{"id":17469,"date":"2006-04-13T12:36:42","date_gmt":"2006-04-13T12:36:42","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/13\/a-vocacao-para-o-ministerio-sacerdotal-ordenado\/"},"modified":"2006-04-13T12:36:42","modified_gmt":"2006-04-13T12:36:42","slug":"a-vocacao-para-o-ministerio-sacerdotal-ordenado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-vocacao-para-o-ministerio-sacerdotal-ordenado\/","title":{"rendered":"A voca\u00e7\u00e3o para o minist\u00e9rio sacerdotal ordenado"},"content":{"rendered":"<p>Homilia do Bispo do Porto na Missa Crismal <!--more--> Na hist\u00f3ria da Liturgia e na mem\u00f3ria das nossas recorda\u00e7\u00f5es, a Missa Crismal era uma celebra\u00e7\u00e3o a que presidia o Bispo assistido por alguns membros do Cabido, com a presen\u00e7a do Semin\u00e1rio e presb\u00edteros ordenados no ano anterior. Era uma solenidade restrita e quase reservada. Hoje felizmente participam na Missa Crismal uma parte significativa do presbit\u00e9rio diocesano, e uma representa\u00e7\u00e3o qualificada do Laicado, que torna ex\u00edguo e insuficiente o espa\u00e7o da Catedral. Esta evolu\u00e7\u00e3o, t\u00e3o positiva e animadora, demonstra a consci\u00eancia clara e esclarecida do que \u00e9 a Igreja \u2013 Povo de Deus Sacerdotal, do que significa a Catedral como igreja-m\u00e3e da Diocese, e do que simboliza como unidade a consagra\u00e7\u00e3o e b\u00ean\u00e7\u00e3o dos \u00f3leos que h\u00e3o-de servir para administrar os sacramentos em todas as igrejas ou templos da comunidade crist\u00e3 diocesana. Ao congratular-me com esta express\u00e3o de consci\u00eancia eclesial dos nossos fi\u00e9is crist\u00e3os e com a pedagogia convergente do nosso presbit\u00e9rio, cumpre-me referir a intencionalidade e o conte\u00fado cristol\u00f3gico da Liturgia desta celebra\u00e7\u00e3o, na palavra proclamada e nos diversos ritos constitutivos. Nos termos do Apocalipse, \u00e9 por Jesus Cristo, a Testemunha fiel, que nos vem a gra\u00e7a e a paz de Deus. Porque nos ama, \u201cpelo seu sangue nos libertou do pecado e fez de n\u00f3s um reino de Sacerdotes para Deus, seu Pai\u201d(Apoc. 1, 5-6). Sendo Deus, Jesus fez-se Homem porque era o Cristo prometido e esperado; e foi pela Sua Humanidade que deu a vida por n\u00f3s e assim nos libertou do pecado. E pelo seu Sacerd\u00f3cio fez de n\u00f3s um reino de sacerdotes, reino efectivo e reino potencial ou virtual, porque \u201ctodos os olhos O ver\u00e3o, tamb\u00e9m aqueles que O trespassaram\u201d (Apoc. 1, 7) e todos aqueles por quem Ele morreu, seja qual for a sua situa\u00e7\u00e3o, disposi\u00e7\u00e3o, mentalidade, proximidade, afastamento, neutralidade ou oposi\u00e7\u00e3o. Ele \u00e9, como Deus, \u201co Alfa e o \u00d3mega, Aquele que \u00e9, que era e que h\u00e1-de vir, o Senhor do Universo\u201d (Ibid.) Mas \u00e9 no Sacerd\u00f3cio , que nos engloba e insere, que Cristo constitui para n\u00f3s a refer\u00eancia mais vis\u00edvel e sens\u00edvel. No in\u00edcio do Seu Minist\u00e9rio, \u201cJesus foi a Nazar\u00e9, onde se tinha criado\u201d (Lc. 4, 16), e, como era seu h\u00e1bito de inser\u00e7\u00e3o e presen\u00e7a, no S\u00e1bado foi \u00e0 sinagoga onde na sua vez se prontificou a fazer a leitura, que foi a do Profeta Isa\u00edas: \u201cO esp\u00edrito do Senhor est\u00e1 sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres. Ele me enviou a proclamar a reden\u00e7\u00e3o aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos, a proclamar o ano da gra\u00e7a do Senhor\u201d(cf. Is. 61, 1 ss.; Lc. 4, 16 ss.). No fim exclamou: \u201cCumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir\u201d (Lc. 4, 21). Essa passagem da Escritura, segundo o profeta, em conson\u00e2ncia com o Apocalipse, referia-se \u00e0 generalidade do povo crente e crist\u00e3o quando anunciava: \u201cV\u00f3s sereis chamados \u2018Sacerdotes do Senhor\u2019 e tereis o nome de \u2018Ministros do nosso Deus\u2019 (Is. 61, 6). Determinada a miss\u00e3o do Messias, fica claro que para ela se requer a un\u00e7\u00e3o, embora seja certo que a miss\u00e3o \u00e9 francamente vis\u00edvel enquanto a un\u00e7\u00e3o permanece na \u00e1rea da revela\u00e7\u00e3o, do mist\u00e9rio e da f\u00e9. Mas \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o de causa-efeito que nos permite, com a Teologia cat\u00f3lica, falar do Sacerd\u00f3cio de Cristo  como fonte e do nosso Sacerd\u00f3cio como participa\u00e7\u00e3o. E \u00e9 ainda pelo magist\u00e9rio da Igreja que distinguimos entre sacerd\u00f3cio ministerial ou hier\u00e1rquico (participa\u00e7\u00e3o no Sacerd\u00f3cio de Cristo \u2013 Cabe\u00e7a da Igreja) e o sacerd\u00f3cio comum dos fi\u00e9is ou sacerd\u00f3cio de todos os que foram baptizados em Cristo (cf. L.G. 10). E, \u201cembora se diferenciem essencialmente e n\u00e3o apenas por grau, ordenam-se mutuamente um ao outro\u201d (Ibid.). Esta rela\u00e7\u00e3o de mutualidade exprime-se de modo n\u00e3o \u00fanico, e h\u00e1 quem prefira falar de uma Igreja toda ela ministerial, ou da Hierarquia constitu\u00edda pelo Sacerd\u00f3cio ordenado e do Laicado que comporta uma diversidade consider\u00e1vel de servi\u00e7os e de minist\u00e9rios. A Liturgia da Palavra, que hoje proclamamos e analisamos, constitui a base para uma reflex\u00e3o mais completa e profunda sobre a Igreja e a sua miss\u00e3o, sobre a Cabe\u00e7a da Igreja e o minist\u00e9rio ordenado, sobre o Corpo da Igreja e a generalidade do Povo de Deus, sobre o Esp\u00edrito do qual procede a un\u00e7\u00e3o, e sobre a miss\u00e3o que compete a todos e  cada um para constru\u00e7\u00e3o ou edifica\u00e7\u00e3o do Corpo m\u00edstico de Cristo (que continua a ser uma express\u00e3o consagrada, apesar da precis\u00e3o introduzida pela Constitui\u00e7\u00e3o \u201cLumem Gentium\u201d, quando fala de \u201cuma \u00fanica realidade complexa, formada pelo duplo elemento humano e divino&#8230; por analogia com o mist\u00e9rio do Verbo Encarnado\u201d (n\u00ba 8). Toda a Eclesiologia p\u00f3s-conciliar tem sido submetida a um desenvolvimento profundo, em termos de especula\u00e7\u00e3o, de maior refontaliza\u00e7\u00e3o, de investiga\u00e7\u00e3o, de tomada de consci\u00eancia de miss\u00e3o e dever, de participa\u00e7\u00e3o e responsabiliza\u00e7\u00e3o, na contesta\u00e7\u00e3o frontal e na reivindica\u00e7\u00e3o pessoal ou de grupo. Mas importa atender e atentar no essencial, que hoje \u00e9, circunstancial e localmente, o problema da voca\u00e7\u00e3o para o minist\u00e9rio sacerdotal ordenado.  Declaramos o Ano de 2006 como o ano da pastoral vocacional sacerdotal, e temos verificado que a nossa proposta e apelo encontrou eco e aceita\u00e7\u00e3o colaborante na Diocese. Mas importa insistir e continuar a convergir num esfor\u00e7o de organiza\u00e7\u00e3o e maior empenhamento nesta dimens\u00e3o mais restrita da pastoral vocacional. \u00c9 a Igreja diocesana, na totalidade de situa\u00e7\u00f5es, de servi\u00e7os, de minist\u00e9rios, de programas, de movimentos, que deve sentir-se interpelada. \u00c9 certo que a cultura actual, secularizada, religiosamente neutra e indiferentista, agn\u00f3stica ou ate\u00edsta, individualista e economicista, n\u00e3o favorece, contraria ou anula muitos dos sinais de esperan\u00e7a que despertam na juventude, nomeadamente quanto \u00e0 voca\u00e7\u00e3o para o presbiterado, a consagra\u00e7\u00e3o religiosa e o matrim\u00f3nio religioso. Por isso, h\u00e1 que reflectir e convidar os jovens a reflectir sobre o que s\u00e3o como pessoas e sobre a respectiva realidade mais profunda, que \u00e9 a voca\u00e7\u00e3o como base e sentido das preocupa\u00e7\u00f5es de cada um e como esperan\u00e7a de realiza\u00e7\u00e3o e felicidade. O Papa Jo\u00e3o Paulo II falava da necessidade de promover \u201cuma nova cultura vocacional\u201d nos jovens e nas fam\u00edlias e de dar um \u201csalto de qualidade\u201d na pastoral vocacional (Pastores dabo vobis, n\u00ba. 40) A comunidade diocesana \u00e9 felizmente muito sens\u00edvel \u00e1s situa\u00e7\u00f5es e conting\u00eancias da presen\u00e7a ou aus\u00eancia de p\u00e1roco. E por isso a comunidade n\u00e3o pode refugiar-se em contextos de multid\u00f5es sem responsabilidade individual e pessoal, porque todos e cada um dos membros da comunidade deve sentir-se respons\u00e1vel neste problema e nesta causa das voca\u00e7\u00f5es, e especialmente quando haver ou n\u00e3o haver um sacerdote afecta sensivelmente a vida de cada comunidade local e de cada igreja local. Nem se pense que a voca\u00e7\u00e3o de consagra\u00e7\u00e3o ou de minist\u00e9rio sacerdotal diz respeito apenas aos jovens. O aspecto da nossa sociedade permite-nos distinguir um leque diferenciado de reforma, de voluntariado, de disponibilidade, de busca de ocupa\u00e7\u00e3o, de reflex\u00e3o sobre ideais, de capacidade para servir, que nos leva a pensar que a pastoral das voca\u00e7\u00f5es n\u00e3o se destina a privilegiados, a predestinados, e que de facto n\u00e3o tem nem deveria encenar-se dentro de fronteiras. \u00c9 para todas as idades e n\u00e3o apenas para a idade juvenil. \u00c9 um problema de comunh\u00e3o para a miss\u00e3o de todos. \u00c9 para todos o dever da comunh\u00e3o, \u00e9 de todos a miss\u00e3o, porque todos s\u00e3o chamados \u00e1 santidade na Igreja e para a vida e edifica\u00e7\u00e3o da Igreja. Para isso, pedimos aos sacerdotes (nomeadamente aos p\u00e1rocos), \u00e0s fam\u00edlias, aos catequistas, aos professores e educadores, aos movimentos e obras da Igreja diocesana, a todos os crist\u00e3os imbu\u00eddos de consci\u00eancia vocacional, que se integrem nesta causa dedicando-se \u00e0quilo que \u00e9 a \u201ccultura do chamamento\u201d. \u00c9 preciso convidar, propor directamente, sugerir, animar pessoalmente, acompanhar com solicitude. Encontramos nas par\u00f3quias da Diocese grupos numerosos de Ac\u00f3litos, administramos o sacramento do Crisma a multid\u00f5es de jovens que frequentam a Catequese, preparamos uma percentagem animadora para o Sacramento do Matrim\u00f3nio, organizamos e acompanhamos um sector vasto da juventude. Quem assume a responsabilidade de lembrar, sugerir, indicar, descobrir a voca\u00e7\u00e3o de consagra\u00e7\u00e3o ou a voca\u00e7\u00e3o sacerdotal nestes jovens que frequentam a Igreja e se preparam para constituir fam\u00edlias que sejam geradoras de voca\u00e7\u00e3o? Rezar pelas voca\u00e7\u00f5es \u00e9 fundamental e imprescind\u00edvel. Mas o testemunho de fidelidade \u00e0 voca\u00e7\u00e3o, a solicitude vocacional nas tarefas eclesiais e o exerc\u00edcio do minist\u00e9rio sacerdotal, a consci\u00eancia mais viva de que a edifica\u00e7\u00e3o da Igreja \u00e9 tarefa comum e que suscitar oper\u00e1rios compete a todos na Igreja, s\u00e3o condi\u00e7\u00f5es para mobilizar a Igreja diocesana, em iniciativas singulares e de grupo, mas sobretudo no apoio e colabora\u00e7\u00e3o mais vastas com o Secretariado Diocesano da Pastoral das Voca\u00e7\u00f5es; todos mobilizados para a miss\u00e3o, porque acreditamos que o Esp\u00edrito do Senhor est\u00e1 sobre n\u00f3s, chamados \u201cSacerdotes do Senhor\u201d e \u201cMinistros do nosso Deus\u201d, destinat\u00e1rios da \u201calian\u00e7a eterna\u201d que por Cristo Sacerdote Deus estabeleceu com a Humanidade   Catedral do Porto, 13 de Abril de 2006 <i>D. Armindo Lopes Coelho, Bispo do Porto<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia do Bispo do Porto na Missa Crismal<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[98,127,160,187,206,237,246,294,329],"class_list":["post-17469","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-acolitos","tag-catequese","tag-d-armindo-lopes-coelho","tag-diocese-do-porto","tag-familia","tag-joao-paulo-ii","tag-liturgia","tag-sacramentos","tag-voluntariado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17469","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17469"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17469\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17469"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17469"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17469"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}