{"id":170653,"date":"2020-04-13T11:41:39","date_gmt":"2020-04-13T10:41:39","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=170653"},"modified":"2020-04-13T11:41:39","modified_gmt":"2020-04-13T10:41:39","slug":"saber-aprender-chamados-a-um-monasticismo-domestico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/saber-aprender-chamados-a-um-monasticismo-domestico\/","title":{"rendered":"SABER APRENDER &#8211; Chamados a um Monasticismo Dom\u00e9stico?"},"content":{"rendered":"<p><em>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (<a href=\"http:\/\/www.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Professor<\/a>\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Blog<\/a>\u00a0&amp;\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/livros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Autor<\/a><\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>O facto de estarmos confinados em casa sem podermos sair fez-me lembrar os monges de clausura e questionar como pode a vida mon\u00e1stica ajudar-nos a viver este per\u00edodo de pandemia.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/MonasticismoDomestico.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-170654\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/MonasticismoDomestico.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"641\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/MonasticismoDomestico.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/MonasticismoDomestico-400x214.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/MonasticismoDomestico-1024x547.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/MonasticismoDomestico-768x410.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/MonasticismoDomestico-1080x577.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/MonasticismoDomestico-980x523.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/MonasticismoDomestico-480x256.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Na vida mon\u00e1stica vivemos somente para a uni\u00e3o com Deus. Por esse motivo, o monasticismo procura desenvolver a capacidade para a ren\u00fancia, o sil\u00eancio, a ora\u00e7\u00e3o, o aprofundamento da f\u00e9 e a viv\u00eancia da cruz na vida quotidiana. Todas estas caracter\u00edsticas s\u00e3o semelhantes \u00e0s que vivemos nestes tempos de pandemia. E, apesar da vida mon\u00e1stica estar centrada na viv\u00eancia de um profundo desejo de Deus, essa estimula o ser humano a procurar <em>um modo totalmente novo de ser e estar no mundo<\/em>. E esse \u00e9 o desafio que temos diante de n\u00f3s.<\/p>\n<p>O desenvolvimento tecnol\u00f3gico permite hoje estarmos juntos de um modo imperfeito, mas real e aut\u00eantico. Por\u00e9m, a tecnologia que nos mant\u00e9m em contacto serve, tamb\u00e9m, para nos manter distra\u00eddos da busca por uma vida profunda, como no caso mon\u00e1stico. Por isso, um monasticismo dom\u00e9stico n\u00e3o est\u00e1 ausente dos desafios colocados pela tecnologia.<\/p>\n<p>O acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o tornou-se banal e o consumo exacerbado, de tal modo que corremos o risco de sermos acr\u00edticos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 informa\u00e7\u00e3o que nos chega e uniformizamos nas opini\u00f5es que temos sobre as coisas. Quando o consumo \u00e9 o que nos identifica, o pensamento uniformizado torna-nos superficiais e afasta-nos da vida profunda. Como dizia o monge trapista Thomas Merton sobre o ser humano nesta situa\u00e7\u00e3o, <em>\u00abn\u00e3o se encontrar\u00e1 a si mesmo por n\u00e3o ser capaz de se procurar a si mesmo. Ele ir\u00e1, simplesmente, ouvir seja quem for e o que esperam que ele seja.\u00bb<\/em><\/p>\n<p>Se todos partilham nas redes sociais, tamb\u00e9m partilho. Se todos reagem, tamb\u00e9m reajo. Se todos usam emojis, tamb\u00e9m uso. Um comportamento assim massificado aproxima-nos mais da manada de gente \u00e0 merc\u00ea das modas da \u00e9poca, do que daqueles que procuraram uma atitude, modo de ser e de estar diferentes. O sil\u00eancio torna-se insuport\u00e1vel, bem como o n\u00e3o atendimento de uma chamada, ou a resposta a uma mensagem que enviei. Ao longo dos \u00faltimos tempos, a sociedade tem-se tornado um pouco intoler\u00e1vel aos comportamentos mon\u00e1sticos que possamos ter em alguns momentos da nossa vida.<\/p>\n<p>Um dos sinais mais evidentes desta intoler\u00e2ncia \u00e9 a dificuldade que muitas pessoas sentem com a situa\u00e7\u00e3o de \u201cclausura\u201d que nos pedem para bem da nossa sa\u00fade e dos outros, de modo a mitigar a propaga\u00e7\u00e3o do coronav\u00edrus pelos mais fr\u00e1geis e desprotegidos.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 uma curiosidade. Antes da pandemia, quanto mais conectados online est\u00e1vamos, mais nos isol\u00e1vamos daqueles que estavam \u00e0 nossa volta. E agora, quanto mais isolados estamos com os outros, ou dos outros, mais sentimos a sua falta porque o ser humano \u00e9 relacional, mas uma relacionalidade face-a-face, n\u00e3o de Facebook.<\/p>\n<p>Temos, por isso, um motivo autenticamente humano para viver um monasticismo dom\u00e9stico e esta \u00e9 a nossa oportunidade de aprender a viver com maior profundidade e, quem sabe, recuperar algo da nossa identidade humana desvirtualizada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Identidade do monge dom\u00e9stico<\/h3>\n<p>A identidade pessoal depende das nossas escolhas, do tempo que dedicamos ao que traz valor \u00e0 nossa vida, e do tipo de relacionamentos que geramos, independentemente das circunst\u00e2ncias incertas em que vivemos.<\/p>\n<blockquote><p>\u00abIdentidade \u00e9 o testemunho da verdade de cada um na sua vida pessoal.\u00bb (Thomas Merton, <em>Contemplation in a World of Action<\/em>)<\/p><\/blockquote>\n<p>Tudo o que nos divide afasta-nos daquilo que somos e nos tornamos (seres-em-rela\u00e7\u00e3o). E a criatividade de uma espiritualidade da unidade (com os outros e a natureza) \u00e9 o que nos mant\u00e9m inteiros e com coragem suficiente para superar cada dificuldade.<\/p>\n<p>Nesse sentido, ser\u00e1 a capacidade para a solitude, em tempos de pandemia, que levar\u00e1 \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o da nossa identidade, aceitando as circunst\u00e2ncias de cada momento presente como uma oportunidade de viver a Vontade de Deus, amadurecendo.<\/p>\n<p>Quem tem mais dificuldade em viver esta solitude em fam\u00edlia, ou sozinho, se for imaturo, cede \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o com os outros, sem filtros, incluindo todas as banalidades, por sentir que essa divers\u00e3o preenche o vazio da solid\u00e3o que n\u00e3o consegue ser solitude.<\/p>\n<p>Mas se dedicarmos tempo a algum trabalho manual (para n\u00f3s ou para os outros), ou \u00e0 leitura de um livro para estimular a mente, ou \u00e0 ora\u00e7\u00e3o em fam\u00edlia (nem que seja por Zoom) ou online (como tem acontecido com as Eucaristias), o todo corpo-mente-esp\u00edrito do \u201cmonge dom\u00e9stico\u201d mant\u00e9m-se saud\u00e1vel, encontra a paz, profundidade na ora\u00e7\u00e3o e at\u00e9 o resultado dos trabalhos manuais feitos melhora. Se essa \u00e9 a experi\u00eancia dos monges (no sentido cl\u00e1ssico do termo), poderia ser a nossa tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>O objectivo de uma viv\u00eancia mon\u00e1stica dom\u00e9stica ser\u00e1 reencontrar a nossa identidade atrav\u00e9s de uma transforma\u00e7\u00e3o interior da consci\u00eancia que toda a vida contemplativa requer. Se tudo o que era normal fazermos deixou de o ser, se todos os nossos conceitos de um dia normal s\u00e3o inadequados, significa que os actos di\u00e1rios devem ser feitos com um sentido mais profundo do que alguma vez foram e a perspectiva da normalidade da vida ser\u00e1 totalmente renovada. Mas isso requer alguma disciplina.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Disciplina mon\u00e1stica dom\u00e9stica<\/h3>\n<p>A disciplina significa encontrar na vida contemplativa dom\u00e9stica os h\u00e1bitos que enformam a nossa vida at\u00e9 atingir uma profundidade maior e crescente. De todos os h\u00e1bitos, os que favorecem a compreens\u00e3o da realidade actual s\u00e3o os essenciais.<\/p>\n<p>Poder\u00edamos pensar que estar informado \u00e9 um dos h\u00e1bitos que se enquadraria na vida mon\u00e1stica dom\u00e9stica, mas n\u00e3o creio. Estar informado ajuda-nos a entrar na realidade, mas n\u00e3o a compreend\u00ea-la. Para isso, n\u00e3o servem as an\u00e1lises dos outros, mas antes o nosso pensamento sobre o que se passa. E o nosso pensamento n\u00e3o se faz apenas de ideias sem forma, mas de ideias que se conectam \u00e0 experi\u00eancia do quotidiano. O problema \u00e9 que o consumismo excessivo de informa\u00e7\u00e3o, gradualmente, afecta a nossa capacidade de ter ideias. \u00c9 preciso recuper\u00e1-la, e isso \u00e9 poss\u00edvel gra\u00e7as a um h\u00e1bito que traz uma disciplina e valor cognitivos \u00e0 nossa vida. \u00c9 um <a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/saber-aprender-o-valor-ilimitado-das-escolhas-limitadas\/\">h\u00e1bito que alimenta a mente<\/a> em tempo de pandemia e, recentemente, percebi fazer parte de uma terapia proposta no in\u00edcio do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>O cronista do <em>The Atlantic<\/em> Samuel Crothers, em setembro de 1916, no meio da Primeira Guerra Mundial, escreve uma s\u00e1tira sobre uma <em><a href=\"https:\/\/www.theatlantic.com\/magazine\/archive\/1916\/09\/literary-clinic\/609754\/\">Cl\u00ednica Liter\u00e1ria<\/a><\/em> com um di\u00e1logo entre um m\u00e9dico dedicado \u00e0 biblioterapia e um amigo sobre o seu <em>\u201dInstituto Bibliop\u00e1tico\u201d<\/em>. Vale a pena ser a s\u00e1tira na \u00edntegra, mas deixo apenas alguns sublinhados que agu\u00e7am o apetite e demonstram como este \u00e9 o h\u00e1bito por excel\u00eancia que disciplina uma vida mon\u00e1stica dom\u00e9stica.<\/p>\n<p>A motiva\u00e7\u00e3o \u00e9 muito simples. Se quisermos cuidar da nossa sa\u00fade mental em tempos de crise pand\u00e9mica como este, deveremos procurar os pensamentos certos e focarmo-nos neles, de modo a purgar a mente dos pensamentos que nos adoecem. Pois, os bons pensamentos curam tanto o corpo, como a mente e o esp\u00edrito na sua unidade indivisa sem contradi\u00e7\u00e3o ou confus\u00e3o.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, o que \u00e9 um bom pensamento se n\u00e3o for interessante? Em primeiro lugar, importa reconhecer que pensamentos interessantes s\u00f3 podem provir de pessoas interessantes. Em segundo lugar, quando nos confrontamos com esses pensamentos, algo acontece. Eles deixam de ser a subst\u00e2ncia inorg\u00e2nica presa no meio de uma de muitas p\u00e1ginas encadernadas na forma de um livro, e passam a uma exist\u00eancia org\u00e2nica quando assimilados na nossa mente. E ser\u00e3o estes pensamentos individualizados e humanizados que nos curam. \u00c9 esse o sentido da literatura terap\u00eautica. Pois, o nosso estado mental antes de ler ser\u00e1 diferente depois da leitura.<\/p>\n<p>Um livro \u00e9 uma prescri\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria que cura quando as ideias se unem numa verdadeira reac\u00e7\u00e3o qu\u00edmica cerebral como gl\u00f3bulos brancos de sabedoria que fortalecem o nosso sistema imunit\u00e1rio cultural. E os livros mais estimulantes n\u00e3o s\u00e3o tanto os que nos fornecem pensamentos quanto os que nos p\u00f5em a pensar. Esses despertam em n\u00f3s faculdades que estavam adormecidas pela cultura do consumo de entertenimento e, depois de lermos e adquirirmos o h\u00e1bito de leitura, sentimo-nos diferentes e agimos de forma diferente. Por isso, diz Crothers &#8211; <em>\u00abum livro \u00e9 um evento espiritual.\u00bb<\/em><\/p>\n<p>Seguramente que haveria muito mais a explorar neste caminho de descoberta por um monasticismo dom\u00e9stico que pode, verdadeiramente, renovar a nossa interioridade, levando-a a valorizar o essencial de uma vida cada vez mais profunda.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (Professor\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0Blog\u00a0&amp;\u00a0Autor<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":166774,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-170653","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/170653","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=170653"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/170653\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/166774"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=170653"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=170653"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=170653"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}