{"id":17285,"date":"2006-04-04T13:25:59","date_gmt":"2006-04-04T13:25:59","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/04\/israel-ou-terra-santa\/"},"modified":"2006-04-04T13:25:59","modified_gmt":"2006-04-04T13:25:59","slug":"israel-ou-terra-santa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/israel-ou-terra-santa\/","title":{"rendered":"Israel ou Terra Santa?"},"content":{"rendered":"<p>Foi a maior diferen\u00e7a que se ouviu em 8 dias de peregrina\u00e7\u00e3o pelos locais aonde Jesus nasceu, viveu, morreu e ressuscitou. Nos territ\u00f3rios de administra\u00e7\u00e3o judaica, Israel \u00e9 sempre o nome para refer\u00eancias locais; os territ\u00f3rios aut\u00f3nomos da Palestina preferiam, para os mesmos locais, a designa\u00e7\u00e3o de Terra Santa. Da tradi\u00e7\u00e3o cultural de cada um dos povos (judeus ou \u00e1rabes) decorrem diferentes formas de fazer sociedade, com repercuss\u00f5es na organiza\u00e7\u00e3o p\u00fablica, comercial e mesmo humana. Essas s\u00e3o, no entanto, diferen\u00e7as vis\u00edveis em qualquer parte do mundo onde se instalem comunidades desses povos. Depois, o culto de cada uma das religi\u00f5es gera consequ\u00eancias sociais (tempo para o descanso, costumes alimentares, express\u00f5es, s\u00edmbolos e h\u00e1bitos religiosos) que evidenciam a diferen\u00e7a de credos. Ser\u00e3o estas (tr\u00eas) particularidades de cada povo, que fazem duas numerosas comunidades com liga\u00e7\u00f5es culturais e religiosas a muitas outras partes do mundo, as respons\u00e1veis pelos conflitos internos daquele peda\u00e7o de terra entre o Jord\u00e3o e o Mediterr\u00e2neo e que amplificam pelos quatro cantos do mundo. N\u00e3o \u00e9, no entanto, o clima de conflito permanente aquele que se vive (ou que se vivia em Novembro \u00faltimo, quando por l\u00e1 peregrinei) nessa Terra. Existe um n\u00famero significativo de judeus e \u00e1rabes moderados que afirmam, sem d\u00favidas entre as palavras que pronunciam, que os dois povos t\u00eam que dividir a Terra, prometida a uns e de heran\u00e7a para outros.  Uma tarefa que se tem revelado imposs\u00edvel de concretizar, apesar do desenvolvimento de diferentes metodologias e do envolvimento da chamada Comunidade Internacional. Pena \u00e9 que, para a defini\u00e7\u00e3o de fronteiras e de novos rumos na hist\u00f3ria de cada um dos povos, n\u00e3o sejam chamados a expressar-se esses, os moderados. Pena maior que os crist\u00e3os na Terra Santa, uma margem minorit\u00e1ria de 2%, n\u00e3o sejam capazes de mediar conflitos que gera\u00e7\u00f5es solidificaram em vez de diluir. A verdade maior, depois de 8 dias na Terra Santa, \u00e9 que foi naqueles locais, naquele rio, naquele mar que Jesus viveu. Foi nas margens daquele lago, que por ser t\u00e3o imenso e t\u00e3o importante se chama mar (de Tiber\u00edades) que o Mestre ensinou, fez milagres e definiu uma nova humanidade para a sociedade que aponta para um sentido maior da exist\u00eancia mulheres e homens. Foi naquele territ\u00f3rio, em Jerusal\u00e9m, a cidade que \u00e9 capital h\u00e1 mais tempo na Hist\u00f3ria e tamb\u00e9m a mais vezes destru\u00edda e de novo edificada por diferentes imp\u00e9rios, que Cristo foi julgado, morto e ressuscitado. Esse ambiente \u00e9 evidente, para quem anda por onde Jesus andou. As pedras que se pisam podem n\u00e3o ser as mesmas. Mas o ambiente, o contexto \u00e9 o mesmo. E percebe-se de imediato. Ajuda a leitura das passagens da B\u00edblia nos locais que lhes serviram de palco. Mas, \u00e9 sobretudo pelo factor humano, pela transforma\u00e7\u00e3o impostas pela m\u00e3o do homem aos locais por onde andou que provocam, mesmo muitos anos depois, sintonias irrevers\u00edveis. No caso da Terra Santa, \u00e9 evidente a m\u00e3o de Deus pela presen\u00e7a de Jesus Cristo. Isso sente-se. \u00c9 por isso que, mais do que fazer turismo, fazem-se peregrina\u00e7\u00f5es aos locais onde Cristo viveu. Sobretudo nestes dias, aqueles em que se vivem mist\u00e9rios de morte e ressurrei\u00e7\u00e3o que viraram a p\u00e1gina da humanidade para &#8220;depois de Cristo&#8221;.  <i>Paulo Rocha \u2013 AE<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi a maior diferen\u00e7a que se ouviu em 8 dias de peregrina\u00e7\u00e3o pelos locais aonde Jesus nasceu, viveu, morreu e ressuscitou. 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