{"id":17299,"date":"2006-04-05T11:14:57","date_gmt":"2006-04-05T11:14:57","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/05\/sardoal-prepara-se-para-o-triduo-pascal\/"},"modified":"2006-04-05T11:14:57","modified_gmt":"2006-04-05T11:14:57","slug":"sardoal-prepara-se-para-o-triduo-pascal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/sardoal-prepara-se-para-o-triduo-pascal\/","title":{"rendered":"Sardoal prepara-se para o Tr\u00edduo Pascal"},"content":{"rendered":"<p>A celebra\u00e7\u00e3o da Semana Santa no concelho do Sardoal, nos arredores de Abrantes, s\u00e3o marcadas pela cor e o cheiro das flores, cuja presen\u00e7a nas igrejas \u00e9 quase nula, durante a Quaresma. A partir de Quinta-feira Santa, at\u00e9 Domingo de P\u00e1scoa, o ch\u00e3o das Capelas do Sardoal (S. Sebasti\u00e3o, Senhor dos Rem\u00e9dios, Sant\u2019Ana, Santa Catarina, Nossa Senhora do Carmo e Esp\u00edrito Santo) e da Igreja da Miseric\u00f3rdia, vai estar enfeitado com tapetes feitos \u00e0 base de p\u00e9talas de flores e verduras naturais, sendo completados com acess\u00f3rios e artefactos alusivos \u00e0 Semana Santa e P\u00e1scoa. Tradi\u00e7\u00e3o popular que se julga ser \u00fanica no pa\u00eds, remonta a tempos muito antigos, sabendo-se que j\u00e1 existia no s\u00e9culo XIX, altura em que atingiu momentos de grande esplendor, factos confirmados pela leitura dos jornais da \u00e9poca. As tarefas de decora\u00e7\u00e3o das Capelas t\u00eam lugar na noite de Quarta-feira e prolongam-se pela noite fora, envolvendo crist\u00e3os e n\u00e3o-crist\u00e3os, agn\u00f3sticos, n\u00e3o-praticantes, jovens e gente de todas as idades. Ao longo de toda a Vila os habitantes e todos os que por l\u00e1 passam s\u00e3o confrontados com aut\u00eanticas obras-primas da religiosidade popular. As festas religiosas no Sardoal assumem, h\u00e1 muito tempo, uma grande import\u00e2ncia no quotidiano dos habitantes deste concelho. Perdem-se nas brumas do tempo e no passado das mem\u00f3rias, as profundas tradi\u00e7\u00f5es de F\u00e9 e Religiosidade das gentes do Concelho. Nesta ocasi\u00e3o, a Vila ganha uma ambi\u00eancia especial, sobretudo quando se realiza a Prociss\u00e3o dos Passos do Senhor, de grande simbolismo e impon\u00eancia, com o Serm\u00e3o do Encontro, em plena Pra\u00e7a da Rep\u00fablica. A Vila prepara-se especialmente para estas celebra\u00e7\u00f5es, que t\u00eam um percurso bastante particular pelo seu Centro Hist\u00f3rico, a que as ruas estreitas e pavimentadas com seixos do rio, d\u00e3o um cunho original e caracter\u00edstico. Ao longo do percurso existem pequenos nichos nas paredes das casas que, nessa ocasi\u00e3o, servem de altares e que v\u00e3o marcando os passos de Jesus Cristo. A Prociss\u00e3o do Senhor da Miseric\u00f3rdia (ou dos Fogar\u00e9us), na noite de Quinta-feira Santa, efectuada \u00e0 luz de velas e archotes, confere \u00e0 terra um cen\u00e1rio de grande misticismo. A electricidade da rede p\u00fablica \u00e9 desligada no percurso do Cortejo, e nas janelas das casas, varandas, sacadas e nas escadarias do Convento de Santa Maria da Caridade, s\u00e3o colocadas e acesas mais de seis centenas de lamparinas de azeite e cera, ou lanternas de vidro. \u201cDo meio da negritude, entre as sombras do breu e os recortes fuscos do antigo casario, surge o cortejo de vultos, em passo lento e cadenciado, transportando o fogo da f\u00e9, que ilumina, que aquece e purifica. Caminham as almas em profundo sil\u00eancio apenas se ouvindo os passos no ch\u00e3o e os acordes dolentes da marcha triste executada pela centen\u00e1ria filarm\u00f3nica\u201d &#8211; \u00e9 este o ambiente que envolve a prociss\u00e3o do Senhor da Miseric\u00f3rdia (ou Fogar\u00e9us) que se realiza na Quinta-feira Santa. Nesta Prociss\u00e3o podem ainda ser apreciados os pain\u00e9is (provavelmente do s\u00e9culo XVIII), perten\u00e7a da Miseric\u00f3rdia, representando cenas da Paix\u00e3o de Cristo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A celebra\u00e7\u00e3o da Semana Santa no concelho do Sardoal, nos arredores de Abrantes, s\u00e3o marcadas pela cor e o cheiro das flores, cuja presen\u00e7a nas igrejas \u00e9 quase nula, durante a Quaresma. A partir de Quinta-feira Santa, at\u00e9 Domingo de P\u00e1scoa, o ch\u00e3o das Capelas do Sardoal (S. 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