{"id":17374,"date":"2006-04-10T10:09:34","date_gmt":"2006-04-10T10:09:34","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/10\/a-verdade-e-a-base-indispensavel-do-amor\/"},"modified":"2006-04-10T10:09:34","modified_gmt":"2006-04-10T10:09:34","slug":"a-verdade-e-a-base-indispensavel-do-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-verdade-e-a-base-indispensavel-do-amor\/","title":{"rendered":"<i>A verdade \u00e9 a base indispens\u00e1vel do amor<\/i>"},"content":{"rendered":"<p>Catequese do Cardeal-Patriarca no Domingo de Ramos <!--more--> 1. O oitavo mandamento da Lei de Deus convida-nos a procurar sempre a verdade e a ser-lhe fi\u00e9is nas afirma\u00e7\u00f5es e nas atitudes, a encontrar nela a base s\u00f3lida para o exerc\u00edcio da liberdade, e a luz que ilumina a nossa consci\u00eancia, tornando-a guia seguro dos nossos comportamentos. Este mandamento que nos chama a viver na verdade \u00e9, de certo modo, a s\u00edntese de todos os outros, pois s\u00f3 na verdade se pode amar, mais, o amor \u00e9 a principal express\u00e3o da verdade. \tEstamos a fazer esta medita\u00e7\u00e3o no primeiro Domingo da Paix\u00e3o do Senhor. O di\u00e1logo de Jesus com Pilatos acerca da verdade torna-se interpela\u00e7\u00e3o presente. Jesus diz a Pilatos: \u201ctodo aquele que \u00e9 da verdade escuta a Minha voz. Pilatos responde: mas o que \u00e9 a verdade?\u201d (Jo. 18, 37-38). O pr\u00f3prio Papa Jo\u00e3o Paulo II reconhece a actualidade desta pergunta. Diz ele: \u201ca pergunta de Pilatos emerge tamb\u00e9m da desoladora perplexidade de um homem que, frequentemente, j\u00e1 n\u00e3o sabe quem \u00e9, donde vem e para onde vai (\u2026); sobretudo o homem j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 convencido de que s\u00f3 na verdade pode encontrar a salva\u00e7\u00e3o\u201d . \tPoderemos n\u00f3s responder a esta pergunta de Pilatos? Na nossa cultura ocidental entrecruzam-se duas perspectivas na concep\u00e7\u00e3o da verdade: a cl\u00e1ssica, sobretudo marcada pelo pensamento helenista, e a b\u00edblica, que nos transmite uma vis\u00e3o religiosa da verdade. Para os gregos, a verdade \u00e9 o desvendar da realidade atrav\u00e9s do pensamento e do conhecimento. Este conceito prevaleceu, por exemplo, na compreens\u00e3o da verdade cient\u00edfica, em que o homem, atrav\u00e9s da criatividade da intelig\u00eancia, domina a realidade. As afirma\u00e7\u00f5es s\u00e3o verdadeiras se correspondem \u00e0 realidade conhecida. \u00c9 certo que, no pensamento helenista, tamb\u00e9m se admite que a realidade se desvele, emita a sua pr\u00f3pria verdade. Ali\u00e1s, etimologicamente, a palavra \u201cverdadeiro\u201d (a-l\u00e9th\u00e9s), significa aquilo que n\u00e3o se esconde. Perante este desvelar-se da pr\u00f3pria realidade, a primeira atitude do homem n\u00e3o \u00e9 de busca, mas de escuta. Isto \u00e9 real, sobretudo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pessoa humana. A verdade do homem n\u00e3o se investiga, pressente-se e acolhe-se. Jo\u00e3o Paulo II inicia assim a j\u00e1 referida Enc\u00edclica: \u201cO esplendor da verdade brilha em todas as obras do Criador, particularmente no homem criado \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus. A verdade ilumina a intelig\u00eancia e modela a liberdade do homem que, deste modo, \u00e9 levado a conhecer e a amar o Senhor\u201d . \tEste \u00faltimo significado da verdade, o sentido profundo de cada ser criado, que ele emite e proclama do mais fundo de si mesmo, e que pode ser acolhido e pressentido pela intelig\u00eancia humana, aproxima a defini\u00e7\u00e3o da verdade do conceito de revela\u00e7\u00e3o e permite a ponte com a vis\u00e3o b\u00edblica da verdade.  A verdade \u00e9 revela\u00e7\u00e3o \t2. Para o povo b\u00edblico a verdade situa-se no contexto de uma experi\u00eancia vivida, a da Alian\u00e7a com Deus. \u00c9 um Deus real, na densidade de uma hist\u00f3ria de Alian\u00e7a, que se desvela porque se revela. E ao revelar-se, d\u00e1-se a conhecer a Si Mesmo e permite ao homem conhecer-se, porque a sua verdade est\u00e1 contida no des\u00edgnio de Deus a seu respeito. Deus \u00e9, para o homem, a fonte da verdade, o que n\u00e3o exclui que o homem possa reconhecer a profundidade de si mesmo, marcada por Deus que o criou e o chamou \u00e0 Alian\u00e7a. Neste contexto a principal express\u00e3o da verdade \u00e9 a pr\u00f3pria Palavra de Deus. \u201cAs Tuas palavras s\u00e3o verdade\u201d (2Sam. 7,29). Nos Salmos, a verdade \u00e9 o elemento fundamental da Palavra de Deus: \u00e9 irrevog\u00e1vel e permanece para sempre. \tA Palavra de Deus inclui a Sua Lei. A verdade \u00e9 tamb\u00e9m a compreens\u00e3o do caminho da vida e da fidelidade \u00e0 Alian\u00e7a. Na tradi\u00e7\u00e3o sapiencial, verdade \u00e9 sin\u00f3nimo de sabedoria, isto \u00e9, de conhecimento e aceita\u00e7\u00e3o do plano de Deus e dos caminhos da fidelidade. \u201cCompreender a verdade\u201d \u00e9 penetrar no mist\u00e9rio do des\u00edgnio de Deus (cf. Sap. 3,9). \tPara o crente, a f\u00e9 \u00e9 a primeira express\u00e3o da verdade, porque \u00e9 acolhimento e obedi\u00eancia \u00e0 Palavra de Deus. Ali\u00e1s em hebraico o voc\u00e1bulo que significa \u201cverdade\u201d (\u00e8m\u00e9t) tem a mesma raiz do verbo que significa acreditar (aman), o que indica a f\u00e9 e a fidelidade como principais express\u00f5es da verdade. O sentido etimol\u00f3gico destas palavras d\u00e1-nos a ideia de firmeza, de solidez e seguran\u00e7a, confian\u00e7a em algu\u00e9m que \u00e9 totalmente digno de confian\u00e7a. A verdade que me d\u00e1 firmeza e confian\u00e7a \u00e9 a verdade de algu\u00e9m em quem confio e a quem me abandono, o que situa a verdade no \u00e2mbito das express\u00f5es do amor. A verdade de Deus para n\u00f3s \u00e9 a Sua fidelidade; a nossa verdade para com Deus \u00e9 o nosso abandono confiante. \tPara os crist\u00e3os, a verdade \u00e9 ades\u00e3o firme \u00e0 Palavra e solidez na fidelidade. Paulo come\u00e7a assim a Carta a Tito: \u201cPaulo, servo de Deus, Ap\u00f3stolo de Jesus Cristo, para conduzir os eleitos de Deus \u00e0 f\u00e9 e ao conhecimento da verdade\u201d (Tit. 1,1). E a Tim\u00f3teo escreve: \u201cSe nos mantivermos firmes, reinaremos com Ele. Se O negarmos, Ele tamb\u00e9m nos negar\u00e1. Se formos infi\u00e9is, Ele permanecer\u00e1 fiel, porque n\u00e3o se pode negar a Si Mesmo\u201d (2Tim. 2,13-14). A certeza da fidelidade de Deus \u00e9 a fonte da firmeza da nossa f\u00e9, e da seguran\u00e7a que sentimos na verdade, o que situa a ades\u00e3o \u00e0 verdade no \u00e2mago da experi\u00eancia da vida e da salva\u00e7\u00e3o.  Jesus Cristo \u00e9 a nossa verdade \t3. Esta \u00e9 uma afirma\u00e7\u00e3o central do Novo Testamento: a verdade est\u00e1 em Jesus Cristo (cf. Efes. 4,21). E S\u00e3o Paulo explicita, a seguir, o conte\u00fado dessa verdade: \u201c\u00e9 preciso que abandoneis o vosso primeiro modo de vida e vos despojeis do vosso homem velho (\u2026) para vos transformardes por uma renova\u00e7\u00e3o espiritual (4,22). A verdade est\u00e1 em Jesus porque Ele \u00e9 o caminho da vida e da salva\u00e7\u00e3o. \tO Novo Testamento nunca identifica a verdade com o Ser divino, perspectiva gn\u00f3stica de influ\u00eancia helenista. A verdade manifesta-se na hist\u00f3ria, pelos caminhos da encarna\u00e7\u00e3o, e \u00e9 revela\u00e7\u00e3o da Palavra eterna de Deus. Jesus pede ao Pai para os disc\u00edpulos: \u201cconsagra-os na verdade; a Tua Palavra \u00e9 a verdade\u201d (Jo. 17,17). A Palavra de Cristo \u00e9 a verdade, porque \u00e9 a Palavra que Ele escutou do Pai: \u201cAquele que me enviou \u00e9 verdadeiro, e o que aprendi d\u2019Ele, digo-o ao mundo\u201d (Jo. 8,26). \u201cEu digo-vos a verdade que ouvi de Deus\u201d (Jo. 8,40). Aos judeus que acreditam n\u2019Ele, Jesus diz: \u201cSe permanecerdes na minha Palavra, sereis verdadeiramente meus disc\u00edpulos; conhecereis ent\u00e3o a verdade e a verdade tornar-vos-\u00e1 livres\u201d (Jo. 8,31-32). \tDeus \u00e9, pois, a fonte da verdade e Jesus, que escuta como ningu\u00e9m a Palavra de Deus, \u00e9 a sua revela\u00e7\u00e3o definitiva e apresenta-se como caminho de vida e de liberdade. \u00c9 na Sua qualidade de Palavra encarnada que Jesus se identifica com a pr\u00f3pria verdade. Na Sua encarna\u00e7\u00e3o, \u201cEle \u00e9 cheio de gra\u00e7a e de verdade\u201d (Jo. 1,14) e diz de Si Mesmo: \u201cEu sou o caminho, a verdade e a vida; ningu\u00e9m vai ao Pai sen\u00e3o por Mim\u201d (Jo. 13,6). A vida \u00e9 a comunh\u00e3o na vida divina e o caminho para a\u00ed chegar \u00e9 Jesus Cristo. Por isso Ele \u00e9 a verdade. \tPara os crist\u00e3os a verdade est\u00e1 ligada \u00e0 descoberta do caminho para a Vida. A Palavra de Deus, manifestada plenamente em Jesus Cristo, \u00e9 que o revela. Acolh\u00ea-la na f\u00e9 \u00e9 a primeira experi\u00eancia s\u00f3lida e firme da verdade. Paulo considera-se \u201cServo de Deus e Ap\u00f3stolo de Jesus Cristo para conduzir os eleitos de Deus \u00e0 f\u00e9 e ao conhecimento da verdade, ordenada \u00e0 piedade\u201d (Tit. 1,1). A esta verdade da f\u00e9 chega-se atrav\u00e9s da convers\u00e3o (cf. 2Tim. 2,25). \tA verdade \u00e9 a descoberta do caminho da salva\u00e7\u00e3o, o mist\u00e9rio de piedade, de que a Igreja \u00e9 coluna e garantia. Ou\u00e7amos ainda o Ap\u00f3stolo Paulo na Carta a Tim\u00f3teo: \u201c\u00c9 preciso saberes como te deves comportar na Casa de Deus \u2013 refiro-me \u00e0 Igreja do Deus Vivo \u2013 coluna e suporte da verdade. Oh, sim, podemos diz\u00ea-lo, \u00e9 grande o mist\u00e9rio da piedade: foi manifestado na carne, justificado no Esp\u00edrito, visto pelos Anjos, proclamado entre os pag\u00e3os, acreditado no mundo, elevado \u00e0 gl\u00f3ria\u201d (1Tim. 3,15-16). \tO disc\u00edpulo de Cristo \u00e9 um peregrino da verdade, porque o \u00e9 da vida e da salva\u00e7\u00e3o. Alcan\u00e7a-a, seguindo o Senhor. Ela traz \u00e0 sua vida a firmeza que fundamenta a esperan\u00e7a, a luz que ilumina a consci\u00eancia e esclarece a liberdade, a humildade de quem aprende e a alegria de quem experimenta a vida, na certeza de que a verdade s\u00f3 se lhe revelar\u00e1 completamente na vis\u00e3o de Deus. A verdade revela o caminho da vida; adere-se a ela com a firmeza e determina\u00e7\u00e3o de quem quer viver. Ela \u00e9 experi\u00eancia antes de ser compreens\u00e3o racional, est\u00e1 sempre incompleta e provis\u00f3ria, porque a Vida toca-se, em profundidade, mais pela experi\u00eancia do que pela compreens\u00e3o.  A verdade e a liberdade \t4. A afirma\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Jo\u00e3o, que j\u00e1 referi, que a verdade nos tornar\u00e1 livres, mostra a necess\u00e1ria rela\u00e7\u00e3o entre o exerc\u00edcio da liberdade, atributo da consci\u00eancia, e a verdade. Este oitavo mandamento da Lei de Deus \u00e9 o chamamento a iluminarmos sempre a nossa consci\u00eancia, no exerc\u00edcio da nossa liberdade, com a verdade do caminho para a vida revelado em Jesus Cristo. Jo\u00e3o Paulo II afirma: \u201cSe existe o direito de ser respeitado no pr\u00f3prio caminho de busca da verdade, h\u00e1 ainda antes a obriga\u00e7\u00e3o moral grave, para cada um, de procurar a verdade e de aderir a ela, uma vez conhecida\u201d . \tEste \u00e9, hoje, um problema de grande actualidade. Que verdade ilumina as consci\u00eancias, no exerc\u00edcio da liberdade moral? Se por verdade se entender a busca da compreens\u00e3o da realidade pela intelig\u00eancia racional, cai-se facilmente numa vis\u00e3o subjectiva da verdade, e numa autonomia individualista da consci\u00eancia moral. A raz\u00e3o como caminho de verdade n\u00e3o leva, inevitavelmente, ao relativismo individualista da verdade, pois h\u00e1 uma verdade objectiva no ser profundo de cada realidade. Por exemplo, a verdade cient\u00edfica n\u00e3o se compadece com subjectivismos de interpreta\u00e7\u00e3o. Mas quando se trata de escolher caminhos de vida e discernir a objectividade do bem e do mal, o risco dessa subjectividade \u00e9 maior, at\u00e9 porque a realidade do homem \u00e9 complexa e n\u00e3o se capta facilmente pela an\u00e1lise racional. \tAjudar-nos-\u00e1 reler um texto do Papa Jo\u00e3o Paulo II: \u201cAtribu\u00edram-se \u00e0 consci\u00eancia individual as prerrogativas de inst\u00e2ncia suprema do ju\u00edzo moral, que decide categ\u00f3rica e infalivelmente o bem e o mal. \u00c0 afirma\u00e7\u00e3o do dever de seguir a pr\u00f3pria consci\u00eancia foi indevidamente acrescentada aqueloutra de que o ju\u00edzo moral \u00e9 verdadeiro pelo pr\u00f3prio facto de provir da consci\u00eancia. Deste modo, por\u00e9m, a imprescind\u00edvel exig\u00eancia de verdade desapareceu em prol de um crit\u00e9rio de sinceridade, de autenticidade, de \u00abacordo consigo pr\u00f3prio\u00bb, a ponto de se ter chegado a uma concep\u00e7\u00e3o radicalmente subjectivista do ju\u00edzo moral. \tComo facilmente se compreende, n\u00e3o \u00e9 alheia a esta evolu\u00e7\u00e3o, a crise em torno da verdade. Perdida a ideia de uma verdade universal sobre o bem, cognosc\u00edvel pela raz\u00e3o humana, mudou tamb\u00e9m inevitavelmente a concep\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia: esta deixa de ser considerada na sua realidade original, ou seja, como um acto da intelig\u00eancia da pessoa, a quem cabe aplicar o conhecimento universal do bem numa determinada situa\u00e7\u00e3o e exprimir assim um ju\u00edzo sobre a conduta justa a eleger, aqui e agora; tende-se a conceder \u00e0 consci\u00eancia do indiv\u00edduo o privil\u00e9gio de estabelecer autonomamente os crit\u00e9rios do bem e do mal e agir, em consequ\u00eancia. Esta vis\u00e3o identifica-se com uma \u00e9tica individualista, na qual cada um se v\u00ea confrontado com a sua verdade, diferente da verdade dos outros. Levado \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias, o individualismo desemboca na nega\u00e7\u00e3o da ideia mesma de natureza humana\u201d . \tOs disc\u00edpulos de Cristo n\u00e3o podem cair nesta tenta\u00e7\u00e3o. Se para eles a verdade lhes vem atrav\u00e9s da Palavra de Deus, \u00e9 a verdade de Jesus Cristo, caminho para a vida. A dignidade da consci\u00eancia como lugar da liberdade, sup\u00f5e esta escuta generosa do Evangelho da vida e o procurar perceber os caminhos da vida e da liberdade, seguindo o Senhor, na experi\u00eancia da f\u00e9. Celebrar a P\u00e1scoa \u00e9 celebrar a vida, momento de tocarmos a verdade do nosso caminho de salva\u00e7\u00e3o.  S\u00e9 Patriarcal, 9 de Abril de 2006  <i>\u2020 JOS\u00c9, Cardeal-Patriarca<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Catequese do Cardeal-Patriarca no Domingo de Ramos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[127,237,275],"class_list":["post-17374","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-catequese","tag-joao-paulo-ii","tag-pascoa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17374","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17374"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17374\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17374"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17374"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17374"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}