{"id":17040,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/xavier-e-portugal\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"xavier-e-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/xavier-e-portugal\/","title":{"rendered":"Xavier e Portugal"},"content":{"rendered":"<p>Os frutos abundantes da evangeliza\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Francisco Xavier devem-se, sem d\u00favida, \u00e0 sua simpatia irradiante, \u00e0 sua alegria constante e ao seu maravilhoso poder de adapta\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o seriam t\u00e3o surpreendentes sem o ambiente portugu\u00eas, que o acolheu e amparou, desde o rei D. Jo\u00e3o III e a rainha D. Catarina, at\u00e9 aos governantes e vice-reis da \u00cdndia, capit\u00e3es de portos, de navios e de fortalezas ou feitores de el-rei, mercadores, soldados e marinheiros, sem esquecer as autoridades religiosas e membros do clero secular e das ordens religiosas. S\u00e3o Francisco Xavier votou sempre a Portugal uma sincera e reconhecida amizade, afirmando-se &#8220;navarro por nascimento e portugu\u00eas de cora\u00e7\u00e3o&#8221;. Dos 138 textos que dele conhecemos, 92 est\u00e3o escritos em portugu\u00eas e metade de outros dois tamb\u00e9m em portugu\u00eas. Agradecia assim, n\u00e3o s\u00f3 o ter estudado em Paris no Col\u00e9gio Portugu\u00eas de Santa B\u00e1rbara e ter convivido e trabalhado dez meses em Portugal antes de partir para o Oriente, mas tamb\u00e9m o facto de ter tido todas as facilidades nas naus portuguesas. Reconheceu sempre Portugal como a sua p\u00e1tria adoptiva.  E os portugueses souberam corres-ponder, com admira\u00e7\u00e3o e devo\u00e7\u00e3o ao incans\u00e1vel mission\u00e1rio, mesmo j\u00e1 antes da canoniza\u00e7\u00e3o, em 1622. Este acto, contudo, veio consagrar a devo\u00e7\u00e3o e fortalecer a sua imagem, como exemplo da vida crist\u00e3 mais perfeita. O facto de a Restaura\u00e7\u00e3o Nacional ter ocorrido a 1 de Dezembro, v\u00e9spera do dia comemorativo da sua morte (noite de 2 para 3 de Dezembro), confirmava que o Santo, embora navarro por nascimento, era &#8220;um fino portugu\u00eas, no \u00e2nimo e no maior emprego dos trabalhos da sua admir\u00e1vel vida&#8221;. Vai nesse sentido a c\u00e9lebre novena, pregada pelo Padre Ant\u00f3nio Vieira, com os inspirados serm\u00f5es &#8220;Xavier Dormindo e Xavier Acordado&#8221;, que sup\u00f5em j\u00e1 a expans\u00e3o da sua devo\u00e7\u00e3o. A iconografia de S\u00e3o Francisco Xavier conhece em Portugal os seus mais altos expoentes, n\u00e3o s\u00f3 em esculturas, estampas e iluminuras com a sua imagem, vestido como mission\u00e1rio, empunhando a cruz, a b\u00edblia ou a concha &#8211; acompanhado ou n\u00e3o do c\u00e9lebre caranguejo &#8211; mas tamb\u00e9m em pinturas, baixo-relevos, azulejos, pe\u00e7as de ourivesaria e outros g\u00e9neros pl\u00e1sticos, representando factos miraculosos da sua vida. Foi obra de artistas portugueses a fixa\u00e7\u00e3o da imagem do Ap\u00f3stolo das \u00cdndias e Evangelizador do Jap\u00e3o, ao contr\u00e1rio de outros santos da mesma \u00e9poca, que foram objecto de obras de artistas \u00edtalo-flamengos. Referimo-nos em especial a duas s\u00e9ries de obras: de Andr\u00e9 Reinoso, na Igreja de S\u00e3o Roque, em Lisboa (igreja da Casa-M\u00e3e dos Jesu\u00edtas em Portugal) e de Manuel Henriques, na S\u00e9 Nova de Coimbra (Igreja do Col\u00e9gio de Jesus). A partir de Goa, onde o seu corpo se mant\u00e9m incorrupto, muitos portugueses, ao longo da nossa hist\u00f3ria, conheceram e cultivaram uma venera\u00e7\u00e3o muito especial por S\u00e3o Francisco Xavier. Venera\u00e7\u00e3o semelhante lhe \u00e9 tributada tamb\u00e9m em Lisboa e Coimbra, com a &#8220;Cal\u00e7ada dos Ap\u00f3stolos&#8221; e a &#8220;Coura\u00e7a dos Ap\u00f3stolos&#8221;, ou em Set\u00fabal a requerer o seu patroc\u00ednio, erigindo-lhe capelas e est\u00e1tuas\u2026 Em todo o Pa\u00eds, h\u00e1 par\u00f3quias, escolas, institui\u00e7\u00f5es sociais e entidades religiosas que invocam o seu patroc\u00ednio.  Mas \u00e9 na famosa &#8220;Novena da Gra\u00e7a&#8221; que o grande Santo tem centrada a sua devo\u00e7\u00e3o, como ele mesmo pediu, oferecendo-se como intercessor. S\u00e3o aos milhares, em Portugal e no mundo inteiro as edi\u00e7\u00f5es de livros, folhetos, pagelas e simples impressos, com a biografia de Francisco e com o texto da sua famosa novena.  <i>Jo\u00e3o Cani\u00e7o, S.J.<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os frutos abundantes da evangeliza\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Francisco Xavier devem-se, sem d\u00favida, \u00e0 sua simpatia irradiante, \u00e0 sua alegria constante e ao seu maravilhoso poder de adapta\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o seriam t\u00e3o surpreendentes sem o ambiente portugu\u00eas, que o acolheu e amparou, desde o rei D. Jo\u00e3o III e a rainha D. 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