{"id":166585,"date":"2020-03-21T19:15:26","date_gmt":"2020-03-21T19:15:26","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=166585"},"modified":"2020-03-21T19:15:26","modified_gmt":"2020-03-21T19:15:26","slug":"a-cruz-escondida-92","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-92\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>Paquist\u00e3o. A hist\u00f3ria do m\u00e1rtir Akash Bashir<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<h3>Um jovem especial<\/h3>\n<p>No pequeno cemit\u00e9rio de Youhanabad n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil descobrir o local onde repousa o corpo de Akash. Junto ao seu t\u00famulo \u00e9 costume encontrar pessoas a rezar. Ningu\u00e9m fica indiferente ao exemplo deste jovem que deu a vida pelos outros, impedindo um massacre, no domingo dia 15 de Mar\u00e7o de 2015. H\u00e1 precisamente cinco anos\u2026<\/p>\n<p>Na Igreja de S\u00e3o Jo\u00e3o, em Youhanabad, todos conhecem a hist\u00f3ria de Akash. Foi em Mar\u00e7o de 2015. H\u00e1 cinco anos. Akash era volunt\u00e1rio na par\u00f3quia. Fazia seguran\u00e7a na par\u00f3quia. Naquele dia, quando a Missa estava a come\u00e7ar, reparou num homem que caminhava apressadamente para a igreja. Caminhava apressadamente e trazia consigo, meio escondido na roupa, um cinto de explosivos. Akash tentou afast\u00e1-lo dali. N\u00e3o conseguiu. Tudo aconteceu ent\u00e3o num \u00e1pice. Akash compreendeu que o homem ia fazer detonar a bomba e atirou-se sobre ele. Morreram os dois instantaneamente. Era domingo, a igreja estava cheia de fi\u00e9is. Seriam centenas de homens, mulheres e crian\u00e7as. H\u00e1 quem fale mesmo em mais de mil pessoas. \u00c9 dif\u00edcil imaginar o banho de sangue se o terrorista tivesse entrado na igreja, como pretendia, fazendo detonar a bomba no meio de toda aquela gente. Morreu Akash para se salvarem os outros.<br \/>\nOs ataques contra os crist\u00c3os eram cada vez mais frequentes e as pr\u00f3prias autoridades tinham refor\u00e7ado as medidas de seguran\u00e7a nos lugares mais sens\u00edveis. Como as igrejas. Naquele dia 15 de Mar\u00e7o, faz agora cinco anos, as televis\u00f5es estavam quase todas sintonizadas no jogo de cr\u00edquete entre o Paquist\u00e3o e a Irlanda. O jogo e a Missa decorriam \u00e0 mesma hora. Foi para aproveitar a distrac\u00e7\u00e3o dos guardas, mais preocupados com os lances do jogo do que a fiscalizarem as pessoas, que o terrorista tentou entrar na igreja disfar\u00e7ando o cinto com explosivos debaixo das suas largas roupas escuras. Por acaso, Akash reparou nele. Tinha 20 anos e todos os sonhos do mundo. O antigo aluno da escola de Dom Bosco em Lahore era um jovem muito especial.<\/p>\n<h3><strong>\u201cDeu a vida para salvar centenas\u2026\u201d<\/strong><\/h3>\n<p>Para a comunidade crist\u00e3 no Paquist\u00e3o, Akash \u00e9 um her\u00f3i, um m\u00e1rtir. Sempre que falam dele, os seus pais, Bashir e Nazbano, misturam sentimentos de tristeza e orgulho. \u201cO meu filho sabia o sacrif\u00edcio que estava a fazer\u201d, diz o pai. \u201cEle deu a vida para salvar centenas de pessoas que estavam na Missa naquela manh\u00e3.\u201d A m\u00e3e j\u00e1 perdeu as contas \u00e0s vezes que deu por si a chorar cheia de saudades, lamentando que a vida do seu filho tenha sido interrompida de forma t\u00e3o abrupta naquele domingo de manh\u00e3. \u201cAkash era muito especial. Tenho tr\u00eas filhos e uma filha, mas ningu\u00e9m o pode substituir. Na manh\u00e3 em que morreu, ainda lhe disse que n\u00e3o fizesse a vigil\u00e2ncia, mas ele respondeu-me que era o seu dever. Como \u00e9 que eu o podia impedir?\u201d<br \/>\nO exemplo de coragem de Akash n\u00e3o deixa ningu\u00e9m indiferente. A comunidade salesiana e a Arquidiocese de Lahore come\u00e7aram a recolher testemunhos sobre a vida deste jovem crist\u00e3o, com vista a uma poss\u00edvel abertura de processo de causa de mart\u00edrio. At\u00e9 agora, mais de duas dezenas de pessoas de Lahore, crist\u00e3os e mu\u00e7ulmanos, j\u00e1 responderam a esse question\u00e1rio, sendo que a hist\u00f3ria de Akash j\u00e1 correu mundo e ningu\u00e9m estranha quando equipas de televis\u00e3o aparecem na Igreja de S\u00e3o Jo\u00e3o, oriundas de pa\u00edses t\u00e3o distantes como Pol\u00f3nia, Coreia do Sul ou It\u00e1lia, procurando registar imagens do local onde se deu a explos\u00e3o e recolhendo testemunhos de amigos, colegas e vizinhos. Al\u00e9m da igreja, os rep\u00f3rteres v\u00e3o tamb\u00e9m, normalmente, ao pequeno cemit\u00e9rio de Youhanabad. N\u00e3o ser\u00e1 dif\u00edcil descobrir o local onde repousa o corpo de Akash. Junto ao seu t\u00famulo, constru\u00eddo com m\u00e1rmore oferecido por um empres\u00e1rio mu\u00e7ulmano, \u00e9 costume encontrar pessoas a rezar. Ningu\u00e9m fica indiferente ao exemplo deste jovem que deu a vida pelos outros naquele domingo, dia 15 de Mar\u00e7o de 2015. Foi h\u00e1 precisamente cinco anos\u2026<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | <a href=\"http:\/\/www.fundacao-ais.pt\">www.fundacao-ais.pt<\/a><\/em><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_55688\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hczQCWR27io?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=pt&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=1&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paquist\u00e3o. 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