{"id":17464,"date":"2006-04-13T11:07:21","date_gmt":"2006-04-13T11:07:21","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/13\/a-alegria-de-ser-padre\/"},"modified":"2006-04-13T11:07:21","modified_gmt":"2006-04-13T11:07:21","slug":"a-alegria-de-ser-padre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-alegria-de-ser-padre\/","title":{"rendered":"A alegria de ser padre"},"content":{"rendered":"<p>Homilia do Bispo de Viseu na Missa Crismal <!--more--> \u201cOh, como \u00e9 bom e agrad\u00e1vel encontrar-se entre irm\u00e3os&#8230; \u00c9 b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus e vida para sempre\u201d (Sl 139, 1.3), canta o salmista. A sua alegria \u2013 eco do j\u00fabilo de um povo unido em ora\u00e7\u00e3o \u2013 \u00e9, hoje, a nossa alegria. \u00c9 bom e belo reencontrarmo-nos aqui como irm\u00e3os, nesta Quinta Feira Santa, em clima de cen\u00e1culo, para voltar sempre de novo \u00e0s origens do nosso sacerd\u00f3cio. Com esta alegria sa\u00fado-vos a todos e cada um do \u00edntimo do cora\u00e7\u00e3o, agradecendo a vossa presen\u00e7a que muito me alegra e conforta. Em nome pessoal e de toda a Diocese dirijo uma sauda\u00e7\u00e3o de particular congratula\u00e7\u00e3o aos presb\u00edteros que celebram o 50\u00ba anivers\u00e1rio da sua ordena\u00e7\u00e3o sacerdotal. E na comunh\u00e3o dos santos queremos tamb\u00e9m fazer mem\u00f3ria viva e grata, nesta eucaristia, dos irm\u00e3os do nosso presbit\u00e9rio que, ao longo do ano, partiram para a casa do Pai. Com todos v\u00f3s desejo dar gra\u00e7as ao Pai celeste pelo caminho feito convosco nestes dois anos de servi\u00e7o episcopal e pelas maravilhas da gra\u00e7a que Ele realizou na nossa Igreja atrav\u00e9s do vosso minist\u00e9rio. Hoje \u00e9 o dia, por excel\u00eancia, da festa sacerdotal, da festa do presbit\u00e9rio e de cada sacerdote. \u00c9 pois um convite a uma peregrina\u00e7\u00e3o espiritual \u00e0s fontes da nossa alegria. A mem\u00f3ria da un\u00e7\u00e3o da nossa consagra\u00e7\u00e3o evocada pelas leituras (Is e Lc) e pela ora\u00e7\u00e3o de consagra\u00e7\u00e3o do \u00f3leo do Crisma, ajuda-nos a sentir dentro de n\u00f3s o dom e a miss\u00e3o da alegria: \u201cO Esp\u00edrito do Senhor est\u00e1 sobre mim e o Senhor ungiu-me&#8230; e enviou-me a levar o \u00f3leo da alegria em vez do luto\u201d (Is). \u201cJ\u00e1 David cantou este \u00f3leo que faz brilhar de alegria o nosso rosto\u201d \u201co \u00f3leo santo que d\u00e1 beleza, alegria e paz aos nossos rostos\u201d e, finalmente, referido a Cristo \u201cungido como ningu\u00e9m com o \u00f3leo da alegria\u201d (Ora\u00e7\u00e3o de consagra\u00e7\u00e3o). Eis a raz\u00e3o porque, este ano, vos ofere\u00e7o uma medita\u00e7\u00e3o sobre \u201ca alegria de ser padre\u201d dentro da perspectiva do lema do ano pastoral \u201cservidores da alegria do Evangelho\u201d. A rela\u00e7\u00e3o \u00edntima entre o minist\u00e9rio e a alegria \u00e9 um desafio espiritual, pastoral e cultural que somos chamados a enfrentar. Diz respeito ao nosso ser profundo, ao nosso \u201ceu\u201d, marcado indelevelmente pelo dom da gra\u00e7a sacramental; e ao nosso mundo exterior, caracterizado pelo viver e agir quotidiano do nosso minist\u00e9rio que nos reserva dificuldades, fadigas, cansa\u00e7o, prova\u00e7\u00f5es, crises e sofrimentos de todo o g\u00e9nero. E diz respeito \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o da nossa cultura que, por vezes, acusa o cristianismo de ter envenenado a alegria de viver, como nos recorda o Papa na sua enc\u00edclica. Na vida do padre, a falta de alegria faz-se sentir como falta de impulso, de coragem, de iniciativa, de criatividade, como inclina\u00e7\u00e3o ao pessimismo, ao mau humor, como medo de tudo e lamenta\u00e7\u00e3o de tudo. Ent\u00e3o, a condi\u00e7\u00e3o da nossa exist\u00eancia torna-se penosa e pesada para viver. Por isso, somos convidados a ir \u00e0s fontes da nossa alegria, da alegria de ser padre, contemplando a alegria do rosto de Cristo.  As fontes da nossa alegria 1. A primeira fonte \u00e9 a alegria de Jesus, que \u201cexultou de alegria no Esp\u00edrito Santo e disse: Eu te bendigo, \u00f3 Pai, Senhor do c\u00e9u e da terra, porque escondeste estas coisas aos s\u00e1bios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Ningu\u00e9m conhece o Filho sen\u00e3o o Pai, como ningu\u00e9m conhece o Pai sen\u00e3o o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar\u201d (Mt 11, 27). Este canto do \u201cMagnificat\u201d de Jesus mostra-nos que a fonte profunda da nossa alegria \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o na alegria de Jesus, na sua intimidade de Filho com o Pai, a alegria de quem sabe ser amado por Deus como filho e escolhido como seu servo e ministro mesmo na sua pequenez e pobreza. \u00c9 o pr\u00f3prio Jesus que nos introduz no segredo da sua alegria. Aos disc\u00edpulos, a quem acaba de lavar os p\u00e9s, confia: \u201cDisse-vos isto para que a minha alegria esteja em v\u00f3s e a vossa alegria seja perfeita\u201d (Jo 15, 1). Esta \u00e9 a fonte de toda a outra alegria. 2. Nesta sequ\u00eancia, uma segunda fonte de alegria \u00e9 a revela\u00e7\u00e3o aos pequeninos, como acab\u00e1mos de citar. \u00c9 a alegria de abrir o sentido da vida \u00e0s almas simples. Para o padre \u00e9 a alegria da catequese, do an\u00fancio, do conselho espiritual, de uma rela\u00e7\u00e3o significativa que ajuda as pessoas a descobrir des\u00edgnio de Deus, a alegria de uma rela\u00e7\u00e3o que consola no meio do des\u00e2nimo ou do desespero. Nesta linha, fonte de alegria \u00e9 uma comunidade que caminha bem, como diz S. Jo\u00e3o na sua 3\u00aa carta \u201cN\u00e3o tenho maior alegria do que saber que os meus filhos caminham na luz da verdade\u201d (3Jo 4). \u00c9 a alegria de ver a gente a crescer e progredir nos caminhos do Evangelho. Tamb\u00e9m \u00e9 fonte de alegria uma comunidade que sabe agradecer, que exprime a sua gratid\u00e3o: \u201cExperimentei grande alegria no Senhor porque, finalmente, fizestes desabrochar o vosso amor por mim\u201d (Fil 4,10). Por vezes, h\u00e1 pastores que se lamentam de n\u00e3o serem estimados pela comunidade. Todavia, em determinadas ocasi\u00f5es (v.g. numa doen\u00e7a&#8230;) manifesta-se que a comunidade amava, estava afei\u00e7oada ao seu padre. 3. Uma terceira fonte de alegria \u00e9 o regresso de quem andava perdido. Como diz Jesus em S. Lucas: \u201cH\u00e1 mais alegria no c\u00e9u por um s\u00f3 pecador que se converta&#8230;\u201d (Lc 15, 7). \u00c9 a alegria tipicamente apost\u00f3lica. \u201cUm s\u00f3\u201d \u00e9 suficiente para dar grande alegria. N\u00e3o s\u00e3o as estat\u00edsticas a dar-nos alegria, mas o encontro com uma pessoa que quer percorrer um caminho s\u00e9rio de convers\u00e3o a Jesus. Um s\u00f3 caso \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o da gra\u00e7a vitoriosa de Cristo. 4. Uma quarta fonte de alegria \u00e9 paradoxal: a perseveran\u00e7a nas prova\u00e7\u00f5es e nas persegui\u00e7\u00f5es: \u201cOs ap\u00f3stolos sa\u00edram do sin\u00e9drio, cheios de alegria, por terem sido considerados dignos de sofrer ultrajes por amor do nome de Jesus\u201d (Act 5, 41). \u00c9 a alegria na sua express\u00e3o limite. As grandes prova\u00e7\u00f5es e as grandes alegrias andam entrosadas (misturadas) no minist\u00e9rio. \u00c9 precisamente nas prova\u00e7\u00f5es que se manifesta em n\u00f3s a for\u00e7a de Cristo e a alegria como dom do Esp\u00edrito Santo. 5. Finalmente, uma quinta fonte de alegria \u00e9 a fraternidade e a comunh\u00e3o presbiteral, tecida cada dia, por rela\u00e7\u00f5es boas e de amizade, de m\u00fatua compreens\u00e3o, estima e afecto, de apoio m\u00fatuo espiritual e material, de colabora\u00e7\u00e3o sincera e generosa no trabalho pastoral: \u201cOh, como \u00e9 bom e agrad\u00e1vel viver unidos como irm\u00e3os. \u00c9 b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus e vida para sempre\u201d (Sl 139,1). A alegria \u00e9 um dom, acontece, n\u00e3o se pode produzir, n\u00e3o se imp\u00f5e nem encomenda. Desce do alto. \u00c9 como a paz que brota do cora\u00e7\u00e3o de Deus. Por isso n\u00e3o h\u00e1 uma receita para ela. \u00c9 fruto do Esp\u00edrito Santo.  Servidores da alegria do Evangelho Por sua vez, o ministro do Evangelho \u00e9 chamado a ser servidor da alegria do Evangelho \u00e0 comunidade crist\u00e3 e \u00e0 sociedade. Esta alegria \u00e9 uma das necessidades mais profundas do momento hist\u00f3rico-cultural que estamos a viver n\u00e3o s\u00f3 na Igreja (que revela sintomas de cansa\u00e7o) mas em todo o continente europeu onde se difunde a cultura p\u00f3s \u2013 moderna dominada pelo vazio do sem sentido, pelo stress, pela ansiedade, pelo medo de viver e dar a vida, pelo medo de arriscar e do futuro. \u201cA sociedade tecnol\u00f3gica p\u00f4de multiplicar as ocasi\u00f5es de divertimento e de prazer, mas dificilmente consegue dar a alegria. Porque a alegria vem de outro lado. \u00c9 espiritual\u201d (Paulo VI). Como podemos ser servidores desta alegria aos outros? &#8211; Em primeiro lugar, atrav\u00e9s do an\u00fancio. Isto significa, essencialmente, anunciar com entusiasmo a pessoa de Jesus como a fonte, o conte\u00fado e o sentido da alegria, \u201cO cristianismo \u00e9 alegria. A f\u00e9 \u00e9 alegria. A gra\u00e7a \u00e9 alegria. Cristo \u00e9 a alegria, a verdadeira alegria do mundo\u201d (PauloVI, 29\/03\/64). Esta \u00e9 a alegria que devemos anunciar na nova evangeliza\u00e7\u00e3o. Ela n\u00e3o destr\u00f3i nem enfraquece as alegrias humanas, mas antes \u00e9 a sua garantia mais s\u00f3lida e o seu incentivo mais forte.  Ao an\u00fancio junta-se a celebra\u00e7\u00e3o da alegria nos sacramentos, particularmente, na eucaristia do dia do Senhor; \u201cO olhar positivo sobre as pessoas e as coisas, fruto dum esp\u00edrito humano iluminado e do E. Santo, encontra entre os crist\u00e3os um lugar privilegiado de fortalecimento: a celebra\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio pascal de Jesus&#8230; Por isso, a nossa \u00faltima palavra nesta Exorta\u00e7\u00e3o \u00e9 um apelo premente a todos os respons\u00e1veis e animadores das comunidades crist\u00e3s: n\u00e3o temais insistir, oportuna e inoportunamente, na fidelidade dos baptizados a celebrar na alegria, a eucaristia dominical&#8230; sinal e fonte de alegria crist\u00e3 e prepara\u00e7\u00e3o para a festa eterna\u201d (Paulo VI, Gaudete in Domino). &#8211; Por fim, como sacerdotes, somos chamados a ser testemunhas corajosas da alegria crist\u00e3, na medida em que a possu\u00edmos e vivemos antes de mais. Testemunhas, porque a anunciam com a vida e porque educam os outros e os servem para uma vida crist\u00e3mente alegre. \u201cPossa o mundo do nosso tempo receber a Boa Nova n\u00e3o de evangelizadores tristes e desencorajados, impacientes e ansiosos, mas de ministros do Evangelho cuja vida irradie fervor, que tenham recebido em primeiro lugar a alegria de Cristo e aceitem arriscar a pr\u00f3pria vida a fim de que o Reino seja anunciado e a Igreja implantada no cora\u00e7\u00e3o do mundo\u201d (EN 80). Quero dizer-vos com certa paix\u00e3o: vale a pena despertar e comunicar a alegria do Evangelho: \u00e9 contagiante e construtiva, fonte de criatividade e de comunidade, d\u00e1 sabor e bom humor \u00e0 vida, desperta a intelig\u00eancia cient\u00edfica, espiritual e pol\u00edtica, d\u00e1 for\u00e7a e \u00e2nimo para trabalhar juntos em ordem a construir \u201cuma cidade s\u00f3lida e unida, em que reine a fraternidade, a justi\u00e7a e a paz\u201d (Sl 121, 34). Por isso, o nosso minist\u00e9rio deve ser apreciado tamb\u00e9m pela sua capacidade de fazer crescer a alegria do Evangelho, de irradiar a serenidade e a paz que v\u00eam do amor misericordioso de Deus. Devemos perguntar-nos: exer\u00e7o o meu minist\u00e9rio com alegria? Qual \u00e9 o conte\u00fado de Boa Nova, de amor, de alegria e de paz desta palavra ou desta actividade? Que convers\u00e3o me pede o Senhor para irradiar esta alegria?  Tende confian\u00e7a na \u201cgra\u00e7a de estado\u201d! Se o Senhor nos chama a viver neste tempo de incertezas e de d\u00e9fice de esperan\u00e7a e de alegria e a servi-lo aqui e agora como presb\u00edteros e bispos, quer dizer que Ele tem em reserva para n\u00f3s a gra\u00e7a e os recursos mais que suficientes para que nos santifiquemos caminhando na f\u00e9, na esperan\u00e7a e na alegria. N\u00e3o tenhais medo! Tende confian\u00e7a! Deus tem um futuro para n\u00f3s! Renovando hoje as promessas da nossa doa\u00e7\u00e3o a Cristo e ao seu povo, devemos renovar tamb\u00e9m a confian\u00e7a na \u201cgra\u00e7a de estado\u201d com a certeza de que quem nos p\u00f4s o arado na m\u00e3o para trabalhar aqui e agora, tamb\u00e9m est\u00e1 pr\u00f3ximo de n\u00f3s dia ap\u00f3s dia, caminha e trabalha connosco, reserva para n\u00f3s a por\u00e7\u00e3o de alegria e serenidade para cada dia e para cada ocasi\u00e3o: d\u00e1-nos, hoje, \u00f3 Pai, o p\u00e3o de cada dia! E Tu, \u00f3 Maria, M\u00e3e cheia da santa alegria, s\u00ea para todos n\u00f3s, com a tua intercess\u00e3o maternal, \u201ccausa da nossa alegria\u201d: leva-nos a compreender, como Tu nas bodas de Cana, que s\u00f3 Jesus Ressuscitado \u00e9 a alegria perfeita; ajuda-nos a viver profundamente a alegria do nosso minist\u00e9rio e a ser verdadeiros servidores da alegria do Evangelho \u00e0 Igreja e ao mundo! E que todos n\u00f3s, em coro, possamos cantar contigo o Magnificat de j\u00fabilo de que tu \u00e9s a solista: \u201cA minha alma glorifica o Senhor e o meu esp\u00edrito exulta de alegria em Deus meu Salvador\u201d!  S\u00e9 de Viseu, Quinta-Feira Santa, 13 de Abril de 2006 <i>+Ant\u00f3nio Marto, Bispo de Viseu<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia do Bispo de Viseu na Missa Crismal<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[127,184,268,294],"class_list":["post-17464","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-catequese","tag-diocese-de-viseu","tag-nova-evangelizacao","tag-sacramentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17464","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17464"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17464\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17464"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17464"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17464"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}