{"id":1729,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/migrantes-marcam-encontro-em-fatima\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"migrantes-marcam-encontro-em-fatima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/migrantes-marcam-encontro-em-fatima\/","title":{"rendered":"Migrantes marcam encontro em F\u00e1tima"},"content":{"rendered":"<p>Rui M. da Silva Pedro, Dir. Obra Cat\u00f3lica Portuguesa de Migra\u00e7\u00f5es <!--more--> Durante os meses de Julho e Agosto, como acontece noutros pa\u00edses mediterr\u00e2neos com not\u00e1veis di\u00e1sporas, como a Espanha, Gr\u00e9cia e It\u00e1lia, entre outros, Portugal muda de rosto. E isto, devido aos milhares de turistas que nos visitam e ao milh\u00e3o de portugueses e luso-descendentes que todos os anos \u201cregressa a casa\u201d. \u00c9 particularmente nesta altura de Ver\u00e3o que o pa\u00eds do norte \u00e0s ilhas se torna palco de incont\u00e1veis festas de cariz popular, muitas delas ligadas \u00e0 presen\u00e7a dos emigrantes. Foi assim que em 1972, preocupada com as consequ\u00eancias do grande \u00eaxodo nacional dos anos 60 causado pelo precipitar-se da guerra colonial e subdesenvolvimento econ\u00f3mico do pa\u00eds, a Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa instituiu a Semana Nacional de Migra\u00e7\u00f5es e a Peregrina\u00e7\u00e3o Internacional Anivers\u00e1ria a F\u00e1tima de 12 e 13 de Agosto passou a ser dedicada aos Migrantes e Refugiados (ver programa em www.ecclesia.pt\/ocpm). \u00c9 por esta altura que muitos mission\u00e1rios s\u00e3o enviados para fundar e servir as Miss\u00f5es Cat\u00f3licas de L\u00edngua Portuguesa e grupos de sacerdotes e leigos das igrejas de acolhimento fazem est\u00e1gios lingu\u00edsticos e culturais em Portugal, organizados pela OCPM e pelos Secretariados Diocesanos da Pastoral de Migra\u00e7\u00f5es (SDPM). A Emigra\u00e7\u00e3o \u00e9 assumida como parte integrante da ac\u00e7\u00e3o da Igreja em Portugal. A Peregrina\u00e7\u00e3o a F\u00e1tima, em Agosto, hoje com menor participa\u00e7\u00e3o de emigrantes do que noutros tempos, continua a ser o evento de maior projec\u00e7\u00e3o de toda a Semana devido ao seu alto significado religioso para as Comunidades Portuguesas e import\u00e2ncia medi\u00e1tica que ganhou devido ao tema. A tradi\u00e7\u00e3o mantem-se e assim todos os anos se procura convidar um bispo de uma diocese onde se encontre fixada uma grande Comunidade Portuguesa para presidir \u00e0 Peregrina\u00e7\u00e3o, e assim estreitar os la\u00e7os entre igrejas irm\u00e3s e chamar a aten\u00e7\u00e3o sobre essa comunidade concreta. Este ano foi convidado D. Daniele Labille, bispo de Cr\u00e9teil, na periferia de Paris, regi\u00e3o onde se fixaram e refugiaram os numerosos portugueses que nos anos sessenta foram \u201ca salto\u201d e onde surgiram os primeiros \u201cbidonville\u201d (bairros de lata) e \u201cguettos\u201d portugueses que comoveram a Igreja em Fran\u00e7a. Pretende-se partir da \u201cmem\u00f3ria sofrida\u201d dos nossos acontecimentos como povo emigrante para nos comprometermos com a \u201csitua\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica\u201d de muitos imigrantes em Portugal. Cada vez mais, \u00e9 tamb\u00e9m nesta Semana Nacional que encontra espa\u00e7o e resson\u00e2ncia o compromisso da Igreja em prol dos imigrantes e refugiados. Outrora, uma Semana preferencialmente voltada para a Emigra\u00e7\u00e3o. Desde h\u00e1 uma d\u00e9cada tamb\u00e9m comprometida com a Imigra\u00e7\u00e3o.  Todos sabemos quanto Portugal mudou de rosto nas \u00faltimas 3 d\u00e9cadas devido \u00e0 intensifica\u00e7\u00e3o de fluxos migrat\u00f3rios com origem no Brasil e \u00c1frica lus\u00f3fona, e na \u00faltima d\u00e9cada, fluxos oriundos da Europa de Leste, da China e \u00cdndia. O pa\u00eds est\u00e1 mais jovem, mais multicultural, mais cosmopolita, mais global. Sem deixar de ser pa\u00eds de emigrantes \u2013 em 2002 partiram de forma legal e permanente, sem contar os sazonais, perto de 27.000 portugueses que se juntaram aos 4.800.000 \u2013 torna-se pa\u00eds de acolhimento e de ref\u00fagio para 450.000 cidad\u00e3os estrangeiros (4,5% da popula\u00e7\u00e3o) que aqui j\u00e1 residem legalmente. E n\u00e3o s\u00e3o apenas Lisboa, Porto, Faro e Set\u00fabal os distritos que acolhem imigrantes, como vinha acontecendo tradicionalmente deste os anos 70. Desde as dioceses marcadas quer pela ruralidade e desertifica\u00e7\u00e3o, quer pelo urbanismo e suburbanismo, assistimos ao progressivo envolvimento de todas elas, como ficou patente nos trabalhos e conclus\u00f5es das Jornadas da Pastoral de Migra\u00e7\u00f5es, realizadas recentemente no Funchal. N\u00e3o obstante a maioria dos SDPM encontrar grandes dificuldades na dinamiza\u00e7\u00e3o da Semana devido a ocorrer em pleno tempo de f\u00e9rias, conforta-nos a certeza de que nessa semana, e de maneira especial, no domingo que a encerra \u2013 Dia Nacional de Migra\u00e7\u00f5es \u2013 em todo o pa\u00eds se produz uma grande corrente de ora\u00e7\u00e3o pelas necessidades dos migrantes, de catequese sobre a mobilidade, de comunh\u00e3o com os mission\u00e1rios de migrantes e solidariedade para com o empenhamento pastoral da Igreja no mundo da Mobilidade hodierna. Continua-se a sugerir que nessa semana aconte\u00e7am sinais de acolhimento concreto, ac\u00e7\u00f5es de reconhecimento cultural rec\u00edproco, momentos de reflex\u00e3o protagonizados pelos pr\u00f3prios emigrantes ou imigrantes, e de s\u00e3o conv\u00edvio entre todos: portugueses, emigrantes e imigrantes. \u00c9 tamb\u00e9m no Dia Nacional de Migra\u00e7\u00f5es que as comunidades crist\u00e3s partilham os seus bens atrav\u00e9s do ofert\u00f3rio nacional desse domingo para as estruturas diocesanas e nacionais da Pastoral da Mobilidade, a saber: o Apostolado do Mar, a Obra Nacional dos Ciganos, a Pastoral dos Refugiados e das Migra\u00e7\u00f5es.  Uma \u00faltima palavra sobre o tema: \u201cUma s\u00f3 fam\u00edlia humana\u201d. Inspira-se como \u00e9 habitual na Mensagem que o Santo Padre escreve para o Dia Mundial do Migrante e Refugiado que a Santa S\u00e9 assinala desde 1914. A mensagem que cada Confer\u00eancia Episcopal difunde no seu Dia Nacional das Migra\u00e7\u00f5es (data m\u00f3vel), para n\u00f3s este ano no domingo 17 de Agosto, aborda o empenho dos crist\u00e3os \u201cpara vencer o racismo, a xenofobia e o nacionalismo exagerado\u201d, realidades que fragmentam e dividem violentamente a fam\u00edlia humana. Eis uma reflex\u00e3o muito oportuna num Portugal influenciado por um mundo onde aumentam os sinais de intoler\u00e2ncia religiosa, viol\u00eancia organizada, discrimina\u00e7\u00e3o racial, limpeza \u00e9tnica e exclus\u00e3o social de estrangeiros e de minorias, entre outras, a cigana, a negra e a indiana. Que como diz o Papa, e inspirados pelo beato Jo\u00e3o B. Scalabrini, padroeiro dos Migrantes, esta Semana seja \u201cum tempo de reflex\u00e3o dos cat\u00f3licos sobre os seus deveres para com os migrantes\u201d que no mundo atingem, segundo a OIM, cerca de 175 milh\u00f5es de pessoas.  Rui M. da Silva Pedro, Dir. Obra Cat\u00f3lica Portuguesa de Migra\u00e7\u00f5es <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rui M. da Silva Pedro, Dir. 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