{"id":16872,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/um-unico-mandamento-amar-a-deus-e-ao-proximo\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"um-unico-mandamento-amar-a-deus-e-ao-proximo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/um-unico-mandamento-amar-a-deus-e-ao-proximo\/","title":{"rendered":"Um \u00fanico mandamento: amar a Deus e ao pr\u00f3ximo"},"content":{"rendered":"<p>Catequese do Cardeal-Patriarca de Lisboa no 2\u00ba Domingo da Quaresma <!--more--> 1. Segundo o ensinamento de Jesus, toda a Lei de Deus se resume num \u00fanico mandamento: o do amor, a Deus e ao pr\u00f3ximo. Jesus inaugura a vis\u00e3o definitiva da Lei de Deus, concebida como revela\u00e7\u00e3o e chamamento. O caminho de vida que, por Ele, Deus revela aos homens, \u00e9 um caminho de perfei\u00e7\u00e3o, imitando a perfei\u00e7\u00e3o de Deus. A justi\u00e7a, que \u00e9 sin\u00f3nimo de perfei\u00e7\u00e3o, de santidade, no Reino de Deus que Jesus prega e inaugura, \u00e9 superior \u00e0 dos escribas e fariseus: \u201cEu vo-lo digo: se a vossa justi\u00e7a n\u00e3o vai al\u00e9m da dos escribas e dos fariseus, n\u00e3o entrareis no Reino dos C\u00e9us\u201d (Mt. 5,20). E depois de mostrar a excel\u00eancia desta justi\u00e7a do Reino, em compara\u00e7\u00e3o com a antiga, Jesus conclui, dirigindo-se aos que O querem seguir: \u201cV\u00f3s sereis perfeitos como o vosso Pai Celeste \u00e9 perfeito\u201d (Mt. 5,48).  Jesus quer inaugurar um tempo novo, no caminho dos homens para a salva\u00e7\u00e3o. A refer\u00eancia deixa de ser Mois\u00e9s e a sua Lei e passa a ser Ele e o caminho do Reino de Deus. \u201cOuvistes o que foi dito aos antigos. Eu por\u00e9m digo-vos\u2026\u201d (Mt. 5,21). E para que n\u00e3o restem d\u00favidas, afirma-se como o \u00fanico Doutor da Lei, o \u00fanico Mestre: \u201cUm s\u00f3 \u00e9 o vosso Doutor, Jesus Cristo\u201d (Mt. 23,10). O caminho da vida \u00e9 s\u00f3 um e definitivo: seguir Jesus Cristo, na f\u00e9, e obedecer aos seus mandamentos. Paulo, um grande seguidor de Jesus Cristo, far\u00e1 desta novidade o n\u00facleo da sua doutrina sobre a Salva\u00e7\u00e3o. S\u00f3 a f\u00e9 em Jesus Cristo nos salva e n\u00e3o o cumprimento da Lei de Mois\u00e9s.  Para evitar confus\u00f5es, o evangelista S\u00e3o Jo\u00e3o nunca aplica \u00e0s exig\u00eancias do Reino de Deus a palavra Lei. Para ele, a Lei \u00e9 sempre a de Mois\u00e9s. Aos ensinamentos de Jesus ele chama mandamentos, ou seja, express\u00e3o da vontade de Deus, retomando, claramente, a compreens\u00e3o da Lei como revela\u00e7\u00e3o e chamamento. O pr\u00f3prio Jesus se conduz, na Sua miss\u00e3o, pelo mandamento que recebe do Pai: \u201cEu n\u00e3o falo por Mim mesmo, o Pai que Me enviou, Ele \u00e9 que me ordenou o que Eu devia dizer e anunciar. Eu sei que o Seu mandamento \u00e9 a vida eterna\u201d (Jo. 12,48-50). Imitando Jesus na Sua obedi\u00eancia \u00e0 vontade do Pai, os crist\u00e3os encontram a vida, seguindo os seus mandamentos. \u201cTudo o que Lhe pedimos, recebemo-lo d\u2019Ele, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos o que Lhe agrada. Este \u00e9 o Seu mandamento: acreditar no nome do Seu Filho Jesus Cristo e amarmo-nos uns aos outros, segundo o mandamento que nos deu\u201d (1Jo. 3,22.23).   2. Os fariseus e os doutores da Lei, que se consideravam os detentores e int\u00e9rpretes aut\u00eanticos da Lei mosaica, aperceberam-se progressivamente desta ruptura inovadora do ensinamento de Jesus. O conflito era inevit\u00e1vel. Os Evangelistas situam uma grande parte do ensino de Jesus no contexto deste conflito. \u00c9 exactamente no di\u00e1logo com um doutor da Lei que Jesus anuncia a nova s\u00edntese da Lei de Deus. \u201cUm doutor da Lei (\u2026) aproximou-se d\u2019Ele e perguntou-Lhe: Qual \u00e9 o primeiro de todos os mandamentos? Jesus respondeu: o primeiro mandamento \u00e9 este: ouve, \u00f3 Israel! O Senhor nosso Deus \u00e9 o \u00fanico Senhor. E amar\u00e1s ao Senhor Teu Deus com todo o teu cora\u00e7\u00e3o, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas for\u00e7as. O segundo mandamento \u00e9 este: amar\u00e1s o teu pr\u00f3ximo como a ti mesmo. N\u00e3o existe outro mandamento mais importante do que estes dois\u201d (Mc. 12,28-31).  Na pr\u00f3pria resposta Jesus exprime a novidade. O doutor da Lei interrogou-O sobre o primeiro mandamento, e Jesus disse-lhe tamb\u00e9m o segundo, porque o considera um s\u00f3. E essa \u00e9 uma novidade transformadora: o amor de Deus e o amor do pr\u00f3ximo s\u00e3o um s\u00f3. \u00c9 imposs\u00edvel amar a Deus sem amar o pr\u00f3ximo, e quem ama o seu pr\u00f3ximo descobre o amor de Deus.   Deus amou-vos primeiro  3. S\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel cumprir este mandamento do amor, porque Deus nos amou primeiro. Enquanto revela\u00e7\u00e3o e chamamento, este mandamento \u00e9 o convite a que respondamos ao amor de Deus por n\u00f3s, amando-O e amando os homens que Ele ama. Isto d\u00e1 ao amor dos crist\u00e3os a qualidade e a densidade do amor trinit\u00e1rio de Deus. Deus \u00e9 amor e s\u00f3 se pode conhecer, amando. \u201cAquele que n\u00e3o ama n\u00e3o conhece Deus, porque Deus \u00e9 amor\u201d (1Jo. 4,8). Segundo S\u00e3o Jo\u00e3o, na chamada \u201cora\u00e7\u00e3o sacerdotal\u201d, Jesus pede ao Pai que o Seu amor por n\u00f3s seja a fonte do nosso amor. S\u00f3 na experi\u00eancia do amor de Deus aprendemos e podemos amar. \u201cPai Justo, o mundo n\u00e3o Te conheceu, mas Eu conheci-Te. Estes tamb\u00e9m reconheceram que Me enviaste. Tornei-lhes conhecido o Teu nome. E voltarei a torn\u00e1-lo conhecido, para que o amor com que Me amaste esteja neles e Eu mesmo esteja neles\u201d (Jo. 17,25-26).  \u00c9 por isso que a f\u00e9 \u00e9 o fundamento do amor crist\u00e3o, pois s\u00f3 ela \u00e9 a garantia da caridade. Que Deus nos ama pode n\u00e3o se sentir, tem de se acreditar. A f\u00e9 une-nos a Jesus Cristo e \u00e0 Sua plenitude pessoal e \u00e9 na intimidade com Jesus Cristo que descobrimos quanto Deus nos ama, quanto amou o mundo no Seu Filho Jesus Cristo. \u00c9 uma ilus\u00e3o pensar que a caridade, a dimens\u00e3o sobrenatural do amor crist\u00e3o, se pode viver s\u00f3 ao ritmo da natureza, com as naturais capacidades de amar. S\u00f3 em Jesus Cristo nos sentiremos amados por Deus e desabrochamos para o desejo de amar como Ele nos ama. A pr\u00e1tica do amor crist\u00e3o faz uma unidade com a ora\u00e7\u00e3o, de modo particular com a ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica.    4. Mas poderemos n\u00f3s imitar o amor de Deus, fazer dele o modelo e a for\u00e7a inspiradora das nossas express\u00f5es de amor? N\u00e3o somos demasiadamente carnais e marcados pelo pecado, para sequer sermos sens\u00edveis \u00e0 maneira como Deus ama? Entre a maneira como Deus ama e a nossa experi\u00eancia de amor, h\u00e1, simultaneamente, uma grande dist\u00e2ncia e uma grande proximidade. Dist\u00e2ncia, marcada pela fragilidade do pecado, porque nos afast\u00e1mos d\u2019Ele, porque nos inebri\u00e1mos com as nossas capacidades naturais de amar, considerando-as exclusivas e definitivas. Esta dist\u00e2ncia s\u00f3 a podemos vencer em Jesus Cristo, que nos reconduz \u00e0 intimidade com Deus e nos familiariza com o amor de Deus. Mas h\u00e1 tamb\u00e9m proximidade: fomos criados por amor; os instintos de amor com que Deus enriqueceu a nossa natureza, chamam-nos ao amor na sua pureza original, o amor que Deus \u00e9. As nossas capacidades de amor, s\u00e3o sementes de Deus.  Para que sintamos que a fonte do nosso amor \u00e9 o pr\u00f3prio amor de Deus, \u00e9 preciso um longo caminho de purifica\u00e7\u00e3o dos nossos instintos de amor (eros), at\u00e9 ao amor puro dom, que se d\u00e1 para contemplar a sua pr\u00f3pria beleza na beleza do outro. O pr\u00f3prio amor divino nos oferece o modelo e o ritmo dessa integra\u00e7\u00e3o de todas as capacidades de amar no amor verdadeiro, puro dom (agap\u00ea). Tamb\u00e9m Deus amou o seu Povo como um apaixonado ama a sua amada e exprimiu a radicalidade desse amor no dom do Seu pr\u00f3prio Filho[1].   O amor dos irm\u00e3os e o amor de Deus  5. O amor de Deus \u00e9 uma experi\u00eancia e n\u00e3o apenas uma doutrina. Porque a Deus ningu\u00e9m O viu, Ele manifestou-nos o Seu amor num gesto concreto, o dom do Seu Filho Jesus Cristo, que no realismo da entrega da Sua vida nos fez tocar o amor de Deus por n\u00f3s. Na sua recente Enc\u00edclica \u201cDeus \u00e9 amor\u201d, o Papa Bento XVI parte deste realismo de Jesus Cristo para nos fazer perceber o que \u00e9 o amor. \u201cJ\u00e1 no Antigo Testamento a novidade b\u00edblica n\u00e3o consistia simplesmente em no\u00e7\u00f5es abstractas, mas na ac\u00e7\u00e3o imprevis\u00edvel e, de certa forma, inaudita de Deus. Esta ac\u00e7\u00e3o de Deus ganha agora a sua forma dram\u00e1tica no facto de, em Jesus Cristo, o pr\u00f3prio Deus ir atr\u00e1s da \u00abovelha perdida\u00bb, a humanidade sofredora e transviada. Quando Jesus fala, nas suas par\u00e1bolas, do pastor que vai atr\u00e1s da ovelha perdida, da mulher que procura a dracma, do pai que sai ao encontro do filho pr\u00f3digo e o abra\u00e7a, n\u00e3o se trata apenas de palavras, mas de uma explica\u00e7\u00e3o do seu pr\u00f3prio ser e agir. Na Sua morte de cruz, cumpre-se aquele virar-se de Deus contra si pr\u00f3prio, com o qual Ele se entrega para levantar o ser humano e salv\u00e1-lo \u2013 o amor na sua forma mais radical. O olhar fixo no lado trespassado de Cristo, de que fala Jo\u00e3o (cf. 19,37), compreende o que serviu de ponto de partida a esta Carta Enc\u00edclica: \u00abDeus \u00e9 amor\u00bb (1Jo. 4,8). \u00c9 l\u00e1 que esta verdade pode ser contemplada. E come\u00e7ando l\u00e1, pretende-se agora definir em que consiste o amor. A partir daquele olhar, o crist\u00e3o encontra o caminho do seu viver e amar\u201d[2].  O amor de Deus vive-se e descobre-se nos actos concretos de amor. Este realismo exprime-o S\u00e3o Jo\u00e3o, na obedi\u00eancia aos mandamentos, algo de muito concreto para exprimir o amor. \u201cAquele que tem os meus mandamentos e os observa, \u00e9 esse que Me ama e aquele que Me ama ser\u00e1 amado por Meu Pai e Eu am\u00e1-lo-ei e manifestar-Me-ei a ele\u201d (Jo. 13,21). \u201cNaquele que guarda a Minha Palavra, o amor de Deus atingiu a perfei\u00e7\u00e3o. Assim sabemos que estamos n\u2019Ele\u201d (1Jo. 2,5).  E entre os mandamentos cujo cumprimento nos leva ao amor de Deus, sobressai o mandamento do amor fraterno. Os outros s\u00e3o o que de mais concreto h\u00e1 na nossa vida. \u201cDou-vos um mandamento novo: amai-vos uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos v\u00f3s tamb\u00e9m uns aos outros\u201d (Jo. 13,34). O amor dos irm\u00e3os \u00e9 a express\u00e3o do amor a Deus. \u201cSe algu\u00e9m diz que ama a Deus e detesta o seu irm\u00e3o, \u00e9 mentiroso. O que n\u00e3o ama o seu irm\u00e3o que v\u00ea, n\u00e3o poder\u00e1 amar a Deus que n\u00e3o v\u00ea\u201d (1Jo. 4,20).  A caridade fraterna \u00e9 o crit\u00e9rio realista do amor a Deus. \u00c9 o gesto concreto, com a for\u00e7a de um sacramento, que nos faz mergulhar no mist\u00e9rio do amor divino. \u00c9 um \u00fanico amor e, por isso, amar a Deus e amar os irm\u00e3os s\u00e3o um \u00fanico mandamento. O amor dos irm\u00e3os, que se nos imp\u00f5e no concreto da exist\u00eancia, \u00e9 o caminho para a descoberta do amor de Deus. Santo Agostinho afirmou isto com clareza meridiana. Depois de recordar os dois mandamentos, que s\u00e3o um s\u00f3, acrescenta: \u201cO amor de Deus \u00e9 o primeiro mandamento na hierarquia da obriga\u00e7\u00e3o, mas o amor do pr\u00f3ximo \u00e9 o primeiro na ordem da ac\u00e7\u00e3o. Aquele que te deu o mandamento do amor nestes dois preceitos, n\u00e3o podia preceituar o amor do pr\u00f3ximo de prefer\u00eancia ao amor de Deus; mas primeiramente preceituar o amor de Deus e depois o do pr\u00f3ximo. Entretanto, tu que ainda n\u00e3o v\u00eas a Deus, merecer\u00e1s contempl\u00e1-lo, se amas o pr\u00f3ximo. Com o amor do pr\u00f3ximo purificas o teu olhar, para que os teus olhos possam contemplar a Deus, como afirma claramente S\u00e3o Jo\u00e3o: se n\u00e3o amas o teu irm\u00e3o que v\u00eas, como poder\u00e1s amar a Deus que n\u00e3o v\u00eas?\u201d.  E mais \u00e0 frente acrescenta: \u201cCome\u00e7a, portanto, a amar o pr\u00f3ximo. Reparte o teu p\u00e3o com o faminto e d\u00e1 pousada ao pobre sem abrigo, leva roupa ao que n\u00e3o tem que vestir e n\u00e3o voltes as costas ao teu semelhante. Que conseguir\u00e1s praticando tudo isto? Ent\u00e3o a tua luz brilhar\u00e1 como a aurora. A tua luz \u00e9 o teu Deus; Ele \u00e9 a aurora que despontar\u00e1 sobre ti depois da noite deste mundo. Esta luz n\u00e3o nasce, nem tem ocaso, porque permanece para sempre\u201d[3].   A caridade como prioridade pastoral  6. A caridade torna-se, assim, uma prioridade pastoral. Ela \u00e9 o crit\u00e9rio da verdade da Igreja, da doutrina em que acredita e anuncia, das ac\u00e7\u00f5es que desenvolve, do realismo da exist\u00eancia crist\u00e3 como caminho de santidade, dinamismo que a faz tender para a perfei\u00e7\u00e3o de Deus. S\u00f3 assim a Igreja ser\u00e1 a \u201ccasa da comunh\u00e3o\u201d e o seu testemunho contribuir\u00e1 para uma civiliza\u00e7\u00e3o do amor. O Santo Padre termina a sua Enc\u00edclica com este desafio: \u201cO amor \u00e9 poss\u00edvel, e n\u00f3s somos capazes de o praticar, porque somos criados \u00e0 imagem de Deus. Viver o amor e, deste modo, fazer entrar a luz de Deus no mundo: tal \u00e9 o convite que vos queria deixar com a presente Enc\u00edclica\u201d[4].  Todos os outros mandamentos do Senhor, que s\u00e3o o nome crist\u00e3o da Lei, s\u00e3o concretiza\u00e7\u00f5es da caridade, pois somos chamados a amar os nossos irm\u00e3os na complexa realidade do seu ser e da sua exist\u00eancia e inici\u00e1-los nessa possibilidade de fazerem de todas as express\u00f5es da sua vida, caminho do amor de Deus.   S\u00e9 Patriarcal, 12 de Mar\u00e7o de 2006  <i>\u2020 JOS\u00c9, Cardeal-Patriarca<\/i>  &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211; 1 Cf. a este prop\u00f3sito, a Carta Enc\u00edclica de Bento XVI, \u201cDeus \u00e9 amor\u201d, nn. 9ss  2 Ibidem, n.\u00ba 12 3Santo Agostinho, Tratado sobre o Evangelho de S\u00e3o Jo\u00e3o (Tract. 17,7-9; CCL 36,174-175).  4 Bento XVI, Ibidem, n.\u00ba 39<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Catequese do Cardeal-Patriarca de Lisboa no 2\u00ba Domingo da Quaresma<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,127,168,91],"class_list":["post-16872","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-catequese","tag-diocese-da-guarda","tag-quaresma"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16872","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16872"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16872\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16872"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16872"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16872"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}