{"id":165217,"date":"2020-03-13T07:00:18","date_gmt":"2020-03-13T07:00:18","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=165217"},"modified":"2020-03-16T16:17:47","modified_gmt":"2020-03-16T16:17:47","slug":"mocambique-nas-zonas-rurais-a-calamidade-ainda-hoje-se-faz-sentir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mocambique-nas-zonas-rurais-a-calamidade-ainda-hoje-se-faz-sentir\/","title":{"rendered":"Mo\u00e7ambique: \u00abNas zonas rurais a calamidade ainda hoje se faz sentir\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Um ano depois do ciclone que devastou Mo\u00e7ambique, boa parte da popula\u00e7\u00e3o continua \u201ca passar muito mal\u201d, conta o coordenador da HELPO naquele pa\u00eds. Carlos Almeida diz que a amea\u00e7a da fome \u00e9 real, e que sem o apoio da Igreja cat\u00f3lica n\u00e3o teria sido poss\u00edvel criar a Miss\u00e3o de Emerg\u00eancia em Dombe.<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>\u00c2ngela Roque (Renascen\u00e7a), Oct\u00e1vio Carmo (Ecclesia)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Fotos: Miguel Rato (Renascen\u00e7a)<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_165222\" aria-describedby=\"caption-attachment-165222\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/carlos_almeida_12_marco97994a99-1.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-165222 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/carlos_almeida_12_marco97994a99-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1280\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/carlos_almeida_12_marco97994a99-1.jpg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/carlos_almeida_12_marco97994a99-1-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/carlos_almeida_12_marco97994a99-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/carlos_almeida_12_marco97994a99-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/carlos_almeida_12_marco97994a99-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/carlos_almeida_12_marco97994a99-1-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/carlos_almeida_12_marco97994a99-1-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/carlos_almeida_12_marco97994a99-1-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/carlos_almeida_12_marco97994a99-1-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-165222\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Miguel Rato\/RR<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Um ano depois do\u00a0ciclone Idai ter devastado Mo\u00e7ambique ainda h\u00e1 milhares de pessoas sem casa, sem acesso a saneamento e \u00e1gua pot\u00e1vel, e casos graves de desnutri\u00e7\u00e3o. Que balan\u00e7o faz deste ano de ajudas? Foi feito o que era poss\u00edvel, podia ter sido feito mais?<\/strong><\/p>\n<p>Em primeiro lugar \u00e9 importante refor\u00e7ar o facto de o ponto de partida de Mo\u00e7ambique, \u00e0 altura dos ciclones, ser realmente muito baixo. Infelizmente estas calamidades afetam mais as pessoas mais necessitadas, e mais uma vez foi o caso.<\/p>\n<p>Quando a 14 de mar\u00e7o o ciclone Idai atingiu a regi\u00e3o centro de Mo\u00e7ambique, not\u00e1mos sobretudo dois grandes focos: um na cidade da Beira &#8211; que foi o mais medi\u00e1tico, por haver uma grande concentra\u00e7\u00e3o de pessoas na cidade, que foi completamente devastada com os ventos cicl\u00f3nicos e com as chuvas, realmente causou grandes estragos. Depois, houve outras zonas muitos afetadas, as zonas rurais, nomeadamente na regi\u00e3o de B\u00fazi (prov\u00edncia de Sofala), a regi\u00e3o de Dombe, j\u00e1 na prov\u00edncia de Manica, e tamb\u00e9m a regi\u00e3o da bacia hidrogr\u00e1fica do rio Pungue. E foram situa\u00e7\u00f5es completamente diferentes: as pessoas na cidade passaram muito mal, perderam as suas casas, perderam tudo, mas est\u00e3o na cidade, grande parte delas tem o seu emprego, e se n\u00e3o foi na semana seguinte foi passado um m\u00eas, retornaram \u00e0 vida normal. Nas zonas rurais esta calamidade ainda hoje se faz sentir&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Porque as pessoas tamb\u00e9m perderam as colheitas de que precisavam.<\/strong><\/p>\n<p>Exatamente. Na regi\u00e3o de Dombe as pessoas vivem \u00fanica e exclusivamente da agricultura, havia outra que tinha a cria\u00e7\u00e3o de gado, que tamb\u00e9m perdeu, e aquilo que se notou durante este ano, ap\u00f3s a calamidade, foi que mesmo tendo feito tentativas de novas colheitas, as coisas n\u00e3o correram bem. Para culminar toda esta desgra\u00e7a ainda agora, no final do m\u00eas de fevereiro, houve uma nova cheia na regi\u00e3o de Dombe, que fez com que as novas colheitas, que estavam a preparar-se para ser colhidas, muitas delas foram perdidas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>No caso da agricultura a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito preocupante?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o muito preocupante.\u00a0As pessoas nestas zonas rurais est\u00e3o realmente a passar mal, com muitas dificuldades,\u00a0e v\u00e3o conseguindo sobreviver, nem digo viver&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A ONU j\u00e1 alertou para o risco de fome para cerca de dois milh\u00f5es de mo\u00e7ambicanos. Confirma?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, confirmo. \u00c9 um problema grave. Eu gosto sempre de ver as coisas do lado positivo &#8211; se n\u00e3o fosse assim tamb\u00e9m n\u00e3o valia a pena estar com esse tipo de trabalho -, e\u00a0para quem conhece Mo\u00e7ambique e os mo\u00e7ambicanos, as pessoas em primeiro lugar est\u00e3o muito felizes por estarem vivas e continuam com um sorriso nos l\u00e1bios e a enfrentar o dia-a-dia sempre com uma enorme capacidade de resili\u00eancia. Ter\u00edamos muito a aprender se consegu\u00edssemos interiorizar aquela for\u00e7a que os faz ser assim. Depois h\u00e1 sempre uma luta de andar \u00e0 procura de outras solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Mas notamos que\u00a0as pessoas est\u00e3o realmente a passar muito mal. Na regi\u00e3o onde estamos a trabalhar, em Dombe, as ajudas chegaram, foram entregues muitas sementes, as pessoas procuraram locais alternativos para as colheitas,\u00a0mesmo n\u00e3o tendo corrido bem. Neste momento\u00a0as coisas n\u00e3o est\u00e3o muito boas, e prev\u00ea-se que o ano 2020 seja um ano muito complicado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_165191\" aria-describedby=\"caption-attachment-165191\" style=\"width: 379px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/88336049_10157809475293801_2331896521349398528_o.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-165191\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/88336049_10157809475293801_2331896521349398528_o-379x260.jpg\" alt=\"\" width=\"379\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/88336049_10157809475293801_2331896521349398528_o-379x260.jpg 379w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/88336049_10157809475293801_2331896521349398528_o-1024x702.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/88336049_10157809475293801_2331896521349398528_o-768x526.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/88336049_10157809475293801_2331896521349398528_o-1080x740.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/88336049_10157809475293801_2331896521349398528_o-980x671.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/88336049_10157809475293801_2331896521349398528_o-480x329.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/88336049_10157809475293801_2331896521349398528_o.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 379px) 100vw, 379px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-165191\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Helpo<\/figcaption><\/figure>\n<p>A<strong>\u00a0HELPO \u00e9 um ONGD (Organiza\u00e7\u00e3o N\u00e3o Governamental para o Desenvolvimento) portuguesa, que tradicionalmente centra a sua atividade nas \u00e1reas da educa\u00e7\u00e3o e da nutri\u00e7\u00e3o infantil, mas depois desta trag\u00e9dia esteve na linha da frente da ajuda direta \u00e0s popula\u00e7\u00f5es, e mant\u00e9m a Miss\u00e3o de Emerg\u00eancia na prov\u00edncia de Manica. Que tipo de ajuda \u00e9 que foram dando? O que \u00e9 que faz mais falta neste momento?<\/strong><\/p>\n<p>S\u00f3 para enquadrar essa nossa presen\u00e7a na prov\u00edncia de Manica, em Dombe: n\u00f3s realmente n\u00e3o trabalh\u00e1vamos na \u00e1rea da emerg\u00eancia, o que aconteceu foi que ap\u00f3s o ciclone Idai sentimo-nos praticamente obrigados pelos nossos parceiros, pelos nossos amigos, porque sabendo que est\u00e1vamos em Mo\u00e7ambique desde 2008 &#8211; apesar da nossa sede ser em Nampula, no norte de Mo\u00e7ambique, e o trabalho ser tamb\u00e9m na prov\u00edncia de Cabo Delgado &#8211; come\u00e7\u00e1mos a ser contactados para saber o que \u00e9 que ir\u00edamos fazer, e a dizer que queriam muito ajudar&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Foi criada uma rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a com a popula\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Exatamente. Pessoas individuais, empresas, c\u00e2maras municipais, associa\u00e7\u00f5es de escuteiros, de bombeiros, houve uma grande movimenta\u00e7\u00e3o, e n\u00f3s sentimo-nos obrigados.<\/p>\n<p>O porqu\u00ea da nutri\u00e7\u00e3o e da sa\u00fade materno-infantil? Porque j\u00e1 t\u00ednhamos experi\u00eancia, nomeadamente em S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe e na Guin\u00e9-Bissau, onde tamb\u00e9m estamos. Foi partir um pouco para o desconhecido, porque assusta fazer um trabalho na parte da emerg\u00eancia, mas t\u00ednhamos os conhecimentos t\u00e9cnicos adquiridos e sab\u00edamos o que quer\u00edamos fazer. Depois s\u00f3 nos faltava uma coisa, que foi aquilo que nos permitiu fazer um trabalho de grande qualidade, que foi encontrar o parceiro ideal: e o parceiro foi a miss\u00e3o cat\u00f3lica de Dombe, onde conseguimos que as irm\u00e3s do Instituto das Pequenas Mission\u00e1rias de Maria Imaculada, que s\u00e3o enfermeiras e t\u00eam um hospital, e que apesar de toda a zona da miss\u00e3o de Dombe, segundo as suas palavras, ter ficado &#8216;ilhada&#8217; \u2013 porque as cheias envolveram completamente a miss\u00e3o e elas estavam numa ilha, mas o hospital n\u00e3o sofreu nada -, \u00a0havia possibilidade nos receber. Por isso, passado duas semanas e meia ap\u00f3s o ciclone Idai, dia 1 de abril, cheg\u00e1mos \u00e0 prov\u00edncia de Manica, e no dia 2 j\u00e1 est\u00e1vamos a trabalhar em Dombe.<\/p>\n<p>T\u00ednhamos um compromisso de fazer uma miss\u00e3o de 3 meses, mas depois a campanha de recolha de bens e a campanha de recolha de fundos correu muito bem. Fizemos a entrega de 217 toneladas de bens, grande parte recolhidos aqui em Portugal e enviados por contentor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Isso \u00e9 uma ajuda para milhares de pessoas no terreno?<\/strong><\/p>\n<p>Sim. E depois do ciclone Kenneth, no dia 25 de abril, acab\u00e1mos por enviar para Pemba, em Cabo Delgado, um dos contentores que estava destinado para Dombe.<\/p>\n<p>Al\u00e9m destas 217 toneladas, fizemos milhares de rastreios nutricionais a m\u00e3es gr\u00e1vidas, lactantes e crian\u00e7as at\u00e9 aos 5 anos, porque foi esse foco que escolhemos. Havia mil e uma coisas para ajudar, mas n\u00f3s focamo-nos neste.<\/p>\n<p><strong>Tamb\u00e9m j\u00e1 tinham experi\u00eancia nessa \u00e1rea.<\/strong><\/p>\n<p>Sim, e no fundo fomos, em todas estas regi\u00f5es que foram muito afetadas, fomos tentar identificar casos e fazer esse encaminhamento, e tamb\u00e9m aproveitar para formar os t\u00e9cnicos de sa\u00fade que possam depois dar continuidade a este trabalho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_165220\" aria-describedby=\"caption-attachment-165220\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/carlos_almeida_18229d664.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-165220\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/carlos_almeida_18229d664-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/carlos_almeida_18229d664-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/carlos_almeida_18229d664-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/carlos_almeida_18229d664-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/carlos_almeida_18229d664-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/carlos_almeida_18229d664-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/carlos_almeida_18229d664-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/carlos_almeida_18229d664-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/carlos_almeida_18229d664-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/carlos_almeida_18229d664.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-165220\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Miguel Rato\/RR<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Esta parceria saiu refor\u00e7ada em janeiro deste ano, quando o Instituto Cam\u00f5es aprovou o financiamento para um novo projeto, o RESPI (Reconstru\u00e7\u00e3o e Resili\u00eancia nas Estruturas de Sa\u00fade e Popula\u00e7\u00e3o P\u00f3s Idai), que tem mais parceiros no terreno, incluindo as irm\u00e3s, de que j\u00e1 falou. \u00c9 uma ajuda importante?<\/strong><\/p>\n<p>Para n\u00f3s \u00e9 sobretudo um grande orgulho este voto de confian\u00e7a do Instituto Cam\u00f5es no nosso trabalho, reconhecendo que fizemos um projeto tendo total experi\u00eancia do local. Ou seja, n\u00f3s acompanh\u00e1mos o evento praticamente desde o in\u00edcio, est\u00e1vamos presentes, n\u00e3o foi uma miss\u00e3o de emerg\u00eancia que tenhamos ido e voltado a Portugal. Conseguimos continuar l\u00e1 e &#8211; deixem-me refor\u00e7ar \u2013 s\u00f3 foi poss\u00edvel termos ficado este ano porque, para al\u00e9m dos bens que foram doados, tamb\u00e9m conseguimos uma campanha de recolha de fundos (em Portugal) que superou em muito as nossas expectativas: conseguimos recolher 283 mil euros, e isso \u00e9 que nos permitiu fazer todo este trabalho.<\/p>\n<p>No ciclone Kenneth, em Cabo Delgado, reconstru\u00edmos 18 salas de aula, incluindo bibliotecas, refeit\u00f3rios, bloco administrativo. Neste momento ainda est\u00e3o a decorrer obras na ilha do Ibo, tamb\u00e9m de salas de aula. Ou seja, este dinheiro que os portugueses nos doaram, de alma e cora\u00e7\u00e3o, permitiu que fosse feito muito trabalho durante este ano.<\/p>\n<p>O Instituto Cam\u00f5es agora deu-nos um voto confian\u00e7a para mais dois anos, numa parceria com outra organiza\u00e7\u00e3o portuguesa, a TESE, e o pr\u00f3prio nome do projeto, RESPI, indica aquilo que nos propomos a fazer: reconstru\u00e7\u00e3o e resili\u00eancia das estruturas de sa\u00fade &#8211; que \u00e9 a parte da TESE, que vai equipar quer o hospital das irm\u00e3s, quer o centro de sa\u00fade de Dombe com pain\u00e9is solares para que seja autossuficiente, a n\u00edvel energ\u00e9tico. A TESE \u00e9 outra ONGD portuguesa, e s\u00e3o especialistas nesta \u00e1rea, e v\u00e3o tamb\u00e9m intervir ao n\u00edvel da \u00e1gua e saneamento destas infraestruturas de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Do lado das popula\u00e7\u00f5es &#8211; porque o projeto tem a parte das estruturas e a parte das pessoas \u2013 \u00e9 a HELPO que est\u00e1 encarregue de continuar a fazer rastreios nutricionais, e paralelamente a estas duas interven\u00e7\u00f5es queremos formar agentes polivalentes de sa\u00fade, os ativistas, para que no final dos dois anos as pessoas consigam elas pr\u00f3prias dar continuidade ao projeto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>J\u00e1 tendo as infraestruturas, continuarem depois o trabalho?<\/strong><\/p>\n<p>Fazerem a manuten\u00e7\u00e3o das infraestruturas e tamb\u00e9m os rastreios nutricionais, que s\u00e3o coisas muito simples. O centro de sa\u00fade j\u00e1 tem t\u00e9cnicos de nutri\u00e7\u00e3o. Se a n\u00edvel das popula\u00e7\u00f5es, nestes nove centros de reassentamento onde vamos estar a trabalhar &#8211; que foram novas aldeias que foram criadas com as pessoas que perderam as suas casas &#8211; houver ativistas que consigam identificar quando h\u00e1 uma crian\u00e7a, ou uma m\u00e3e gr\u00e1vida com problemas de nutri\u00e7\u00e3o, e encaminhar para o hospital, o trabalho a partir da\u00ed est\u00e1 feito. Por isso, estes dois anos s\u00e3o de um grande desafio, que enfrentamos com muita confian\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Estamos a falar de uma popula\u00e7\u00e3o de quantas pessoas?<\/strong><\/p>\n<p>De 13.000 pessoas, que foram muito afetadas. Aquilo foi uma trag\u00e9dia silenciosa. Durante tr\u00eas noites as \u00e1guas subiram de forma catastr\u00f3fica e levaram tudo. Depois das \u00e1guas terem ido embora, n\u00f3s cheg\u00e1vamos l\u00e1 e v\u00edamos, no cimo dos postes da eletricidade, lixo, ramos e restos de lama. Ou seja, pod\u00edamos testemunhar at\u00e9 onde \u00e9 que as \u00e1guas tinham chegado &#8211; porque algumas imagens s\u00e3o dif\u00edceis de acreditar -, \u00a0e ouvir os relatos de pessoas que ficaram tr\u00eas dias em cima das \u00e1rvores com os seus filhos amarrados \u00e0 cintura para sobreviver\u2026 \u00a0Agora,\u00a0passado praticamente um ano, falamos com essas mesmas pessoas que nos dizem que as crian\u00e7as ainda acordam durante a noite a chorar e a dizer que querem ajuda. H\u00e1 muitos traumas que n\u00e3o se v\u00e3o apagar de um dia para o outro\u2026<\/p>\n<p><strong>Est\u00e1 em Mo\u00e7ambique h\u00e1 10 anos. Esta trag\u00e9dia foi o que mais o marcou?<\/strong><\/p>\n<p>Houve uma coisa que me marcou muito, n\u00e3o no ciclone Idai, mas no ciclone Kenneth. Fizemos uma visita \u00e0 ilha do Ibo, na altura com a Selma Uamusse, que a nosso convite foi a Mo\u00e7ambique, porque fez o \u2018M\u00e3o dada a Mo\u00e7ambique\u2019 e ela fez essa visita connosco. Quando cheg\u00e1mos \u00e0 ilha as pessoas estavam numa distribui\u00e7\u00e3o de alimentos\u2026 tinham perdido tudo, a ilha ficou 90% destru\u00edda, e quando cheg\u00e1mos houve uma mam\u00e3 que quis falar com ela e lhe disse estar muito feliz por estar viva, e que se os est\u00e1vamos a visitar era porque eles eram muito importantes.<\/p>\n<p>Eu penso muitas vezes nisso:\u00a0se uma cat\u00e1strofe dessas acontecesse em Portugal, n\u00f3s que somos exigentes e queremos coisas boas, se perd\u00eassemos tudo n\u00e3o conseguir\u00edamos fazer nada\u2026 Aquelas pessoas pegaram em tr\u00eas paus, numa lona e fizeram uma casa para dormir, ficaram \u00e0 espera de alguma coisa para comer e as coisas andaram para a frente.<\/p>\n<p>Houve hist\u00f3rias que me marcaram muito, foi uma experi\u00eancia pessoal que me marcou. Houve uma noite em que estava a ir de carro, desliguei a luzes e vi o que seria acordar com \u00e1gua pelos joelhos e n\u00e3o se ver nada. n\u00e3o h\u00e1 luz de candeeiro na rua, n\u00e3o h\u00e1 luz el\u00e9trica e como \u00e9 que pessoas, como a Joana, gr\u00e1vida &#8211; ainda agora estive com ela \u2013 e amarrou dois filhos, subiu acima do celeiro, que depois se desprendeu e serviu de jangada, ficou presa aos ramos de uma \u00e1rvore e andou nisto durante duas noites! As crian\u00e7as continuam impec\u00e1veis, ela com um sorriso e muito feliz por estar viva.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_165190\" aria-describedby=\"caption-attachment-165190\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/65533517_10157088779858801_2164347532145065984_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-165190\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/65533517_10157088779858801_2164347532145065984_o-400x225.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/65533517_10157088779858801_2164347532145065984_o-400x225.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/65533517_10157088779858801_2164347532145065984_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/65533517_10157088779858801_2164347532145065984_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/65533517_10157088779858801_2164347532145065984_o-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/65533517_10157088779858801_2164347532145065984_o-1080x608.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/65533517_10157088779858801_2164347532145065984_o-1280x720.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/65533517_10157088779858801_2164347532145065984_o-980x552.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/65533517_10157088779858801_2164347532145065984_o-480x270.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/65533517_10157088779858801_2164347532145065984_o.jpg 1919w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-165190\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Helpo<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Em Mo\u00e7ambique est\u00e3o representadas v\u00e1rias ONG. H\u00e1 trabalho em rede entre as v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es que est\u00e3o no terreno? Como \u00e9 que avalia o trabalho e presen\u00e7a da Igreja junto das popula\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00f3s temos dois cen\u00e1rios espec\u00edficos: em Manica seria imposs\u00edvel fazer este trabalho sem o apoio da diocese de Chimoio. O bispo D. Jo\u00e3o Carlos Nunes, desde o primeiro momento que apoiou a nossa ida, quando contact\u00e1mos as irm\u00e3s do Instituto Pequenas Mission\u00e1rias de Maria Imaculada tamb\u00e9m fomos recebidos de bra\u00e7os abertos, e sem este apoio seria imposs\u00edvel ter feito esta miss\u00e3o. Foi a quest\u00e3o chave, porque n\u00e3o t\u00ednhamos capacidade para fazer este trabalho se n\u00e3o tiv\u00e9ssemos um parceiro j\u00e1 t\u00e3o implementado no terreno.<\/p>\n<p>Ao n\u00edvel de Cabo Delgado aquilo que sentimos foi que na altura do ciclone \u00e9ramos a \u00fanica organiza\u00e7\u00e3o portuguesa que estava no terreno, depois mais tarde a Oikos, que tem alguns projetos na \u00e1rea da agricultura, deu algum apoio e tamb\u00e9m a\u00ed cont\u00e1mos muito com o bispo D. Luis de Lisboa, que nos ajudou e colabor\u00e1mos muito. Particip\u00e1mos na constru\u00e7\u00e3o da escola secund\u00e1ria Padre Paulo, e at\u00e9 aos dias de hoje continuamos, agora com outro fen\u00f3meno a acontecer em Pemba, resultante de coisas graves, de ataques\u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ataques terroristas\u2026 e consegue identificar?<\/strong><\/p>\n<p>Na minha opini\u00e3o, e falando muito com especialistas na \u00e1rea da seguran\u00e7a, aquilo que dizem \u00e9 que n\u00e3o sabem o que \u00e9, sabe-se o que n\u00e3o \u00e9, ou seja, a hip\u00f3tese do (autoproclamado) Estado Isl\u00e2mico nesta altura est\u00e1 posta de parte. H\u00e1 v\u00e1rias motiva\u00e7\u00f5es e raz\u00f5es\u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Mas, as pessoas est\u00e3o a ser atacadas, e h\u00e1 um cen\u00e1rio de viol\u00eancia muito grave&#8230;\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o grave. H\u00e1 um padr\u00e3o comum na maior parte destes ataques, n\u00e3o s\u00e3o feitos para matar, mas para aterrorizar. Pessoas armadas entram e queimam as aldeias, disparam tiros para o ar, as pessoas fogem, matam uma ou duas pessoas com requintes de terror. Quase n\u00e3o tem havido ataques a viaturas nem institui\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, por exemplo as Igrejas n\u00e3o foram atacadas, por isso conotar isto com o Estado Isl\u00e2mico parece-me for\u00e7ado\u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Isto tamb\u00e9m atrapalha o vosso trabalho no terreno?<\/strong><\/p>\n<p>Atrapalha e muito. T\u00ednhamos um centro de interven\u00e7\u00e3o em Moc\u00edmboa da Praia, e desde o segundo semestre de 2019 que esse apoio que damos numa escola secund\u00e1ria &#8211; onde temos 124 alunos com bolsas de estudo do ensino secund\u00e1rio \u2013 est\u00e1 a ser feito \u00e0 dist\u00e2ncia. Porque de Pemba a Moc\u00edmboa da Praia s\u00e3o 350 km, e passa no epicentro destes ataques.<\/p>\n<p>O que se tem notado nos \u00faltimos meses, porque h\u00e1 um agudizar da situa\u00e7\u00e3o, \u00e9 que as pessoas est\u00e3o a fugir destas zonas rurais, de mato profundo, e est\u00e3o a ir para Moc\u00edmboa da Praia, para a ilha do Ibo, para Macomia e mais recentemente para Pemba, porque os ataques est\u00e3o a ir para sul. Os \u00faltimos ataques s\u00e3o, em linha reta, a cerca de 120 km da Pemba, e estas pessoas est\u00e3o a chegar em largo n\u00famero.<\/p>\n<p>O padre Ricardo, dos Mission\u00e1rios da Boa Nova, e outros padres que est\u00e3o a intervir no terreno est\u00e3o a sentir que h\u00e1 muita necessidade de uma outra ajuda,\u00a0 e por isso dos bens que conseguimos recolher, e outros materiais que temos em armaz\u00e9m, estamos a ajudar estas pessoas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Estamos a falar de deslocados internos?<\/strong><\/p>\n<p>Essa \u00e9 que \u00e9 a quest\u00e3o. O governo mo\u00e7ambicano por n\u00e3o ter ainda assumido de forma veemente esta situa\u00e7\u00e3o, deixa as coisas cair num vazio. Mas o que sentimos \u00e9 que s\u00e3o deslocados internos, e que est\u00e1 a afetar muito a vida destas pessoas.<\/p>\n<p>Tivemos dados, que n\u00e3o s\u00e3o oficiais, mas que indicam que j\u00e1 ultrapassa as 2000 crian\u00e7as que est\u00e3o nas escolas. Em Mo\u00e7ambique as aulas come\u00e7aram no final de janeiro, e neste \u00faltimo m\u00eas houve um acr\u00e9scimo de crian\u00e7as. Se contarmos com as que se deslocaram e que n\u00e3o est\u00e3o a ser integradas na escolas, isto \u00e9 uma nova cat\u00e1strofe\u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Est\u00e1 em Portugal por estes dias para procurar mais apoio? Veio lembrar e sensibilizar os portugueses de que a situa\u00e7\u00e3o preocupante em Mo\u00e7ambique permanece?<\/strong><\/p>\n<p>Estou desde 2010 em Mo\u00e7ambique e ultimamente tenho feito um esfor\u00e7o grande para vir mais vezes a Portugal, e sentimos que esta efem\u00e9ride de um ano do ciclone Idai era mais importante estar aqui para dar o meu testemunho.<\/p>\n<p>Temos sentido muito o apoio dos portugueses. Ap\u00f3s o ciclone conseguimos dar uma resposta e quem depositou confian\u00e7a em n\u00f3s sentiu que fez um bom investimento e que n\u00f3s fizemos um bom trabalho.<\/p>\n<p>Gostaria de aproveitar este momento de preenchimento do IRS e apelar aos portugueses que t\u00eam confian\u00e7a na HELPO que n\u00e3o se esque\u00e7am de consignar 0.5 % do imposto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Lembrando sempre que isso n\u00e3o nos vai custar nada\u2026<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma parte que em vez de ir para o Estado vai diretamente para a organiza\u00e7\u00e3o. Para n\u00f3s tem sido uma grande fonte de financiamento, e \u00e9 sempre importante relembrar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Em Portugal, e na Europa, vivemos em estado de alerta devido ao novo coronav\u00edrus. A epidemia tamb\u00e9m preocupa Mo\u00e7ambique?<\/strong><\/p>\n<p>Preocupa muito. Ainda n\u00e3o h\u00e1 casos em Mo\u00e7ambique, mas j\u00e1 h\u00e1 na \u00c1frica do Sul, acho que \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds do sul de \u00c1frica que tem casos e que faz fronteira com Mo\u00e7ambique, as pessoas est\u00e3o muito alerta.<\/p>\n<p>Outra coisa que estava a assustar muito os mo\u00e7ambicanos era o facto de haver uma grande comunidade chinesa no pa\u00eds, e as pessoas estavam assustadas. Est\u00e3o a colocar em quarentena pessoas que venham de pa\u00edses com grande n\u00famero de infetados, nomeadamente da China, de It\u00e1lia. Ontem ouvi um relat\u00f3rio que indicava que quem vinha da Alemanha obrigatoriamente ia ficar 14 dias em quarentena.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Est\u00e3o atentos e a tomar medidas?<\/strong><\/p>\n<p>Est\u00e3o a ser tomadas medidas, o minist\u00e9rio da sa\u00fade est\u00e1 a tomar medidas, n\u00e3o ainda ao n\u00edvel de Portugal, mas as pessoas em Mo\u00e7ambique est\u00e3o alerta, nas cidades, nos postos fronteiri\u00e7os e nos aeroportos, est\u00e3o cientes, e o minist\u00e9rio da sa\u00fade est\u00e1 a acompanhar este caso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um ano depois do ciclone que devastou Mo\u00e7ambique, boa parte da popula\u00e7\u00e3o continua \u201ca passar muito mal\u201d, conta o coordenador da HELPO naquele pa\u00eds. Carlos Almeida diz que a amea\u00e7a da fome \u00e9 real, e que sem o apoio da Igreja cat\u00f3lica n\u00e3o teria sido poss\u00edvel criar a Miss\u00e3o de Emerg\u00eancia em Dombe.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":165192,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[60,6,630],"tags":[],"class_list":["post-165217","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-caixa2","category-entrevistas","category-entrevistas-ecclesia-rr"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/165217","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=165217"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/165217\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/165192"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=165217"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=165217"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=165217"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}