{"id":16830,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/20-anos-a-lutar-pela-dignificacao-das-mulheres-da-rua\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"20-anos-a-lutar-pela-dignificacao-das-mulheres-da-rua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/20-anos-a-lutar-pela-dignificacao-das-mulheres-da-rua\/","title":{"rendered":"20 anos a lutar pela dignifica\u00e7\u00e3o das mulheres da rua"},"content":{"rendered":"<p>Corria o ano de 1986 quando chegaram a Lisboa as primeiras Irm\u00e3s Oblatas do Sant\u00edssimo Redentor, que desde ent\u00e3o t\u00eam percorrido as ruas da capital ao encontro das mulheres envolvidas no mundo da prostitui\u00e7\u00e3o. Esta m\u00e3o amiga tem ajudado a devolver a dignidade a muitas mulheres que, tantas vezes, n\u00e3o tinham mais ningu\u00e9m a quem recorrer. A Ir. Maria Angeles, directora da obra social das Irm\u00e3s Oblatas, explica \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA que quando se aprende a tratar as prostitutas como \u201ca mulher que s\u00e3o\u201d, nascem, espontaneamente, \u201cgestos de ternura e de humaniza\u00e7\u00e3o\u201d. \u201cA interven\u00e7\u00e3o que fazemos \u00e9 din\u00e2mica e sist\u00e9mica. A mulher \u00e9 o mais importante neste trabalho, em rede, que conta com muitos parceiros\u201d, prossegue. Hoje, Dia Internacional da Mulher, \u00e9 apresentado em Lisboa o livro \u201cQuem levou o meu ser? Mulheres da rua\u201d, editado pela C\u00e2mara de Lisboa e pelas religiosas. A obra apresenta um estudo baseado num trabalho de rua, entre 2002 e 2005, que foi desenvolvido com o intuito de ajudar a retirar mulheres do mundo da prostitui\u00e7\u00e3o. \u201cOs nossos colaboradores estavam a ver a vida destas pessoas e diziam-me: se s\u00e3o pessoas como n\u00f3s, n\u00e3o podemos ficar calados perante situa\u00e7\u00f5es mais duras e dif\u00edceis\u201d, explica a Ir. Maria Angeles. \u201cDebaixo da apar\u00eancia da mulher de rua est\u00e1 a pessoa\u201d, acrescenta. A interven\u00e7\u00e3o das equipas de rua foi apoiada, desde o in\u00edcio, pela C\u00e2mara Municipal. O trabalho envolveu tr\u00eas zonas de Lisboa e em todas foi poss\u00edvel detectar problemas ligados com a imigra\u00e7\u00e3o irregular, a toxicodepend\u00eancia, a pobreza, a exclus\u00e3o e as situa\u00e7\u00f5es familiares. A este respeito, contudo, a Ir. Maria Angeles deixa um esclarecimento: &#8220;a mulher que consome drogas \u00e9 drogada, n\u00e3o prostituta, embora fa\u00e7a esse trabalho&#8221;. 22 mulheres j\u00e1 deixaram completamente a rua, at\u00e9 ao momento, estando integradas no mundo do trabalho. &#8220;Elas precisam de trabalhar, de apoio, de sentir que pertencem a um grupo&#8221;, explica a Ir. Maria Angeles. \u201cQuem levou o meu ser? Mulheres da rua\u201d pretende \u201cquestionar a consci\u00eancia social perante as mulheres que est\u00e3o na esquina\u201d, assegura a directora da obra social das Irm\u00e3s Oblatas. A primeira parte do livro apresenta a experi\u00eancia de seis colaboradores da obra, no seu contacto com estas mulheres; a segunda parte est\u00e1 a cargo de uma soci\u00f3loga e de um elemento com experi\u00eancia de equipas de rua. \u201cN\u00e3o haveria melhor momento para apresentar o livro do que este Dia Internacional, porque \u00e9 um reconhecimento p\u00fablico de que as prostitutas s\u00e3o consideradas mulheres e cidad\u00e3s de Lisboa\u201d, aponta.   <B>Not\u00edcias relacionadas<\/B> <a href=\"noticia.asp?noticiaid=25221\">\u2022 O ICNE n\u00e3o atirou pedras \u00e0s prostitutas<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Corria o ano de 1986 quando chegaram a Lisboa as primeiras Irm\u00e3s Oblatas do Sant\u00edssimo Redentor, que desde ent\u00e3o t\u00eam percorrido as ruas da capital ao encontro das mulheres envolvidas no mundo da prostitui\u00e7\u00e3o. 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