{"id":17485,"date":"2006-04-14T19:40:34","date_gmt":"2006-04-14T19:40:34","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/14\/o-velho-e-o-novo-na-accao-salvifica-de-deus\/"},"modified":"2006-04-14T19:40:34","modified_gmt":"2006-04-14T19:40:34","slug":"o-velho-e-o-novo-na-accao-salvifica-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-velho-e-o-novo-na-accao-salvifica-de-deus\/","title":{"rendered":"\u201cO velho e o novo na ac\u00e7\u00e3o salv\u00edfica de Deus\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Homilia do Patriarca de Lisboa na Missa da Ceia do Senhor <!--more--> 1. Na celebra\u00e7\u00e3o desta tarde evocamos a Ceia Pascal de Jesus com os disc\u00edpulos, a \u00faltima de uma economia da gra\u00e7a que termina ali. Jesus celebra-a dando-lhe o sentido novo da ac\u00e7\u00e3o decisiva de Deus para a salva\u00e7\u00e3o da humanidade, que a Eucaristia perpetuar\u00e1 na Igreja, novo Povo de Deus, at\u00e9 ao banquete escatol\u00f3gico, na Casa do Pai. Naquela Ceia Pascal, celebrada segundo o rito judaico, concentra-se, com grande densidade, um dinamismo constitutivo da f\u00e9 de Israel: a viv\u00eancia do presente da salva\u00e7\u00e3o como an\u00fancio de um futuro novo, garantido pela surpreendente interven\u00e7\u00e3o de Deus, que nunca abandonar\u00e1 o Seu Povo, e est\u00e1 decidido a levar \u00e0 plenitude o Seu des\u00edgnio de salva\u00e7\u00e3o.  A abertura a um futuro novo, garantido pela fidelidade de Deus, \u00e9 a dimens\u00e3o mais din\u00e2mica e consoladora da f\u00e9 do povo b\u00edblico, verdadeiro fundamento da esperan\u00e7a. Esta dimens\u00e3o torna-se, ali\u00e1s, num dos crit\u00e9rios da fidelidade de Israel. O apego ao presente, da Lei, do culto, das institui\u00e7\u00f5es, consideradas como intoc\u00e1veis e definitivas \u00e9 um dos pecados denunciados pelos Profetas. Quem n\u00e3o estiver aberto \u00e0 novidade e \u00e0 surpresa das novas ac\u00e7\u00f5es de Deus, \u00e9 infiel a um ponto fundamental do esp\u00edrito da Alian\u00e7a. Nesta tenta\u00e7\u00e3o pode incorrer a pr\u00f3pria Igreja. \tNa \u00faltima Ceia dos ritos antigos \u00e9 dado o sentido novo da P\u00e1scoa crist\u00e3. S\u00e3o antigos os ritos: a celebra\u00e7\u00e3o anual da P\u00e1scoa, o cordeiro imolado, o vinho da fraternidade. Mas Jesus celebra-a ao ritmo da novidade: Ele \u00e9 o verdadeiro Cordeiro Imolado, o Seu corpo \u00e9 para ser comido, n\u00e3o como sinal da p\u00e1scoa antiga, mas da nova P\u00e1scoa. Aquele vinho \u00e9 o Seu sangue que vai ser derramado, an\u00fancio de uma nova fraternidade, mais profunda e universal, expressa no mandamento do amor e na generosidade do servi\u00e7o, fruto por excel\u00eancia do Seu sacrif\u00edcio pascal. A nova P\u00e1scoa \u00e9 nova passagem do que \u00e9 velho \u00e0 novidade de Jesus Cristo. A Eucaristia, nova P\u00e1scoa, ser\u00e1 para a Igreja peregrina, o sacramento dessa passagem, tamb\u00e9m ela transit\u00f3ria no horizonte da P\u00e1scoa eterna. Viver a Eucaristia como abertura cont\u00ednua, e sempre renovada, \u00e0 novidade de Jesus Cristo, \u00e9, para a Igreja, crit\u00e9rio de fidelidade e desafio de santidade.  \t2. Consciencializemos as principais express\u00f5es desta novidade da nova P\u00e1scoa, t\u00e3o fortemente presentes na consci\u00eancia de Jesus Cristo, naquela Sua \u00faltima Ceia da P\u00e1scoa judaica. Trata-se do an\u00fancio da plena realiza\u00e7\u00e3o de quanto os Profetas anunciaram e os \u201cjustos\u201d de Israel, desejaram, abertos \u00e0 novidade de Deus, como Sime\u00e3o \u201chomem justo e piedoso que esperava a consola\u00e7\u00e3o de Israel\u201d (Lc. 2,25). Jesus, o Justo, deseja com o mesmo ardor celebrar aquela P\u00e1scoa da novidade de Deus. \u201cDesejei, com ardor, comer esta P\u00e1scoa convosco, antes de sofrer\u201d (Lc. 22,15). \tA grande novidade desta P\u00e1scoa \u00e9 Jesus Cristo, interven\u00e7\u00e3o definitiva de Deus, na caminhada do Seu Povo para a Casa do Pai. Toda a novidade presente e futura, est\u00e1 contida e garantida em Cristo morto e ressuscitado. Ele tornou-se a fonte inesgot\u00e1vel da novidade de Deus e dos caminhos do Reino, que os crentes recebem no dom do Esp\u00edrito Santo, \u00e1gua viva continuamente a jorrar e express\u00e3o perfeita da plenitude de vida, que Deus nos quer comunicar. \tEm Jesus Cristo, sela-se a nova e definitiva alian\u00e7a com Deus. A P\u00e1scoa judaica era mem\u00f3ria da liberta\u00e7\u00e3o do Egipto e da Alian\u00e7a celebrada entre Deus e Israel, no Sinai, concretizada na Lei. A renova\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito da Alian\u00e7a fazia parte da fidelidade de Israel, e os Profetas anunciaram para os tempos messi\u00e2nicos uma nova Alian\u00e7a, caracterizada pela renova\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o, onde ficava gravada a Lei da Alian\u00e7a. Esse \u00e9 o an\u00fancio do Profeta Jeremias: \u201cEis que vir\u00e3o dias \u2013 or\u00e1culo de Yahw\u00e9 \u2013 em que celebrarei com a Casa de Israel uma Alian\u00e7a nova. N\u00e3o como a Alian\u00e7a que conclui com os seus pais no dia em que lhes peguei pela m\u00e3o e os fiz sair da terra do Egipto\u201d (Jer. 31,31-32). \tNa Ceia Pascal, Jesus est\u00e1 consciente de que esse momento chegou: \u201cEste c\u00e1lice \u00e9 a nova Alian\u00e7a no Meu Sangue, que vai ser derramado por v\u00f3s\u201d (Lc. 22,20). As alian\u00e7as eram, na tradi\u00e7\u00e3o antiga, seladas com o sangue, sinal da sua seriedade e radicalidade. A novidade radical desta nova Alian\u00e7a, que a torna definitiva, \u00e9 o facto de ser selada com o Sangue do pr\u00f3prio Cristo. A fecundidade da morte de Jesus \u00e9 a fonte perene de for\u00e7a para quantos quiserem viver o esp\u00edrito desta nova e definitiva Alian\u00e7a. O autor da Carta aos Hebreus di-lo claramente: \u201c\u00e9 por isso que Ele \u00e9 o Mediador de uma nova Alian\u00e7a, afim de que, tendo a Sua morte acontecido para resgatar as transgress\u00f5es \u00e0 primeira Alian\u00e7a, aqueles que s\u00e3o chamados recebam a heran\u00e7a eterna prometida\u201d (He. 9,15). \tSomos convidados a descobrir, \u00e0 luz da P\u00e1scoa, que a viv\u00eancia da nossa f\u00e9 \u00e9 uma fidelidade a esta Alian\u00e7a. A Igreja \u00e9 o Povo que p\u00f5e em pr\u00e1tica esta nova Alian\u00e7a, pois foi em nome de todos n\u00f3s que Cristo a selou com o Seu Sangue. Tomar a s\u00e9rio a Alian\u00e7a significa escutar o que o Senhor tem para nos dizer, crescer na intimidade de amor com Ele, cumprir a Sua Lei que \u00e9 o mandamento novo do amor, n\u00e3o nos envergonharmos de ser Seus disc\u00edpulos no meio do mundo, celebrar a Eucaristia como memorial dessa Alian\u00e7a. \tA altera\u00e7\u00e3o do ritmo da celebra\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa como memorial da Alian\u00e7a \u00e9 outro aspecto novo na P\u00e1scoa crist\u00e3. Os judeus celebravam a P\u00e1scoa, uma vez por ano, evocando a liberta\u00e7\u00e3o do Egipto. Com a ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo e o dom do Esp\u00edrito Santo, intensifica-se e radicaliza-se a comunh\u00e3o com Deus. Para o disc\u00edpulo de Cristo, a vida \u00e9 toda e sempre vivida em uni\u00e3o com Deus, no mist\u00e9rio da comunh\u00e3o trinit\u00e1ria. A Eucaristia, como memorial da P\u00e1scoa de Jesus, \u00e9 realidade permanente na vida da Igreja: \u00e9 anual, semanal, di\u00e1ria, porque viver na fidelidade \u00e9 viver em Eucaristia. Esta encerra toda a novidade, em termos da vida neste mundo, da P\u00e1scoa da reden\u00e7\u00e3o.  \t3. Nova Alian\u00e7a sup\u00f5e um cora\u00e7\u00e3o renovado. Em Cristo, tornamo-nos \u201cnovas criaturas\u201d. O cora\u00e7\u00e3o que a natureza nos deu, fragilizado pelo pecado, \u00e9 incapaz de viver ao ritmo da nova Alian\u00e7a. J\u00e1 os Profetas tinham intu\u00eddo que s\u00f3 haveria nova Alian\u00e7a, quando os membros do Povo de Deus tivessem um cora\u00e7\u00e3o novo. \u201cDar-lhes-ei um s\u00f3 cora\u00e7\u00e3o e porei neles um esp\u00edrito novo; arrancarei do seu corpo o cora\u00e7\u00e3o de pedra e dar-lhes-ei um cora\u00e7\u00e3o de carne\u2026 ent\u00e3o ser\u00e3o o Meu Povo e Eu serei o seu Deus\u201d (Ez. 11,19-20). Jesus, ao explicar a Nicodemos a novidade da Sua mensagem, diz-lhe: \u201cEm verdade, em verdade te digo, a n\u00e3o ser que se nas\u00e7a do alto, ningu\u00e9m pode ver o Reino de Deus\u2026 a n\u00e3o ser que se nas\u00e7a da \u00e1gua e do Esp\u00edrito, ningu\u00e9m pode entrar no Reino de Deus\u201d (Jo. 3,3-5). Esta \u00e9 a surpreendente novidade da P\u00e1scoa crist\u00e3: a partir da sua for\u00e7a de vida, o homem pode nascer de novo, ser um \u201chomem novo\u201d, uma nova criatura. O itiner\u00e1rio crist\u00e3o coincide com essa transforma\u00e7\u00e3o interior, deixar de ser \u201chomem velho\u201d e passar a ser \u201chomem novo\u201d, purificado do velho fermento do pecado e tornado massa fresca e imaculada (cf. 1Co. 5,7), despojado do \u201chomem velho\u201d e revestido do \u201chomem novo\u201d (cf. Col. 3,10). Este \u00e9 um tema central na catequese do Ap\u00f3stolo Paulo, algu\u00e9m que viveu na sua carne a surpresa desta recria\u00e7\u00e3o. \u201cSe algu\u00e9m est\u00e1 em Cristo \u00e9 uma cria\u00e7\u00e3o nova; o ser antigo desapareceu, um novo ser surgiu\u201d (2Co. 5,17).  \t4. Mas a Ceia Pascal encerra o an\u00fancio da novidade radical e definitiva: os \u201cnovos C\u00e9us e a nova terra\u201d. Jesus, depois de manifestar o ardor com que desejou aquela P\u00e1scoa, diz aos disc\u00edpulos: \u201cEu vo-lo digo, n\u00e3o voltarei a com\u00ea-la at\u00e9 que ela se realize plenamente no Reino dos C\u00e9us\u201d (Jo. 22,16). Entre a Ceia Pascal e o banquete escatol\u00f3gico, existe a Eucaristia, que torna presente a novidade daquela Ceia Pascal e anuncia, antecipando-a, a P\u00e1scoa eterna. A Eucaristia, celebrando o definitivo de Deus, em Jesus Cristo, \u00e9 tamb\u00e9m transit\u00f3ria, porque \u00e9 sacramento de um Povo peregrino, e dar\u00e1 lugar \u00e0 festa definitiva do Reino dos C\u00e9us. \tEste tempo interm\u00e9dio entre a P\u00e1scoa de Jesus e a plenitude escatol\u00f3gica \u00e9 j\u00e1 significado, no Antigo Testamento, pela travessia do deserto, onde o Povo \u00e9 alimentado pelo man\u00e1, e pelo ex\u00edlio em Babil\u00f3nia. Os Profetas anunciam, para alimentar a esperan\u00e7a de um povo exilado, \u201cque Deus vai realizar coisas novas (\u2026) abrir uma estrada no deserto e carreiros na solid\u00e3o\u201d (Is. 43,19). Uma nova Jerusal\u00e9m e \u201cnovos C\u00e9us e nova terra\u201d (Is. 65,17 e 66,22), concebem o regresso \u00e0 Terra prometida como uma nova cria\u00e7\u00e3o, onde o homem ser\u00e1 mais feliz do que no para\u00edso original, e onde Deus manifestar\u00e1 a Sua gl\u00f3ria a todos os povos. \tEsta promessa da novidade radical e definitiva \u00e9, no Novo Testamento, a epifania completa da P\u00e1scoa, concretizada na \u201cnova Jerusal\u00e9m, que desce do C\u00e9u, ornada e bela, como uma esposa, preparada para o encontro definitivo com o Esposo, aut\u00eantica morada de Deus entre os homens. Deus habitar\u00e1 com eles\u201d (Apoc. 21,3). A pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o espera, como que em dores de parto, a liberta\u00e7\u00e3o para essa novidade definitiva (cf. Rom. 8,19-23). \u201cEnt\u00e3o surgir\u00e3o um novo C\u00e9u e uma nova terra: o primeiro C\u00e9u e a primeira terra desaparecer\u00e3o\u201d (Ap. 21,1). \tO \u00faltimo grito de esperan\u00e7a do Novo Testamento abre para esse futuro radicalmente novo, mas j\u00e1 contido em \u201cprim\u00edcias\u201d na Eucaristia, como sacramento da P\u00e1scoa: \u201cEis que renovo todas as coisas. Eu Sou o Alfa e o \u00d3mega, o princ\u00edpio e o fim\u201d (Apc. 21,5). Deus e o Cordeiro imolado s\u00e3o o fundamento de toda a novidade, que consiste na intimidade definitiva com Deus.  \t5. O nosso mundo vive na euforia do presente, apesar de ele ser marcado pela ambiguidade e pelo drama do sofrimento. \u00c9 in\u00fatil celebrar a P\u00e1scoa se n\u00e3o estivermos abertos \u00e0 novidade de Deus, considerando ef\u00e9mera toda a realidade presente, desejando que Deus introduza no nosso cora\u00e7\u00e3o e na nossa liberdade, a abertura \u00e0 surpreendente novidade de Deus. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia do Patriarca de Lisboa na Missa da Ceia do Senhor<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[127,191,275],"class_list":["post-17485","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-catequese","tag-economia","tag-pascoa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17485","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17485"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17485\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17485"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17485"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17485"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}