{"id":16583,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/quaresma-e-o-sacramento-do-perdao\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"quaresma-e-o-sacramento-do-perdao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/quaresma-e-o-sacramento-do-perdao\/","title":{"rendered":"Quaresma e o Sacramento do Perd\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem Quaresmal dos Bispos de \u00c9vora <!--more--> Car\u00edssimos irm\u00e3os e irm\u00e3s! O tempo quaresmal constitui um maravilhoso itiner\u00e1rio espiritual de prepara\u00e7\u00e3o para a celebra\u00e7\u00e3o do Mist\u00e9rio Pascal do Senhor, centro da f\u00e9 e da vida crist\u00e3, conscientes de que Cristo \u00e9 a Luz e a Vida dos homens e de que, pela Sua Igreja, e, na Sua Igreja, nos chama a realizar o projecto divino acerca da nossa \u201c \u00edntima uni\u00e3o com Deus e da unidade de todo o g\u00e9nero humano\u201d ( L G 1 ).  1.\tQuaresma tempo de convers\u00e3o e imita\u00e7\u00e3o de Cristo Chamados \u00e0 santidade, procuramos conformar o modo de pensar e agir, revivendo a experi\u00eancia de Cristo que desde o baptismo no Jord\u00e3o caminhou para o \u2018baptismo da Sua morte\u2019 (Mc.10,38;Lc.12,50) e, cheios de amor, contemplamos o mist\u00e9rio do cora\u00e7\u00e3o trespassado do Redentor donde nasce a Igreja e prov\u00e9m toda a efic\u00e1cia dos sacramentos.  O testemunho concorde do Esp\u00edrito, da \u00e1gua e do sangue ( cf 1 Jo 5, 5-8 ) manifesta o \u2018renascer da \u00e1gua e do Esp\u00edrito\u2019, para entrar no Reino de Deus ( Jo,3,5 ), em virtude da efic\u00e1cia do Mist\u00e9rio Pascal de Cristo, que deu a vida por n\u00f3s. Na Morte e Ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor residem a fonte e a causa da reconcilia\u00e7\u00e3o, no duplo aspecto de liberta\u00e7\u00e3o do pecado e de comunh\u00e3o com Deus, como diz S. Paulo:\u201c Cristo morreu por todos para que os que vivem n\u00e3o vivam mais para si mesmos mas para Aquele que por eles morreu e ressuscitou&#8230; Tudo vem de Deus que por meio de Cristo nos reconciliou consigo e nos confiou o minist\u00e9rio da reconcilia\u00e7\u00e3o\u201d ( 2 Cor 5,15.18 ). A Quaresma \u00e9 ocasi\u00e3o prop\u00edcia para nos abeirarmos do Sacramento da Penit\u00eancia, deixando-nos reconciliar com Deus, pela convers\u00e3o ou renova\u00e7\u00e3o da mente, da vontade, dos afectos e do agir, que reclamam uma cont\u00ednua conforma\u00e7\u00e3o \u00e0 Vida de Jesus, morto e ressuscitado, de modo a saborearmos a \u2018Miseric\u00f3rdia divina\u2019, que, como disse Jo\u00e3o Paulo II, constitui sempre \u201c um limite imposto ao mal \u201d (Mem\u00f3ria e Identidade\u201d, 58). Falando do desenvolvimento integral da pessoa humana, como programa para esta Quaresma, e comentando a passagem do Evangelho que diz:\u201c Jesus, ao ver as multid\u00f5es, encheu-se de compaix\u00e3o por elas\u201d ( Mt. 9,36 ), o Papa Bento XVI  afirma: \u201c A Quaresma \u00e9 o tempo privilegiado da peregrina\u00e7\u00e3o interior at\u00e9 \u00c0quele que \u00e9 a fonte da miseric\u00f3rdia. Nesta peregrina\u00e7\u00e3o, Ele pr\u00f3prio nos acompanha atrav\u00e9s do deserto da nossa pobreza, amparando-nos no caminho que leva \u00e0 alegria intensa da P\u00e1scoa. Mesmo naqueles \u201c vales tenebrosos\u201d de que fala o salmista (Sl. 23,4), enquanto o tentador sugere que nos abandonemos ao desespero ou deponhamos uma esperan\u00e7a ilus\u00f3ria na obra das nossas m\u00e3os, Deus guarda-nos e ampara-nos \u201d.  De facto, o \u2018pai da mentira\u2019, adopta uma dupla estrat\u00e9gia para nos perder. Primeiro, come\u00e7a por nos seduzir com a ilus\u00e3o do pecado, procurando ocultar e minimizar a sua maldade e fealdade e bem assim as dram\u00e1ticas consequ\u00eancias da ac\u00e7\u00e3o pecaminosa, facilitando tudo e mascarando sempre de bem o mal que ele nos leva a praticar. Depois, uma vez mergulhados no atoleiro do pecado, muda de estrat\u00e9gia, atemorizando-nos, conduzindo-nos ao desespero e \u00e0 impot\u00eancia, de forma a cairmos na situa\u00e7\u00e3o de impenit\u00eancia, isto \u00e9, convencendo-nos de que j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 rem\u00e9dio e de que nada nem ningu\u00e9m nos poder\u00e1 arrancar do abismo em que ca\u00edmos.  2.\tCreio na remiss\u00e3o dos Pecados Contra a tenta\u00e7\u00e3o do desespero, de que o pecado \u00e9 irremiss\u00edvel e n\u00e3o tem cura, est\u00e1, e nos foi dada, aquela grata e consoladora certeza de f\u00e9 e confian\u00e7a na Miseric\u00f3rdia de Deus, que \u00e9 infinitamente maior que o nosso pecado, por mais grave que ele seja.  A Miseric\u00f3rdia de Deus constitui um limite intranspon\u00edvel \u00e0 for\u00e7a desagregadora e aniquiladora do pecado, como dizemos, no Credo: \u201c Professo um s\u00f3 baptismo para a remiss\u00e3o dos pecados\u201d e, no S\u00edmbolo dos Ap\u00f3stolos: \u201cCreio na remiss\u00e3o dos pecados\u201d. Deste modo, reconhecemos que Deus, infinitamente misericordioso, \u00e9 maior que os nossos pecados, por mais numerosos e graves que eles sejam. Confessamos que Deus perdoa e deseja sinceramente perdoar todos os nossos pecados e que n\u00e3o h\u00e1 falta, por mais grave que ela seja que n\u00e3o possa ser perdoada a um cora\u00e7\u00e3o verdadeiramente contrito, mediante o Sacramento da Penit\u00eancia que Jesus Cristo confiou \u00e0 Sua Igreja.  \u201c N\u00e3o h\u00e1 pessoa, por muito m\u00e1 e culp\u00e1vel que seja, que n\u00e3o deva seguramente esperar o seu perd\u00e3o, desde que o seu arrependimento seja sincero\u201d (Cat.Rom.1,15,5). Jesus Cristo, que morreu por todos os homens, quer que na sua Igreja as portas do perd\u00e3o estejam sempre abertas a todo aquele que se afastar do pecado\u201d ( CIC 982 ). A f\u00e9 na remiss\u00e3o dos pecados est\u00e1 ligada \u00e0 f\u00e9 no Esp\u00edrito Santo e \u00e0 f\u00e9 na Igreja e na Comunh\u00e3o dos Santos (cf. CIC, 976). Ao infundir sobre a Igreja o Esp\u00edrito Santo, Jesus Ressuscitado deu \u00e0 Igreja o poder divino de perdoar os pecados: \u201cRecebei o Esp\u00edrito Santo: \u00e0queles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-\u00e3o perdoados; e \u00e0queles a quem os retiverdes ser\u00e3o retidos\u201d ( Jo 20, 22 \u201323 ). De facto, como diz S. Paulo: \u201c tudo vem de Deus que por meio de Cristo nos reconciliou consigo e nos confiou o minist\u00e9rio da reconcilia\u00e7\u00e3o\u201d (2 Cor 5,18). Cristo enviou os Ap\u00f3stolos para que \u201c em Seu nome, proclamassem a todas as na\u00e7\u00f5es o arrependimento e o perd\u00e3o dos pecados\u201d (Lc 24, 47). E iniciou a Sua prega\u00e7\u00e3o dizendo: \u201c Completou-se o tempo e o Reino de Deus est\u00e1 pr\u00f3ximo: arrependei-vos e acreditai no Evangelho\u201d (Mc 1,15). Jesus Cristo mostrou que a F\u00e9 e o Perd\u00e3o dos Pecados est\u00e3o ligados; e, por isso, n\u00f3s confessamos: \u201c Creio na remiss\u00e3o dos pecados\u201d e \u201c professo um s\u00f3 baptismo para a remiss\u00e3o dos pecados \u201d. E o Evangelho de S. Marcos conclui com as palavras do Ressuscitado:\u201c Quem acreditar e for baptizado ser\u00e1 salvo, mas quem n\u00e3o acreditar ser\u00e1 condenado\u201d (Mc 16, 16).  3.\tO Baptismo e a Penit\u00eancia sacramentos para a remiss\u00e3o dos pecados. A convers\u00e3o dos baptizados, perdoados e benefici\u00e1rios da \u2018primeira t\u00e1bua\u2019 de salva\u00e7\u00e3o que \u00e9 o Baptismo, constitui um combate \u00e1rduo, laborioso e continuado, de todos os dias, sempre incompleto e nunca perfeitamente acabado. Por isso o Apocalipse, nas Cartas \u00e0s Sete Igrejas, exorta a Comunidade dos crentes, em Cristo, a empreender um cont\u00ednuo trabalho de convers\u00e3o e arrependimento (Ap. 2,5-16). H\u00e1 a primeira convers\u00e3o, operada no Baptismo, mediante o qual mergulh\u00e1mos e fomos enxertados no mist\u00e9rio de Cristo e da Igreja e h\u00e1, depois, todo aquele combate da segunda ou cont\u00ednua convers\u00e3o da nossa exist\u00eancia terrena, em ordem \u00e0 santidade e \u00e0 vida eterna a que o Senhor n\u00e3o se cansa de nos chamar. Na Igreja, como escreveu S. Ambr\u00f3sio \u201c existem a \u00e1gua do Baptismo e as l\u00e1grimas da Penit\u00eancia\u201d ( Ep.41,12; Cf. CIC 1429 ). \u201c O Baptismo \u00e9 o primeiro e principal sacramento para o perd\u00e3o dos pecados: une-nos a Cristo morto e ressuscitado e d\u00e1-nos o Esp\u00edrito Santo\u201d (CIC 985); mas n\u00e3o nos torna impec\u00e1veis, n\u00e3o suprime a nossa fragilidade e inclina\u00e7\u00e3o ao pecado, nem p\u00f5e fim ao \u2018combate\u2019 a travar durante a nossa peregrina\u00e7\u00e3o terrena. Para os que pecaram, ap\u00f3s o Baptismo, requer-se \u201ca segunda t\u00e1bua (de salva\u00e7\u00e3o), depois do naufr\u00e1gio que \u00e9 a perda da gra\u00e7a\u201d (Tertuliano, Paen. 4,2). Como disse Jo\u00e3o Paulo II: \u201c o Sacramento da Penit\u00eancia \u00e9 a via ordin\u00e1ria para obter o perd\u00e3o e a remiss\u00e3o dos pecados graves cometidos depois do Baptismo\u201d (Ex. Ap. Reconcilia\u00e7\u00e3o e Penit\u00eancia, 31). Aos pecadores, baptizados e crentes em Cristo, s\u00f3 resta o recurso \u00e0 Miseric\u00f3rdia Divina, que, pelo minist\u00e9rio dos sacerdotes, concede o perd\u00e3o dos pecados, no Sacramento da Penit\u00eancia. Para a recep\u00e7\u00e3o frutuosa deste Sacramento, o pecador penitente deve confessar humilde e sinceramente os seus pecados, estar verdadeiramente arrependido e disposto a emendar-se e a reparar, na medida do poss\u00edvel, o mal feito. \u201cA penit\u00eancia leva o pecador a tudo sofrer de boa vontade: no cora\u00e7\u00e3o, a contri\u00e7\u00e3o; na boca: a confiss\u00e3o; na pr\u00e1tica: toda a humildade e satisfa\u00e7\u00e3o de obra \u201d (Catecismo Romano, II, V, 21).  4.\tCrise e necessidade do Sacramento da Penit\u00eancia O Sacramento da penit\u00eancia est\u00e1 em crise. Poucos se confessam e muitos comungam, sem prepara\u00e7\u00e3o, sem consci\u00eancia do que fazem. Noutros tempos, as pessoas raramente comungavam, sob o influxo negativo da heresia Jansenista, que via, na Eucaristia, um pr\u00e9mio reservado aos santos, medo que empurrava para a Confiss\u00e3o. Hoje, as pessoas comungam muito, mas n\u00e3o se confessam, pois, prisioneiras da presun\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia, julgam n\u00e3o terem pecados e n\u00e3o precisarem de ser perdoadas. \u201cAmea\u00e7ados pelo eclipse, deforma\u00e7\u00e3o, entorpecimento e anestesia das consci\u00eancias\u201d, assistimos \u00e0 \u201cperda do sentido do pecado\u201d, ao viver como se Deus n\u00e3o existisse, \u00e0 manipula\u00e7\u00e3o das normas morais, \u00e0 \u201csujei\u00e7\u00e3o a modelos \u00e9ticos impostos pelo consenso e costume generalizado mesmo quando s\u00e3o condenados pela consci\u00eancia individual \u201d(Jo\u00e3o Paulo II, ib.18). Invertem-se valores, na pr\u00e1tica rotineira, sem convic\u00e7\u00f5es e sem convers\u00e3o, de forma que \u201c quem n\u00e3o tem a coragem de viver como pensa acaba por pensar como vive\u201d.  A incoer\u00eancia, a f\u00e9 sem impacto na vida, conduziram ao estado denunciado pelo Conc\u00edlio Vaticano II: \u201c o div\u00f3rcio entre a f\u00e9 que professam e o comportamento quotidiano de muitos deve ser contado entre os mais graves erros do nosso tempo\u201d ( G S 43 ). Se, por um lado, nos dever\u00edamos alegrar pela maioria das pessoas comungarem, na Celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia, at\u00e9 porque ela \u00e9, em si mesma, \u201c o ant\u00eddoto que nos livra das faltas quotidianas e nos imuniza contra os pecados graves\u201d (Conc.Trento: DS 1638); por outro, desejando o seu necess\u00e1rio \u2018decoro\u2019 e fixando o olhar em Cristo, protagonista da celebra\u00e7\u00e3o, que por n\u00f3s se oferece ao Pai no Esp\u00edrito, creio que nos dever\u00edamos preocupar com a rotina e inconsci\u00eancia com que tudo se faz, pois, como escreveu Jo\u00e3o Paulo II, \u201c a Igreja nunca cedeu \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de banalizar esta \u2018intimidade\u2019 com o Seu Esposo, recordando-se que Ele \u00e9 tamb\u00e9m o Seu Senhor e que, embora \u2018banquete\u2019, permanece sempre um banquete sacrificial, assinalado com o Sangue derramado no G\u00f3lgota \u201d (Enc\u00edclica \u2018Ecclesia de Eucharistia\u2019, n. 48). Uma consciente, digna e frutuosa Comunh\u00e3o do Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo deve pressupor sempre um apre\u00e7o e recurso peri\u00f3dico \u00e0 Confiss\u00e3o ou Penit\u00eancia Sacramental, em que n\u00e3o devem faltar as devidas disposi\u00e7\u00f5es, entre as quais sobressaem o arrependimento sincero e o prop\u00f3sito firme de emenda.  5.\tFinalidades da partilha de bens, nesta nossa Quaresma   O Santo Padre Bento XVI convida-nos, na sua mensagem quaresmal, a fundir o nosso olhar com o de Cristo, a partilhar a sua \u2018compaix\u00e3o\u2019 com a multid\u00e3o dos necessitados, pois, \u201cn\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel de modo algum separar a resposta \u00e0s necessidades materiais e sociais dos homens, das necessidades profundas do seu cora\u00e7\u00e3o\u201d, dado que, como dizia a Beata Madre Teresa de Calcut\u00e1, \u2018quem n\u00e3o d\u00e1 Deus, d\u00e1 demasiado pouco\u2019. A caridade n\u00e3o se deve reduzir a palavras, sem empenhamento e concretiza\u00e7\u00e3o material, como ensina Bento XVI, na Enc\u00edclica \u201c Deus \u00e9 Amor\u201d. Diz S. Jo\u00e3o que Deus \u00e9 amor, quem permanece no amor permanece em Deus, devendo amar com obras e em verdade, n\u00e3o podendo amar a Deus invis\u00edvel se n\u00e3o amarmos o irm\u00e3o que vemos. Tamb\u00e9m S. Tiago censura a \u2018f\u00e9 sem obras\u2019 dos que dizem aos pobres: \u201c ide aquecer-vos e matai a fome\u201d, sem lhes dar o necess\u00e1rio (Cf. Tiago 2,14-16).  N\u00e3o h\u00e1 verdadeira convers\u00e3o a Deus sem convers\u00e3o \u00e0s necessidades dos nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s em humanidade. Recordemos que seremos julgados pelo amor dispensado aos necessitados onde Deus quer ser amado, reconhecido e encontrado (Mt. 25, 31- 46). Entre os meios cl\u00e1ssicos para preparar e manifestar a convers\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o est\u00e3o: a ora\u00e7\u00e3o, o jejum e a esmola. Da esmola diz o livro de Tobias: \u201c \u00c9 boa a ora\u00e7\u00e3o feita com verdade e a esmola, acompanhada pela justi\u00e7a&#8230; Melhor \u00e9 dar esmolas do que acumular tesouros, pois a esmola livra da morte e limpa de todo o pecado. Os que praticam a miseric\u00f3rdia e a justi\u00e7a ser\u00e3o cumulados de vida. Aqueles que cometem o pecado e a injusti\u00e7a s\u00e3o inimigos da pr\u00f3pria vida\u201d (Tob.12,8-10). Nos anos anteriores, o nosso contributo material, penitencial, num gesto amoroso de partilha, foi para os irm\u00e3os necessitados de Timor (em 2002), da Ucr\u00e2nia (em 2003), das crian\u00e7as maltratadas de \u00c1frica e pa\u00edses de miss\u00e3o ( em 2004 ) e dos doentes de Sida, assistidos pela \u2018Funda\u00e7\u00e3o Bom Samaritano\u2019, no passado ano de  2005. O nosso contributo material penitencial deste ano vai destinar-se, em primeiro lugar, \u00e0s necessidades urgentes dos Crist\u00e3os da Terra Santa, a Terra de Jesus. Sabemos que eles s\u00e3o cada vez menos e constrangidos a deixar as suas terras, pela escassez de meios e pela persegui\u00e7\u00e3o e dificuldades de v\u00e1ria ordem.  Em segundo lugar, destina-se a apoiar o novo projecto do Programa Terap\u00eautico e S\u00f3cio-educativo da Caritas Diocesana. Este projecto, que vem na sequ\u00eancia da ac\u00e7\u00e3o desenvolvida junto dos toxicodependentes durante dezasseis anos, em duas comunidades terap\u00eauticas, ter\u00e1 um \u00e2mbito mais vasto, abrangendo, para al\u00e9m dos toxicodependentes, crian\u00e7as e jovens em situa\u00e7\u00e3o de risco, mulheres v\u00edtimas de maus tratos ou de outros problemas familiares, bem como pessoas idosas e\/ ou sem abrigo, em situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia. Confiamos, de novo, este ano, \u00e0 Caritas Diocesana a dinamiza\u00e7\u00e3o desta actividade pastoral que consideramos da maior relev\u00e2ncia, agradecendo, desde j\u00e1, toda a sua disponibilidade e dedica\u00e7\u00e3o.     \u00c9vora, 2 de Fevereiro de 2006. <i>+ Maur\u00edlio de Gouveia, Arcebispo de \u00c9vora + Am\u00e2ndio Jos\u00e9 Tom\u00e1s, bispo auxiliar de \u00c9vora<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem Quaresmal dos Bispos de \u00c9vora<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[101,120,144,154,168,175,237,248,275,91,294,317],"class_list":["post-16583","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-africa","tag-bento-xvi","tag-concilio-vaticano-ii","tag-crianca","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-evora","tag-joao-paulo-ii","tag-madre-teresa","tag-pascoa","tag-quaresma","tag-sacramentos","tag-terra-santa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16583","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16583"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16583\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16583"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16583"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16583"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}