{"id":168631,"date":"2020-04-03T07:01:55","date_gmt":"2020-04-03T06:01:55","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=168631"},"modified":"2020-04-02T17:09:44","modified_gmt":"2020-04-02T16:09:44","slug":"covid-19-nos-resolvemos-o-problema-financeiro-dos-bancos-agora-tem-de-ser-os-bancos-a-olhar-para-esta-situacao-padre-lino-maia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/covid-19-nos-resolvemos-o-problema-financeiro-dos-bancos-agora-tem-de-ser-os-bancos-a-olhar-para-esta-situacao-padre-lino-maia\/","title":{"rendered":"Covid-19: \u00abN\u00f3s resolvemos o problema financeiro dos bancos, agora t\u00eam de ser os bancos a olhar para esta situa\u00e7\u00e3o\u00bb &#8211; padre Lino Maia"},"content":{"rendered":"<p><em>Padre Lino Maia, presidente da CNIS, alerta em entrevista \u00e0 Renascen\u00e7a e ECCLESIA para a necessidade de realizar testes em todos os lares e de encontrar respostas de emerg\u00eancia, na pandemia, admitindo preocupa\u00e7\u00f5es relativamente \u00e0s crises que se v\u00e3o seguir.<\/em><!--more--><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Entrevista conduzida por Henrique Cunha (Renascen\u00e7a)<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_154772\" aria-describedby=\"caption-attachment-154772\" style=\"width: 1500px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/lino_maia1.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-154772 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/lino_maia1.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/lino_maia1.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/lino_maia1-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/lino_maia1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/lino_maia1-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/lino_maia1-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/lino_maia1-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/lino_maia1-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/lino_maia1-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-154772\" class=\"wp-caption-text\">Ag\u00eancia Ecclesia\/MC<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Entre as associadas da CNIS, podemos dizer que a grande preocupa\u00e7\u00e3o est\u00e1 centrada nos lares de idosos?<\/em><\/p>\n<p>Lares de idosos e lares residenciais, conv\u00e9m ter tamb\u00e9m presente este setor, porque estes s\u00e3o lares onde est\u00e3o pessoas com defici\u00eancia, normalmente sem retaguarda familiar, carecidos tamb\u00e9m de muitos apoios. E s\u00e3o provavelmente, at\u00e9, a popula\u00e7\u00e3o mais fragilizada.<\/p>\n<p>Claro que os lares de idosos s\u00e3o muito mais. Nas institui\u00e7\u00f5es associadas da CNIS estamos a falar de 843, mas depois h\u00e1 muitos outros, \u00e9 certamente uma popula\u00e7\u00e3o, um conjunto de cerca de 2 mil lares, porque h\u00e1 lares de miseric\u00f3rdias, lares lucrativos e outros. Nestas alturas, diria que a contamina\u00e7\u00e3o atinge uns e outros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Nos \u00faltimos dias, temos vindo a ouvir, de v\u00e1rios quadrantes, a preocupa\u00e7\u00e3o com a falta de testes nos lares de idosos. Ainda esta semana, essa preocupa\u00e7\u00e3o foi expressa, em entrevista \u00e0 Renascen\u00e7a, pelo bispo de Aveiro e surgiram not\u00edcias, entretanto, de que h\u00e1 lares com mortes por Covid, sem testes de despistagem. Qual \u00e9 a real dimens\u00e3o deste problema e quais as suas principais implica\u00e7\u00f5es?<\/em><\/p>\n<p>Esses casos de pessoas que t\u00eam morrido n\u00e3o s\u00e3o propriamente de institui\u00e7\u00f5es \u2013 IPSS ou Miseric\u00f3rdias \u2013 mas \u00e9 evidente que o problema \u00e9 igual. S\u00e3o necess\u00e1rios testes, testes, testes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E faltam esses testes?<\/p>\n<p>Faltam. Aquilo que tem sido garantido \u00e9 que v\u00e3o fazer testes quando h\u00e1 sintomas, sinais. \u00c9 preciso come\u00e7ar por esses, certamente, mas precisamos em todos os lares, porque quando se encontram sinais, sintomas, provavelmente j\u00e1 \u00e9 tarde, j\u00e1 o v\u00edrus anda em mais do que uma pessoa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E h\u00e1 tamb\u00e9m essa dificuldade de testar toda a gente que est\u00e1 no lar? Ou seja, n\u00e3o testar apenas quem est\u00e1 com sintomas, mas todos os idosos e todos os funcion\u00e1rios.<\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o pode ser apenas o testar. Isso \u00e9 fundamental, muito importante, mas ao testar \u00e9 importante que haja j\u00e1 um conjunto de respostas de emerg\u00eancia, como sejam resid\u00eancias alternativas, volunt\u00e1rios para substituir trabalhadores, equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual.<\/p>\n<p>\u00c9 importante que um teste seja acompanhado, de facto, desta bateria de respostas, at\u00e9 para n\u00e3o criar um alarme geral e, ao mesmo tempo, ter logo uma resposta alternativa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>No que diz respeito ao material necess\u00e1rio de prote\u00e7\u00e3o, ele foi chegando \u00e0s institui\u00e7\u00f5es ou ainda falta muito desse material?<\/em><\/p>\n<p>Falta muito. A CNIS e a Uni\u00e3o das Miseric\u00f3rdias est\u00e3o muito preocupadas, porque n\u00e3o h\u00e1 equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual, ou est\u00e3o no mercado a pre\u00e7os exorbitantes.<\/p>\n<p>V\u00e3o chegando agora equipamentos que o Estado importou e penso que, nestes pr\u00f3ximos dias, come\u00e7ar\u00e3o a ser distribu\u00eddos pelas institui\u00e7\u00f5es, mas \u00e9 evidente que isso deveria ter sido j\u00e1 h\u00e1 uma semana ou 15 dias. \u00c9 um bocado tarde, mas \u00e9 o que \u00e9.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u00c9 essa preocupa\u00e7\u00e3o que leva as Institui\u00e7\u00f5es de Solidariedade a avan\u00e7ar para uma campanha de angaria\u00e7\u00e3o de fundos para equipamentos de prote\u00e7\u00e3o? Subsiste essa dificuldade?<\/em><\/p>\n<p>Sem d\u00favida. A campanha que a CNIS e a RedeMut est\u00e3o a fazer simultaneamente \u00e9 no sentido de angariar fundos para podermos fornecer \u00e0s institui\u00e7\u00f5es os equipamentos necess\u00e1rios. Ali\u00e1s, devo sublinhar que tem havido ades\u00e3o por parte de algumas empresas.<\/p>\n<p>O mais importante \u00e9 que haja aqui um apoio sistem\u00e1tico, que \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Recentemente lamentava que as Institui\u00e7\u00f5es de Solidariedade n\u00e3o estivessem a receber o apoio de que precisam, por parte do Estado. Mant\u00e9m-se atual esse lamento?<\/em><\/p>\n<p>Penso que est\u00e1 a faltar, de facto. Claro que neste momento somos todos a lamentar, porque s\u00e3o muitas as frentes de luta. \u00c9 importante que n\u00e3o nos esque\u00e7amos que nestes lares temos uma popula\u00e7\u00e3o fr\u00e1gil, a mais carecida de apoio, muitas vezes com um hist\u00f3rico de sa\u00fade j\u00e1 complicado. Estamos a falar de uma multid\u00e3o de cerca de 200 mil pessoas, n\u00e3o apenas residentes em lares, mas pessoas tamb\u00e9m apoiadas pelas institui\u00e7\u00f5es que eram utentes de Centros de Dia, toda esta popula\u00e7\u00e3o precisa de aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Alguns respons\u00e1veis por diferentes institui\u00e7\u00f5es, inclusive bispos, alertaram para o facto de muitas delas poderem vir a fechar, por raz\u00f5es financeiras. \u00c9 uma realidade muito pr\u00f3xima? Podem n\u00e3o sobreviver a este tempo?<\/em><\/p>\n<p>Eu diria que as institui\u00e7\u00f5es est\u00e3o em risco j\u00e1 h\u00e1 bastante tempo e n\u00e3o apenas por esta crise. Ali\u00e1s, julgo que em rela\u00e7\u00e3o a esta crise \u2013 e tenho de ser justo -, o Estado tem protegido estas institui\u00e7\u00f5es, porque mant\u00e9m o apoio que vinha dando a val\u00eancias que encerraram. Isso significa que continuam a receber os montantes dos acordos de coopera\u00e7\u00e3o, o que acautela muitas situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s institui\u00e7\u00f5es que est\u00e3o com idoso, a\u00ed seria importante que houvesse um refor\u00e7o financeiro. Ele \u00e9 necess\u00e1rio sempre, mas em particular, neste momento, relativamente a estas institui\u00e7\u00f5es. Estamos convictos de que vai haver um sinal positivo, nos pr\u00f3ximo dias. N\u00e3o ser\u00e1 suficiente, mas \u00e9 um sinal.<\/p>\n<p>Julgo que com a resili\u00eancia e com o engenho, a arte dos nossos dirigente, estou convencido de que vamos conseguir manter o servi\u00e7o que vamos prestando.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Mas \u00e9 importante este alerta relativo \u00e0 possibilidade de muitas institui\u00e7\u00f5es ficarem insolventes, para que esse sinal seja um sinal de esperan\u00e7a?<\/em><\/p>\n<p>Isso est\u00e1 praticamente concretizado, digamos assim. N\u00e3o vamos precisar de ver colapsos para ter esse sinal, mas \u00e9 evidente, repito, que n\u00e3o \u00e9 suficiente. \u00c9 apenas um sinal de que o Estado reconhece que \u00e9 importante n\u00e3o se deixar cair esse setor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Podemos descodificar um pouco, esse sinal?<\/em><\/p>\n<p>Vai haver um refor\u00e7o financeiro, pouco, percentual. Est\u00e1 em quest\u00e3o se \u00e9 para todas as institui\u00e7\u00f5es ou se \u00e9 para aquelas que t\u00eam idosos ou que est\u00e3o de portas abertas, a prestar os servi\u00e7os necess\u00e1rios. \u00c9 um refor\u00e7o extraordin\u00e1rio, porque todos os anos negociamos a atualiza\u00e7\u00e3o dos acordos de coopera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Penso que este refor\u00e7o extraordin\u00e1rio, embora seja muito pequeno, \u00e9 um sinal positivo. Depois, veremos ent\u00e3o a atualiza\u00e7\u00e3o dos acordos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Esse refor\u00e7o extraordin\u00e1rio decorre da crise pand\u00e9mica que vivemos?<\/em><\/p>\n<p>Posso dizer que sim. \u00c9 a minha interpreta\u00e7\u00e3o, aquilo em que tenho insistido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Isso est\u00e1 negociado j\u00e1 com o Minist\u00e9rio da Solidariedade?<\/em><\/p>\n<p>Est\u00e1 j\u00e1 quase concretizado, por estes dias posso anunciar, mas n\u00e3o queria ser eu, deve ser o Governo a anunciar esse sinal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A renova\u00e7\u00e3o do estado de emerg\u00eancia prev\u00ea altera\u00e7\u00f5es no calend\u00e1rio escolar. Que implica\u00e7\u00f5es poder\u00e1 ter, ao n\u00edvel das institui\u00e7\u00f5es sociais?<\/em><\/p>\n<p>Tem implica\u00e7\u00f5es e gostaria de sublinhar que as Institui\u00e7\u00f5es de Solidariedade, em todos os distritos, identificaram creches e infant\u00e1rios, para receber os filhos dos trabalhadores na sa\u00fade, na seguran\u00e7a e nas IPSS.<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que haver\u00e1 sempre, com o encerramento das escolas, dificuldades acrescidas. Haver\u00e1 trabalhadores que mesmo assim, apesar da identifica\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os, precisar\u00e3o de ficar em casa, e isso afeta sempre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E o que lhe parece a possibilidade de desempregados e trabalhadores em lay-off poderem integrar lares e hospitais, para poder responder \u00e0 Covid-19?<\/em><\/p>\n<p>Penso que \u00e9 importante e estou convencido de que os pr\u00f3prios trabalhadores ficar\u00e3o gratos com essa possibilidade, porque os trabalhadores, a classe trabalhadora em Portugal \u00e9 uma classe solid\u00e1ria, respons\u00e1vel. Como estamos a enfrentar uma situa\u00e7\u00e3o muito dif\u00edcil, estou convencido de que eles pr\u00f3prios ver\u00e3o com bons olhos essa identifica\u00e7\u00e3o, essa requisi\u00e7\u00e3o, para trabalhar onde \u00e9 preciso. E agora \u00e9 preciso onde h\u00e1 pessoas, particularmente as mais fr\u00e1geis.<\/p>\n<p>H\u00e1 sempre trabalhos que se podem executar com facilidade. Olho de forma muito positiva esta capacidade de as pessoas, face \u00e0s necessidades, identificarem energias, capacidades, para satisfazer essas necessidades. N\u00e3o estou pessimista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Perante a crise da pandemia e a crise econ\u00f3mica que se seguir\u00e1, que comportamento espera dos diferentes quadrantes da sociedade, em particular do setor financeiro?<\/em><\/p>\n<p>N\u00f3s resolvemos o problema financeiro dos bancos, agora t\u00eam de ser os bancos a olhar para esta situa\u00e7\u00e3o. \u00c9 importante que a Banca esteja ao servi\u00e7o da solu\u00e7\u00e3o deste problema.<\/p>\n<p>Estou confiante de que haver\u00e1 sinais bons, por parte da Banca e da sociedade em geral. Os portugueses s\u00e3o extraordin\u00e1rios. Em primeiro lugar, agora, \u00e9 importante que respeitem as orienta\u00e7\u00f5es que est\u00e3o a ser dadas: ficar em casa, o isolamento \u00e9 muito importante. Depois, tamb\u00e9m, a solidariedade. Acho que \u00e9 isto que se pede, respeitar as orienta\u00e7\u00f5es que s\u00e3o dadas e solidariedade, solidariedade, solidariedade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Como vamos sair desta crise? Temos ouvido muita apreens\u00e3o, no setor social, com a sa\u00fade financeira das institui\u00e7\u00f5es, de que j\u00e1 falamos h\u00e1 pouco. O presidente da CNIS tamb\u00e9m est\u00e1 apreensivo?<\/em><\/p>\n<p>Eu estou muito apreensivo. Penso que estamos no princ\u00edpio da crise, que vai durar muito tempo.<\/p>\n<p>Temo que, com o prolongamento da crise, os problemas se agravem. As Institui\u00e7\u00f5es de Solidariedade j\u00e1 viviam com enormes dificuldades, n\u00f3s temos a prova de que 40% das institui\u00e7\u00f5es tinham resultados negativos, sistematicamente, com esta situa\u00e7\u00e3o, que se vai prolongar, temo que isto se agrave. \u00c9 importante que haja cuidado, aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O desemprego vai aumentar sistematicamente, n\u00e3o tenho a menor d\u00favida. Vamos precisar de um programa de emerg\u00eancia, ali\u00e1s j\u00e1 h\u00e1 pessoas que est\u00e3o a estud\u00e1-lo, partidos que j\u00e1 est\u00e3o irmanados nesta elabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O \u2018day-after\u2019 vai-nos mostrar um pa\u00eds mais pobre, mais deprimido, com mais pessoas a precisarem de ajuda.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Tamb\u00e9m precisamos de mais solidariedade europeia e, aparentemente, d\u00e1 a sensa\u00e7\u00e3o de que nem todos est\u00e3o a remar no sentido solid\u00e1rio?<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 um facto. Lamentavelmente, a Europa solid\u00e1ria, a Europa social que emergiu no final da II Guerra Mundial e que deu t\u00e3o bons sinais ao mundo, nos finais dos anos 60, parece que est\u00e1 agora em recess\u00e3o. Isso \u00e9 mau, muito mau. N\u00f3s s\u00f3 imaginamos uma Europa social, uma Europa solid\u00e1ria. \u00c9 preciso que o mundo n\u00e3o erga paredes entre na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padre Lino Maia, presidente da CNIS, alerta em entrevista \u00e0 Renascen\u00e7a e ECCLESIA para a necessidade de realizar testes em todos os lares e de encontrar respostas de emerg\u00eancia, na pandemia, admitindo preocupa\u00e7\u00f5es relativamente \u00e0s crises que se v\u00e3o seguir.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":154773,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6,630],"tags":[133,698],"class_list":["post-168631","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas","category-entrevistas-ecclesia-rr","tag-cnis","tag-covid-19"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/168631","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=168631"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/168631\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/154773"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=168631"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=168631"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=168631"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}