{"id":17421,"date":"2006-04-11T13:31:42","date_gmt":"2006-04-11T13:31:42","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/11\/o-papa-de-que-a-igreja-precisava\/"},"modified":"2006-04-11T13:31:42","modified_gmt":"2006-04-11T13:31:42","slug":"o-papa-de-que-a-igreja-precisava","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-papa-de-que-a-igreja-precisava\/","title":{"rendered":"O Papa de que a Igreja precisava"},"content":{"rendered":"<p>Entrevista ao Cardeal Jos\u00e9 Saraiva Martins <!--more--> No final do primeiro ano de pontificado de Bento XVI, o Cardeal Jos\u00e9 Saraiva Martins faz um balan\u00e7o &#8220;extremamente positivo&#8221; destes meses e explica \u00e0 ECCLESIA o que se pode esperar do futuro pr\u00f3ximo.  <i>ECCLESIA &#8211; Que avalia\u00e7\u00e3o faz do primeiro ano de pontificado de Bento XVI? D. Jos\u00e9 Saraiva Martins &#8211;<\/i>  \u00c9 uma avalia\u00e7\u00e3o extremamente positiva. \u00c9 de um estilo diferente, e n\u00e3o poderia ser de outra maneira. Cada pessoa comporta-se com o seu modo de ser, \u00e9 evidente. Ele vai ser um grande Papa, e este ano de pontificado est\u00e1 a demonstr\u00e1-lo. \u00c9 um homem de grande cultura, um homem de pensamento, um homem que conhece muito bem os problemas da Igreja e do mundo de hoje, um homem que tem uma grande sensibilidade humana e eclesial. Portanto estou cert\u00edssimo que vai ser tamb\u00e9m ele um grande Papa. E devemos agradecer a Deus este dom: o Papa de que precisava a Igreja de hoje.  <i>E &#8211; Que significado tem a escolha da tem\u00e1tica da caridade, do amor, para a primeira enc\u00edclica de Bento XVI? JSM &#8211;<\/i> Eu acho que foi um dom extraordin\u00e1rio feito \u00e0 Igreja pelo novo Papa. A Igreja reduz-se a esta palavra, caridade. Deus \u00e9 Caridade. \u00c9 um fundamento. Sem ter sublinhado esta realidade da Igreja, talvez muitos n\u00e3o se dessem contem da verdadeira natureza da Igreja. A Igreja n\u00e3o \u00e9 tanto as estruturas, mas \u00e9 sobretudo o amor. O Amor de Deus, o Amor do Pai, que depois se encarna nos fi\u00e9is que vivem este amor, que \u00e9 a santidade.  <i>E &#8211; S\u00e3o vis\u00edveis reformas poss\u00edveis na C\u00faria Romana que Bento XVI queira fazer? JSM &#8211;<\/i>  O Papa Bento XVI, quando era ainda Cardeal Ratzinger, falou pelo menos duas vezes na possibilidade de reformar a C\u00faria. E eu estou plenamente de acordo, e disse-o muitas vezes tamb\u00e9m em interven\u00e7\u00f5es oficiais. Porque a C\u00faria \u00e9 um organismo vivo, \u00e9 preciso adapt\u00e1-lo \u00e0s exig\u00eancias dos tempos. Eu acho que \u00e9 desej\u00e1vel que haja uma reforma da C\u00faria. Eu estou certo que o Papa continua a pensar como antes de ser eleito pont\u00edfice. \u00c9 uma reforma que tem de ser feita pouco a pouco, porque o problema \u00e9 bastante complexo.  <i>E &#8211; Para quando a grande transforma\u00e7\u00e3o que \u00e9 necess\u00e1rio fazer? JSM &#8211;<\/i>  Acho que, por exemplo seria preciso examinar os organismos da Santa S\u00e9 e saber se correspondem \u00e0s exig\u00eancias de hoje. Depois do Conc\u00edlio foram criados v\u00e1rios organismos &#8211; Conselhos Pontif\u00edcios, etc &#8211; uma coisa magn\u00edfica! Mas acho que hoje n\u00e3o faria mal um exame, uma reflex\u00e3o sobre esses organismos, para saber se correspondem \u00e0s exig\u00eancias dos tempos de hoje. Isso sup\u00f5e um estudo muito aprofundado, muito s\u00e9rio\u2026  <i>E &#8211; Para suprimir alguns, criar outros? JSM &#8211;<\/i>  Isso \u00e9 preciso ver depois, as conclus\u00f5es. Criar outros seria dif\u00edcil. Pode-se \u00e9 organizar diversamente o trabalho da C\u00faria.  <i>E &#8211; \u00c9 muito burocrata, o trabalho da C\u00faria? JSM &#8211;<\/i>  N\u00e3o\u2026 Quem trabalha na C\u00faria n\u00e3o tem a tenta\u00e7\u00e3o da burocracia. Tem um sentido eclesial. H\u00e1 certos organismos que, talvez, precisem de uma remodela\u00e7\u00e3o\u2026  <i>E &#8211; O actual Papa est\u00e1 a dar menos trabalho \u00e0 Congrega\u00e7\u00e3o para as causas dos Santos? JSM &#8211;<\/i>  N\u00e3o. Est\u00e1 a dar o mesmo trabalho, porque o ritmo \u00e9 o mesmo. Na Congrega\u00e7\u00e3o est\u00e3o introduzidas mais de 2200 causas \u00e0 espera de serem estudadas. Assim, por necessidade, tem que continuar o mesmo ritmo na Congrega\u00e7\u00e3o.  <i>E &#8211; Ser\u00e1 que continua a fazer sentido que tudo continue a ser pensado a partir de um \u00fanico centro? E as v\u00e1rias igrejas locais t\u00eam representa\u00e7\u00e3o no centro de decis\u00e3o? JSM &#8211;<\/i>  Acho que h\u00e1 uma liga\u00e7\u00e3o muito profunda entre as igrejas locais e a Santa S\u00e9. A minha Congrega\u00e7\u00e3o, por exemplo, tem v\u00e1rios membros que n\u00e3o s\u00e3o romanos, nem italianos, nem europeus\u2026 O mesmo noutros dicast\u00e9rios. Muit\u00edssimos membros das v\u00e1rias Congrega\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o italianos nem romanos. Prov\u00eam de todo o mundo. Isso quer dizer que as igrejas locais est\u00e3o presentes na C\u00faria. Quando uma Congrega\u00e7\u00e3o faz um documento, n\u00e3o o faz \u00e0 mesa, sem consultar as igrejas locais. Estuda bem o problema com os membros da Congrega\u00e7\u00e3o provenientes das outras partes do mundo. A C\u00faria n\u00e3o \u00e9 uma torre de marfim que n\u00e3o conhe\u00e7a a realidade das igrejas locais. Seria imposs\u00edvel. Mas, de facto, h\u00e1 uma grande colabora\u00e7\u00e3o.  <b>Colaborar com o Isl\u00e3o<\/b> <i>E &#8211; O que podemos esperar deste pontificado no que se refere ao relacionamento com o mundo isl\u00e2mico? JSM &#8211;<\/i>  O Conc\u00edlio Vaticano II foi muito claro: publicou uma declara\u00e7\u00e3o sobre as rela\u00e7\u00f5es da Igreja com as religi\u00f5es n\u00e3o crist\u00e3s. Depois, em 1964, Paulo VI, no Conselho Pontif\u00edcio para as religi\u00f5es n\u00e3o-crist\u00e3s, criou uma Comiss\u00e3o para promover o di\u00e1logo com o Isl\u00e3o. A Santa S\u00e9 est\u00e1 muito atenta a esta realidade.  <i>E &#8211; A viagem \u00e0 Turquia pode ser um sinal dessa aten\u00e7\u00e3o? JSM &#8211;<\/i> Pode. Mas h\u00e1 muitos sinais. Como informou a Sala de Imprensa do Vaticano, no Consist\u00f3rio de 23 de Mar\u00e7o, um dos temas foi o Isl\u00e3o. \u00c9 uma preocupa\u00e7\u00e3o, evidentemente. O Isl\u00e3o, pelas raz\u00f5es que conhecemos, tornou-se um tema da actualidade. A Igreja deve dialogar com o Isl\u00e3o. A pior coisa seria construir um muro para nos defendermos do Isl\u00e3o. O di\u00e1logo \u00e9 absolutamente necess\u00e1rio \u00e0 luz do Conc\u00edlio Vaticano II, porque o cristianismo tem que dialogar com as outros religi\u00f5es, em concreto com o Isl\u00e3o. E n\u00e3o s\u00f3 dialogar, mas tamb\u00e9m colaborar como Isl\u00e3o, porque h\u00e1 muitos valores s\u00f3cio-culturais comuns \u00e0s duas igrejas. E \u00e9 preciso contar com o Isl\u00e3o porque, sem a sua colabora\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 dif\u00edcil, para n\u00e3o dizer mesmo imposs\u00edvel, resolver certos problemas que o mundo est\u00e1 a enfrentar. Di\u00e1logo, respeito, colabora\u00e7\u00e3o, com todas as religi\u00f5es n\u00e3o crist\u00e3s e agora, em virtude das circunst\u00e2ncias, em particular com o Isl\u00e3o.  <b>Os Santos<\/b> <i>Ecclesia &#8211; A santidade acontece ou faz-se? JSM &#8211;<\/i> Ningu\u00e9m nasce santo. Os santos fazem-se. Na realidade \u00e9 Deus que faz os santos. A criatura, o homem, chega \u00e0 santidade, sendo fiel \u00e0 obra de Deus, \u00e0 Gra\u00e7a de Deus. A Igreja limita-se, unicamente, a verificar se a pessoa candidata \u00e0 honra dos altares praticou ou n\u00e3o, sendo fiel ao Evangelho, vivendo continuamente na sua vida de cada sai a convers\u00e3o. A Igreja s\u00f3 se limita a verificar o facto da santidade.  <i>E \u2013 Esse \u00e9 o trabalho da Congrega\u00e7\u00e3o para as causas dos santos? JSM \u2013<\/i> \u00c9. E \u00e9 um trabalho de uma imensa responsabilidade. Porque uma canoniza\u00e7\u00e3o, por exemplo, envolve o magist\u00e9rio infal\u00edvel do Papa: \u00e9 um facto dogm\u00e1tico.  O meu Dicast\u00e9rio tem este dever de propor ao Papa elementos de santidade. \u00c9 claro que o Papa confia na Congrega\u00e7\u00e3o que, quando prop\u00f5e um modelo de santidade, tem que estar 100% certa de que determinada pessoa \u00e9 santa porque, como disse, envolve o magist\u00e9rio infal\u00edvel do Papa.  <i>E \u2013 Da\u00ed os processos m\u00e9dicos, hist\u00f3ricos e teol\u00f3gicos\u2026 Tudo este descrito no livro \u201cComo se faz um Santo\u201d? JSM \u2013<\/i> Sim. Tudo est\u00e1 descrito. Este livro nasceu da curiosidade de muita gente, de muitos jornalistas. \u00c9 curioso que h\u00e1 uma esp\u00e9cie de boom no mundo da comunica\u00e7\u00e3o social. H\u00e1 uma grande curiosidade em saber como se procede no caminho da santidade.  <i>E \u2013 N\u00e3o se procuram saber, apenas, factos curiosos, como quanto custa, por exemplo JSM \u2013<\/i> N\u00e3o, n\u00e3o\u2026 \u00e9 mesmo curiosidade. E para mim h\u00e1 uma explica\u00e7\u00e3o: o homem de hoje tem uma sede do sobrenatural. O homem de hoje experimentou tudo \u00e0 procura da sua felicidade e n\u00e3o a encontrou. Encontrou-se, ao contr\u00e1rio, com um grande vazio interior. Sobretudo jovens. Agora procuram a felicidade que n\u00e3o encontraram numa coisa superior. Saber como se faz um santo, \u00e9 tocar o sobrenatural. \u00c9 um modo impl\u00edcito de aspirar a alguma coisa superior.  <i>E &#8211; Essa era tamb\u00e9m uma perspectiva do Papa Jo\u00e3o Paulo II\u2026 JSM \u2013<\/i> O Papa Jo\u00e3o Paulo II n\u00e3o fez sen\u00e3o aplicar a doutrina do Conc\u00edlio Vaticano II. A quem falava em \u201cinfla\u00e7\u00e3o\u201d de santos e beatos dizia que, beatificando e canonizando, o Papa n\u00e3o faz sen\u00e3o aplicar o pensamento do Vaticano II. Se o Conc\u00edlio diz que a Voca\u00e7\u00e3o \u00e0 santidade \u00e9 universal, a Igreja tem obriga\u00e7\u00e3o de propor modelos de santidade ao povo de Deus, aos homens de hoje. Al\u00e9m disso, ele tinha um argumento ecum\u00e9nico. Ele diz na Novo Millenio Ineunte que a santidade (dos santos e dos m\u00e1rtires) \u00e9 talvez o \u00fanico ecumenismo que convence, porque a santidade fala uma voz mais alta do que os factores de divis\u00e3o.  <i>E \u2013 H\u00e1 muitas causas perdidas? H\u00e1 causas que n\u00e3o chegam o fim? JSM \u2013<\/i> Sim. H\u00e1 algumas, evidentemente. Porque o estudo que faz a congrega\u00e7\u00e3o \u00e9 extremamente s\u00e9rio, cient\u00edfico. E se se chega \u00e0 conclus\u00e3o que n\u00e3o se pode falar em santidade de uma pessoa depois do estudo aprofundado por parte dos te\u00f3logos, dos historiadores, etc, \u00e9 evidente que a seriedade cient\u00edfica da congrega\u00e7\u00e3o exige que aquela causa n\u00e3o continue  <i>E \u2013 O processo de canoniza\u00e7\u00e3o dos pastorinhos est\u00e1 a decorrer? JSM \u2013<\/i> Sim. Os m\u00e9dicos est\u00e3o a examinar a cura de uma crian\u00e7a atribu\u00edda aos pastorinhos.  <i>E \u2013 E o processo relativo \u00e0 Irm\u00e3 L\u00facia? JSM \u2013<\/i> S\u00e3o processos separados. S\u00e3o duas coisas totalmente diferentes. Porque a santidade, al\u00e9m do mais, \u00e9 uma coisa pessoal\u00edssima. A santidade da L\u00facia n\u00e3o tem nada que ver com a santidade do Jacinta e Francisco e vice-versa. Por isso, pelo facto de terem sido beatificados Jacinta e Francisco n\u00e3o quer dizer que tenha ser beatificada L\u00facia. Isso depende do resultado do estudo que far\u00e1 a Congrega\u00e7\u00e3o para as Causas dos Santos.  <i>E \u2013 E em que fase est\u00e1 esse estudo? JSM \u2013<\/i> Da L\u00facia\u2026 acho que ainda n\u00e3o come\u00e7ou a fase diocesana (o processo tem que come\u00e7ar na Diocese onde morreu o candidato \u00e0 honra dos altares, no caso Coimbra).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista ao Cardeal Jos\u00e9 Saraiva Martins<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[120,144,149,154,174,192,237,297],"class_list":["post-17421","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-bento-xvi","tag-concilio-vaticano-ii","tag-consistorio","tag-crianca","tag-diocese-de-coimbra","tag-ecumenismo","tag-joao-paulo-ii","tag-santa-se"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17421","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17421"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17421\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17421"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17421"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17421"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}