{"id":16844,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/multiculturalidade-unidade-nas-diferencas\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"multiculturalidade-unidade-nas-diferencas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/multiculturalidade-unidade-nas-diferencas\/","title":{"rendered":"Multiculturalidade, unidade nas diferen\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 conversa com&#8230; Pe V\u00edtor Mel\u00edcias, Presidente da Uni\u00e3o das Miseric\u00f3rdias Portuguesas <!--more--> VP &#8211; Como avalia a posi\u00e7\u00e3o e interven\u00e7\u00e3o das Miseric\u00f3rdias em Portugal? Pe. V\u00edtor Mel\u00edcias (VM) \u2013 A experi\u00eancia de quase quarenta anos de trabalho directo nas v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es do terceiro sector, assim as de express\u00e3o sobretudo econ\u00f3mica ou social como as humanit\u00e1rias e de solidariedade, de que s\u00e3o bons exemplos as mutualidades, associa\u00e7\u00f5es e organiza\u00e7\u00f5es de bombeiros e de protec\u00e7\u00e3o civil, montepios e caixas econ\u00f3micas, deram-me um conhecimento e amor a este importante sector da sociedade que me permitem considerar como imprescind\u00edveis e de grande futuro quer as potencialidades de todo o sector, quer, neste caso concreto, das t\u00e3o portuguesas Miseric\u00f3rdias ou Santas Casas, como o povo se habituou desde sempre a design\u00e1-las. De facto, as Miseric\u00f3rdias, de tradi\u00e7\u00e3o e hist\u00f3ria t\u00e3o ricas que, como disse Alexandre Herculano, \u201cn\u00e3o se pode escrever a Hist\u00f3ria de Portugal sem as Miseric\u00f3rdias\u201d, s\u00e3o hoje, com renovado vigor e profundo sentido de modernidade, uma das institui\u00e7\u00f5es da sociedade civil organizada com maior capacidade de adapta\u00e7\u00e3o e de resposta aos novos desafios das pol\u00edticas sociais e de economia social e solid\u00e1ria que os novos tempos e novas necessidades sociais exigem. \u00c9 muito positiva a ac\u00e7\u00e3o das Miseric\u00f3rdias e ser\u00e1 seguramente muito positivo tudo o que a comunidade nacional, nas suas diversas vertentes, fizer para que elas continuem a ser o grande instrumento da solidariedade social dos portugueses.  VP &#8211; Podia falar-nos um pouco sobre as Miseric\u00f3rdias, para esclarecer quem desconhece a sua realidade, objectivos e din\u00e2micas? VM \u2013 Sim. O espa\u00e7o \u00e9 curto para realidade t\u00e3o rica e diversificada. Mas toda a hist\u00f3ria, m\u00edstica e ac\u00e7\u00e3o polivalente das Miseric\u00f3rdias podem traduzir-se pelas palavras que S. Francisco Xavier, cujo 5\u00ba centen\u00e1rio de nascimento estamos a celebrar, dirigiu de Goa a S. In\u00e1cio de Loyola em 1542: \u201cHaveis de saber que nesta terra e em todos os mais lugares de crist\u00e3os, h\u00e1 uma companhia de homens muito honrados, que t\u00eam cargo de amparar toda a gente necessitada, assim os naturais crist\u00e3os como os que novamente se convertem. Esta companhia de homens portugueses se chama a Miseric\u00f3rdia; \u00e9 coisa de admira\u00e7\u00e3o ver o servi\u00e7o que estes homens bons fazem a Deus Nosso Senhor em favorecer todos os necessitados\u201d. \u00c9 precisamente este sentido de polival\u00eancia e voca\u00e7\u00e3o para socorrer toda a esp\u00e9cie de necessitados, ou seja, para praticar todas as 14 Obras de Miseric\u00f3rdia em rela\u00e7\u00e3o a quem quer que necessite, que faz com que as Miseric\u00f3rdias, que hoje s\u00e3o 398 em Portugal, se tenham difundido e continuem a difundir-se em todo o mundo lus\u00f3fono com actividades t\u00e3o variadas como hospitais, farm\u00e1cias sociais, caixas econ\u00f3micas, lares e centros de apoio a idosos, crian\u00e7as e jovens suced\u00e2neos das antigas Rodas dos Expostos. Ainda a semana passada, a 3 de Mar\u00e7o, foi criada e publicamente apresentada a Miseric\u00f3rdia de F\u00e1tima-Our\u00e9m, \u00faltima das que nos pa\u00edses lus\u00f3fonos, como D\u00edli, Maputo e Cabinda, ou nas di\u00e1sporas da lusofonia, como Paris e Luxemburgo, recentemente se criaram. Este \u00e9 um movimento que, mais do que pela sua gloriosa hist\u00f3ria, tem promissor futuro se soubermos garantir-lhe a sua natureza de institui\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias, localizadas mas de matriz universal, que envolvendo a participa\u00e7\u00e3o activa de todos os sectores realizam o verdadeiro sentido de parceria que desde sempre, embora com altos e baixos que a hist\u00f3ria explica mas n\u00e3o legitima, t\u00eam realizado exemplar parceria entre o Estado, a Igreja e a Sociedade Civil. Infelizmente em alguns momentos da hist\u00f3ria ou, nuns casos, zelosos agentes dum Estado centralizado e funcionalizante, ou, noutros, nervosos eclesi\u00e1sticos de forma\u00e7\u00e3o e preocupa\u00e7\u00f5es mais clericais do que eclesiais t\u00eam perturbado a desej\u00e1vel e imprescind\u00edvel harmonia da coopera\u00e7\u00e3o entre os v\u00e1rios parceiros ou participantes correspons\u00e1veis da mesma realidade, que \u00e9 de toda a comunidade e a toda ela se dirige.  Acredito que uns e outros, prosseguindo esfor\u00e7os de coopera\u00e7\u00e3o, atendam mais aos fins e participa\u00e7\u00e3o conjugada de todos nas Miseric\u00f3rdias de que aos poderes e direitos que erradamente julgam nelas existirem ou delas emanarem.  VP &#8211; Passando ao tema da actualidade religiosa, que reflex\u00e3o tece \u00e0 Enc\u00edclica Papal \u201cDeus \u00e9 Amor\u201d? VM \u2013 A enc\u00edclica \u201cDeus charitas est\u201d vem na linha do mais recente magist\u00e9rio pontif\u00edcio, designadamente no sentido de a nova evangeliza\u00e7\u00e3o ser regida e motivada por aquilo que Paulo VI e Jo\u00e3o Paulo II, com pertinente felicidade, chamaram de \u201cCiviliza\u00e7\u00e3o do Amor\u201d e \u201cCultura da Caridade\u201d ou \u201cCultura da Solidariedade\u201d. \u00c9 extremamente oportuno que como primeiro pronunciamento em forma de enc\u00edclica ou carta dirigida a todos os crentes e (implicitamente ainda que n\u00e3o referido) a todos os homens de boa vontade, como era de tradi\u00e7\u00e3o recente mas j\u00e1 firmada fazer-se, o Papa comece o seu pontificado reafirmando que a prioridade de enquadramento da evangeliza\u00e7\u00e3o nos nossos dias e para o futuro do mil\u00e9nio ora nascente s\u00e3o precisamente os valores do amor, ou seja, da caridade e, portanto, da solidariedade, como estruturantes de uma nova civiliza\u00e7\u00e3o, que urge e que o acelerado processo de globaliza\u00e7\u00e3o em curso exige, muito mais num tempo que necessariamente ser\u00e1 de pluralismo e de multiculturalidade, num mundo plurirreligioso, pluricultural e de unidade nas diferen\u00e7as.  Este amor, que urge, n\u00e3o pode, como magistralmente escreveu Jo\u00e3o Paulo II na sua preciosa Solicitudo Rei Socialis, resumir-se a ser \u201cum sentimento de compaix\u00e3o vaga ou de enternecimento superficial pelos males sofridos por tantas pessoas pr\u00f3ximas ou distantes. Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 a determina\u00e7\u00e3o firme e perseverante de se empenhar pelo bem comum\u201d. At\u00e9 porque \u201ca solidariedade \u00e9 indubitavelmente uma virtude crist\u00e3, sendo numerosos os pontos de contacto entre ela e a caridade\u201d. \u00c9 neste sentido, sobretudo, que esta brilhante e oportuna enc\u00edclica de Bento XVI deve ser lida: a paz, que \u00e9 poss\u00edvel e urgente, obt\u00e9m-se pela constru\u00e7\u00e3o de uma civiliza\u00e7\u00e3o e de uma nova ordem mundial assente na justi\u00e7a da solidariedade, mais que na justi\u00e7a dos direitos \u201cdefinidos\u201d e \u201cadquiridos\u201d por interesses econ\u00f3micos, financeiros e comerciais de pessoas, grupos, sociedades ou na\u00e7\u00f5es. A casa comum da humanidade, hoje localizada a n\u00edvel global, carece de outros alicerces e, portanto, de uma palavra nova de esperan\u00e7a, de um novo evangelho do tipo daquele que, na patr\u00edstica, os antigos Doutores da Igreja definiram com os conceitos e a mensagem que a moderna Doutrina Social da Igreja define como Solidariedade, Subsidiariedade, Destino Universal de todos os Bens.  VP &#8211; Que grandes novidades e fortes caracter\u00edsticas nos traz esse documento que j\u00e1 n\u00e3o estivessem presentes na Sagrada Escritura, assim como nos escritos patr\u00edsticos e hagi\u00f3grafos? VM \u2013 A maior novidade \u00e9 dizer em termos de hoje e com fundamenta\u00e7\u00e3o de sempre as verdade de ontem com fito no amanh\u00e3. Oportuna e clara, esta enc\u00edclica merece ser reflectida e vertida em linguagem e programas de amor concreto com dimens\u00e3o social concretiz\u00e1vel.  VP &#8211; De que forma olha e sente estes acontecimentos relativos \u00e0s publica\u00e7\u00f5es caricaturais de Maom\u00e9 e consequentes ondas de viol\u00eancias? VM \u2013 Sinto-os e sigo-os com a preocupa\u00e7\u00e3o de quem vive intensamente a globaliza\u00e7\u00e3o, por um lado, com fortes cr\u00edticas ao tipo de globaliza\u00e7\u00e3o em curso e, por outro, com urgentes apelos e determinado envolvimento no sentido de que ela mude de prioridades e cres\u00e7a na base da universaliza\u00e7\u00e3o, eficaz, do respeito pela dignidade e direitos de todos os seres humanos e da natureza sua m\u00e3e e sua irm\u00e3. Ora se isto exige o reconhecimento e eficaz garantia de todos os direitos, exige correlativamente um grande sentido de respeito pelos direitos, convic\u00e7\u00f5es e pessoa dos outros. O que faz com que n\u00e3o haja direitos absolutos. Todos t\u00eam uma natureza e dimens\u00e3o social, pelo que a pr\u00f3pria hierarquia de valores subjacentes a todo e qualquer direito, a come\u00e7ar pelos direitos fundamentais, deve condicion\u00e1-los no seu exerc\u00edcio, ao direito e aos valores dos outros. Penso, pois, que assim como n\u00e3o se podem usar os direitos com \u201cabuso de direito\u201d, tamb\u00e9m tem que se ter um profundo sentido de responsabilidade social no exerc\u00edcio de qualquer direito, a come\u00e7ar, hoje, pelo de express\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o social, ali\u00e1s em processo de globaliza\u00e7\u00e3o t\u00e3o descontrolada. A \u201caldeia global\u201d tem de ser a da conviv\u00eancia e da paz social n\u00e3o a do p\u00e1tio das guerras e m\u00fatuas provoca\u00e7\u00f5es. Os direitos e liberdades n\u00e3o se perdem, antes se refor\u00e7am, por serem usados com modera\u00e7\u00e3o e bom senso. Caso contr\u00e1rio, deixam de ser direitos, porque \u00e9 para a paz social e o bem comum que eles existem, s\u00e3o reconhecidos e devem ser garantidos. Neste caso nem o uso indiscriminado das caricaturas nem as reac\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia t\u00eam qualquer sentido ou utilidade. Cessem um e as outras.  VP &#8211; Far-nos-\u00e1 isto pensar, de futuro, na liberdade de express\u00e3o, com tudo o que implica, assim como na aceita\u00e7\u00e3o pac\u00edfica da caracteriza\u00e7\u00e3o informativa da liberdade de imprensa? VM \u2013 imprensa e toda a comunica\u00e7\u00e3o social, at\u00e9 para n\u00e3o a perder, devem aprofundar o sentido de responsabilidade social do uso e exerc\u00edcio deste seu direito fundamental e imprescind\u00edvel. Trata-se de um direito que s\u00f3 \u00e9 seu por ser de todos e mais ao servi\u00e7o de todos do que dos seus pr\u00f3prios agentes. Moderem-se para que n\u00e3o tenha que ser a pr\u00f3pria natureza e finalidade das coisas a moder\u00e1-los.  VP &#8211; Quanto ao acontecimento eclesial nacional mais recente, a traslada\u00e7\u00e3o do corpo da Ir. L\u00facia para o Santu\u00e1rio de F\u00e1tima, que leitura faz desta demora de 1 ano, assim como o processo vindouro duma poss\u00edvel Beatifica\u00e7\u00e3o? VM \u2013 N\u00e3o creio que houvesse qualquer demora. Julgo que o prazo correspondeu \u00e0 vontade da pr\u00f3pria L\u00facia e dos familiares e da fam\u00edlia religiosa em que estava integrada. J\u00e1 quanto ao processo de beatifica\u00e7\u00e3o, embora sabendo que outras pessoas pensam e pressionam de modo diverso, julgo que n\u00e3o h\u00e1 nenhuma vantagem nem deve haver pressa em concluir o processo. A santidade n\u00e3o se esgota nem se perde por levar mais ou menos tempo a ser proclamada. Neste caso concreto, at\u00e9 porque os escritos da Irm\u00e3 L\u00facia devem constituir uma pe\u00e7a central e essencial em toda a aprecia\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m teol\u00f3gica e pastoral, dum dado processo can\u00f3nico, tal como a rigorosa an\u00e1lise de eventuais curas alegadas como miraculosas, penso que s\u00f3 haver\u00e1 vantagem, designadamente para o apuramento teol\u00f3gico e eclesial da pr\u00f3pria mensagem, que os factos n\u00e3o sejam pressionados muito menos por manifesta\u00e7\u00f5es colectivas provocadas, conduzidas ou controladas por uma mediatiza\u00e7\u00e3o massificada motivadora de emo\u00e7\u00f5es colectivas. O Beato Nuno est\u00e1 h\u00e1 tantos s\u00e9culos para ser canonizado\u2026 Se l\u00e1 nos altos C\u00e9us a Irm\u00e3 L\u00facia desse uma m\u00e3ozinha j\u00e1 seria mais uma peanha para o seu altar e g\u00e1udio de muitos portugueses.  Entrevista de Andr\u00e9 Rubim Rangel <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 conversa com&#8230; Pe V\u00edtor Mel\u00edcias, Presidente da Uni\u00e3o das Miseric\u00f3rdias Portuguesas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[120,295,154,191,206,207,237,268,314,323],"class_list":["post-16844","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-bento-xvi","tag-biblia","tag-crianca","tag-economia","tag-familia","tag-fatima","tag-joao-paulo-ii","tag-nova-evangelizacao","tag-solidariedade","tag-uniao-das-misericordias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16844","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16844"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16844\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16844"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16844"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16844"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}