{"id":17310,"date":"2006-04-05T16:01:11","date_gmt":"2006-04-05T16:01:11","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/05\/semana-santa-transforma-cidade-de-braga\/"},"modified":"2006-04-05T16:01:11","modified_gmt":"2006-04-05T16:01:11","slug":"semana-santa-transforma-cidade-de-braga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/semana-santa-transforma-cidade-de-braga\/","title":{"rendered":"Semana Santa transforma cidade de Braga"},"content":{"rendered":"<p>Conjunto impressionante e \u00fanico de prociss\u00f5es <!--more--> Qualquer apresenta\u00e7\u00e3o das tradi\u00e7\u00f5es da Semana Santa no nosso pa\u00eds tem de fazer uma refer\u00eancia \u00e0s celebra\u00e7\u00f5es de Braga, onde um conjunto impressionante e \u00fanico de prociss\u00f5es, particularmente as nocturnas, faz acorrer \u00e0 cidade milhares de fi\u00e9is, vindos de todo o pa\u00eds. Tendo o seu ponto alto nos dias \u201cmaiores\u201d da Semana Santa, com o epicentro na Vig\u00edlia Pascal, na noite de S\u00e1bado Santo para Domingo de P\u00e1scoa, esta celebra\u00e7\u00e3o \u00e9 preparada pelos crist\u00e3os ao longo da Quaresma, como caminhada espiritual e penitencial, a lembrar os quarenta anos da grande \u201cP\u00e1scoa\u201d ou \u201cpassagem\u201d do Povo Hebreu, atrav\u00e9s do deserto, da escravid\u00e3o no Egipto para a liberdade na Terra de Israel. A celebra\u00e7\u00e3o da Semana Santa de Braga enquadra-se neste grande arco de tempo, integrando no seu programa geral actos religiosos e actos culturais. Em Braga, relevam-se, neste contexto, v\u00e1rias celebra\u00e7\u00f5es, entre elas a \u201cProciss\u00e3o dos Passos\u201d, \u201cProciss\u00e3o de Nossa Senhora da Burrinha\u201d, \u201cLava-P\u00e9s\u201d e \u201cMissa da Ceia do Senhor\u201d, \u201cProciss\u00e3o do Senhor \u2018Ecce Homo\u2019\u201d, a \u201cCelebra\u00e7\u00e3o da Paix\u00e3o e Morte do Senhor\u201d e, obviamente, a \u201cvisita pascal\u201d.  <b>Programa<\/b> <i>8 de Abril \u2013 S\u00e1bado<\/i> A noite do s\u00e1bado antes de Ramos \u00e9 como uma primeira Vig\u00edlia, de car\u00e1cter penitencial, a preparar a Semana Santa, tal como, no s\u00e1bado seguinte, a Vig\u00edlia Pascal ser\u00e1 a celebra\u00e7\u00e3o festiva do triunfo de Jesus sobre a morte. 21:30h \u2013 Prociss\u00e3o em que se faz a traslada\u00e7\u00e3o da imagem do Senhor dos Passos, da igreja de Santa Cruz para a igreja do Semin\u00e1rio, percorrendo a Rua do Anjo, Campo de Santiago e Largo de S. Paulo. No percurso, ouve-se o canto do Miserere. Recolhida a prociss\u00e3o, segue-se a Via Sacra, que, entoando os \u201cMart\u00edrios\u201d, percorre, pela sua ordem, as \u201cesta\u00e7\u00f5es\u201d ou \u201cCalv\u00e1rios\u201d.  <i>9 de Abril \u2013 Domingo de Ramos<\/i> O Domingo de Ramos \u00e9 o p\u00f3rtico de entrada na Semana Santa. Neste dia a Igreja comemora a entrada de Jesus em Jerusal\u00e9m, para consumar o seu mist\u00e9rio pascal. \u00c9 uma entrada que prefigura e preludia a sua entrada, pela Ressurrei\u00e7\u00e3o gloriosa, na Jerusal\u00e9m Celeste. Jesus, por\u00e9m, quis chegar ao triunfo passando pela Paix\u00e3o e Morte. Por isso se l\u00ea, na Missa de Ramos, o evangelho da Paix\u00e3o. Os fi\u00e9is s\u00e3o convidados a olhar para Jesus, o qual \u201csofreu por n\u00f3s, deixando-nos o exemplo, para que sigamos os seus passos\u201d (1 Pd 2, 21). S\u00e3o tr\u00eas os actos celebrativos deste dia: 11h00 \u2013 B\u00ean\u00e7\u00e3o e Prociss\u00e3o dos Ramos &#8211; Na igreja do Semin\u00e1rio (Largo de S. Paulo) \u2013 Cinco dias antes da morte, Jesus, manso e humilde, montado num jumentinho, desce do Monte das Oliveiras em direc\u00e7\u00e3o a Jerusal\u00e9m. O povo saiu-lhe ao encontro, atapetando o caminho com os seus mantos e com ramos de \u00e1rvores.  As crian\u00e7as e todo o povo aplaudiam-no com entusiasmo: \u201cHossana ao Filho de David! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hossana nas alturas!\u201d. 11h30 \u2013 Missa do Domingo de Ramos &#8211; As leituras desta Missa, sobretudo a narra\u00e7\u00e3o da Paix\u00e3o segundo S. Mateus, colocam diante da assembleia o quadro dos acontecimentos dolorosos de Jesus que ir\u00e3o ser comemorados ao longo da Semana Santa. Convidados a seguir os seus passos, os crist\u00e3os sabem que, \u201cse sofremos com Ele, tamb\u00e9m com Ele seremos glorificados\u201d (Rm 8, 17). 17h00 \u2013 Prociss\u00e3o dos Passos &#8211; A solene Prociss\u00e3o dos Passos oferece aos espectadores, em quadros aleg\u00f3ricos e encena\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica, o mesmo que, na Missa de Ramos foi lido no evangelho da Paix\u00e3o. Nela desfilam as figuras que intervieram no julgamento, condena\u00e7\u00e3o e morte de Jesus: soldados, algozes e inimigos; mas tamb\u00e9m Cireneus e amigos, Madalenas arrependidas e piedosas mulheres. O pr\u00f3prio Jesus, o \u201cSenhor dos Passos\u201d, levando a cruz \u00e0s costas, atravessa as ruas da Cidade, como outrora percorreu as de Jerusal\u00e9m.  Organizada pela Irmandade de Santa Cruz, segue o itiner\u00e1rio dos \u201cPassos\u201d ou \u201cCalv\u00e1rios\u201d. Junto \u00e0 igreja de Santa Cruz, tem lugar o Serm\u00e3o do Encontro e, no decurso deste, os ouvintes assistem ao comovente encontro de Jesus com sua M\u00e3e Dolorosa, a \u201cSenhora das Dores\u201d.  <i>12 de Abril \u2013 Quarta-feira Santa<\/i> 21h30 &#8211; \u201cProciss\u00e3o de Nossa Senhora da Burrinha\u201d Organizado pela Par\u00f3quia e pela Junta de Freguesia de S. V\u00edtor, este eloquente cortejo apresenta a pr\u00e9-hist\u00f3ria do Mist\u00e9rio Pascal de Jesus que a Igreja celebra nos dias seguintes. Desde o chamamento de Abra\u00e3o, passando pela era dos Patriarcas, pela escravid\u00e3o no Egipto e gesta libertadora de Mois\u00e9s (prefigura\u00e7\u00e3o de Cristo), at\u00e9 \u00e0 inf\u00e2ncia de Jesus e \u00e0 sua fuga para aquele pa\u00eds com Jos\u00e9 e Maria montada numa burrinha, desfilam, em sucess\u00e3o cronol\u00f3gica e em verdadeira catequese viva, figuras eminentes, s\u00edmbolos e quadros b\u00edblicos do Antigo Testamento.  <i>13 de Abril \u2013 Quinta-feira Santa<\/i> 10h00 &#8211; Missa Crismal e B\u00ean\u00e7\u00e3o dos Santos \u00f3leos &#8211; Quinta-feira santa \u00e9 o dia da institui\u00e7\u00e3o do sacerd\u00f3cio. Comemorando essa institui\u00e7\u00e3o, o Arcebispo Primaz faz-se acompanhar de todo o clero da Arquidiocese e com ele concelebra a Eucaristia. Durante a celebra\u00e7\u00e3o, consagra os Santos \u00d3leos, que ser\u00e3o levados pelos presb\u00edteros para as suas par\u00f3quias a fim de servirem para ungir os baptizandos e os doentes. 16h00 \u2013 Lava-p\u00e9s e Missa da Ceia do Senhor &#8211; A anteceder a Missa da Ceia do Senhor, o Arcebispo que preside lava os p\u00e9s a doze pessoas que representam os doze Ap\u00f3stolos. Assim se comemora o que fez Jesus. Durante a tarde, enquanto os fi\u00e9is s\u00e3o convidados a visitarem as sete igrejas, que representam as Sete Esta\u00e7\u00f5es de Roma (S\u00e9 Primaz, Miseric\u00f3rdia, Santa Cruz, Terceiros, Salvador, Penha e Concei\u00e7\u00e3o \/ Mons. Airosa), os farricocos, lembrando um antigo costume, percorrem a cidade, com as suas matracas, chamando os irm\u00e3os da Miseric\u00f3rdia para a prociss\u00e3o da noite. 22h00 \u2013 Prociss\u00e3o do Senhor \u201cEcce Homo\u201d &#8211; Organizada desde tempos antigos pela Irmandade da Miseric\u00f3rdia, esta prociss\u00e3o evoca o julgamento de Jesus. Abre o cortejo um vistoso grupo de farricocos com grosseiras vestes de penit\u00eancia, descal\u00e7os e encapu\u00e7ados, de cordas \u00e0 cinta, como outrora os penitentes p\u00fablicos, empunhando matracas e fogar\u00e9us (lembrando os guardas que foram, de noite, prender Jesus). A imagem do Senhor \u201cEcce Homo\u201d representa o Cristo tal como Pilatos o apresentou \u00e0 multid\u00e3o, dizendo: \u2013 \u201cEis o Homem!\u201d. Al\u00e9m de muitas figuras aleg\u00f3ricas do julgamento de Jesus, desde 2004 incorporam-se na prociss\u00e3o alegorias das catorze obras de miseric\u00f3rdia, em alus\u00e3o \u00e0 essencial miss\u00e3o estatut\u00e1ria da Irmandade organizadora.  <i>14 de Abril \u2013 Sexta-feira Santa<\/i> 10:00h \u2013S\u00e9 Catedral: Of\u00edcio de Laudes, com alocu\u00e7\u00e3o do Presidente aludindo \u00e0s Sete Palavras de Jesus na Cruz. Terminadas as Laudes, os Capitulares presentes acolhem os penitentes que desejarem receber o Sacramento da Reconcilia\u00e7\u00e3o. 15h00 \u2013 Celebra\u00e7\u00e3o da Morte e da Paix\u00e3o do Senhor: \u00c0 mesma hora em que Cristo expirou, os crist\u00e3os celebram o mist\u00e9rio da sua Morte redentora. N\u00e3o h\u00e1 Missa, como seu memorial, mas comemora\u00e7\u00e3o directa. \u201cProciss\u00e3o Teof\u00f3rica do Enterro\u201d &#8211; Privil\u00e9gio do Rito Bracarense, nesta impressionante prociss\u00e3o, o Sant\u00edssimo Sacramento, encerrado num esquife coberto de um manto preto, \u00e9 levado pelas naves da Catedral e deposto em lugar pr\u00f3prio para a venera\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is. Os acompanhantes cobrem o rosto em sinal de luto. Dois meninos cantam em latim: \u201cHeu! Heu! Salvator noster!\u201d (Ai! Ai! O nosso Salvador!). 22h00 \u2013 Prociss\u00e3o do Enterro do Senhor &#8211; Organizada pelo Cabido da Catedral, Irmandades da Miseric\u00f3rdia e de Santa Cruz e Comiss\u00e3o da Semana Santa, esta imponente prociss\u00e3o \u2013 de todas a mais solene e comovente \u2013 leva pelas ruas da Cidade o esquife do Senhor morto. Acompanham-no aquelas e outras irmandades, Real Confraria de Santa Maria de Braga, cavaleiros das Ordens Soberana de Malta e do Santo Sepulcro de Jerusal\u00e9m, Capitulares da S\u00e9 e autoridades. V\u00e3o tamb\u00e9m os andores de Santa Cruz e da Senhora das Dores. Em sinal de luto, os Capitulares e os membros das Confrarias v\u00e3o de cabe\u00e7a coberta. Para mostrar a sua dor, as figuras aleg\u00f3ricas ostentam um v\u00e9u de luto. As matracas dos farricocos v\u00e3o silenciosas. As bandeiras e estandartes, com tarja de luto, arrastam-se pelo ch\u00e3o.  <i>15 de Abril \u2013 S\u00e1bado Santo<\/i> 10:00h \u2013 Na S\u00e9 Catedral: Of\u00edcio de Laudes, com alocu\u00e7\u00e3o do Presidente. Terminadas as Laudes os Capitulares presentes acolhem os penitentes que desejarem receber o Sacramento da Reconcilia\u00e7\u00e3o. Durante o dia, visita ao Santo Sepulcro onde permanece a Sagrada Eucaristia. 21h00 \u2013 Vig\u00edlia Pascal e Prociss\u00e3o da Ressurrei\u00e7\u00e3o &#8211; Terminada a Missa, organiza-se a Prociss\u00e3o da Ressurrei\u00e7\u00e3o, pr\u00f3pria do Rito Bracarense. O Sant\u00edssimo Sacramento, que estivera encerrado na urna com um manto negro, \u00e9 agora colocado na cust\u00f3dia e trazido triunfalmente em prociss\u00e3o para o altar-mor. Da\u00ed aben\u00e7oa todos os fi\u00e9is, que dele se despedem ouvindo e cantando o Regina Coeli, laetare (Rainha dos C\u00e9us, alegrai-vos), em modo de parab\u00e9ns \u00e0 M\u00e3e de Jesus, Senhora da Alegria.  <i>16 de Abril \u2013 Domingo de P\u00e1scoa<\/i> 11h30 &#8211; Todo o Domingo \u00e9 um dia pascal, porque simboliza e evoca, no ritmo crist\u00e3o das semanas, o primeiro dia do mundo novo inaugurado com a Ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo. O Domingo de P\u00e1scoa \u00e9, nesse sentido, o paradigma de todos os domingos. \u201cVisita Pascal\u201d &#8211; \u00c9 um costume muito enraizado no norte de Portugal, este de, no Domingo de P\u00e1scoa, um grupo de pessoas (\u201cCompasso\u201d), sempre que poss\u00edvel presidido por um sacerdote, com trajes festivos e partindo da respectiva igreja paroquial, se dirigir com a Cruz enfeitada aos lares crist\u00e3os a anunciar a Ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo e a aben\u00e7oar as suas casas. Soam campainhas em sinal de j\u00fabilo, fazem-se tapetes de flores pelas ruas e caminhos, estrelejam foguetes no ar.  <b>Prociss\u00e3o da Burrinha<\/b> A \u201cProciss\u00e3o da Burrinha\u201d, que se realiza no dia 12 de Abril, sai da igreja paroquial de S\u00e3o V\u00edtor e percorre as ruas do centro hist\u00f3rico da cidade. \u201cV\u00f3s sereis o meu povo\u201d \u00e9 a passagem da Sagrada Escritura que d\u00e1 o mote \u00e0 prociss\u00e3o, integrada nas Solenidades da Semana Santa de Braga. O Largo da Senhora-a-Branca e Rua de S\u00e3o V\u00edtor j\u00e1 est\u00e3o ornamentados com motivos alusivos ao per\u00edodo quaresmal, destacando-se os quadros em lona, alusivos \u00e0 fuga de Jos\u00e9 para o Egipto ou da \u201cFugida\u201d, com a Nossa Senhora e o Menino, que tentam escapar \u00e0 morte (escultura da Senhora do Egipto ou da \u201cFugida\u201d , como dizem os antigos documentos), feitos a partir da obra do artista bracarense C\u00e2ndido Caldas. Se hoje tem o nome de cortejo b\u00edblico, outrora era considerada a \u201cprociss\u00e3o da Burrinha\u201d, nome pela qual \u201cos populares ainda designam este evento\u201d.  Prociss\u00f5es que se caracterizam pela pompa e singularidade. Destacam-se a da Penit\u00eancia, que percorre os \u201cpassos\u201d do Calv\u00e1rio, fazendo-se em cada um deles uma breve alocu\u00e7\u00e3o; a do Senhor Ecce Homo, com os farricocos envolvidos nos h\u00e1bitos negros de penitentes, empunhando archotes e fogar\u00e9us; a Prociss\u00e3o do Enterro, que percorre a Catedral com o Sant\u00edssimo Sacramento encerrado no f\u00e9retro; e finalmente a \u201csumptuosa\u201d Prociss\u00e3o do Enterro do Senhor. <i>Passos do cortejo<\/i> O primeiro quadro representa Abra\u00e3o, o primeiro crente, que, confiando na promessa de Deus, caminha para a desconhecida terra que Ele lhe indicou. A segunda passagem apresenta Jacob e os seus doze filhos, que deram origem \u00e0s doze tribos de Israel. O terceiro painel simboliza a recep\u00e7\u00e3o que Jos\u00e9 do Egipto faz \u00e0 fam\u00edlia de Jacob, depois de ter sido vendido como escravo pelos pr\u00f3prios irm\u00e3os. A escravid\u00e3o do povo israelita \u00e9 representada na quarta etapa da prociss\u00e3o, e numa quinta, surge Mois\u00e9s e as dez pragas do Egipto. Na sexta \u201cesta\u00e7\u00e3o\u201d surge a miraculosa travessia do Mar Vermelho e, de seguida, representa-se a serpente de bronze. O oitavo painel recorda a celebra\u00e7\u00e3o judaica da P\u00e1scoa e, o nono, a Arca da Alian\u00e7a, s\u00edmbolo da presen\u00e7a divina no meio do Povo. Os reis David e Salom\u00e3o s\u00e3o representados no 10\u00ba painel e, de seguida, surge, o profeta Isa\u00edas. A cena n\u00famero doze apresenta as rainhas Judite e Ester. Depois surge a cena da Anuncia\u00e7\u00e3o do ano Gabriel e algumas cenas b\u00edblicas do Natal. Na 15.\u00aa representa\u00e7\u00e3o surge o nascimento de Jesus e, depois, apresenta-se a \u201cMatan\u00e7a dos Inocentes\u201d. A 17.\u00aa etapa representa a fuga da Sagrada Fam\u00edlia para o Egipto, com a exposi\u00e7\u00e3o da imagem da Senhora do Egipto ou da \u201cFugida\u201d. Neste quadro sobressai um conjunto de pessoas com ramos de flores amarelas, que recorda a Lenda dos Tremo\u00e7os.  Conta a tradi\u00e7\u00e3o que a Sagrada Fam\u00edlia atravessou, durante a fuga, um campo de tremo\u00e7os, onde diversas pessoas dormiam. Milagrosamente, os tremo\u00e7os n\u00e3o fizeram barulho e os fugitivos puderam prosseguir a sua viagem. O 18\u00ba quadro representa o seu regresso a Nazar\u00e9 e, depois, o crescimento de Jesus.  <b>Ecce Homo<\/b> A prociss\u00e3o, popularmente designada como \u201cProciss\u00e3o do Senhor da cana verde\u201d, incorpora todos os irm\u00e3os da Irmandade da Miseric\u00f3rdia. \u00c0 frente, descal\u00e7os e encapu\u00e7ados, caminham os \u201cfarricocos\u201d, chamados tamb\u00e9m os homens dos fogar\u00e9us \u2013 vestidos com t\u00fanicas negras at\u00e9 meio da perna (os balandraus), uma corda atada \u00e0 cintura, outra a cingir-lhes a testa e a cabe\u00e7a, sobre uma esp\u00e9cie de capuz com dois buracos para os olhos. Transportam um cabo de madeira, muito alto, na ponta do qual est\u00e1 uma bacia de cobre com pinhas a arder. S\u00e3o acompanhados por outros farricocos com cestas de pinhas, destinadas a alimentar os fogar\u00e9us. As \u201cmatr\u00e1culas\u201d fazem-se ouvir ap\u00f3s o silenciamento dos sinos, na inten\u00e7\u00e3o de chamar os fi\u00e9is \u00e0 penit\u00eancia.  <b>Prociss\u00e3o Teof\u00f3rica<\/b> \u00danica no mundo cat\u00f3lico, a prociss\u00e3o faz parte do ritual lit\u00fargico bracarense e apenas \u00e9 realizada no interior da S\u00e9. Uma h\u00f3stia consagrada \u00e9 colocada no interior de um caix\u00e3o, levado aos ombros pelos cavaleiros do Santo Sepulcro, assinalando o fim da Paix\u00e3o do Senhor numa cerim\u00f3nia acompanhada por c\u00e2nticos medievais. Os que transportam o caix\u00e3o cobrem o rosto com os amictos, em sinal de luto. Trata-se de um pano rectangular, de linho, com uma cruz no meio e fitas em duas pontas.  <i>OC\/LFS<\/I><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conjunto impressionante e \u00fanico de prociss\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[295,127,154,168,172,206,267,275,91,308],"class_list":["post-17310","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-biblia","tag-catequese","tag-crianca","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-braga","tag-familia","tag-natal","tag-pascoa","tag-quaresma","tag-semana-santa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17310","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17310"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17310\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17310"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17310"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17310"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}