{"id":17484,"date":"2006-04-14T19:38:33","date_gmt":"2006-04-14T19:38:33","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/14\/no-ressuscitado-esta-a-raiz-a-fonte-duma-vida-nova-para-a-humanidade\/"},"modified":"2006-04-14T19:38:33","modified_gmt":"2006-04-14T19:38:33","slug":"no-ressuscitado-esta-a-raiz-a-fonte-duma-vida-nova-para-a-humanidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/no-ressuscitado-esta-a-raiz-a-fonte-duma-vida-nova-para-a-humanidade\/","title":{"rendered":"\u201cNo Ressuscitado est\u00e1 a raiz, a fonte duma vida nova para a Humanidade\u201d"},"content":{"rendered":"<p>D. Maur\u00edlio, em entrevista <!--more--> D. Maur\u00edlio de Gouveia, em entrevista ao jornal \u201cTribuna da Madeira\u201d fala sobre a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo, \u00e0 luz do tempo hist\u00f3rico que vivemos marcado por diverg\u00eancias culturais. Para o Arcebispo de \u00c9vora \u201ca Ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo \u00e9, de facto, o centro da f\u00e9 crist\u00e3, e um acontecimento decisivo para todos os homens. Ela marca o ponto culminante do mist\u00e9rio da Encarna\u00e7\u00e3o do Filho de Deus. Quando os seus conterr\u00e2neos lhe pediram um sinal que justificasse as obras que realizava e que eles consideravam incom- preens\u00edveis e inquietantes, Jesus respondeu, profetizando a sua pr\u00f3pria Ressurrei\u00e7\u00e3o: \u201cdestru\u00ed este templo e, em tr\u00eas dias, reedific\u00e1-lo-ei\u201d. Ressuscitar dos mortos, voltar \u00e0 vida, ap\u00f3s tr\u00eas dias no t\u00famulo, \u00e9 caso \u00fanico na hist\u00f3ria, que confirma a natureza divina de Jesus de Nazar\u00e9. \tAinda segundo a f\u00e9 crist\u00e3, a Ressurrei\u00e7\u00e3o n\u00e3o diz respeito apenas \u00e0 Pessoa de Cristo, mas envolve todos os homens. No Ressuscitado est\u00e1 a raiz, a fonte duma vida nova para a Humanidade. Ele \u00e9 o Salvador universal. \tO desenvolvimento r\u00e1pido, dir\u00edamos explosivo, que conheceu a comunidade dos seus disc\u00edpulos, isto \u00e9, da Igreja, deu-se a partir da experi\u00eancia de f\u00e9 em Jesus Ressuscitado. Foi esta f\u00e9 que transformou as suas vidas, deu origem \u00e0 multiplica\u00e7\u00e3o de comunidades crist\u00e3s por todo o imp\u00e9rio romano e contribuiu para mudar profundamente institui\u00e7\u00f5es e a pr\u00f3pria sociedade, na medida em que esta foi inserindo em si os grandes valores do Evangelho. \tFoi isto que aconteceu ao longo dos \u00faltimos dois mil anos, sempre que as pessoas, as fam\u00edlias, as comunidades se converteram a Jesus Ressuscitado, vivo e actuante atrav\u00e9s dos Seu Esp\u00edrito. Assim se compreende que o papa Jo\u00e3o Paulo II tenha dirigido este apelo no in\u00edcio do seu pontificado: \u201cAbri, de par em par, as portas a Cristo. E acrescentou: \u201cN\u00e3o tenhais medo: abri-vos ao Redentor, v\u00f3s, povos, culturas, sistemas econ\u00f3micos e pol\u00edticos\u201d. A Ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo continua a ser um sinal de esperan\u00e7a.\u201d \tQuestionado sobre o alheamento que o povo cat\u00f3lico vai demonstrando em rela\u00e7\u00e3o ao mist\u00e9rio da morte e a ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo, D. Maur\u00edlio de Gouveia responde que \u201cdo ponto de vista lit\u00fargico, trata-se da festa mais importante do ano. Foi sempre assim, desde os prim\u00f3rdios do cristianismo. Desde ent\u00e3o, os crist\u00e3os habituaram-se a celebrar o Mist\u00e9rio da Pascal em dois ciclos: o ciclo anual, por Mar\u00e7o\/Abril, em correspond\u00eancia com as datas da Morte e Ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo; e o ciclo semanal, com a celebra\u00e7\u00e3o do domingo. Podemos dizer que se trata de uma Festa que, para al\u00e9m da sua posi\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, ganhou ra\u00edzes profundas na religiosidade popular. S\u00f3 uma outra Festa atingiu esta dimens\u00e3o popular: a Festa do Natal. \tO fen\u00f3meno da descristianiza\u00e7\u00e3o do mundo ocidental tem retirado alguma import\u00e2ncia a diversas manifesta\u00e7\u00f5es tradicionais da Semana Santa, embora muitas se mantenham. \tMas n\u00e3o quero deixar de sublinhar que, a par deste facto, est\u00e3o a surgir aspectos novos e significativos da viv\u00eancia pascal nas comunidades e em grupos e movimentos de crist\u00e3os mais esclarecidos: por exemplo o baptismo de jovens e adultos na vig\u00edlia pascal, depois de alguns anos de catecumenado; e as via-sacras nas ruas, uma devo\u00e7\u00e3o que est\u00e1 a ganhar o interesse dos jovens. Lembremos a este respeito, a via-sacra do Coliseu de Roma na Sexta-feira Santa, \u00e0 noite, a qual \u00e9 presidida pelo Santo Padre. O alheamento das celebra\u00e7\u00f5es pascais por parte de alguns sectores de crist\u00e3os, deve-se fundamentalmente ao clima de individualismo, hedonismo e materialismo que afecta a sociedade actual.\u201d \tD. Maur\u00edlio de Gouveia, na entrevista ao Tribuna da Madeira, recorda ainda o papa Jo\u00e3o Paulo, afirmando que \u201co primeiro ano da morte de Jo\u00e3o Paulo II veio, de novo, real\u00e7ar a figura e a obra do grande Pont\u00edfice, como j\u00e1 tinha quando ele faleceu. \tJo\u00e3o Paulo II foi certamente a figura que mais marcou o seu tempo, como tem sido respectivamente afirmado nos mais diversos sectores sociais, pol\u00edticos e religiosos. Para al\u00e9m do vigoroso impulso que imprimiu \u00e0 vida  e \u00e0 miss\u00e3o da Igreja, teve um papel preponderante na queda do regime sovi\u00e9tico, na intransigente defesa da pessoa humana, na luta contra uma cultura sem valores, contra a injusti\u00e7a, e no empenhamento, por vezes, her\u00f3ico em favor da paz, da vida, da liberdade e da fam\u00edlia.  \tA sua ac\u00e7\u00e3o pastoral foi gigantesca: mais de cem viagens apost\u00f3licas at\u00e9 aos confins da terra, encontros mundiais com a juventude, numerosas enc\u00edclicas e outros not\u00e1veis documentos. \tMas n\u00e3o foi menos not\u00e1vel o seu empenhamento humano e de f\u00e9: um percurso humano raro, de uma inf\u00e2ncia e juventude sob a tirania nazista e comunista, de uma juventude, social e politicamente empenhada; de estudante, actor e professor universit\u00e1rio, de seminarista na clandestinidade, de sacerdote e bispo e, finalmente, de Sucessor de Pedro. \tTodos o consideravam uma personalidade de uma simpatia irradiante, de uma profunda aten\u00e7\u00e3o aos outros, de cada pessoa individualmente, e de total entrega \u00e0 sua miss\u00e3o. Not\u00e1vel ainda, a forma her\u00f3ica como enfrentou o atentado na Pra\u00e7a de S. Pedro, a doen\u00e7a e, finalmente, a dolorosa caminhada para a morte. \tPor ocasi\u00e3o do seu funeral, muitos jovens, na Pra\u00e7a de S. Pedro, gritavam: \u201cSanto, j\u00e1\u201d. Penso que este grito diz tudo sobre a santidade e a grandeza humana do grande Papa. Ele deixou-nos, na verdade, uma valiosa heran\u00e7a que urge acolher e viver.\u201d \tAo finalizar, o Arcebispo de \u00c9vora afirma: \u201ca todos desejo umas P\u00e1scoas Felizes. A melhor express\u00e3o que encontro para traduzir estes sentimentos \u00e9 aquela que Jesus usou no dia da Ressurrei\u00e7\u00e3o: \u201cA paz esteja convosco\u201d. Muita paz, alegria e felicidade\u201d, concluiu. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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