edntimo das consci\u00eancias, adulterando gravemente aquela que \u00e9 a luz perene, em cada homem, de discernimento dos caminhos do bem. Atrai\u00e7oar a consci\u00eancia com a mentira \u00e9, realmente, um pecado contra o Esp\u00edrito Santo.  \t4. Quando o Sumo Sacerdote interroga Jesus acerca da Sua doutrina e dos Seus disc\u00edpulos, Ele responde-lhe: \u201cFalei abertamente ao mundo. Sempre ensinei na Sinagoga e no Templo, onde todos os judeus se re\u00fanem, e n\u00e3o disse nada em segredo. Porque Me interrogas? Pergunta aos que Me ouviram o que lhes disse: eles bem sabem aquilo de que lhes falei\u201d (Jo. 18,19-21). Esta resposta de Jesus enuncia a actualidade e a responsabilidade da Igreja. Somos n\u00f3s, os crist\u00e3os, os Seus disc\u00edpulos, que temos de responder ao mundo sobre Jesus Cristo e a Sua doutrina. Se sublinha a autoridade do Magist\u00e9rio, Jesus espera tamb\u00e9m o testemunho pessoal de cada disc\u00edpulo que O ouviu, O conhece, O ama, e se identifica com Ele e com a Sua proposta de salva\u00e7\u00e3o. Se n\u00e3o O ouvimos para saber tudo o que Ele disse, dificilmente poderemos falar, por Ele, ao mundo que nos interpela. Temos um dever de verdade e de honestidade para com Jesus Cristo, n\u00e3o respondendo \u00e0s quest\u00f5es cruciais e tantas vezes angustiadas, \u00e0 nossa maneira, mas com a mensagem de Jesus. Quantos gostariam de ver a Igreja mudar a sua doutrina e adaptar as suas respostas, fiquem sabendo que n\u00e3o o podemos fazer, porque as respostas da Igreja s\u00e3o a express\u00e3o da sua fidelidade ao Seu Senhor.  \t5. Pilatos perguntou-lhe: \u201cTu \u00e9s o Rei dos Judeus?\u201d. Jesus respondeu-lhe: \u201cO Meu Reino n\u00e3o \u00e9 deste mundo (\u2026) o Meu Reino n\u00e3o \u00e9 daqui\u201d (Jo. 18,33-36). O Imp\u00e9rio Romano n\u00e3o tinha nada a temer. A realeza de Jesus n\u00e3o significa a revolta messi\u00e2nica, acalentada por tantos em Israel. A Paix\u00e3o de Cristo inaugura um outro tipo de triunfo, o da liberdade, da convers\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o, do amor fraterno, da obedi\u00eancia ao insond\u00e1vel des\u00edgnio de Deus. Jesus afirma que a dimens\u00e3o mais profunda da humanidade se exprime na sua voca\u00e7\u00e3o de eternidade. Ainda hoje h\u00e1 quem tenha dificuldade em perceber que o poder da Igreja, que pode transformar o mundo, n\u00e3o \u00e9 realmente deste mundo.  \t6. A maternidade de Maria \u00e9 das mais comoventes express\u00f5es da actualidade da Cruz de Cristo. S\u00e3o Jo\u00e3o, protagonista privilegiado deste mist\u00e9rio, narra-nos a cena: \u201cEstavam junto \u00e1 Cruz de Jesus Sua M\u00e3e, a irm\u00e3 de Sua M\u00e3e, Maria Mulher de Cl\u00e9ofas, e Maria Madalena. Ao ver Sua M\u00e3e e o disc\u00edpulo predilecto, Jesus disse a Sua M\u00e3e: \u00abMulher, eis o teu filho\u201d. (Jo. 19,25-26). Jesus confia a Sua M\u00e3e aqueles que mais ama, todos n\u00f3s, representados pelo disc\u00edpulo amado. \u00c9 o dinamismo da Encarna\u00e7\u00e3o levado \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias. Como Verbo eterno de Deus, Jesus envolve sempre todos os seus irm\u00e3os, no mist\u00e9rio do Seu amor a Deus Pai, no Esp\u00edrito Santo. Mas como Homem, a intensidade desse amor exprime-se, em grau sublime, no amor que o une a Sua M\u00e3e, que naquele momento faz seu o amor redentor do Filho. A mesma vontade de Deus os guia. \tComo Filho de Deus, Jesus reza ao Pai: \u201cComo Tu, Pai, est\u00e1s em Mim e Eu em Ti, que eles sejam um s\u00f3 em N\u00f3s\u2026 \u00c9 preciso que o mundo saiba que Eu os amei como Tu Me amaste\u201d (Jo. 17,21-23). \u00c9 o mesmo desejo de amor e de comunh\u00e3o trinit\u00e1ria que Jesus exprime, confiando-nos a Maria, Sua M\u00e3e, nos caminhos exigentes da Encarna\u00e7\u00e3o, a serem percorridos pela Igreja at\u00e9 ao fim. Nesta \u00faltima travessia do deserto, o amor maternal de Maria por n\u00f3s, conduz-nos sempre ao seio do amor de Deus e ensina-nos, pela sua experi\u00eancia, a fazer das nossas dores e dos nossos sofrimentos, um triunfo pascal. N\u00e3o \u00e9 por acaso que a \u201cPiet\u00e1\u201d, imagem de Maria acolhendo no seu rega\u00e7o o Filho morto, ganhou tanto relevo na iconografia crist\u00e3. H\u00e1 dias pude contemplar, mais uma vez, a \u201cPiet\u00e1\u201d de Miguel \u00c2ngelo, na Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro. Express\u00e3o mesma da serenidade na dor, Jesus morto refugia-Se, confiante, no rega\u00e7o de Sua M\u00e3e. Oxal\u00e1 pud\u00e9ssemos viver a nossa pr\u00f3pria morte como quem reclina a cabe\u00e7a no rega\u00e7o de Sua M\u00e3e. Pedimos-lhe isso, tantas vezes, todos os dias: \u201cSanta Maria, M\u00e3e de Deus, rogai por n\u00f3s pecadores, agora e na hora da nossa morte\u201d. Nesse momento a morte de Jesus ter\u00e1, para n\u00f3s, uma actualidade decisiva. Viv\u00ea-la-emos, como nunca, como a experi\u00eancia da nossa salva\u00e7\u00e3o. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia do Patriarca de Lisboa na celebra\u00e7\u00e3o da Paix\u00e3o do Senhor<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[237,246],"class_list":["post-17486","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-joao-paulo-ii","tag-liturgia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17486","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17486"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17486\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17486"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17486"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17486"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}