{"id":16827,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/60-anos-a-volta-da-mesa-teologica\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"60-anos-a-volta-da-mesa-teologica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/60-anos-a-volta-da-mesa-teologica\/","title":{"rendered":"60 anos \u00e0 volta da mesa teol\u00f3gica"},"content":{"rendered":"<p>Revista \u00abCen\u00e1culo\u00bb em festa. <!--more--> A II Guerra Mundial tinha terminado h\u00e1 pouco tempo mas um grupo de  alunos do Semin\u00e1rio Conciliar de Braga resolveu saborear uma experi\u00eancia de paz e fundou, a 7 de Mar\u00e7o de 1946, a revista Cen\u00e1culo. Passados 60 anos, a Ag\u00eancia ECCLESIA falou com o director desta revista, C\u00e9sar Maciel, que falou deste projecto \u00abvivo\u00bb e dos trabalhos publicados. Sendo uma revista dos alunos de Teologia de Braga, C\u00e9sar Maciel adiantou que os artigos s\u00e3o \u201corigin\u00e1rios de semin\u00e1rios de investiga\u00e7\u00e3o ou de trabalhos curriculares de algumas disciplinas\u201d. Quando deu \u00e0 luz sentia-se necessidade de \u201cuma revista de divulga\u00e7\u00e3o de artigos crist\u00e3os\u201d \u2013 afirmou. A actualidade est\u00e1 presente nesta publica\u00e7\u00e3o,  e a \u00abCen\u00e1culo\u00bb aparece como \u201cconvite \u00e0 reflex\u00e3o \u201cescrita\u201d para al\u00e9m do estudo meramente acad\u00e9mico. Em tempos diferentes da \u00e9poca da inform\u00e1tica, recordo quanto t\u00ednhamos de procurar em termos de bibliografia\u201d \u2013 salientou D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga, na homilia comemorativa desta efem\u00e9ride.   Actualmente, a \u00abCen\u00e1culo\u00bb tem algumas centenas de assinantes e \u201cpermutas com v\u00e1rias revistas internacionais e portuguesas\u201d \u2013 garantiu o director que \u00e9 sempre um seminarista do quinto ano da Faculdade de Teologia. E acrescenta: \u201ccada director tem a seu cargo a direc\u00e7\u00e3o de 4 revistas\u201d. Passados estes anos, a revista surge com um novo visual. \u201cTent\u00e1mos inovar porque a capa e o grafismo tinham alguns anos. Foi uma das formas para assinalar o acontecimento\u201d \u2013 real\u00e7ou C\u00e9sar Maciel.  Por sua vez, D. Jorge Ortiga sublinhou na homilia que para al\u00e9m do \u201cvalor dos conte\u00fados de cada n\u00famero, interpreto a revista \u00abCen\u00e1culo\u00bb como provoca\u00e7\u00e3o criadora de insatisfa\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica, cultural, pastoral. Ver o mundo, numa maneira cr\u00edtica e reflexiva, para uma f\u00e9 pensada e alicer\u00e7ada nos contornos da cultura contempor\u00e2nea\u201d. Na celebra\u00e7\u00e3o, o prelado recorda tamb\u00e9m quantos \u201cousaram sonhar e actualizaremos o seu projecto da Revista Cen\u00e1culo.\u201d Como revista de cultura teol\u00f3gica \u201cauguro que os 60 anos a tornem local de aprendizagem para \u00abgostar\u00bb de reflectir, pensar, criar cultura cat\u00f3lica a partir de todas as realidades. Nada nos \u00e9 estranho. A f\u00e9 deve penetrar em todas as \u00e1reas do saber. N\u00e3o necessitar\u00e1 a Igreja de Braga desta aposta?\u201d.  <b>Hist\u00f3ria<\/b> Nasceu no seio da Associa\u00e7\u00e3o dos Amigos da Boa Imprensa, criada no ano anterior e suced\u00e2nea da Legi\u00e3o Acad\u00e9mica, fundada em 1916.  Ainda em finais de 1945, a 8 de Dezembro, dia de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o, foi fundado \u00e0 estampa o jornal &#8220;Nos quoque&#8221;. &#8220;Nos quoque gens sumus&#8221;. &#8220;N\u00f3s tamb\u00e9m somos gente, tamb\u00e9m queremos afirmar a nossa presen\u00e7a no campo das letras&#8221;.  A iniciativa teve \u00eaxito e no ano seguinte j\u00e1 se procurava nome para baptizar uma revista.  &#8211; Talvez Lux, dizia um.  &#8211; Oh! Oh! Isso \u00e9 pomada de cal\u00e7ado!&#8230;                               &#8211; Veritas, sugeria outro.  &#8211; Boa vai ela!&#8230; Quem \u00e9 que vai perceber esses latin\u00f3rios?! Finalmente, seleccionam-se quatro nomes: &#8220;Lux&#8221;, &#8220;Veritas&#8221;, &#8220;Tabor&#8221; e &#8220;Cen\u00e1culo&#8221;. Um dia, no intervalo das aulas, enquanto estava a chover, Constantino Macedo, Coelho de Barros, Ferreira de Melo e Cruz Pontes colocam quatro papelinhos dentro de um gorro para proceder ao sorteio.  Da primeira vez, sai Veritas, da segunda Cen\u00e1culo, da terceira Lux e da quarta Tabor. Prossegue o escrut\u00ednio e, por tr\u00eas vezes consecutivas, sai Cen\u00e1culo. O nome da revista estava encontrado. Mesmo assim, decide-se tirar outra vez \u00e0 sorte e sai&#8230; Cen\u00e1culo. J\u00e1 n\u00e3o havia mais d\u00favidas.  Quando a designa\u00e7\u00e3o \u00e9 comunicada aos colegas, ouvem-se os coment\u00e1rios do costume: &#8220;mas Cen\u00e1culo \u00e9 marca de vinho de missa&#8230;&#8221;.  Passa-se logo ao trabalho. Depois de se informarem nas livrarias Pax e Cruz, bem como nas Oficinas de S. Jos\u00e9, s\u00e3o estas \u00faltimas que ficam encarregadas da impress\u00e3o da nova revista. O pintor Abel Mendes prontifica-se a desenhar a primeira capa e tudo se prepara para que a revista saia a 7 de Mar\u00e7o de 1946, festa de S. Tom\u00e1s de Aquino.  Nesse dia, a convite dos Amigos da Boa Imprensa, o escritor Pl\u00ednio Salgado vem ao Semin\u00e1rio Conciliar de Braga proferir uma confer\u00eancia, durante a qual \u00e9 distribu\u00eddo o primeiro n\u00famero da publica\u00e7\u00e3o com o lema &#8211; que ainda hoje permanece &#8211; &#8220;plus ultra&#8221;, sempre mais e melhor.  Dois dias depois, o Di\u00e1rio do Minho rotula-a como &#8220;uma revista cem por cento do nosso tempo&#8221;, salientando &#8220;o esmero da apresenta\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica&#8221; da      publica\u00e7\u00e3o que j\u00e1 considera ser &#8220;afirma\u00e7\u00e3o de vitalidade, de certeza, de triunfo&#8221;.  Os jornais Not\u00edcias de Famalic\u00e3o, Cruzada e Ala e as revistas Estudos, Verdade e Vida e Renascen\u00e7a tamb\u00e9m n\u00e3o regateiam palavras de incentivo.  No primeiro ano publicam-se quatro fasc\u00edculos. Literatura, teologia, humanismo e arte religiosa s\u00e3o os temas em destaque. No segundo ano, \u00e9 a pr\u00f3pria Emissora Nacional que, no programa &#8220;Revista das revistas&#8221;, faz uma longa transcri\u00e7\u00e3o de um artigo sobre Ernesto Psichari, da autoria do ent\u00e3o director Cruz Pontes.  Pouco tempo depois, a Cen\u00e1culo \u00e9 enviada aos alunos de todos os Semin\u00e1rios Maiores de Espanha e publica mesmo um artigo em castelhano, &#8220;Fuego en toda la linea&#8221; de J. A. Garc\u00eda.  No oitavo ano da publica\u00e7\u00e3o, \u00e9 director da revista Ant\u00f3nio Ribeiro, falecido Cardeal Patriarca de Lisboa, seguindo-se um interregno de oito anos para reaparecer em 1961, sob a direc\u00e7\u00e3o de Jorge Coutinho. A revista abre-se aos grandes problemas da Igreja nos campos teol\u00f3gico, filos\u00f3fico, cient\u00edfico, pastoral e lit\u00fargico.  Por outro lado, s\u00e3o organizadas confer\u00eancias que trouxeram a Braga nomes como Ortega Pardo, o historiador franc\u00eas Daniel-Rops, o Cardeal Garrone, o fil\u00f3sofo italiano Sciacca e o te\u00f3logo Padre Bernard Haring.  Na revista comemorativa dos 25 anos da publica\u00e7\u00e3o, os respons\u00e1veis deixam &#8220;uma mensagem de gratid\u00e3o para os jovens do passado e uma mensagem de esperan\u00e7a para os jovens do futuro&#8221;, conscientes de que a Cen\u00e1culo \u00e9 &#8220;constru\u00edda pelos elos de tantas gera\u00e7\u00f5es&#8221;.  Nos anos 70, os ventos de mudan\u00e7a do Vaticano II chegaram \u00e0 Cen\u00e1culo, como se pode ver nos temas abordados nas p\u00e1ginas da publica\u00e7\u00e3o, enquanto que na d\u00e9cada de 80, os novos desafios surgem da evolu\u00e7\u00e3o da escola de teologia de Braga: de Revista dos Alunos do Semin\u00e1rio Conciliar passa a revista dos Alunos do Instituto Superior de Teologia e, actualmente, Revista dos Alunos da Faculdade de Teologia&#8211;Braga.  Em conjunto com a Associa\u00e7\u00e3o de Estudantes, organizam-se as Jornadas Teol\u00f3gicas, um espa\u00e7o de debate aberto \u00e0 sociedade bracarense.  Hoje, no in\u00edcio do terceiro mil\u00e9nio e plenamente integrada na era da inform\u00e1tica, a Cen\u00e1culo conta j\u00e1 com mais de meio s\u00e9culo de exist\u00eancia. Meio s\u00e9culo de hist\u00f3ria, meio s\u00e9culo que responsabiliza os alunos da Faculdade de Teologia&#8211;Braga na prossecu\u00e7\u00e3o de um projecto de servi\u00e7o teol\u00f3gico, eclesial e cultural com provas dadas.  Bem hajam todos os que passaram pela Cen\u00e1culo e votos de boa sorte para aqueles em cujos ombros ir\u00e1 recair a tarefa de corporizar o lema &#8220;PLUS ULTRA&#8221; &#8211; SEMPRE MAIS E MELHOR.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revista \u00abCen\u00e1culo\u00bb em festa.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[172],"class_list":["post-16827","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-diocese-de-braga"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16827","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16827"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16827\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16827"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16827"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16827"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}