{"id":169993,"date":"2020-04-10T15:53:49","date_gmt":"2020-04-10T14:53:49","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=169993"},"modified":"2020-04-10T15:53:49","modified_gmt":"2020-04-10T14:53:49","slug":"homilia-em-sexta-feira-santa-do-bispo-de-beja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-em-sexta-feira-santa-do-bispo-de-beja\/","title":{"rendered":"Homilia em Sexta-feira Santa do Bispo de Beja"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-100401 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/joao_marcos-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/joao_marcos-300x200.jpg 300w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/joao_marcos-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/joao_marcos-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/joao_marcos-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/joao_marcos.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Reverendos C\u00f3negos e Presb\u00edteros, estimados Di\u00e1conos, Religiosos e Religiosas, amados fi\u00e9is leigos e leigas, todos v\u00f3s que estais connosco, permanecendo em vossas casas:<\/p>\n<p>1 &#8211; Comemoramos hoje, com toda a Igreja, a Paix\u00e3o e a Morte do Senhor na Cruz, por nosso amor. Olho para os bancos da assembleia nesta igreja catedral de Beja. Est\u00e3o vazios. Lembro-me de os ver, nos anos anteriores, com muitas e muitos de v\u00f3s, trajando cores escuras ou de gravata preta. Neste ano est\u00e3o vazios, pelo medo do cont\u00e1gio do v\u00edrus Covid-19. Em \u00faltima an\u00e1lise,\u00a0 pelo medo de morrer.<\/p>\n<p>Lemos na Carta aos Hebreus que Cristo veio ao mundo e fez-Se homem, assumindo para si a nossa carne e o nosso sangue, para destruir, na Sua morte, o senhor da morte, isto \u00e9, o diabo, e para libertar aqueles que passavam uma vida inteira escravos do medo de morrer ( Hb 2, 14).<\/p>\n<p>Escravos do medo de morrer? Algu\u00e9m pode reagir a esta express\u00e3o dizendo que n\u00e3o tem medo de morrer. E pode come\u00e7ar a dizer que a morte \u00e9 algo t\u00e3o natural como o nascimento, pois tudo aquilo que nasce, morre. Mas ent\u00e3o, se a morte \u00e9 algo natural, porque ser\u00e1 que tantas pessoas a n\u00e3o encaram naturalmente?<\/p>\n<p>Quando, aqui na igreja, falamos de morte, queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, n\u00e3o falamos sobretudo da morte f\u00edsica, mas da morte que consiste na destrui\u00e7\u00e3o do nosso eu, nessa morte que \u00e9 fruto do pecado. A morte f\u00edsica tornou-se odiosa para n\u00f3s porque se tornou s\u00edmbolo dessa morte espiritual, da qual o Senhor Jesus nos veio libertar com a Sua morte na Cruz e com a Sua Ressurrei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>2 \u2013 Como encaras a tua morte, caro irm\u00e3o? Apenas como o fim da tua vida terrena, como o teu desaparecimento da terra dos vivos?<\/p>\n<p>Vejamos como o Senhor Jesus encarou a Sua morte, Ele que viveu, n\u00e3o para si mesmo, mas para aqueles a quem foi enviado pelo Pai. A primeira evid\u00eancia, \u00e9 que Ele, mesmo no abandono extremo que sentiu ao mergulhar na morte, sabe, pela f\u00e9, que a Sua morte \u00e9 uma passagem deste mundo para o Pai que O ama e em cujas m\u00e3os entrega a Sua vida. E mesmo que Se sinta rejeitado, sabe que morre amando este mundo carregando com os seus crimes e libertando-O do pecado e da morte.<\/p>\n<p>Na Paix\u00e3o segundo S. Jo\u00e3o hoje proclamada, v\u00edamos Jesus Cristo morrer como Rei entronizado no trono da Cruz, e como Esposo que bebeu o vinagre, quer dizer, que assumiu para si os pecados da sua Esposa e Lhe deu o vinho novo do Seu Esp\u00edrito. Na primeira leitura desta nossa celebra\u00e7\u00e3o, escut\u00e1mos o IV Canto do Servo que descreve cruamente os sofrimentos suportados pelo Senhor Jesus. E disse-nos que Ele foi trespassado por causa das nossas culpas e esmagado por causa das nossas iniquidades. Caiu sobre Ele o castigo que nos salva. Pelas Suas chagas fomos curados (Is 53,5). Aqui \u00e9-nos apresentado como m\u00e9dico e como rem\u00e9dio que nos cura do pecado.<\/p>\n<p>Para Jesus, a Sua morte n\u00e3o era encarada como algo que o atingia apenas a Ele: para Ele, morrer era fazer a passagem, a P\u00e1scoa definitiva da Nova Alian\u00e7a era abrir, para toda a humanidade, as portas do c\u00e9u. Era, assim, regressar ao Pai que O enviara ao mundo. Era regressar ao Seio daquele amor que, desde sempre, O gerou. Mas era tamb\u00e9m obedecer \u00e0 vontade do Pai Criador que pelo Sangue derramado de Seu Filho, resgatou para a comunh\u00e3o divina uma grande multid\u00e3o de filhos adotivos. Era partir para dar lugar no mundo, ao Seu Esp\u00edrito Santo, a alma da Igreja, que viria para nos guiar at\u00e9 \u00e0 Verdade plena. Era experimentar, mergulhando no sofrimento indiz\u00edvel da morte na Cruz, o amor do Pai que O enviara ao mundo e que agora O mandava regressar a Si como o Sumo-Sacerdote no dia da Expia\u00e7\u00e3o, n\u00e3o com o sangue de touros ou de cabritos, mas com o Seu pr\u00f3prio Sangue, reconduzindo assim ao Pai as nossas vidas resgatadas. Plenamente livre, n\u00e3o sendo escravo de ningu\u00e9m, revestido de toda a autoridade, a Sua morte tem esta dimens\u00e3o sacerdotal. Como lemos na Carta aos Hebreus, \u201cSanto, inocente, imaculado, separado dos pecadores, elevado mais alto que os c\u00e9us\u201d, (Hb 7, 26) Jesus Cristo, morrendo na Cruz, regressou ao Pai para ser por Ele glorificado e para, sentado \u00e0 Sua direita, exercer o Seu Sacerd\u00f3cio em nosso favor. Assim continua a amar-nos eternamente, a todos n\u00f3s que, na terra, Ele amou at\u00e9 ao fim. Ele \u00e9 o Sumo-Sacerdote da Nova Alian\u00e7a que realizou na Sua Morte, de uma vez para sempre, a expia\u00e7\u00e3o dos pecados do mundo.<\/p>\n<p>3 &#8211; Assim, quem acredita em Jesus Cristo e est\u00e1 batizado em Seu nome, d\u00e1 morte e sepultura ao seu homem velho e ressuscita com Ele para a Vida\u00a0 escondida em Deus, vida que \u00e9 pr\u00f3pria do Filho. A morte surge ent\u00e3o para n\u00f3s como a outra face desta moeda que \u00e9 a vida. E a vida do crist\u00e3o outra coisa n\u00e3o pode ser, sen\u00e3o isto: levarmos sempre, no nosso Corpo, o morrer de Jesus, para que a Sua Vida de ressuscitado se manifeste em n\u00f3s(2Cor 4,11). Habituados assim a viver cada dia morrendo para o pecado, a nossa morte deixa de estar resumida na morte f\u00edsica que esperamos no futuro; vivemo-la no presente e vai-se tornando, em grande parte, experi\u00eancia do passado. Quem deixou de viver para si mesmo e se fez doador de vida aos outros, encontrar\u00e1 certamente na morte, o grande momento da sua P\u00e1scoa.<\/p>\n<p>Para n\u00f3s crist\u00e3os, como para todos os outros homens e mulheres, a morte continua a ser aquele buraco negro onde tudo desaparece. Mas n\u00f3s chamamos-lhe \u00f3bito, quer dizer, encontro com Cristo Ressuscitado, cuja gl\u00f3ria resplandece a\u00ed, no centro desse vazio, para nos assumir (e, da\u00ed, a palavra Assun\u00e7\u00e3o) e nos levar com Ele para o Pai. Por isso, desde o come\u00e7o da Hist\u00f3ria da Igreja, celebramos o dia da morte dos m\u00e1rtires como sendo o dia do Seu nascimento para a vida verdadeira, para a Vida Eterna.<\/p>\n<p>4 \u2013 A Igreja manda-nos, neste dia de Sexta-feira Santa, contemplar a imagem de Cristo crucificado, que \u00e9 a imagem mais importante e indispens\u00e1vel para crescermos na vida crist\u00e3, nesta vida de configura\u00e7\u00e3o com Jesus Cristo, Nosso Senhor. Esta imagem que sempre deve estar presente na celebra\u00e7\u00f5es da Igreja, nomeadamente na Eucaristia, sempre deve acompanhar aqueles que foram marcados com ela e a receberam da Igreja como o primeiro tesouro, no dia em que pediram o Batismo.<\/p>\n<p>Nas vossas casas, queridos irm\u00e3os, o crucifixo deve ocupar, na sala e nos quartos, um lugar de honra. Ele d\u00e1-nos a medida do amor do Senhor para connosco, a mesma medida que Ele espera de cada um de n\u00f3s. Jesus Cristo, morto e ressuscitado por nosso amor, oferece-nos gratuitamente a Vida que a Lei prometia a quem a cumprisse. A Ele, que n\u00e3o veio abolir a Lei mas cumpri-la inteiramente, vemo-l\u2019O crucificado, de m\u00e3os e p\u00e9s cravados no madeiro, com a Sua cabe\u00e7a coroada de espinhos e de cora\u00e7\u00e3o trespassado, significando assim que Ele cumpriu plenamente a Lei amando o Pai com todo o Seu cora\u00e7\u00e3o, com toda a Sua mente e com todas as Suas for\u00e7as. Na imagem de Cristo crucificado se resume toda a Sagrada Escritura e todo o Evangelho. Ela mostra-nos que as consequ\u00eancias dos nossos pecados matam o Filho de Deus em n\u00f3s. Mas ela revela-nos, sobretudo, a imensid\u00e3o do Seu amor para connosco. Ele sofreu por mim e por ti, sofreu pelos nossos pecados, deu a Sua vida por amor de n\u00f3s.<\/p>\n<p>Contemplar a Cruz do Senhor leva-nos a ador\u00e1-l\u2019O a Ele, que sendo verdadeiro Deus Se fez homem verdadeiro para nos salvar. Se somos sens\u00edveis ao Seu amor para connosco, como n\u00e3o O adoraremos, n\u00e3o apenas em Sexta-feira Santa, mas todos os dias da nossa vida?<\/p>\n<p>Toda a nossa gl\u00f3ria est\u00e1 na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo! Esta express\u00e3o de S. Paulo ilumine o nosso cora\u00e7\u00e3o neste dia em que, muito concretamente, nos centramos no mist\u00e9rio da Cruz.<\/p>\n<p>5 \u2013 A Cruz de Jesus, esse madeiro onde esteve suspenso e foi torturado o corpo de Cristo, tornou-se para n\u00f3s o Sinal, por excel\u00eancia, das b\u00ean\u00e7\u00e3os de Deus. Como o pr\u00f3prio Senhor Jesus ensinou, quem quiser ser Seu disc\u00edpulo precisa de renunciar a si mesmo, de aceitar a sua cruz todos os dias e de O seguir. No evangelho da Paix\u00e3o segundo S. Jo\u00e3o que escut\u00e1mos, v\u00edamos, ao p\u00e9 da cruz, Sua m\u00e3e e o disc\u00edpulo amado, juntamente com outras poucas pessoas que acompanharam o Senhor Jesus at\u00e9 ao Calv\u00e1rio.<\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s: se quereis ser disc\u00edpulos adultos de Cristo Jesus n\u00e3o fujais da vossa cruz mas abra\u00e7ai-a e carregai com ela em cada dia! Qual \u00e9 hoje a tua cruz! A solid\u00e3o, uma doen\u00e7a, o temperamento de alguns familiares mais pr\u00f3ximos, o facto de estares desempregado e n\u00e3o teres dinheiro para viveres dignamente? Por estranho que pare\u00e7a, ela \u00e9 o jugo suave que o Senhor oferece aos Seus amigos e disc\u00edpulos. Aceita a tua cruz de olhos postos no Senhor, que a carrega contigo, no outro lado do jugo.<\/p>\n<p>A sabedoria da Cruz \u00e9 a sabedoria dos crist\u00e3os. \u00c9 ela que nos permite escutar as palavras de Cristo, sobretudo aquele tenho sede e receber por M\u00e3e a Virgem Maria, \u00e9 ela que nos permite estarmos com Deus e encontrarmos n\u2019Ele a for\u00e7a e a consola\u00e7\u00e3o de que precisamos para viver. A nossa cruz, unida \u00e0 Cruz do Senhor e por ela iluminada, \u00e9 o caminho mais r\u00e1pido, ali\u00e1s, \u00e9 o \u00fanico caminho que nos conduz \u00e0 P\u00e1tria Celeste.<\/p>\n<p>Se\u00a0 somos e queremos continuar a ser crist\u00e3os, se sois e quereis continuar a ser crist\u00e3os, irm\u00e3os e irm\u00e3s, amai a Cruz, aceitai a Cruz que o Senhor providenciou para v\u00f3s e colocai o crucifixo nos espa\u00e7os onde decorrem as vossas vidas. N\u00e3o vos envergonheis das vossas cruzes, n\u00e3o vos envergonheis de ser crist\u00e3os. Lembrai-vos, nos momentos de crise e de tenta\u00e7\u00e3o, que todo o aux\u00edlio e toda a for\u00e7a de que precisamos, toda a nossa gl\u00f3ria, est\u00e3o na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo!<\/p>\n<p>D. Jo\u00e3o Marcos, Bispo de Beja<\/p>\n<p>S\u00e9 de Beja, 10\/04\/2020<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":4,"featured_media":128662,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[171],"class_list":["post-169993","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-beja"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/169993","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=169993"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/169993\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/128662"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=169993"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=169993"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=169993"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}